Jogo perigoso - Parte 23
Eu paralisei.
Os disparos rasgaram o silêncio da rua, altos, brutais, tão repentinos que, por um instante, meu corpo se esqueceu de como reagir. Tudo pareceu acontecer em câmera lenta. O som dos tiros ainda ecoava nos meus ouvidos quando a voz de Nathy veio de dentro da casa, distante e desesperada.
— Guiiiiiiiii! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!
Gui me olhava nos olhos no exato instante dos disparos. Havia algo naquele olhar que me fez esquecer de tudo ao redor, eu não sabia se ele tinha sido atingido.
Até que Jeferson caiu de joelhos.
Virei o rosto a tempo de ver, do outro lado da calçada, o carro de Paula, parado com os vidros abaixados. Ela estava ao volante, o braço estendido para fora da janela, um revólver firme em sua mão, ainda apontado na direção de Jeferson.
Não havia hesitação em seus movimentos.
Jeferson tombou de vez, desabando sobre a calçada.
Por um segundo, ninguém pareceu respirar.
Então Nathy surgiu pela porta, correndo desesperada. Passou por mim sem sequer me notar e se jogou nos braços de Gui, agarrando-se a ele como se precisasse ter certeza de que ainda estava ali.
Eu continuava imóvel, tentando compreender o que acabou de acontecer.
Paula desceu do carro, checou os pulsos e o pescoço de Jeferson, e disse num rádio:
— Ferraz, aqui é Paula. Alvo abatido. Jeferson está no chão.
Ferraz: Paula, confirma a situação. Você está bem?
Ela lançou um olhar rápido ao redor, avaliando a rua, as janelas das casas e as pessoas que começavam a aparecer nas portas.
Paula: Estou bem. O perímetro, por outro lado, acabou de virar uma zona de risco. Quero duas viaturas aqui agora. Uma na entrada da rua, outra isolando o local. Ninguém entra, ninguém sai sem identificação. E mande uma equipe médica, imediatamente, mas garanta que ninguém reanime o alvo.
Ferraz: Entendido. O que aconteceu?
Paula: Jeferson tentou reagir. Repetindo: ele tentou reagir. Houve uma ameaça direta, e eu precisei intervir.
Ferraz: Você chegou a dar voz de prisão?
Ela ficou em silêncio por um instante. O olhar passou por Jeferson, pelo sangue que começava a se espalhar na calçada.
Paula: Ferraz, eu sei que você tem perguntas. Eu também teria. Mas não vamos discutir uma ocorrência pelo rádio enquanto há testemunhas em choque, uma cena comprometida e um suspeito caído no meio da rua. Faça o seu trabalho e deixe que eu cuide do meu.
Ferraz: Paula, preciso que você me diga exatamente o que aconteceu antes dos disparos.
Paula: E vai saber. Cada segundo, cada movimento, cada detalhe. Mas não vou transformar este canal numa sala de interrogatório. Você tem minha palavra de que vou prestar todos os esclarecimentos necessários.
Ferraz: Estou enviando a equipe. Não toque em mais nada até chegarmos.
Paula: Por favor, faça essas viaturas chegarem antes que a curiosidade de meia dúzia de vizinhos transforme isso num espetáculo.
Ferraz: Paula...
Paula: O quê?
Ferraz: Tenha cuidado. Se ele realmente tentou reagir, vamos precisar reconstruir tudo. E você sabe o que acontece quando uma ocorrência dessas envolve disparos fatais.
Paula: Sei muito bem. Por isso mesmo, quero tudo registrado. Horário da chamada, horário da chegada das equipes, identificação de cada testemunha e preservação de todas as imagens disponíveis. Ninguém apaga nada, ninguém altera nada e ninguém tira conclusões antes de termos os fatos.
Ferraz: Certo. Estamos a caminho.
Paula: Traga gente preparada. Hoje ninguém vai trabalhar com base em suposições.
Nathy continuava agarrada a Gui. Eu ainda tentava entender o que tinha acabado de acontecer. E Paula, no meio daquela rua, parecia ser a única pessoa capaz de organizar o caos que ela própria acabara de provocar.
O primeiro som das sirenes surgiu ao longe, cortando o silêncio pesado que havia tomado conta da rua. Em poucos segundos, o barulho se multiplicou. Luzes vermelhas e azuis começaram a refletir nos muros das casas, nas janelas dos carros estacionados e na calçada onde Jeferson permanecia caído.
Duas viaturas dobraram a esquina quase ao mesmo tempo. Uma terceira veio logo atrás, freando perto do carro de Paula.
As portas se abriram, e os policiais desceram com as mãos próximas às armas, examinando a cena antes de avançar.
— Polícia! Todo mundo afastado! Vamos, circulando! — gritou um dos agentes.
Um policial se aproximou de Nathy e Gui, pedindo que se afastassem. Nathy, porém, parecia incapaz de soltar o rapaz. Mantinha os braços ao redor dele, o rosto enterrado em seu peito, enquanto Gui olhava para Jeferson, caído na calçada, sem dizer uma palavra.
Policial: Senhora, preciso que venha comigo, a senhora precisa se acalmar
Nathy: Eu não vou sair daqui!
Gui a segurou pelos ombros sem piscar e disse murmurando: Nathy... fica comigo, por favor.
Paula havia guardado o rádio e permanecia perto do corpo, aguardando a chegada dos colegas. Não parecia nervosa. Não tremia. Não tentava fugir das pessoas que a encaravam. Havia nela uma tranquilidade quase desconcertante, como se já tivesse reorganizado mentalmente cada segundo daquela noite.
Um homem alto, de expressão fechada, atravessou o perímetro assim que um dos policiais levantou a fita de isolamento, o tal do Ferraz.
Eu o reconheci pela maneira como os outros abriram espaço para ele. Não precisou levantar a voz nem fazer perguntas. Bastou chegar para que a movimentação ao redor mudasse.
Ele olhou primeiro para Jeferson, depois para Paula e disse:
— Sua arma.
Paula não discutiu. Retirou o revólver e o entregou conforme as instruções do colega, que providenciou sua identificação e preservação.
Ferraz: Você disparou quantas vezes?
Paula: Três.
Ferraz: Tem certeza? Encontramos 4 projéteis, e 1 alojado na vítima.
Paula: Dois foram disparados por ele.
Ferraz: Paula...
Paula: Só faça seu protocolo.
Ferraz: Onde você estava quando efetuou os disparos?
Paula: Dentro do meu veículo, do outro lado da calçada.
Ferraz: E por que estava dentro do veículo?
Paula sustentou o olhar dele.
— Porque estava acompanhando a situação e avaliando o momento adequado para intervir.
Ferraz: Acompanhando quem?
Paula: Jeferon.
Ferraz: Sozinha?
Paula: No momento dos disparos, sim.
Ferraz: Você sabe que isso não vai terminar com um simples relatório, não sabe?
Paula: Espero que não.
Ferraz: Espero que não?
Paula: Um homem foi atingido por disparos de arma de fogo. Existem testemunhas, há uma cena que precisa ser preservada e há circunstâncias que devem ser esclarecidas. Eu não esperaria nada menos do que uma investigação completa.
Ferraz: Você está muito tranquila para alguém que acabou de atirar três vezes.
Paula: E você está fazendo uma avaliação emocional de mim antes mesmo de examinar a ocorrência, Ferraz. Vamos manter as coisas na ordem certa.
Ferraz: Certo. Vamos à ordem certa. Você disse pelo rádio que Jeferson tentou reagir. Reagir como?
Paula: Ele fez um movimento que interpretei como uma ameaça imediata.
Ferraz: Que movimento?
Paula: Quero que isso seja esclarecido com base nos depoimentos, nos vestígios e nas imagens que conseguirmos reunir.
Ferraz deu um passo na direção dela e a encarou:
— Não foi isso que eu perguntei. Quero saber o que você viu.
Paula: E eu estou lhe dizendo que vou prestar meu depoimento completo. Não vou preencher lacunas com suposições só para oferecer uma resposta rápida.
Ferraz: Você está me dizendo que não consegue descrever o movimento que a fez disparar?
Paula: Estou dizendo que uma ocorrência com resultado fatal exige precisão. Quero que minha declaração seja registrada formalmente e confrontada com as demais evidências.
Pela primeira vez, a expressão de Paula mudou. Não foi medo nem irritação descontrolada. Foi algo mais frio.
Paula: Você quer saber o que aconteceu? Investigue. Ouça as testemunhas separadamente. Preserve o local. Verifique as câmeras. Examine os vestígios balísticos. Registre minha arma e recolha meu depoimento pelos meios adequados. Se houver alguma contradição no que eu disser, quero que seja apontada. Mas não vou aceitar que a conclusão venha antes da investigação.
O silêncio entre os dois pareceu mais pesado do que o barulho das sirenes.
Ferraz passou a língua pelos lábios, contendo a resposta que provavelmente gostaria de dar.
Ferraz: Você sabe que vou precisar afastá-la da condução dessa ocorrência.
Paula: Afaste
Ferraz: E que sua atuação será examinada.
Paula: Como deve ser.
Ferraz: Inclusive o uso da força.
Paula: Principalmente o uso da força.
Ferraz desviou o olhar por um momento. Foi quando um agente se aproximou.
Agente: Ferraz, isolamos a área. A equipe médica está chegando, e já temos três pessoas que afirmam ter visto parte da ocorrência.
Ferraz: Separem as testemunhas. Ninguém conversa com ninguém até prestarmos os depoimentos. Quero os nomes, os contatos e a identificação de todas as câmeras que possam ter registrado a rua.
Agente: Certo.
Ferraz: E chamem a perícia. Quero a posição do corpo documentada antes de qualquer movimentação, os estojos identificados e todo o material preservado.
Ferraz voltou-se para Paula.
— Você vai permanecer aqui até concluirmos os procedimentos iniciais, e não vai conversar com as testemunhas.
Paula: Entendido.
Por um instante, o olhar de Paula deslizou na direção de Gui e Nathy. Foi rápido, mas eu vi, Paula precisava de ajuda.
Ferraz acompanhou a direção do olhar dela e depois voltou a encará-la.
Ferraz: Você conhece aquelas pessoas?
Paula: Não.
Ferraz: Paula... eu sei que está mentindo.
Paula: Se você quer uma lista de vínculos, relações anteriores ou qualquer informação que possa ser relevante para a ocorrência, faça as perguntas formalmente. Vou responder ao que for necessário.
Antes que Ferraz pudesse responder, a ambulância chegou. Os profissionais desceram com a maca e os equipamentos, enquanto os policiais mantinham as pessoas afastadas.
A equipe médica se aproximou de Jeferson, caído junto à guia da calçada. Um dos socorristas se ajoelhou ao lado dele, iniciou a avaliação e verificou os sinais vitais. O outro preparou os equipamentos, mas, depois de alguns instantes, os dois trocaram um olhar breve.
Um deles ergueu a cabeça e fez um sinal negativo para o colega.
Nathy percebeu a movimentação e começou a chorar novamente. Gui a abraçou com mais força, sem tirar os olhos da equipe médica.
Foi nesse momento que Ferraz se aproximou de mim.
— Você estava aqui quando aconteceu?
Assenti, sentindo a garganta seca.
— Estava.
— Quero que me conte exatamente o que viu. Do começo. Sem conversar com ninguém sobre o que aconteceu antes de prestar seu depoimento.
Olhei para Paula.
Ela estava alguns metros atrás dele, cercada por policiais. Parecia ouvir cada palavra, embora mantivesse o rosto voltado para outro lado.
- Eu... eu estava chegando do mercado com Guilherme, e Jeferson apontou a arma pra ele, a Paula reagiu antes que Jeferson pudesse atirar
Ferraz: Jeferson não atirou então?
Eu: Atirou, atirou... depois que foi baleado ele atirou umas duas ou três vezes, eu estava assustado, não consigo discernir de onde vieram os tiros
Procurei falar o mais alto que eu pude para que Gui, Nathy, Vivi e Paula contassem a mesma versão.
Enquanto ele me conduzia para uma viatura, ouvi a voz de Paula atrás de nós.
- Ferraz!
Ferraz: O quê?
Paula: Quero que você registre também o horário em que comuniquei a ocorrência pelo rádio. E solicite a gravação integral da comunicação.
Ferraz: Tá!
Paula: Integral, Ferraz. Desde a primeira transmissão.
Ferraz: Eu ouvi.
Entrei na viatura, quando voltei a olhar para ela, percebi que Paula já não observava Jeferson, nem a ambulância, nem os policiais que recolhiam os vestígios.
Estava olhando diretamente para mim.
E, naquele instante, tive a estranha sensação de que, enquanto todos tentavam descobrir o que havia acontecido naquela rua, Paula já estava pensando no que aconteceria depois.
Ela tinha respostas para Ferraz. Tinha uma versão para apresentar. Tinha uma postura que não se quebrava nem diante de um interrogatório.
A porta da viatura se fechou, mas eu ainda conseguia enxergar Paula pelo vidro.
Ela continuava no mesmo lugar, cercada pelos policiais, com o rosto impassível. Ferraz falava com ela, gesticulando de vez em quando, enquanto um perito se aproximava da calçada onde Jeferson havia caído.
Se Gui, Nathy ou Vivi dissessem algo diferente, tudo poderia desmoronar.
Ferraz abriu a porta do motorista e se sentou ao meu lado.
— Vamos começar de novo. Quero que você respire e me conte tudo, desde o momento em que chegou à rua.
Engoli em seco.
— Eu estava voltando do mercado com Guilherme. Quando chegamos, Jeferson estava armado e apontou a arma para ele. Foi tudo muito rápido. Paula reagiu antes que Jeferson pudesse atirar.
Ferraz não escreveu nada.
Apenas me encarou.
— Você está dizendo que Paula disparou primeiro?
Meu estômago se contraiu.
— Estou dizendo que ela reagiu a uma ameaça. Jeferson estava apontando uma arma para o Gui.
— E você viu a arma?
— Vi.
— Viu Jeferson apontando para Guilherme?
— Vi.
Ele se inclinou um pouco na minha direção.
— Então por que, quando perguntei antes, você disse que não conseguia se lembrar de tudo?
— Porque eu estava assustado! — respondi, elevando a voz mais do que pretendia. — Ainda estou. Foram disparos, Ferraz. Eu vi um homem cair na minha frente. Você quer que eu me lembre de cada detalhe como se estivesse assistindo a um vídeo?
— Não. Quero que você não invente detalhes para preencher aquilo de que não se lembra.
— Eu não estou inventando nada
— Certo. Continue.
Contei o que aconteceu depois, tomando cuidado para não acrescentar nada que não tivesse presenciado. Falei dos disparos, da queda de Jeferson e de Nathy correndo para abraçar Gui.
— Vou precisar que você repita esse depoimento formalmente. E preciso que entenda uma coisa: se aparecer alguma informação incompatível com o que está me contando, vou voltar a falar com você.
— Tudo bem.
Do lado de fora, Ferraz reuniu Gui, Nathy e Vivi separadamente, mantendo cada um longe dos outros enquanto os policiais organizavam os depoimentos.
Gui foi o primeiro a ser chamado.
Eu o vi caminhar até a segunda viatura. Ele ainda parecia em choque, mas, antes de entrar, olhou na minha direção, não fiz nenhum gesto, ele sabia o que tinha que fazer.
Nathy foi levada para outra viatura, acompanhada por uma policial. Seus olhos estavam vermelhos, e ela parecia mal conseguir se manter em pé. Ainda assim, quando passou por Paula, diminuiu o passo a olhando rapidamente.
Vivi foi a última.
Ferraz conversou com cada um deles por vários minutos. De onde eu estava, não conseguia ouvir as perguntas, mas conseguia ver a expressão do policial mudar à medida que avançava. Às vezes, ele anotava alguma coisa. Em outras, levantava os olhos e ficava observando o depoente, como se tentasse descobrir se havia alguma hesitação escondida.
Quando Gui saiu, Ferraz o acompanhou até a porta.
— Você confirma que Jeferson estava armado?
— Confirmo.
— E que apontou a arma para você?
— Sim.
— Você chegou a ouvir alguma ordem antes dos disparos?
— Não consigo lembrar de tudo o que foi dito. Eu estava olhando para a arma.
— Certo. Por enquanto, é só.
Gui se afastou sem olhar para mim. Caminhou até Nathy e segurou sua mão, e ela imediatamente se aproximou dele.
Vivi saiu alguns minutos depois.
Vivi: Isso vai demorar?
Eu: Não sei.
Paula: Espero que não.
Ferraz caminhou tranquilamente em nosso direção e mesmo que tivessem isolado a calçada, havia muita gente chegando para olhar o que tinha acontecido, a perícia fotografava a posição em que Jeferson havia caído e outros profissionais procuravam todos os vestígios no local.
Ferraz: Eu conversei com as testemunhas
Paula: E?
Ferraz: E vocês estão deixando muito claro pra mim de que estão mentindo
Paula: Você tá tirando conclusões precipitadas.
Ferraz: Paula... foram 5 disparos, todos da sua arma, com as suas balas, você sabe que a perícia vai descobrir isso
Paula: Eu sei o que estou fazendo
Ferraz: Não, você não sabe! Você tá pedindo a porra da gravação áudio do rádio com você me falando que não era pra reanimar a vítima, você tem noção da merda que isso vai dar pra você?
Paula: Tenho... tenho sim
Ferraz: Eu sei quando você tá tentando controlar uma situação, mas essa investigação não vai ser encerrada assim
Paula: Faça o que precisa ser feito
Ferraz nos olhou, abaixou a cabeça, e disse:
- Tá... foram cinco disparos feitos de sua arma, a perícia vai verificar a origem dos disparos, você não atirou para advertir, você atirou para matar.
Paula: Ferraz, isso eu vou esclarecer formalmente
Ferraz: Me escuta! Vocês estão entrando em contradição um com o outro, e isso vai dar merda
Paula: O que disse?
Ferraz: Você sabe que eu não estou colhendo nenhum depoimento formal, e que vocês vão precisar repetir tudo isso depois, então o que vocês vão dizer é que o sujeito já veio apontando a arma na cabeça do Guilherme e o dedo no gatilho, vocês duas não estavam lá dentro, vocês duas chegaram juntas do mercado, quanto mais pessoas viram, melhor, e vão confirmar que Jeferson estava escondido atrás daquele carro e surpreendeu vocês, Paula... você não tava investigando ninguém, você mora próximo, você estava passando por acaso e ao ver Jeferson apontando para Guilherme você atirou para o salvar, eu vou dar um jeito de espalhar duas balas do Jeferson por aqui pra dizermos que ele tentou reagir, ouviram bem?
Paula: Por que está fazendo isso?
Ferraz: Porque eu te conheço e sei que você teve motivos o suficiente para matar esse filho da puta pelo jeito, mas haja como se tivesse sido uma ação de uma delegada, não uma reação para proteger seus amigos, e não minta que não os conhece
Paula: Entendido...
Todos nos olhamos surpresos com as instruções de Ferraz, ele se reuniu com uma equipe e parecia explicar o que iriam fazer, Gui foi o primeiro a ter coragem de falar alguma coisa.
Gui: Isso não vai dar merda? Ele vai adulterar a cena do crime
Paula: O Ferraz é o cara mais foda da polícia, ele deve saber o que está fazendo
Vivi: Eu achei que ele estava contra você pela maneira que ele estava agindo
Paula: Com esse tanto de policiais, precisamos manter as aparências, eles sabem como funciona um procedimento desses
Ferraz: Paula... temos um problema
Paula: Qual?
Ferraz: A perícia já colheu as imagens de segurança de alguns vizinhos, e não mostra Jeferson com a arma apontada para Guilherme, nenhum movimento de sacar, nenhuma reação que possa justificar sua atitude
Paula: E agora?
Ferraz: Você não está entendo a gravidade disso. A corregedoria pode entrar no caso, se houver indício de execução você não vai enfrentar, só um processo administrativo, vai virar uma criminosa e responder pelo que fez.
Paula: Ferraz, esse cara foi o responsável pela morte de todas aquelas pessoas, eu fiz o que tinha que ser feito
Ferraz: Não funciona assim, porra! Você sabe disso, caralho! Você sabe da porra do procedimento! Você quer que eu faça o que?
Paula: Essas imagens vão pra onde?
Ferraz: Para a investigação, pra equipe responsável, pra corregedoria, pro ministério público, pra qualquer pessoa que resolva questionar o porquê de uma delegada do DHPP ter descarregado cinco tiros num homem na calçada.
Paula: O Jeferson não era um criminoso qualquer, você sabe o que ele fez, quantas pessoas morreram por causa dele, se eu não tivesse agido naquela hora, o Guilherme e o Lucas teriam morrido também.
Ferraz: É justamente por saber disso que to tentando salvar sua vida profissional, sua liberdade e o pouco juízo que te resta.
Paula: Então o que precisa ser feito?
Ferraz: Vamos se afastar das equipes, caralho, alguém vai nos ouvir! Vocês... ninguém fala porra nenhuma antes do depoimento, quem perguntar qualquer coisa vocês dizem que só responderão perguntas na delegacia, e Paula, para de agir como se estivesse ainda no comando da operação
Paula: Eu não estou tentando controlar a operação
Ferraz: Está sim! Eu não vou prometer que vou conseguir livrar sua pele, mas a perícia vai achar provas de que foi a porra de uma execução
Paula: E eu ia deixar os dois morrerem? Me responde isso, Ferraz!
Ferraz: Paula, se controla!
Paula: Tudo bem, tudo bem... mas eu tenho provas contra o Jeferson e vou querer que inclua isso no inquérito
Ferraz: Que provas?
Paula: Eu não estava aqui por acaso... eu estava monitorando o Jeferson por semanas, e tenho provas de que ele estava planejando matar o Guilherme
Ferraz: Você tem certeza que tem provas suficiente para culpar o Jeferson de todas as outras mortes?
Paula: Tenho, tenho sim, eu não tenho tudo que preciso, mas o que tenho pode ser suficiente
Ferraz: É inacreditável. Absolutamente inacreditável. Você tem uma capacidade extraordinária de transformar uma situação grave numa situação catastrófica.
Paula: Só estou dizendo que eu tive motivos para agir
Ferraz: Isso pode virar uma acusação de homicídio premeditado!
Paula: Eu tenho tudo documentado oficialmente, só deixe comigo!
Ferraz: Droga... droga, droga, ela não, ela não! Caralho.
Viramos o rosto e vimos uma viatura oficial estacionando, desceu uma mulher, cabelos presos, uma pasta de documentos nas mãos e uma expressão fechada, ela se aproximou de nós e disse:
- Quem é Paula?
Paula: Sou eu...
- Paula, eu sou a delegada responsável pela supervisão da ocorrência, delegada Helena Duarte, preciso que me acompanhe. A partir deste momento, você está afastada de qualquer participação operacional nesta ocorrência. Sua arma já foi recolhida, e vamos formalizar os procedimentos necessários para apurar os disparos.
Paula: Entendido.
Helena: Você terá a oportunidade de prestar esclarecimentos, por enquanto, se afaste das testemunhas e nem tente acessar os materiais da investigação.
Paula: Eu não pretendo fazer isso.
Helena: Ferraz, você vai me explicar por que recebeu informação de uma possível investigação paralela apenas depois da ocorrência ter terminado.
Ferraz: Entendido, mas antes, a senhora precisa ver o material que a equipe recolheu
Helena: Que material?
Ferraz: As imagens de segurança
Helena: Eu já vi, e não vi uma ameaça clara por parte de Jeferson
Ferraz: Precisamos analisar outros ângulos, não podemos fechar qualquer hipótese, as testemunhas viram Jeferson apontar a arma na cabeça de Guilherme
Perito: Doutora, algumas gravações mostram apenas parte da calçada, uma delas está com a imagem parcialmente obstruída por um veículo estacionado
Foi aí que eu entendi que Ferraz já havia combinado tudo com a equipe da perícia.
Helena: Ferraz, permaneça afastado de Paula até minhas ordens.
Ferraz: Entendido.
Ficamos ali na calçada, os minutos viraram horas, Jeferson foi posto em um saco preto, eu só queria sair dali o mais rápido possível, tudo parecia demorar uma eternidade, Paula estava encostada em uma viatura, cansada, pensativa, em silêncio, às vezes nos olhava, e nós só nos perguntávamos o que devíamos fazer para ajudar ela.
De repente um perito chamou:
- Doutora Helena? Encontramos algo!
Ele mostrava um tablet para Helena, ela parecia assistir várias imagens, Gui e eu nos encaramos e ele sussurrou:
- Fodeu... eles vão prender a Paula.
Helena ficou uns 15 minutos, olhando repetidamente as imagens apresentadas pelo perito, Ferraz olhava de longe mas seu nervosismo era nítido, até ela chamar a Paula e o Ferraz, nós não conseguíamos ouvir nada, e isso era o mais agonizante, até eles virem falar conosco.
Helena: Preciso que vocês me acompanhem até a delegacia para pegar um depoimento formal, a área já vai ser liberada e vocês poderão voltar pra casa, se quiserem, podem acionar seus advogados para os acompanharem
Gui: Desculpa a pergunta, mas o que o perito encontrou?
Helena: Isso é oficial, o Ferraz vai conduzir vocês.
Gui e eu entramos na viatura de Ferraz, Nathy e Vivi em outra, haviam outros policiais na viatura e não tivemos a oportunidade de perguntar sobre o que Helena descobriu, chegamos na delegacia e contamos todos a mesma versão, Helena nos liberou, mas Paula ficou... fomos embora e Nathy passou horas mandando mensagem pra ela para saber se ela também seria liberada, até que por volta das 4 de manhã Paula respondeu seco: "Fui liberada".
O dia correu, nós não sabíamos o que aconteceria, como iria prosseguir, se teríamos que voltar a delegacia, não tínhamos informação nenhuma, também evitamos procurar a Paula para não a complicar de certa forma, e assim foi por quase duas semanas, até Helena nos convocar outra vez a delegacia, explicar algumas coisas técnicas e dizer que o caso estava encerrado, o inferno havia acabado, quando voltávamos para casa, Paula estava chegando na casa dela, com aquela roupinha social que a deixava tão gostosa, Gui a abordou.
- Pelo jeito, você não perdeu seu cargo
Paula: Graças a você
Gui: A mim?
Paula: Sim... a Helena analisou seu trajeto do mercado até sua casa, ela viu o Jeferson se colocando a espreita e colocando a arma na cintura, quando ele te abordou e eu atirei, ela avaliou nossa conversa, ela viu tudo, a gente combinando depoimento, o Ferraz tentando me ajudar... mas ela levou em consideração uma frase que você disse
Gui: E o que eu disse?
Paula: Você abraçou a Nathy e disse "A Paula fez o que precisava ser feito, o Jeferson teria matado o Lucas e eu, e talvez entrado em casa e matado você e a Vivi!"
Gui: É... bom, obrigado, você salvou minha vida
Paula: Não precisa me agradecer, eu só fiz o meu trabalho
Nathy: Obrigada, Paula... muito obrigada
Paula: De nada...
Gui: A Helena tinha encontrado uma coisa... era isso?
Paula: Não... ela encontrou minha investigação e conseguimos fechar o caso
Gui: Ah sim, bom, de certa forma, você foi uma delegada incrível
Nathy: Eu devo muito a você, se não fosse você o Gui não estaria aqui
Vivi: Eu também quero te agradecer
Paula: Vamos fazer assim... os meninos vão jogar bola hoje a noite, depois que eles chegarem, venham aqui, vou preparar um jantar especial para celebrarmos a vida.
Nathy: Tá, a gente vai vir sim, isso precisa ser comemorado
Paula: E parabéns pelo bebê, que venha com muita saúde.
Voltamos pra casa, as horas se passaram e então, Gui e eu fomos jogar, ao chegarmos, Diego nos cumprimentou tranquilamente, sorrindo, e comentando sobre toda loucura que tinha acontecido, o jogo foi foda, perdíamos de 2 a 0 e viramos ainda no primeiro tempo, no segundo, Gui marcou dois gols e terminou 5 a 2, tomamos nosso banho e nos vestimos, e então Gui disse:
- Lucas, cadê o Diego?
- Não sei... eu não vi ele no banho
- Será que ele tá no outro vestiário? Queria ver o que precisa levar pro jantar
- A essa hora o outro time já foi embora
- Vamos lá ver
Entramos no outro vestiário, e ouvimos a voz de Diego:
- Caralho, issooo, que cuzinho gostoso! Aaaaa, aaaaa
Gui parou, me olhou e fez sinal para voltarmos para trás, voltei sussurrando:
- Quem que ele tá comendo? Caralho, ele tá traindo a Paula!
- Não sabemos de nada! Não quero mais problemas.
- Eu queria saber quem ele tá fodendo...
- Vamos esperar aqui, disfarça mexendo no celular, ele vai sair com alguém, mas seja discreto
Ficamos ali por uns 10 minutos, até Diego sair, nós estavamos encostados na saída do vestiário do nosso time, para ele não desconfiar.
Diego: Vocês estão aí ainda? Achei que já tivessem ido pra casa
Gui: Eu tava te procurando, a Nathy tentou falar com a Paula mas ela não responde, o que precisamos levar?
Diego: Nada, não precisa levar nada
Gui: Beleza, vou levar um suco tang pelo menos, não gosto de aparecer na casa das pessoas de mãos vazias
Diego: Não se preocupa
Saímos os três caminhando juntos, Gui e eu olhávamos toda hora para ver se mais alguém sairia do vestiário ao lado, mas nada aconteceu, nenhum movimento, fomos pro carro, Diego foi embora primeiro, Gui fingiu estar resolvendo algumas coisas para ver quem saia, e saiu um grupo de pessoas, sem nos dar opções de quem estava dando o cuzinho pro Diego.
Entramos no carro e saímos.
Gui: Será que era do nosso time?
- Com certeza...
Pegamos as meninas e fomos para a casa de Paula, fomos muito bem recebidos como sempre, o jantar estava ótimo, enquanto conversávamos e riamos num clima leve, Diego pesou o clima.
- Vocês já sabem quem é o pai de cada bebê?
Gui: Não, não sabemos
Diego: Acho loucura isso de vocês trocarem as mulheres
Gui: A gente tá bem resolvido com isso
Paula: E não rola ciúmes entre vocês
Nathy: Não
Vivi: No começo eu tinha
Diego: Eu também teria, esse negócio de liberalismo pra mim é chifre consentido
Gui: Melhor que trair escondido
Diego: É, isso é verdade
Paula: Dizem que chifre é inevitável, quem nunca foi corno um dia vai ser
Nathy: Ai que horror, eu nunca traí
Vivi: Nunca traiu o Gui né? Porque o Vini você traiu com o Zago
Nathy: Você tinha que lembrar disso?
Vivi: Só to te corrigindo
Eu: E você Vivi, já traiu?
Vivi: Não, já pensei, mas nunca tive coragem
Paula: Nossa, confessando assim?
Vivi: Acho que todo mundo já pensou alguma vez
Nathy: É, isso eu concordo
Paula: E você, Gui? Já pulou a cerca?
Gui: Não, nunca trai nenhuma das minhas namoradas, ficante sim... mas namorada não
Nathy: E você Paula, traiu?
Paula: Já trai sim, mas não é algo de ficar se orgulhando
Diego: Você me traiu ou traiu o Gui?
Paula: Nenhum de vocês, eu trai um outro rapaz que me envolvi
Diego: Ah bom, se tem uma coisa que eu detesto é traição
Gui: É... admiro muito pessoas leais
Eu estava quase me retorcendo na cadeira para contar que Diego havia traído a Paula, mas me contive, ao terminarmos de jantar, Paula nos serviu o famoso mousse de maracujá e faltou duas colherzinhas, eu me levantei para buscar e ela estava passando um paninho na bancada e sussurrou:
- Eu não esqueci do que te prometi
- O que?
- Você ainda quer minha bucetinha?
Nós nos olhamos por alguns segundos e Gui chamou:
- Cadê minha colher, Lucas? Vou comer esse caralho com o dedo?
- Calma aí, to indo
Saí sem responder a Paula mas meu pau deu uma endurecida na hora, ela se sentou novamente conosco, comemos a sobremesa tranquilamente, e nos despedimos, Paula nos levou até o portão e se despediu com um sorriso gostoso.
Enquanto caminhávamos, Nathy disse:
- O Diego o que tem de gostoso, tem de canalha
Gui: Para de chamar o cara de gostoso!
Vivi: Ele é bonito sim...
Gui: Por que tá o chamando de canalha?
Nathy: Esse falso moralismo de ficar se metendo em nossa relação, conheço esse tipo de homem, daqui a um pouco ele vai dar em cima de mim ou da Vivi
Vivi: Que não seja de mim, que eu caio
Eu: Porra... obrigado pela sinceridade
Gui: Cê vai cair é na minha pica ainda essa noite!
Vivi: Eita porra...
Gui: Fica de gracinha pro lado do Diego que você vai ver
Nathy: Aposto que ele traí a Paula
Eu: Pois eu tenho certeza!
Nathy: Por que tem tanta certeza?
Gui: É Lucas... por quê?
Eu: Pelo... pelo jeito dele
Vivi: A Paula eu jurava que era uma piranha, pensa numa mulher gente boa
Nathy: Ela dá conta de delegar, cuidar da filha, marido, fazer comida, cuidar da casa, academia... olha... eu tiro o chapéu pra ela
Vivi: E ela não deu em cima do Gui até hoje... deu uns elogios, mas nada explícito, ela sim presta
Eu: Uhum... presta
Vivi: Tá sabendo de alguma coisa?
Gui: Caralho, Lucas! Que boca de sacola da porra!
Nathy: O que vocês estão escondendo?
Gui: A gente tá desconfiado que o Diego tá traindo a Paula
Nathy: Por quê?
Gui: A gente ouviu ele gravando um áudio, e quando chegamos ele parou
Gui mentiu... justamente por não querer dizer que ouvimos Diego fodendo alguém.
Nathy: As vezes não era nada demais
Gui: Só foi estranho, mas talvez foi impressão nossa
Ao entrarmos, Gui pegou a Vivi pela cintura e a beijou, eu já sabia o que isso representava, Nathy com mais calma pegou em minhas mãos e me levou pro quarto, nos beijamos muito, tiramos a roupa, nos chupamos, e eu a fodia acariciando sua barriguinha, ela ria pra mim e gemeu:
- Você é um filho da puta... sabia?
- Eu? O que eu fiz?
- Você tá doidinho pra comer a Paula, né? Aiii
- Não, eu nem olho pra ela, para com isso
- Eu vi... ela sussurrou alguma coisa pra você
- Ela tava falando do mousse
- Rindo com aquela cara de puta?
- Para Nathy! Vamos focar aqui
- Aiii, fode... vai
- Isso, vou te foder toda!
Nathy me abraçou enquanto eu a comia e sussurrou:
- Promete pra mim que não vai se envolver com ela?
- Prometo, tira isso da sua cabeça
- Tá... aiii, isssoooo, aiii
Aumentei o ritmo, mas a verdade é que falar da Paula enquanto transavamos me deu mais tesão ainda, enquanto isso eu ouvia abafado os gemidos da Vivi sofrendo na rola de Gui na sala, não demorou muito para eles entrarem no quarto para se unir a nós, Gui e eu trocamos, ele fodia a Nathy enquanto eu comia a buceta da Vivi, a bucetinha dela estava melada, muito molhada, com aquele gostinho de quem tava levando pica, foi quando eu olhei bem e perguntei:
- Você tava dando o cu?
Vivi: Aiiii, tava
Eu: Caralho, seu cu tá arrombado
Vivi: É? O Gui comeu tão devagarinho
Eu: Vou meter nesse cuzinho também
Vivi: Mete...
Coloquei meu pau dentro do cuzinho de Vivi, comecei a foder, ela agarrava o lençol e gemia pesado, mas meu pau entrava fácil, foi então que Nathy disse:
- Me arromba também, amor
Gui começou a comer o cuzinho de Nathy, e assim, lado a lado nós olhávamos o estrago que fazíamos, sorriamos um pro outro, e fodiamos no mesmo ritmo, Gui tirou a pica de dentro da Nathy abrindo o cuzinho dela, mostrando pra mim o estrago, foi quando eu olhei pro seu pau e disse:
- Ela sujou aí
Gui: Não tem problema
Gui colocou o pau de novo no cuzinho de Nathy e ela gemeu forte, foi quando eu comecei a reparar que a merda escorria pelo pau de Gui, Nathy suava e Gui continuava metendo, eu apenas ri e perguntei:
- Isso não te incomoda?
Gui: Não... é gostoso
Nathy: Aiiii caralhoo, aiiii... aiiii, é difícil aguentar o Gui sem sujar, aiii, ele vai fundooo, aiiii
Gui: Issooo, me mela todinho!
Eu: Caralho Gui, isso aí vai ficar nojento
Gui: Só não olhar, comer um cuzinho cagado é gostoso, quer comer?
Eu: Não... não quero não
Continue focado em Vivi, comecei a revezar entre seu cuzinho e sua buceta, Gui se deitou no tapete ao lado da cama, Nathy sentou nele com a cuzinho, eu olhei sem entender porque tinham descido, mas vi Nathy inclinar o corpo pra trás e começar a mijar em Gui... quando terminou, continuou sentando rápido com o cuzinho, até ele a encher de porra.
Eu acabei gozando dentro do cuzinho da Vivi, cada casal foi pra um banheiro, e no banho eu reclamava com Vivi:
- Porra, que nojento... o Gui comendo o cuzinho da Nathy sujo
- É que é difícil fazer anal com o Gui, eu mesma acho que eu já sujei, não daquele jeito, mas ele é grande, você sabe, você já deu pra ele
- É... eu já me preocupei com isso também, mas se eu notasse não teria coragem de continuar
- Eles gostam disso, a gente é mais travado, mas o Gui não liga
- E a hora que a Nathy mijou nele? Que bagulho nojento
- Aaa um xixizinho deve ser gostoso
- Credo, Vivi!
- Eu mijaria em você
- Será que é bom?
- Deita aqui... vamos ver
Deitei no chão do box, Vivi agachou em minha barriga e soltou um xixi farto, quentinho, era estranho, mas era gostoso, quando ela terminou de mijar, se encaixou no meu pau e fodemos gostoso no banho.
Depois disso, fomos pra casa dormir, no dia seguinte, trabalhei muito, e quando cheguei passei no mercado para levar umas verduras para casa, e enquanto eu escolhia as batatas, Paula repousou a mão dela sobre a minha.
- Oi
- Oi, Paula
- Tudo bem?
- To bem e você?
- To bem também...
- Tava me espionando?
- Oh sim! Eu segui você até aqui, bobinho.
- Já não duvido mais
- Você não me respondeu ontem
- Sobre o que?
- Se ainda quer foder a minha bucetinha!
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Comentários (1)
PA22: Confesso que não esperava por essa cena de sexo assim. kkkk O Lucas não aprende, é erro atrás de erro!
Responder↴ • uid:2ql4b6xij