#Bissexual #Gay

Jogo perigoso - Parte 22

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Lopedrinhofm

Quando Paula saiu, Vivi, Nathy e eu nos abraçamos, tudo estava muito pesado, difícil, mas saber que Gui sairia da cadeia nos dava um certo alívio.
Passaram-se uns 3 dias, e Gui foi solto, eu queria ter o buscado, mas precisei trabalhar, quando eu cheguei em casa ele já estava, quando eu o vi, joguei minha mochila no chão e corri para o abraçar, eu ignorei todo mundo, o beijei e o abracei forte.
Eu: Você não sabe o quanto eu senti sua falta!
Gui: Eu também senti sua falta!
Nathy: Ai que lindo! Finalmente uma demonstração de carinho de vocês!
Eu: Você se alimentou? Trataram você bem?
Gui: Eu to bem, só quero dormir numa cama macia e foder gostoso, porque puta que pariu, que lugar fedido, mal iluminado... mas fui bem recebido, só tive que jogar bola com os caras assim, mas até que joguei bem
Eu: E alguém mexeu com você? Abusaram de você?
Gui: Não, não aconteceu nada disso, fica tranquilo, meu único homem é você!
Ficamos todos em volta de Gui, ele nos contou detalhadamente seus dias na prisão, e então, enquanto jantávamos, a campainha tocou.
Gui: Atende lá, Lucas
Eu caminhei devagar até o portão, quando abri, me dei de cara com Paula e Diego.
Paula: Lucas... o Gui tá aí?
Eu: Tá, tá sim
Paula: Será que eu poderia falar com ele?
Eu: Olha Paula, eu acho que é melhor não, o Gui tá bem, e embora eu te compreenda, você só nos trouxe problemas desde que apareceu
Paula: Eu te entendo, mas eu gostaria mesmo assim de conversar diretamente com o Gui
Eu: Espera aqui, eu vou chamar ele.
Não deixei que Paula entrasse, não sabia o que Gui estava pensando a respeito dela, voltei e avisei:
- Gui, a Paula tá aí com o Diego, e ela quer falar com você
Gui: Puta que pariu! Tudo que eu queria no meu jantar era olhar pra cara da Paula.
Nathy: Amor, escuta o que ela tem a dizer...
Gui: Manda ela entrar, não vou deixar minha comida esfriar pra ouvir essa alma sebosa.
Voltei para abrir o portão para Paula, ao entrar, ela se sentou conosco a mesa, cumprimentou todos e disse:
- Eu te devo um pedido de perdão.
Gui: A mim você não deve nada, nem bom dia.
Paula: Gui... eu sei que é difícil de compreender, mas eu não podia te falar que eu trabalhava no DHPP
Gui: Quando a gente se conheceu, nada disso tinha acontecido, por que escondeu?
Paula: Porque morreu uma pessoa antes de todas as outras, e eu estava sim te investigando, mas olha, foi realmente uma coincidência morarmos perto, nos reencontrarmos e eu trabalhar justamente no seu caso, acredite em mim
Gui: Você estava me investigando pela morte de quem?
Paula: Eu não sei como te falar isso...
Gui: Fala de uma vez, não finja se importar comigo
Paula: Não fala assim...
Gui: Veste a máscara de delegada, a mesma que me emparedou na delegacia, vai. Não dá uma de ex namoradinha apaixonada aqui dentro, aqui na minha casa eu não vou aceitar suas manipulações
Diego: Gui, a Paula agiu desse jeito por discrição, ela é uma pessoa incrível e..
Gui: E me fodeu, né? Ou foi você que foi preso? Não! Não foi! Então vai tomar no seu cu.
Paula: Gui, o seu antigo treinador foi encontrado morto dentro do vestiário, foi a primeira morte de todas... e, eu precisava investigar a todos, mesmo que eu goste de você eu precisava ser imparcial. Quando eu soube que mais assassinatos estavam acontecendo com pessoas ligadas à você, eu mandei te prender, isso porque eu acreditei que você poderia ser o principal alvo, o tempo todo eu sabia da sua inocência, o Lucas pode comprovar que eu disse isso a ele desde o dia da sua prisão, não foi?
Eu: É... ela me disse isso mesmo
Gui: Agradeço sua preocupação em "me proteger", me mandando pra uma cela cheia de criminosos de verdade, você foi uma ótima delegada viu?! Agiu rapidinho, o Pablo podia ter levado uma bala no meio da cara
Paula: Eu fiz de tudo para conseguir proteger o Pablo, eu comandei a operação aqui da sua sala...
Gui: O sangue da Giovana e da minha mãe está nas suas mãos, a culpa do Vagner ter ficado solto é sua! Se você fosse competente teria evitado essa sujeira toda.
Diego: Eu não vou admitir que você fale assim com minha mulher!
Gui: E você vai fazer o que? Você é um soez
Diego: Que porra é soez?
Paula: Isso não vai chegar a lugar algum! Gui... eu só tentei te proteger, mesmo que você não acredite, eu desconfiei da Nathy por exemplo, se a sua assassina estivesse dentro de casa? Já pensou nisso?
Nathy: Desconfiar de mim? Eu jamais faria mal ao Gui!
Paula: Mas eu tenho motivos suficientes para desconfiar do seu caráter
Gui: Eu só quero viver minha vida em paz, Paula! Só isso! Será que nem jantar eu consigo nesse caralho?
Paula: Eu só vim te pedir perdão por ter deixado meu emocionalismo falar a frente de tudo, e também te avisar que a operação continua.
Gui: Caralho! Já não prendeu o Vagner? Por que continua?
Paula: Porque nós apreendemos o celular do Vagner e encontramos mensagens dele pedindo a ajuda do Zago para concluir a ordem do chefe
Gui: Chefe? Que chefe?
Paula: É isso que nós vamos descobrir, pra gente, o chefe era o Otávio ou o Serjão, mas os dois morreram, tem mais alguém que quer vingança por você, não só isso... você continua sendo um alvo de alguém
Gui: Se você estiver desconfiando da minha família, eu juro que...
Paula: Eu desconfio de uma única pessoa, uma única pessoa, e eu já tenho quase tudo para prender esse desgraçado!
Nathy: Quem?
Paula: Se eu contar, eu vou estragar toda a operação, eu só preciso que você colabore comigo e me ajude a armar uma cilada
Gui: Eu não vou colaborar, se você sabe que querem me matar, faça seu trabalho, coloque viatura aqui na porta, sei lá, se vira, eu não trabalho pra você.
Paula: Tudo bem... tudo bem... eu não vou deixar ninguém morrer dessa vez, quem foi a primeira pessoa que morreu próximo de você?
Gui: Pelo que você falou... o treinador
Paula: Antes dele...
Gui: Meu pai?
Paula: Bingo!
Gui: Mas, o que isso tem haver?
Paula: Seu pai não morreu Gui, mataram ele
Gui: Meu pai sofreu um infarto
Paula: Sofreu? Sério? E não foi suspeito ele estar bem e morrer do nada?
Gui: Essas coisas acontecem...
Paula: Quem mais foi beneficiado com a morte dele?
Gui: Ninguém, ele deixou coisas pra todos, menos pra mim
Paula: E isso não é estranho?
Gui: Sim, mas... eu não era nem filho dele de sangue, talvez ele considerou isso, e sinceramente, não me faz falta
Paula: Gui... quem te avisou da morte do seu pai?
Gui: O Jeferson
Paula: Quando você foi baleado, quem sabia exatamente o quarto que você estava?
Gui: Essa do quarto o Lucas disse que contou pro...
Paula: O Jeferson sabia! O Jeferson sabia seu quarto, o Jeferson sabia seu novo endereço, o Jeferson sabia da morte da Isa e do Otávio, o Jeferson sabia da morte da sua mãe, do Fabiano e de todos os outros... o Jeferson te ligou pra avisar? Não! Ele não ligou, de todo mundo ele é mais neutro.
Gui: Mas... pra que ele faria isso tudo? O Jeferson tem dinheiro, ele não precisa do meu, eu nem tenho muita coisa.
Paula: O Jeferson está falido... ele apenas está sustentando um status, o primeiro caminho era ficar com tudo do seu pai, ele tentou forjar um inventário falso, mas a Isa correu atrás do verdadeiro antes, então ele fez a cabeça da Isa e do Otávio contra você para ficarem com o que era seu porque seu pai teria deixado pouco, ele manipulou todos, inclusive o Vagner, as visitas a você, ao seu apartamento, não era porque se importavam, era porque estavam te estudando... infelizmente eu ainda não tenho provas suficientes para o prender, mas eu vou, não importa quanto tempo leve.
Nathy: Mas Paula... o Jeferson até falou pra gente mudar de endereço, demonstrou preocupação, não faz sentido ele comandar tudo isso.
Paula: Traços claros de psicopatia, ele fez de tudo, direitinho, para parecer o mocinho
Gui: Não prenda ele
Paula: O quê?
Gui: Não prenda ele... se você conseguir comprovar que ele causou tudo isso, não quero ele preso, pra daqui a pouco ele estar solto, me garanta que ele vai atirar e a polícia vai meter uns duzentos tiros na cabeça dele
Paula: Gui, eu não posso fazer isso...
Gui: Então não faça, então deixa como está, deixa ele solto, deixa ele à vontade
Paula: Gui, eu...
Gui: Paula, eu to cansado, pode me deixar com minha família? Eu to de saco cheio de polícia, assassinato, e essa merda toda, eu só quero relaxar, beber uma cerveja gelada, foder e dormir
Paula: Certo... qualquer coisa eu te atualizo, vamos Di?
Diego: Vamos amor
Paula e Diego saíram, Gui apoiou os cotovelos na mesa e nós o olhávamos sem saber como agir, até ele dizer:
- Vamos pra um barzinho?
Nathy: Amor, você acaba de saber que o Jeferson fez tudo isso e... vai ficar frio com isso?
Gui: Você quer que eu chore? Que eu grite? Que eu vá atrás do Jeferson? Eu vou viver! Eu quase morri, eu parei de jogar, parei de sair, tive que me mudar duas vezes... chega! Eu quero viver! Vamos... se troquem, vamos beber!
Nathy: Amor, eu não acho que...
Gui: Nathy! Vamos.
Nathy: Tá, eu... vou me trocar.
Nos vestimos e saímos, Gui nos levou a um bar, desses com luz baixa, barman para atender, e música ao vivo, nos sentamos a uma mesa e Nathy toda hora olhava em volta com medo de ter alguém nos seguindo ou nos observando, Gui pediu uma porção bem caprichada e algumas cervejas, as meninas ficaram no suco natural enquanto ele e eu bebíamos, afinal, Nathy voltaria dirigindo e Vivi estava gestante, Gui cantava o refrão de cada música que o cantor da noite trazia, ele estava feliz, leve, de um jeito que nunca vi, e isso me deu um aperto, não sabia se ele realmente queria viver, ou se estava se despedindo, as meninas foram ao banheiro e eu disse:
- Gui, você tá bem?
- Eu to, por que?
- Nunca te vi extrovertido assim... o que tá acontecendo?
- Eu só quero aproveitar o dia de hoje, relaxa
- Cara, você não tá achando que vai morrer né?
- Para de ser chato, caralho... nem numa noite que eu quero curtir você não para de falar de morte
Nessa hora, passaram duas meninas de vestido curtinho ao nosso lado nos olhando, uma acariciou o ombro de Gui e disse:
- Você era jogador do Palmeiras, né?
- Sim, era
- E tá sozinho? Podemos fazer companhia pra você?
- To com meu marido aqui
- Marido? Ai que engraçadinho, adoro homens com senso de humor!
- To falando sério, minhas amigas foram no banheiro, esse cara aí é meu homem, fala pra elas amor
Eu: O quê? É, é... nós dois somos... somos casados
Garota: Vocês tão inventando desculpa para nos dispensar, relaxa, não somos interesseiras
Gui: Puta que pariu, viu?! Amor, vem cá, me dá um beijo pra essas piranhas saberem que eu gosto da mesma fruta que elas.
Eu estava tímido, me ergui devagar, mas Gui me pegou na nuca e me deu um beijo de língua na frente delas, eu nem vi, só sei que quando abri os olhos elas tinham ido embora, eu olhei pra ele e sorri:
- Você é louco!
- Eu? Louco por te beijar?
- Sim, num lugar lotado assim...
- Eu não vou esconder de ninguém que eu te amo! Que se foda se quiserem fazer cara feia.
- As meninas devem estar pensando que somos viados
- Eu sou mesmo, um viadão!
- Você tá bêbado?
- Não, não estou, to sóbrio suficiente, e quando sairmos daqui a gente vai foder gostoso!
- Gui... fala baixo, porra, você tá bebaço.
- Não tô, caralho! Eu sei beber, para de ser engessado.
Nathy: Por que vocês estão com essas caras?
Gui: O Lucas tá falando que eu to bêbado
Nathy: Não tá, ainda não, nem queira ver o Gui bêbado
Eu: Ele é briguento?
Nathy: Não, ele é animadinho, animadinho até demais!
Gui: Garçom! Traz mais uma Brahma pra mim
Eu: Você não prefere uma Amstel? Uma Heineken? Porra de Brahma.
Gui: Eu gosto é de cerveja, não dessas merdas que só servem pra stories
Nathy: Ah eu prefiro uma Skol
Vivi: Eu sou fã de Budweiser, pena que eu não posso
Gui: Vocês não tem estômago pra tomar um Velho Barreiro
Eu: Tá me desafiando?
Gui: To!
Nathy: Vamos ver qual de vocês dois fica bêbado primeiro
Eu: Vai ser feio duas garotas saindo com dois marmanjos bêbados
Gui: Cuidado, Lucas... cuidado, cu de bêbado não tem dono
Eu: Então vai preparando o seu, porque eu vou te foder a noite toda
Começamos a virar os copos rapidamente, sem descanso, eu já estava me sentindo enjoado, e Gui continuava rindo, firme, ficando vermelho, mas não dava sinal algum de que iria parar, então arreguei.
Me sentia zonzo, o chão parecia andar um pouco, e eu falei:
- Porra, to bêbado!
Gui: Fraco!
Nathy: Vamos pedir a conta, chegou a hora da nossa brincadeira
Vivi: Você vai ter coragem de transar com o Lucas nesse estado?
Eu: Eu to bom ainda pra foder a buceta dela
Gui: Fala baixo, caralho!
Nathy: Amor, vai lá acertar
Gui: Ele vem na mesa, oooo garçom!
Gui acertou a conta, e caminhamos pro carro, eu esbarrei em um monte de gente tentando caminhar, fiquei com vergonha, mas eu me sentia sem controle do meu próprio corpo, era a primeira vez que eu ficava bêbado, eu sabia disso, e parecia engraçado, eu ri no carro o caminho todo, sem ter noção do quanto eu estava insuportável, ao chegarmos em casa, Nathy praticamente me arrastou ao quarto, o Gui enfiava a língua dentro da boca da Vivi enquanto a Nathy me chupava, eu sem me importar disse:
- Ei, Gui! Para de beijar minha mulher, seu filho da puta!
Nathy: Lucas, ignora eles, olha pra mim, olha eu chupando seu pau, oh!
Eu: Isso sua cachorra, chupa minha pica mesmo
Gui e Vivi riam, eu comecei a chorar do nada, e Gui rindo alto disse:
- O que foi agora? Por que você tá chorando?
Eu: Porque eu xinguei a Nathy de cachorra!
Nathy: Lucas... calma, eu não me ofendi
Eu: Nathy, eu te amo, você não é nenhuma cachorra, você é o amor da minha vida
Nathy: Eu sei, eu sei, eu também te amo! Tá? Podemos transar, meu amor?
Eu: Eu amo mais você do que a Vivi...
Nathy: Tá bom, fica caladinho pra eu usar você, tá?
Eu: A Vivi não presta, ela é uma puta
Gui: Lucas... para mano! Já deu!
Eu: Ela não me ama mais, ela só quer o Gui, o pau do Gui, chorou porque o Gui tava preso, ela não presta, ela não presta
Gui: Lucas... você tá estragando o clima
Nathy: Gente, vão transar na sala, deixa que eu resolvo com ele
Vivi: Eu quero ouvir o que ele tem pra falar de mim... é assim que a verdade vai saindo
Eu: A verdade é que você é uma cachorrinha, que adora dar o rabinho pro Gui, mas a Nathy me ama de verdade, ela me dá com amor
Gui: Vamos Vivi, amanhã a gente fala com ele, Nathy... dá com amor pra ele
Eu: Isso Nathy, vem cá, eu vou fazer por você o que o Gui nunca fez
Nathy: O que você vai fazer meu gostoso?
Eu: Vou te engravidar, esse brocha não consegue
Todos ficaram em silêncio olhando pra mim, eu virei de lado e dormi... Gui as fodeu sozinho a noite toda, quando eu acordei pela manhã, pelado, com uma puta dor de cabeça, me levantei me perguntando porque eu tinha acordado na cama do Gui, me vesti e fui pra sala, Gui estava com os braços abertos abraçado com as duas, ao me verem só disseram um "bom dia" seco, e eu me sentei no outro sofá.
Eu: Que horas são?
Gui: 5 pra meio dia
Eu: Caramba, a madrugada deve ter sido intensa pra eu acordar tarde assim
Nathy: Lucas... você falou uns absurdos pra gente
Eu: Não me lembro de nada...
Vivi: Você disse me chamou de cachorrinha, disse que eu não te amo, que a Nathy quem te ama e te dá com amor
Nathy: E falou que o Gui não me engravida porque é brocha
Eu: Gente, perdão, perdão mesmo, eu nunca fiquei bêbado, eu nem sei o que dizer
Gui: Relaxa, relaxa... a gente tá puto com você, mas vai passar
Eu: Caralho, que vergonha! To com uma puta dor de cabeça.
Vivi se levantou e só então eu vi que ela estava apenas de camiseta e calcinha, sem nada na parte debaixo, sua barriguinha já começando a crescer a deixava muito gostosa, e então eu me levantei e fui atrás dela na cozinha.
- Amor?
- Hum?
- Desculpa por ontem.
- Eu acho engraçado que as pessoas colocam a culpa das coisas na bebida
- Eu não sei nem porque eu falei aquilo
- Porque você prefere a Nathy, não é?
- Não... você tá gostosa demais assim, de calcinha pela casa, barrigudinha
- Barrigudinha? Isso é um elogio? Se foi... falhou
- Eu sei que você tá brava comigo, mas eu vou me redimir
- Me deixa descansar tá? Porque o Gui me fodeu a madrugada toda, me elogiando, e jogando meu ego lá em cima, enquanto você me detonou como esposa
- Porra Vivi, não precisa falar assim
- Eu vou melhorar naturalmente, só não fica no meu pé enchendo o saco
Gui: O Lucas, vamos ali comigo?
Eu: Ali onde?
Gui: Vou comprar uma chuteira nova, vamos?
Eu: Chuteira? Você vai voltar a jogar?
Gui: Vou, vou sim
Eu: Mas você não tá zoado?
Gui: Cara... eu sobrevivi a cirurgia, cadeia, e ainda dei conta de duas gostosas sozinho, eu to mais que pronto pra jogar, você vai comigo ou vai ficar me enchendo de perguntas?
Eu: Vamos, vamos...
Já no carro, Gui me deu um puta sermão pelo meu comportamento, e eu não sabia onde enfiar a cara, compramos chuteiras novas tanto pra ele quanto pra mim, quando estavamos voltando comprei um perfume e um bichinho de pelúcias para tentar agradar a Vivi.
Chegamos, entreguei e ela nem se importou direito, ainda chateada com minha atitude, resolvi ouvir os conselhos de Gui e dei espaço para a Vivi, demorou uns 3 dias mais ou menos pra eu sentir que ela tinha ficado bem comigo de novo.
Com tudo "normal", nossa rotina mais calma, Gui e eu voltamos a nos ver com menos frequência novamente pelo horário de trabalho, tudo estava na absoluta paz, claro que temíamos de Gui ser surpreendido no caminho do trabalho, mas ele estava sendo cauteloso, no começo estava difícil da gente se sentir em segurança ou em paz, a Paula simplesmente não trombava com a gente na rua, a Nathy chegou a perguntar de como estavam as coisas umas duas ou três vezes pelo whatsapp, mas não haviam novidades, até que algumas semanas depois, Gui me chamou e disse:
- Bora, hoje tem jogo!
- Vamos jogar onde?
- No time do Diego
- Será que esse time é bom?
- Não sei, mas foi o que apareceu, vamos ver se presta
As meninas ficaram em casa, era nossa primeira vez no time, não sabíamos como ia ser, nem se íamos gostar, Gui e eu saímos por volta das 19h em direção ao estádio, era bem maior que o ginásio em que estavamos acostumados, mas nada tão exagerado, era um estádio municipal, ao entrarmos no vestiário, todos se levantaram para aplaudir e comemorar a entrada do Gui no time, nos cumprimentaram e Diego veio sorrindo nos entregar as camisas.
Diego: Sejam bem-vindos, toma Lucas, pra você, a 7, e essa pra você Gui
Gui: A 10? Não, eu acabei de chegar no time, não é justo
Diego: Você merece, irmão! Bora jogar.
O treinador nos abraçou e passou todas as táticas para iniciarmos, Gui estava sorridente, como se estivessem devolvendo parte de quem ele era, ao entrarmos em campo, a torcida presente gritava seu nome, e eu sorria, sabendo que era exatamente isso que Gui estava precisando, o primeiro tempo foi bom, fizemos 2 a 0, Gui ainda não havia marcado, mas estava jogando muito, Diego era zagueiro, e confesso que não o achei tão bom, mas o time em si jogava bem, fomos pro vestiário felizes, rindo, e todos elogiando a forma com que jogávamos, quando voltamos do segundo tempo a defesa do time adversário parecia estar mais esperta, o jogo parecia que terminaria com o placar em 2 a 0, mas aos 88 minutos aconteceu aquela falta que eu sabia que o Gui iria guardar, ele ajeitou a bola, olhou pra barreira, tomou distância e bateu forte no ângulo do goleiro, um golaço! Todos correram e o abraçaram, eu quase o beijei em campo, quando fomos pro vestiário todos comemoravam, pulavam e batiam no armário, aquela energia e cheiro de machos suados que eu estava com saudades, e então chegou o momento do banho, olhei pros chuveiros, tinham bem mais, e pra minha sorte todos sem cabine, tiramos a roupas e eu já reparava em cada piroca, inclusive na do Diego, ele e Gui tomavam banho lado a lado comentando sobre o time, e eu batia o olho comparando os dois, Gui me pegou no flagra, e fez cara de bravo, como quem demonstrava ciúmes, ao sairmos, Diego entrou em seu carro, e eu no carro do Gui... Gui saiu com o carro, e em um tom baixo disse:
- Tá com tesão no Diego?
- To... to sim
- Achei que você ia mentir dessa vez
- Não ia adiantar, você reparou
- É... e pode parando de ficar paquerando a pica dele, você é meu!
- Bem que a gente podia fazer uma brincadeira, nós três
- Luquinhas, eu já te disse... você é meu! Eu não vou dividir você, nem a Nathy, nem a Vivi com ninguém
- Posso te confessar um segredo?
- Pode
- Na verdade dois
- Diz aí
- Eu traí vocês...
- É o quê?
- Juro que eu não tive como me segurar, a Paula, ela... ela chupou meu pau, mas foi só isso
- Só isso? Ela mamou sua rola e você diz só isso? Como isso aconteceu?
- Foi no dia da sua prisão, ela tava me levando pra casa e me alisou, foi só a mamada, não comi ela
- Não deixa as meninas saberem de uma porra dessas, a Nathy já não gosta da Paula
- Não vou falar não
- E o outro segredo?
- Eu vi o Diego fodendo a Paula.
- Caralhooo! Como?
Expliquei toda história pro Gui e ele abriu um sorriso safado, chegamos em casa e ao entrar, havia uns balões vermelhos de coração espalhados pela sala, um caminho de pétalas até o quarto, Gui e eu entramos e na parede havia balões rosa e azul, uma caixinha de MDF sob a cama com um sapatinho branco de bebê e um teste positivo, com um bilhetinho:
- Parabéns, papais! Nossa família vai aumentar.
Gui chorou, me abraçou e nos beijamos comemorando, Nathy e Vivi filmavam nossa reação, ele a beijou, e logo em seguida, eu a beijei.
Todos estavamos bem emocionados e acabamos transando muito de tão felizes.
No fim da noite, Vivi e eu nos vestimos e fomos para nossa casa, para mim, a noite tinha acabado feliz, mas enquanto estavamos deitados, Vivi me abraçou apertado e disse:
- Amor... e se a gente não fizer nenhum teste? A Nathy tem o bebê dela, eu o meu... não sei se é justo, mas, cada um tem um pai
- Vida, eu confesso que eu gostaria de saber mesmo assim, tanto de você, quanto da Nathy, mas vou respeitar sua decisão
- Então a gente faz, não se preocupe
Dormimos tranquilamente, pela manhã eu me arrumei para ir trabalhar, o dia foi cansativo, a noite, nos reunimos na casa da Nathy para fazermos um jantar de comemoração, Gui e eu fomos rapidamente ao supermercado comprar um leite condensado para a sobremesa, voltávamos devagar, sorrindo, felizes, quando chegamos no portão fomos interrompidos.
- Boa noite, Gui.
Gui: Jeferson? O que você...
PÁ! PÁ! PÁ! PÁ! PÁ!
Eu só ouvi 5 disparos, e tudo ficou em silêncio em minha volta.

Comentários (16)

Regras
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  • Fã do lopedrinhofm: SKSKKSKSKSKS QUE ÓDIO, LEMBREI DA FLOR DE LIS COM O PA PA PA PA PA

    Responder↴ • uid:1e5wvbza285m
    • Lopedrinhofm: Kkkkkkkkkkkkkk puta que pariu

      • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Umpalumpa: Quero agradecer ao lopedrinhofm por essa saga fantástica, eu aprendi muitas coisas, como o peso de moeda de prata, e tive que pesquisar o significado de soez, aqui a putaria se mistura com conhecimento

    Responder↴ • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Raphinha: O Lucas bêbado kkk ai carai! Que vontade de socar ele!

    Responder↴ • uid:1dlwu2bg5kwa
  • PA13: Eu espero muito que meu Gui esteja bem... Pedro, seria possível uma participação especial do Felipe e da Sabrina? Saudade deles kkkk

    Responder↴ • uid:1dlwu2bg5kwa
    • Lopedrinhofm: Kkkk não vejo isso como algo interessante pra essa saga... eu gosto muito do Fe, mas esse conto o gostosão tem que ser o Gui 🥺

      • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Luanny: Espero a continuação hoje ainda, Pedrinho! Não aceito terminar meu dia sem saber se foi a Paula que atirou!

    Responder↴ • uid:1dlwu2bg5kwa
    • Lopedrinhofm: Já publiquei a continuação ❤️ em breve o site atualiza e teremos novidades

      • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Vidanacabana-: Com certeza foi a Paula que atirou,do jeito que o Gui pediu pra ser,ela tinha que se redimir com ele. Já pensou se esse capítulo fosse na sexta feira e o Pedrinho não postasse nada sábado e domingo? Aí seria foda kkk

    Responder↴ • uid:1cotwzr3nm2u
    • Lopedrinhofm: Isso me deu uma grande ideia para essa sexta ❤️ kkkkk

      • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Nubank: Me diga que o Gui está vivo! Me diga que meu gatão está bem! Pedro, o Gui tá sofrendo mais que a Maria do Bairro

    Responder↴ • uid:1dlwu2bg5kwa
    • Lopedrinhofm: 😭 por que ele tem que sofrer tanto? Até eu to com dó dele, acredite

      • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Raposinhacarente: Espero que tenha sido o Jeferson que foi apertar a mão do capeta

    Responder↴ • uid:1dlwu2bg5kwa
    • Lopedrinhofm: Pode ter sido o Lucas

      • uid:1dlwu2bg5kwa
  • Julinha: Me diga que os disparos foram a Paula no Jeferson, não vou te perdoar se tirar o Gui de mim 😭

    Responder↴ • uid:1d7c5vs6lbza
    • Lopedrinhofm: Kkkk eu não vou matar o Gui, isso está claro

      • uid:1dlwu2bg5kwa