De Pai Para Filha - Capítulo II
O sentimento revelado e o primeiro contato físico entre pai e filha
Acordei com ela Rafaela longe do meu corpo e meu pau duro.
Não foi melhor ela não estar colada em mim.
Estava deitada de bruços, sem o lençol para cobrir seu corpo. As costas expostas, a bunda virada para mim e dessa vez a calcinha estava atolada, quase mostrando seu reguinho inteiro.
Podia ser pior, pensei. Ela podia estar de frente e a buceta marcada na calcinha ou seu seio fora do top.
Olhei bem seu rabo, gravei na memória, cada pinta invisível que sua pele branca tinha. Tirei o short ainda no quarto, indo para o banheiro só de cueca.
Entrei no chuveiro e voltei a pensar que a fodia. Desta vez era na posição que estava na cama.
Metia nela por trás, abrindo sua bunda e enxergando o cuzinho que tantas vezes limpei quando era pequena.
Imaginei que o cu piscava para mim e que Rafa olhava para mim por cima do ombro, pedindo que eu a fodesse, mas sem emitir som, apenas com os lábios. Ela revirava os olhos e pedia mais forte.
Até que pediu para apanhar.
– Me bate, papai. Fui uma filha muito malvada. Me bate. Bate na minha bundinha.
Eu atendia aos seus pedidos, e não conseguia mais controlar meus impulsos.
Gozei, enchi minha mão de gala. Para só então, abrir os olhos.
Eu estava louco. Precisava me concentrar e entender que tinha sido apenas um dia ruim, longe da minha esposa, e que jamais poderia pensar na minha filha daquela forma.
Eu não pensaria mais, estava convencido que aquela tinha sido a última punheta pensando em Rafa, a última vez que ela me excitou.
Sai do banho, me sequei e fui fazer a barba.
Fiquei elaborando na mente o que faríamos naquele dia, o único completamente livre que teríamos.
Rafa amava esporte, então seria imprescindível irmos até o Maracanã, assim como tinha o sonho de ir ao Cristo. Já tínhamos o cronograma para a manhã.
De tarde, com o sol que estava, seria inevitável irmos à praia, mas me lembrei da recente promessa e vê-la de biquíni possivelmente acabaria com minhas forças.
A toalha branca com o logo do hotel estava sobre o mármore da pia, quando ela entrou no banheiro sem bater na porta.
Joguei o barbeador longe, assustado, cobrindo meu pau com as duas mãos. Por sorte eu tinha gozado a instantes e ele não estava duro.
– Desculpa. To me mijando – falou sentando no vaso.
Rafaela baixou rápido a calcinha, eu a cuidava pelo espelho – droga de promessa – não conseguia ver sua bucetinha, enxergava só sua barriga delicada, quase definida, e seus seios – o bico do da esquerda estava fora do top em parte.
Seguia tapando meu pau, quando o barulho forte de xixi começou a ecoar do vaso.
Meu Deus, ela mijando, que delícia, que perfeito ver minha menina daquele jeito.
Fechei os olhos e senti o pau crescer nas mãos.
– Você devia ter batido. O que conversamos ontem à noite?
– Já pedi desculpas, eu precisava usar o banheiro, se não ia fazer na cama.
A olhei, e não devia ter olhado, em hipótese nenhuma.
Rafaela enrolou uma quantidade grande de papel na mão direita, inclinou o tronco para frente e enfiou a mão entre as bandas da bunda, secando a bucetinha, olhando para trás.
Conferiu o papel antes de jogá-lo fora. Veio até mim e beijou minhas costas, ao mesmo tempo em que ajeitava a calcinha entre as virilhas.
– Que bundinha hein – brincou rindo, apertando minha bunda, antes de voltar para o quarto.
Voltei a respirar fundo, catei o barbeador e recomecei ao trabalho.
Aquela era uma brincadeira comum entre nós, entre pai e filha, mas agora tinha outro efeito em mim. Só conseguia pensar na minha filha, coisas ligadas a sexo e isso me consumia. Me senti doente, perverso, pervertido, queria passar por uma lobotomia.
Não entendia como gestos corriqueiros do dia a dia podiam mudar completamente seus significados, literalmente, da noite pro dia.
Olhava para o vaso pelo espelho, lembrando a imagem dela. Meu pau já doía de tão duro novamente.
Até me barbear era diferente, pensava se um dia ela usaria aquele aparelho para tirar os pelinhos recentes da sua bucetinha.
Será que se eu mandasse ela depilar ela faria para mim? Pensando em deixar o pai mais confortável quando fosse lamber sua xoxotinha.
Droga! Precisava parar de pensar nessas coisas absurdas.
Sai, enrolado na toalha, do banheiro. Para minha surpresa ela estava de biquini, com uma saída de praia cobrindo.
— Ué, arrumada para praia? Tinha pensado em irmos no Cristo e no Pão de Açucar, turistar um pouco.
— Ah não, pai. Sol tá lindo, quero pegar uma cor, me molhar nessa água maravilhosa. Deixa pra turistar quando a gente estiver com a família toda. — Ela respondeu enquanto fechava a mala. — Inclusive deixei a sua sunga separada, em cima da cama.
Ela falou parando de ajeitar as roupas na mala, veio até mim e me abraçou. Beijou meu peito, com os braços apertados em volta da minha cintura.
Naquele momento achei que tinha sido um gesto involuntário, mas depois descobri que ela tinha feito de caso pensado. Quando sua mão caiu, esbarrou na toalha — mal amarrada na minha cintura — e me deixou completamente nu na sua frente.
Vi a toalha caindo em câmera lenta, mas na verdade foi ao chão bem rápido.
Meu pau bem duro, por causa dela.
Bêbado de tesão, não me preocupei que ela olhasse. Me virei lentamente para a cama, procurando com os olhos, a sunga que ela tinha separado.
Rafa ficou estática, no mesmo lugar. Não a olhei. Não sei dizer se ela manjava minha rola dura, mas podia jurar que sentia seu olhar no meu pau.
Não posso mentir, sorri.
Fiquei com o ego inflado. Mesmo com quarenta anos eu ainda tinha um pau grande, grosso e que atraía olhares de uma novinha gostosa.
Ok, ela era minha filha, mas eu já não pensava nisso.
A promessa tinha ido pro caralho, junto com minha vontade de foder a garota que tinha sido gerada, de alguma forma, por mim.
Fomos à praia, bem em frente ao hotel.
A Barra sempre fora nosso canto quando estávamos no Rio. Já conhecia os donos dos quiosques e Rafa até tinha amigas cariocas que também frequentavam aquelas areias.
Ela tirou a saída de praia e revelou todo seu corpo adolescente, coberto apenas por um pequeno biquini preto agora. Seus seios ficavam deliciosos naquele modelo, quase unidos, grandes, protuberantes, perfeitos para pôr a boca, lembrando bem os da mãe na juventude.
Rafa deitou na canga do Senhor do Bomfim, com a bunda para cima, com a calcinha milimetricamente posicionada onde ela queria que a marquinha natural fosse criada.
Agradeci por ter gasto mais de R$3.000,00 no meu Rayban Meta. O óculos escuro impedia que ela visse que meus olhos repousaram na sua bunda, imaginando como seria seu cuzinho, como sua bucetinha deveria cheirar estando suada, como seria afastar o biquini pro lado e meter nela por trás.
Claro que a ideia de filmar ou tirar uma foto daquela cena corroeu minha mente, mas não podia esquecer que se tratava da minha filha, o que impediu que eu fizesse aquilo.
Passada uma hora, Rafa viu alguns garotos jogando altinha e a quadra de futevôlei livre. Formávamos uma ótima dupla nas aulas na nossa cidade. Ela me convidou para jogarmos contra os garotos que brincavam e eu aceitei na hora, achando que o esporte afastaria da minha mente o pensamento de meter nela.
Mas a ideia foi péssima.
Para começar os garotos aceitaram o jogo, e eu logo percebi que foi mais por ela estar só de biquíni e ser muito gostosa, que por estarem querendo jogar realmente.
Via os dois moleques olhando e sussurrando entre si sobre o corpo dela. Aquilo foi me dando um ciúme muito mais forte, o que qualquer pai teria pela filha.
Ela jogava muito bem. Saltava para cabecear — fazendo os seios balançarem — levantava a bola para mim com o peito, — sujando-os de areia — abria bem as pernas para chapar a bola na hora de defender — mostrando bem as virilhas, de maneira quase obscena.
Se eu conseguisse me concentrar e seguir as jogadas, certamente ganharíamos fácil, já que além de ruins, os garotos estavam tão hipnotizados por ela quanto eu.
Mas eu não conseguia. Errei tudo, arrancando o riso perfeito dela, que não era capaz de ficar braba com o pai ruim e babão.
Perdemos e, por sorte, ela preferiu não jogar uma segunda partida.
— Vem pai, vamos pra água, tirar a areia. — falou correndo, sem nem se despedir dos garotos.
Um dos moleques mexeu no calção, segurando a pica, enquanto falava com o outro, nitidamente olhando a bunda de Rafa.
Aquilo me fez perder a vergonha. Olhei para minha sunga e os 23cm de pica estavam duros, marcando a peça, aninhados para a esquerda. Não tentei esconder, apenas o ajeitei para ficar no centro, quase saindo da sunga, de barraca armada.Depois dos primeiros passos, comecei a dar braçadas para alcançar minha filha, passei por ela, me virando para nadar de costas, a cuidando.
— Aiii, tá fundo pai — berrou, com a água tapando seus seios.
Fiquei em pé, com a água no meu peito e puxei-a pela mão.
Foi aí que qualquer juízo me abandonou.
Rafa me abraçou com as mãos na nuca e envolveu as pernas na minha cintura. Sua bucetinha ficou bem sobre meu pau, apenas com as duas peças o separando.
— O que deu no senhor hoje? Errou tudo no jogo. Perdemos pra dois pivetes horríveis — falou colocando seu corpo mais grudado ao meu, encaixando com firmeza as pernas em volta da minha cintura.
— Tava desconcentrado. — E pelo visto continuava, nem sabia o que falar, sentindo sua bexiga na minha pica.
— Tava com a cabeça aonde? Me conta — falou, sussurrando no meu ouvido. Seus seios escorregaram pelo meu peito e ela beijou minha bochecha.
— Vi que eles estavam comentando do teu corpo. Fiquei irritado. — Uma meia verdade.
— Sério? Não reparei. Eu, estava focada no jogo. E em consertar as cagadas do senhor. — Rafaela ria,
seguindo com a boca entre minha orelha e pescoço.
— Vontade de encher eles de porrada — apertei mais o corpo dela contra o meu, forçando mais a cintura.
— Nossa, como é brigão esse coroa fortão. — Rafa deslizou a mão para meu biceps, fortes pela academia que faço todos dias, apertou o músculo, olhando meu corpo. — Ciumento.
— Muito, ainda mais agora que sei que você beija na boca desses Enzos. Minha menina é uma mulher linda demais agora. Preciso começar a me acostumar.
Não sabia se ela tinha sentido meus toques entre suas pernas, mas colou a boca no meu pescoço, subindo e descendo na minha cintura, procurando uma acomodação melhor junto ao meu. Pensei em pegá-la pela bunda, mas seria demais, eu não podia fazer isso. Segui segurando seu corpo fino pela cintura, mas a ajudando na posição.
Senti ela fechar os olhos e os batimentos do seu coração aumentarem. Sentia seu peito no meu, sua palpitação na minha.
Então tomei a melhor decisão da minha vida, e a mais recriminável também.
Comecei a mexer minha cintura, como se metesse nela.
Meu pensamento era simples. Eu queria comê-la, preferia que eu tirasse sua virgindade que algum garoto maloqueiro, como os que jogaram conosco.
Eu forçava minha cintura contra a dela, como se estivesse a fodendo na água. Poucas pessoas estavam na mesma linha de água que a gente, as ondas batiam nos nossos corpos e faziam a gente mexer. A cada mexida sentia ela apertando minha cintura com as pernas, se grudando mais ao meu corpo. Sua palpitação aumentava e ela praticamente gemia no meu ouvido.
Estive ao ponto de baixar a sunga e afastar a calcinha dela, mas me contive.
Aquela era a situação perfeita, quase a comia, arriscando toda minha vida naquele ato, ao mesmo tempo que tinha a desculpa perfeita: as ondas me faziam perder o equilíbrio.
Mas ela parecia gostar, mordendo meu pescoço, calada, se ouvia apenas sua respiração.
Seguia mexendo a cintura, podia jurar que sentia a sua buceta no talo do meu pau.
Então expulsei do meu corpo e da mente o resto de dignidade que tinha, arqueei os joelhos, posicionando a cabeça do pau entre suas pernas.
Senti.
Senti perfeitamente a entrada da sua grutinha virgem. A cabeça do pau forçava contra ela.
Rafaela cravou as unhas rosas nas minhas costas no mesmo instante. Forte, me arranhando, se prendendo a mim, jogando sua buceta contra a rola.
Eu estava louco.
Suas unhas deslizaram pelas minhas costas e ela gemeu sem nenhuma vergonha.
— Ahhhhhhhhhhh.
Cortou rápido o som, surpresa por ter sido alto.
Saiu do meu colo.
— Me leva pra areia, pai. Fiquei tonta — pediu tímida, sem conseguir me olhar nos olhos.
A preocupação me consumiu, o gosto de sal da boca fazia meu nariz arder.
Caminhei carregando ela no colo, fugindo das ondas desta vez, acelerado,a soltei apenas quando saímos d'água.
Seu rosto estava vermelho e ela suava quando chegamos às nossas cadeiras.
— Você tá bem? — perguntei, arrependido.
— Sim. Só acho que a pressão caiu. Não precisa me olhar com essa cara — respondeu com o rosto que parecia arder.
— Vou pegar uma água de coco pra você. Isso deve ser porque não comeu nada a manhã inteira.
Enquanto ia até o quiosque o arrependimento me bateu. Tinha roçado forte na minha filha. Ela deve ter notado o abuso e agora estava se acostumando com a ideia de que o pai era um estuprador. Tinha estragado minha vida. O pior é que meu pau seguia duro, marcando a sunga e eu nem tinha conseguido gozar.
Resolvi pegar um pastel de camarão para ela também, demorando para voltar para a cadeira, retardava o constrangimento que teria quando a olhasse novamente, com medo de ter estragado a minha vida e a dela.
Ela já estava de pé e tinha recolhido todas nossas coisas quando voltei.
— Ué, o que houve? — perguntei com medo da sua resposta.
— Tô cansada, quero ir pro hotel. Vamos. — Rafaela me abraçou apertado, beijando minha bochecha. — Me abraça por trás, tô com frio.
O pedido me deixou desconfortável, já que eu seguia duro e teria que encoxá-la, mas me acalmou pelo lado que ela ainda queria meu toque físico. A situação era menos pior por ela estar com a saída de praia, me impedindo de sentir o calor do seu corpo.
Ela tomou a água de coco quase em um só gole, pondo a fruta fora quando chegamos ao calçadão. Lá ela se distanciou de mim, pegando na minha mão para atravessarmos a avenida, me olhava sorrindo, se abraçando em meu braço.
Tudo parecia normal, graças a Deus, ou ao Diabo.
— Oh, já peguei minha roupa, viu? — Falou poucos segundos depois de chegarmos ao quarto, indo para o banheiro.
Fiquei sentado na cadeira da sacada do quarto, me segurando para não bater uma punheta ali mesmo, antes do banho. Lembrava do que fizemos, sem me recriminar, com o coração mais leve, pensando que talvez ela nem tivesse sentido meus toques, que não tinha causado nada nela.
Rafa saiu do banho, vestindo um biquini branco e um shortinho de linho, quase transparente, que deixava ver que a calcinha que vestia agora era menor que a usada na praia.
Passei rápido por ela, pegando minha cueca e um short na mala, entrando no banheiro para aliviar o estado que a praia tinha me deixado.
Gozei, de novo pensando nela, pensando em como estava apaixonado pela minha própria filha, em como estava sendo absurdas as atitudes que eu estava tomando. De novo a culpa me corroeu, e eu voltaria para o quarto com o saco vazio de porra e com a cabeça de um pai normal, que não queria transar com a filha.
Mas aí, de novo, as coisas mudaram.
Rafa estava deitada, com as pernas abertas e eu podia jurar que a calcinha do biquíni estava enrolada, mascando os lábios da sua bucetinha. O short não deixava eu ter certeza do que via.
Deitei do lado dela. Rafa largou o telefone e deitou sobre meu peito.
— Porque quis vir pro hotel do nada? Você tá bem ou tá se sentindo mal? — perguntei lhe fazendo cafuné.
— Não quero falar disso. Mas eu tô bem, só quis vir pro hotel. Ficar sozinha com o senhor.
Aquelas falas me deixaram preocupado, então mudei a entonação da voz.
— Que que aconteceu, Rafaela? Fiz algo errado, que você não gostou? — Se minha vida tivesse prestes a terminar, eu queria saber o quanto antes.
— Não e sim. E eu já disse que não quero falar sobre.
— Vai falar sim! Anda desembucha! Que que eu fiz e deixou você chateada? — sentei na cama, olhando ela nos olhos. Sua pele tinha ficado rosada, o sol tinha trabalhado no seu corpo.
— As garotas do lado da gente na praia ficaram comentando do senhor, quando foi pegar o coco. — Seus olhos fugiram de mim.
— Comentando o que?
— Do seu corpo. — Rafa olhava a vista da janela, sem me encarar.
— O que, filha? – puxei seu rosto, obrigando-a a me olhar.
— Falando do seu pau, pai. Seu pau tava marcando a sunga e elas ficaram falando. — Ela tirou o rosto das minhas mãos e levantou da cama, indo para a janela.
A segui, abrançando-a por trás, desta vez apenas como um pai carinhoso e preocupado, que tentava absorver aquelas informações.
— Falaram o que?
— Que sentavam no senhor até ficar acabada, a outra comentou que pelo tamanho devia bater no útero, aí a terceira disse que devia ficar com a boca doendo pra conseguir engolir tudo. A primeira falou que o senhor era o coroa mais lindo da praia.
A virei para mim e ela me abraçou de novo.
— Aí você quis fugir da praia com medo que eu traísse sua mãe com aquelas garotas que eu nem notei?
— Não, fugi porque fiquei com ciúmes. O senhor é meu... pai... não divido! — Rafa me abraçou forte, apertando o corpo no meu.
Ficamos assim durante algum tempo, até ela se soltar.
— O senhor diz que eu já sou grande para ficar andando só de calcinha, que já sou uma mulher, né?!
— Sim, inclusive os garotos da praia também acharam isso. Não foi só você que ouviu coisas ruins na praia hoje — respondi sorrindo ironicamente.
— Não me importo com eles, só com o senhor.
Entendi a sua resposta e fiquei calado, para que ela continuasse o que estava tentando dizer.
— Posso lhe perguntar uma coisa íntima, sobre sexo, e o senhor responder com sinceridade, falando com uma mulher e não com a sua filha adolescente?
— Pode — respondi com medo do que poderia vir.
— Porque o senhor estava de pau duro ontem de noite, aqui no quarto?
Foi um soco no meu peito. Perdi o ar na hora. Não faço ideia de como ficou minha expressão com o que ela perguntou.
Ela tinha sentido meu pau, tinha notado, sabia que estava duro.
Busquei o ar que acabara nos pulmões. Óbvio que mentiria.
— Você sabe que eu sou adulto. Como disse pra você ontem, homens são animais, têm necessidades. Estava há alguns dias sem transar com a sua mãe e aí teve a viagem, lembrei dela e endureceu. Desculpa por ter feito você notar isso.
— Lembrou dela hoje na água, abraçado em mim, também?
Rafa tinha posto as cartas na mesa, me desafiava. Ela sabia o motivo, tanto da noite anterior quanto daquela manhã. Queria ouvir de mim.
— Rafa, você virou uma mulher, uma linda mulher. Eu sou completamente apaixonado por você e é inevitável que fique excitado sentindo teu corpo, olhando ele, admirando. — Era a minha vez de perder o olhar pelas imagens do lindo Rio de Janeiro.
— Fui eu quem lhe excitou? — Ela deu passos para a frente, colando o corpo em mim.
Pensei em dizer algo, mas ela não deixou.
— Não tem problema, pai. Eu sinto a mesma coisa. Fico completamente louca pelo senhor e não é de hoje. Eu estou apaixonada pai, pelo senhor. Fiquei com ódio daquelas mulheres na praia. E eu tenho o mesmo medo, sei que é errado e que a gente não pode trair a mamãe... — alisava minha barriga, levando a mão com perigo, perto da barra do short. — Eu não tava só de calcinha ontem por causa do calor, queria ver se ia mexer com o senhor, como o senhor mexe comigo. Eu sei que mexi, eu vi, eu senti.
— Rafa...
— Se eu tô errada, fala, pai. Diz me olhando nos olhos!
Não disse.
Não falei nada.
Rafa ficou na ponta dos pés e me beijou, na frente da janela, com a vista do Rio contemplando o beijo do maior amor que a cidade poderia ver.
Envolvi sua cintura com meus braços e o beijo ficou mais quente, nossas línguas se encontrava, com ela sugando a minha e arranhando meu peito.
Até que eu parei, afastando ela de leve.
— Você tem certeza do que está dizendo? — Sua cintura seguia nas minhas mãos.
— Pai, eu gozei na água, sentindo o senhor. Eu saí da praia com raiva, porque achava que o senhor estava excitado por minha causa e aquelas mulheres ficaram secando o pau que estava daquele jeito por mim! E eu precisava ter certeza disso. O que eu mais quero na vida é que o senhor tire minha virgindade, que seja meu primeiro homem.
A beijei de novo, caminhando com a boca colada a dela até a cama. Suas costas cairam no colchão enquanto eu encaixava meu corpo no meio dela, roçando de novo, a beijando sem parar. Sentia os seios esmagados no meu peito, da mesma forma em que os lábios eram esmagados pelos meus.
Eu a tinha em meus braços e ela seria minha nova mulher daquele dia em diante.
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