#Bissexual #Gay

Jogo perigoso - Parte 21

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Lopedrinhofm

Estamos na reta final, pretendo encerrar no episódio 30, está gostando dessa saga? Está tendo pouco sexo pelos acontecimentos, mas logo a putaria vai ser top.

Vivi e eu ficamos acalmando a Nathy, enquanto ela não parava um segundo se quer de chorar ou falar que Gui estava sendo injustiçado, enquanto isso a TV mostrava a notícia:
"Ex-jogador é preso acusado de homicídio"
Em questão de segundos as redes sociais estavam inundadas de críticas, de gente falando mal do Gui, eram poucos os que o defendiam, a maioria comentavam:
"Eu sabia que ele não prestava"
Inclusive alguns comentários diziam:
"Eu namorei com ele, e ele tentou me matar..."
Era cada história mentirosa a respeito do Gui, que me dava vontade de sair respondendo um a um.
Então, com o celular dele em mãos, eu postei um story, uma foto dele jogando e a legenda:
- A verdade irá aparecer!
Comecei a ignorar o celular, Nathy não comia nada, olhava pro chão e não falava palavra alguma, ficamos com ela um dia, dois, três... a situação não mudava, a advogada tentava de tudo pro Gui responder em liberdade, mas tudo era em vão, ele foi transferido a um presídio, e não podíamos o visitar por um tempo, só assistíamos na tv, um monte de microfones em sua direção, ele de cabeça erguida, algemado e falando poucas palavras:
- A verdade vai aparecer! Eu não mandei matar ninguém.
Claro que com isso vinham os idiotas comentando:
- Ele tem dinheiro, vão culpar um inocente só pra ele sair.
Todos os programas esportivos só falavam dele, era manchete, jogador manda matar quatro pessoas.
Foi aí que eu perdi a cabeça, fui na casa da Paula tirar satisfações, toquei a campainha várias vezes, até ela me atender.
- Que desespero é esse, Lucas?
- Você prometeu que ia resolver isso o mais rápido possível! O Gui acaba de ir pra um presídio! Você tem noção do que está fazendo na vida dele?
- Entra aqui, não quero ser vista falando com você, tem muito jornalista espalhado por aí com essa situação.
Entrei, fomos até sua sala e eu disparei:
- Você não tá fazendo porra nenhuma, você só fodeu a vida do Gui!
- Lucas, calma... você tá observando a Natália pra mim?
- Quem é a investigadora aqui é você, a Natália é minha mulher, e eu não vou admitir você tratar ela como uma criminosa!
- Lucas, eu vou tirar o Gui de lá, na hora certa, vai por mim, o verdadeiro culpado agora vai dar um tempo pra parecer que era o Gui, eu já lidei com situações parecidas, só preciso de um tempo pra isso
- Eu to acreditando em você! Mas por favor, tira o Gui de lá...
- Rápido, se esconde! O Diego chegou e vai ficar puto se te ver aqui!
- Droga! Onde?
- Vem comigo... se esconde no quarto, ele provavelmente vai ficar na sala, eu te ajudo a sair
Corremos pro quarto, eu me enfiei no guarda roupas e ela deixou uma pequena brecha pra eu respirar, era finíssima, e por segundos, Diego entrou.
Diego: Amor, cadê a Jennifer?
Paula: Tá com a babá, elas chegam daqui a uns 40 minutos
Diego: Então temos esse tempo só pra gente?
Diego começou a beijar a Paula, e apertar a bunda dela, ela se soltou devagar, o olhou e disse:
- Eu to cheia de coisas pra fazer amor...
- Deixa as coisas pra depois, eu quero você!
Ele tirou a camisa, e eu olhei aquele corpo malhado... Diego era uma delícia, o peitoral peludo e aquela linha que descia do umbigo e morria na cueca, Paula insistiu em deixarem isso pra depois, mas ele a deitou na cama, beijou seu pescoço e foi tirando sua roupa, meu pau endurecia assistindo Diego chupando a buceta de Paula, ela segurava a cabeça dele e gemia: Aiiii, amooor, deixa pra depois
Diego continua ignorando, tava na cara que Paula estava gostando, mas tímida porque sabia que eu estava vendo tudo, eu fazia o possível para enxergar o que estava acontecendo, Diego se levantou tirando o restante da roupa, quando eu vi seu pau duro, notei que ele era roludo, o mesmo tanto, ou até um pouco mais que Gui, uma pica com pelos, grossa, veiúda, ele se deitou e ela começou a mamar, eu via perfeitamente ela chupando aquela piroca, enquanto acariciava as bolas de seu marido, meu pau estava explodindo na cueca, Paula subiu encaixando a piroca do marido em sua buceta, ela sentava devagar, rebolando com calma, sua bunda era redondinha, perfeita, a bunda mais linda que eu já tinha visto na vida.
Ele agarrou suas nádegas abrindo, fazendo eu ter a visão perfeita do cuzinho apertado de Paula, abri meu zíper devagar e comecei a me punhetar enquanto eu olhava os dois fodendo, Paula demonstrava ainda que estava tímida, os dois se beijavam e ele dizia:
- Que buceta gostosa, meu amor! Hummmm
Paula aos poucos se soltava, sentando maravilhosamente, eu aumentava o ritmo da punheta enquanto ela gemia mais alto, eles trocaram de posição, Diego colocou Paula de quatro e a fodia de costas pra mim, embora eu estivesse amando ver a bunda de Diego aquela posição não me permitia ver quase nada de Paula, então ela gemeu:
- Aiii, deixa eu virar
Ela virou de lado, assim eu podia vê-la sendo fodida perfeitamente, e eu sabia que ela só virou pra eu assistir melhor, Diego fodia com força, e Paula olhava diretamente para a brecha do guarda roupas gemendo e sorrindo.
Meu celular começou a vibrar no bolso, talvez Vivi ou Nathy estivesse me ligando, eu tentei desligar sem fazer barulho, mas Diego parou o movimento e disse a Paula:
- Tá ouvindo algum celular vibrando?
Paula: Deve ser o meu, será que tá na hora de buscar a Jennifer?
Diego: Não... a gente mal começou, mas tá vindo do guarda roupas
Paula: Devo ter esquecido lá dentro enquanto eu pegava alguma coisa, ignora, depois eu retorno, me fode!
Ele ignorou e começou a foder de novo, ela me olhava fazendo expressões de quem me mandava desligar o celular, eu consegui silenciar, e continuei batendo minha punheta.
Depois de longos minutos, Diego tirou a piroca de dentro de Paula, se punhetou e gozou na bunda dela sorrindo, uma gozada gostosa, farta, eu já sentia vontade de gozar então interrompi minha punheta antes que eu sujasse as roupas de Paula, ele saiu devagar indo tomar banho, Paula foi conferir e voltou correndo, pelada, com a bunda gozada, abriu o guarda roupas rindo timidamente:
- Vai, Lucas, seja rápido, o Diego acabou de entrar no banho!
- Caralho, você é muito gostosa!
- Rápido!
Paula se enrolou numa toalha e me levou ao portão, nem nos despedimos direito, eu andava na rua com o pau explodindo de tanto tesão, quando entrei em casa, Nathy e Vivi me esperavam.
Nathy: Onde o senhor estava?
Eu: Fui falar com a Paula, não me aguentei, e fui tirar satisfação
Vivi: Não quero você indo atrás dela
Nathy: O que ela disse?
Eu: Ela disse que só fez isso pra proteger o Gui, ela sabe que ele é inocente, que a gente não entenderia, mas foi necessário, e que ela tá investigando o verdadeiro culpado
Nathy: Eu falei hoje com a Gi...
Eu: E aí?
Nathy: Ela está muito abalada, ela disse que o celular dela tinha sido roubado, e por isso ela não conseguiu nos avisar do que estava acontecendo, ela chorou tanto
Vivi: Eu troquei mensagens com a Elen, foram poucas, mas ela tá muito chorosa
Eu: Isso vai acabar logo
Nathy: Esse jornal disse que tem atualizações do caso, vamos ver.
Olhavamos pra tv, aqueles programas bem sensacionalista:
Apresentador: Atenção! Tem novidade no caso do ex jogador do Palmeiras! Guilherme está preso, olha só a imagem dele chegando no presídio, vagabundo! Agora a polícia acaba de entrar em contato com a nossa equipe... cadê as imagens do helicóptero? Olha aí! Nosso helicóptero sobrevoando o bairro em que Guilherme morava, porque atenção, atenção! Acaba de chegar a notícia, dentro da casa de Guilherme cresceu, acaba de ser encontrado o corpo de sua mãe, quero dizer, da que dizia que era sua mãe, e de Giovana, a irmã de consideração de Guilherme
Nathy: A Giovana? Meu Deus! A Giovana não! Eu... eu falei com ela tem 20 minutos! Como assim? Não pode ser!
Apresentador: A polícia cerca a área, o suspeito está próximo, os vizinhos teriam ouvido disparos e acionado a polícia, o crime foi cometido agora, repito, o suspeito está próximo!
A tv mostrava um monte de viaturas em alta velocidade cercando o bairro, Nathy agarrou a almofada do sofá e chorava em silêncio, toda a família de Gui havia sido varrida, o que começou com "Vingança pelo Gui" incluía eliminar os que mentiram pra ele, enquanto assistíamos para saber o desfecho, a campainha tocou, eu levantei para atender, era Paula.
- Oi, Paula
- Lucas, preciso falar com a Natália
- Precisa ser agora?
- Sim, precisa, é sobre o Guilherme
- A gente descobriu pela tv que mataram a mãe dele e a Gi...
- Chama ela pra mim logo!
- Entra aí
- Licença!
Paula entrou caminhando rápido, quando ela apareceu na porta, Nathy gritou:
- O que você tá fazendo aqui?
Paula: Natália, abaixa a porra da voz! Eu não vim como amiguinha sua, mas sim como profissional, eu preciso saber de uma informação e seja direta!
Nathy: Fala! O que você quer saber?
Paula: Você ou vocês conhecem alguém que tenha um Fiesta vermelho?
Nathy: Fiesta vermelho? Não... não to lembrando
Eu: Não, também não sei
Paula: Puta que pariu! E vocês sabem me dizer quem tem um Fiat Mobi branco?
Nathy: O Otávio
Paula: Mas o Otávio está morto...
Nathy: É o único que eu sei
Paula: Tem certeza?
Nathy: Tenho, tenho sim
Paula pegou o celular e ligou para alguém.
- Alô? Ferraz? O carro de Otávio foi apreendido? Ótimo... esqueça o Fiat Mobi, preciso de atenção ao carro vermelho.
Paula sentou no sofá pegando o controle da tv acompanhando a perseguição pela tv, aumentou o volume, nós a olhávamos sem entender nada.
- Avisa a emissora que eu quero foco no carro vermelho, rápido!
Conforme Paula ordenou a imagem foi, um fiesta vermelho andava calmamente até as viaturas se aproximarem, e então, acelerou.
- Ele está indo sentido o ginásio municipal, aproxima a porra da imagem! Eu quero foco no vidro do motorista, rápido! Eu não consigo ver se é homem ou mulher, quem está atrás? Pede a placa, me dá o caralho da placa!
Paula colocou no alto falante, mexendo em diversas telas do celular ao mesmo tempo.
Ferraz: Negativo. A imagem está ruim. Estamos tentando uma aproximação.
Paula: Então pede a placa para a viatura que está atrás. Assim que tiver, me passa. Vou consultar o sistema daqui.
Alguns segundos se passaram. Na televisão, o Fiesta cortou para a faixa da direita, obrigando um carro a frear.
Ferraz: Central, temos informação visual de dois ocupantes.
Paula: Dois? Conseguiram identificar o motorista?
Ferraz: Ainda não. O vidro está dificultando a visualização. O passageiro também não foi identificado.
Paula: Certo. Não descartem a possibilidade de haver alguém sendo mantido contra a vontade dentro do veículo. Quero essa informação considerada antes de qualquer intervenção.
Ferraz: Central, a equipe solicita autorização para disparo de advertência.
Paula: Negativo. Repito: negativo. Temos dois ocupantes não identificados, uma via movimentada e uma transmissão ao vivo. Não autorizo disparos com essas informações. Mantenham o acompanhamento e preservem a segurança de quem está na rua.
Ferraz: Copiado. Sem disparos. Estamos mantendo distância e aguardando orientação.
Paula voltou os olhos para a televisão. O Fiesta passou por um cruzamento e seguiu em direção ao ginásio.
Paula: Me passa a placa assim que conseguir.
Ferraz: Conseguimos uma leitura parcial. DDA, zero, A, um, S... o restante ainda está inconclusivo.
Paula: Estou consultando. Um momento...
Paula: Não reconheceu. Ferraz, confirma essa leitura. Pode ter algum caractere errado. Não vou vincular esse veículo a ninguém com uma placa incompleta.
Ferraz: Entendido. Solicitando aproximação controlada da viatura de apoio para nova identificação.
Paula: Cuidado com essa aproximação. Não quero que encurralem o veículo no meio do trânsito. E acionem as equipes próximas ao ginásio.
Ferraz: Qual é a orientação para o perímetro?
Paula: Organizem o isolamento dos acessos e mantenham os civis afastados da área de possível abordagem. O ginásio pode estar recebendo público. Quero os acessos monitorados, sem provocar pânico e sem colocar ninguém na linha de fuga desse carro.
Ferraz: Copiado. Equipes sendo direcionadas para os acessos.
Paula se levantou do sofá e começou a andar pela sala, sem tirar os olhos da transmissão.
Paula: E mais uma coisa, Ferraz: ninguém age por conta própria. Quero saber quem está dirigindo, quem é o passageiro e por que esse carro está fugindo. Se houver refém, a prioridade é preservar a vida. Mantenham a comunicação aberta e me atualizem a cada mudança de direção.
Ferraz: Entendido. O Fiesta está se aproximando do ginásio. A equipe solicita novas instruções.
Paula parou diante da televisão. A imagem mostrava o carro vermelho avançando pela avenida, com as viaturas logo atrás.
Paula: Quero todas as saídas monitoradas. Ninguém entra nessa área sem saber o que está acontecendo. E, Ferraz...
Ferraz: Na escuta.
Paula: Descubra quem está dentro daquele carro. Agora.
Ferraz: Paula, conseguimos a placa completa. Estou enviando para consulta.
Paula: Manda agora.
Alguns segundos depois, o celular dela emitiu um alerta. Paula abriu a consulta e ficou imóvel diante da tela.
Paula: Não... espera aí.
Ferraz: Conseguiu?
Ela não respondeu. Ampliou a imagem transmitida pela emissora e observou o motorista, que acabara de virar o rosto por uma fração de segundo.
Paula: Ferraz, preciso da identificação do proprietário e de qualquer registro vinculado a essa placa. Agora!
Ferraz: Já estou verificando... Paula, recebemos um retorno.
Paula olhou para nós e disse:
- Vocês não reconhecem mesmo esse carro?
Olhamos bem pra tv e meu coração acelerou.
Eu: É o carro do... do Pablo
Ferraz: O nome associado à identificação é Pablo Rogério da Silva.
O silêncio tomou conta da sala.
Nathy: O Pablo? Não... não pode ser, tem coisa errada.
Paula levantou uma das mãos, pedindo silêncio, e voltou a falar com Ferraz.
Paula: Confirma essa identificação. Eu quero ter certeza de que não estamos diante de um erro.
Ferraz: A equipe confirmou visualmente o condutor. A identificação é compatível. É o Pablo Rogério da Silva.
Paula: Meu Deus...
Na televisão, o Fiesta vermelho avançava pela avenida. Uma das viaturas tentava manter contato visual, enquanto outra informava a posição do veículo.
Paula: Ferraz, escuta com atenção. Não tratem o Pablo como o autor dessa fuga até descobrirmos o que está acontecendo dentro desse carro. Quero saber se ele está armado, se está ferido e se há alguém ameaçando ele.
Ferraz: Copiado. A equipe está tentando estabelecer contato visual com os ocupantes.
Paula: E o passageiro? Já conseguiram identificar?
Ferraz: Paula, temos uma informação nova. A equipe conseguiu uma imagem mais nítida do lado do passageiro.
Paula: Quem é?
Ferraz: Estamos cruzando as informações. Um momento...
Paula se aproximou da televisão. A imagem tremeu quando a câmera acompanhou o carro numa curva. Por alguns instantes, foi possível ver o passageiro de perfil.
Paula: Amplia essa imagem! Eu preciso ver o rosto dele!
A transmissão mudou de ângulo. O passageiro estava com o corpo inclinado na direção do motorista, mantendo uma das mãos próxima a ele. Pablo, por sua vez, parecia rígido ao volante, olhando repetidamente para os retrovisores.
Paula: Ferraz, o motorista está olhando para trás o tempo todo. Tem alguma coisa errada.
Ferraz: Concordo. A equipe está tentando identificar o passageiro.
Paula: Não pode ser...
Ferraz: O que foi?
Paula: Eu já sei quem é o passageiro.
Ela ergueu o rosto lentamente.
Paula: O passageiro é Vagner Gusmão.
Ninguém na sala conseguiu dizer uma palavra.
Paula: Ferraz, presta atenção no que eu vou te dizer. Temos uma possível situação de sequestro em andamento. O motorista é Pablo Rogério da Silva, e o passageiro foi identificado como Vagner Gusmão. Existe a possibilidade de o Pablo estar sendo mantido sob ameaça.
Ferraz: Recebido. Vamos atualizar as equipes.
Paula: Não quero nenhuma ação precipitada. O Pablo pode estar sendo obrigado a dirigir. Quero uma equipe preparada para negociar e atendimento médico de prontidão. E mantenham os civis afastados.
Ferraz: Entendido. A viatura informa que o Fiesta está reduzindo a velocidade.
O carro vermelho havia diminuído a marcha ao se aproximar do Ginásio Municipal. Na calçada, algumas pessoas começaram a parar para observar as viaturas. Uma câmera da emissora mostrou a entrada do ginásio e, logo depois, voltou a enquadrar o Fiesta.
Paula: Por que ele está reduzindo?
Ferraz: Ainda não sabemos. O veículo está mantendo o sentido do ginásio.
Paula: Pablo, pelo amor de Deus, não faz nenhuma besteira...
Foi a primeira vez que a voz dela vacilou.
Então, o Fiesta parou por alguns segundos diante de um cruzamento.
Uma viatura também reduziu a velocidade.
Ferraz: Central, atenção! O passageiro está fazendo algum movimento dentro do veículo.
Paula: Que movimento? Seja claro!
Ferraz: Não conseguimos determinar. O motorista parece estar discutindo com ele.
A câmera da televisão aproximou a imagem. Pablo virou o rosto na direção do passageiro. Mesmo sem áudio, era evidente que estava falando alguma coisa. Vagner se inclinou para perto dele.
De repente, o Fiesta arrancou novamente.
Nathy: Ele vai fugir!
Paula: Não! Isso não é uma fuga comum. O Vagner pode estar obrigando o Pablo a continuar dirigindo!
Paula: Ferraz, quero que essa informação chegue a todas as equipes. O objetivo é preservar a vida do Pablo. Repito: o motorista pode ser a vítima!
Ferraz: Recebido. Todas as equipes informadas.
Paula: E me diz uma coisa: o Vagner sabe que vocês já o identificaram?
Ferraz: Não temos como confirmar.
Paula encarou a televisão, acompanhando o Fiesta vermelho desaparecer momentaneamente atrás de um ônibus antes de reaparecer na avenida.
Ferraz: Paula, temos uma atualização.
Paula: Fala.
Ferraz: O Fiesta está se aproximando da entrada lateral do ginásio. A equipe informa que o motorista está olhando diretamente para a viatura. Permissão para atirar?
Paula: Negativo, reduza a viatura.
Naquele instante, o Fiesta diminuiu a velocidade mais uma vez. Pela imagem, Pablo parecia olhar para a câmera de uma das viaturas.
Paula se aproximou da televisão, como se ele pudesse ouvi-la através da tela.
Paula: Aguenta firme, garoto. A gente já sabe que você está aí.
Ferraz: Paula, recebemos uma informação que muda tudo.
Paula: O que aconteceu?
Ferraz: Acabamos de receber uma informação de Vagner pode estar armado e apontando para a cabeça de Pablo.
Paula: Então ninguém vai tratar isso como uma simples perseguição. Acionem a equipe especializada, mantenham o acompanhamento e não provoquem uma reação que coloque o Pablo em risco.
Ferraz: Copiado.
Paula respirou fundo e olhou para todos nós.
Paula: O Vagner não está tentando escapar sozinho.
Nathy: Como assim?
Ela apontou para a televisão, onde o Fiesta vermelho se aproximava cada vez mais do ginásio.
Paula: Ele está usando o Pablo para chegar a algum lugar. E eu preciso descobrir aonde ele quer chegar antes que seja tarde demais.
Na tela, o Fiesta fez a última curva antes do ginásio.
E, pela primeira vez desde o início da perseguição, Vagner virou o rosto diretamente para a câmera da emissora.
O Fiesta vermelho fez a curva e desapareceu atrás do ginásio. Por alguns segundos, a transmissão mostrou apenas as viaturas tentando acompanhar o trajeto.
Paula: Ferraz, cadê o carro?
Ferraz: Perdemos o contato visual por alguns segundos. A equipe está verificando a entrada lateral.
Paula: Eu quero esse carro localizado agora! E ninguém entra no ginásio sem saber quantas pessoas estão lá dentro.
Ferraz: Aguarde... Paula, temos outro veículo na área.
Paula: Que veículo?
Ferraz: Um carro preto. Está parado próximo à entrada de serviço. O condutor parece estar aguardando alguém.
Paula: Tem identificação?
Ferraz: Ainda não. Mas o motorista acabou de sair do veículo e está fazendo sinal para o Fiesta.
Na televisão, a imagem mudou. O Fiesta vermelho reapareceu perto da entrada lateral. O carro preto estava alguns metros à frente, com a porta do passageiro aberta.
Nathy: Então o Vagner não estava tentando chegar ao ginásio por acaso?
Paula: Não. Ele está tentando fazer uma transferência. Se o Pablo sair daquele carro e entrar no outro, podemos perder os dois.
Ela voltou a falar com Ferraz.
Paula: Quero a identificação desse segundo indivíduo. E não tirem os olhos do Vagner!
Ferraz: Copiado. A equipe está verificando.
Na tela, o homem do carro preto aproximou-se do Fiesta. Parecia falar com Pablo pela janela. Vagner virou a cabeça e disse alguma coisa ao motorista, gesticulando de maneira agressiva.
Ferraz: Paula, conseguimos uma imagem do rosto do segundo indivíduo. Estamos consultando o banco de dados.
Paula: Manda a imagem para mim também.
O celular vibrou. Paula abriu a fotografia e ficou olhando para ela por alguns segundos.
Paula ergueu os olhos, incrédula.
Paula: Zuriel.
Nathy: Zuriel? Quem é Zuriel?
Eu: Caralho, Zuriel?
Vivi: Acaba logo, pelo amor de Deus!
Paula: Zuriel... O Zago. Antigo companheiro de time do Guilherme.
Paula: Ferrz, o nome completo dele é Zuriel Mendes Sampaio. E, pelo visto, ele está envolvido nisso.
Ferraz: Central, confirmamos a identificação. Zueriel, conhecido como Zago.
Paula: Certo. Agora temos dois indivíduos identificados. Quero saber se ele está ajudando o Vagner a manter o Pablo sob ameaça ou se está tentando tirá-lo dali.
Ferraz: A equipe informa que o Zago está gesticulando para o motorista do Fiesta. Não conseguimos determinar o conteúdo da conversa.
Paula: Então não tirem conclusões precipitadas. Mantenham os dois sob observação. Se o Zago estiver tentando ajudar o Pablo, essa aproximação pode ser a única oportunidade de resolvermos isso sem colocar o refém em risco.
A imagem da televisão tremeu quando a câmera mudou de posição.
De repente, Pablo abriu a porta do Fiesta.
Nathy: Ele vai sair!
Pablo colocou um pé para fora, mas parou. Vagner segurou o braço dele e o puxou de volta. Mesmo sem ouvir o que diziam, ficou claro que os dois estavam discutindo.
Paula: Ferraz, o Vagner está impedindo o Pablo de sair. Quero essa informação registrada. Temos um possível refém sendo mantido contra a vontade.
Ferraz: Entendido. A equipe está se posicionando para uma abordagem segura.
Paula: E o Zago? O que ele está fazendo?
Ferraz: Ele acabou de levantar as mãos. Parece estar tentando acalmar o Vagner.
Paula observou atentamente.
Zago falava com as mãos abertas, mantendo distância do Fiesta. Vagner, por sua vez, parecia cada vez mais irritado. Pablo continuava sentado ao volante, olhando para Zago como se esperasse uma oportunidade.
Zago apontou para a entrada do ginásio e chamou a atenção de Vagner. Quando o sequestrador virou o rosto por um instante, Zago se aproximou da porta do motorista e falou alguma coisa para Pablo.
Paula: Ele está tentando ajudar o Pablo.
Nathy: Não é o que me parece.
Paula: Não. Mas olha para o comportamento dele. O Zago não está tentando fugir. Está tentando ganhar tempo.
Ferraz: Paula, recebemos uma comunicação da equipe. O Zago está pedindo que o Vagner libere o motorista.
Paula: Então ele veio para tirar o Pablo de lá...
Ferraz: É uma possibilidade. Mas o Vagner não está colaborando. A equipe solicita autorização para iniciar a abordagem.
Paula respirou fundo.
Paula: Autorizem a intervenção dentro do protocolo, com prioridade absoluta para a segurança do refém. Quero o perímetro controlado, atendimento médico de prontidão e ninguém agindo por impulso. Se houver possibilidade de rendição, ofereçam essa saída.
Ferraz: Copiado. As equipes estão prontas.
Paula: E deixem claro que o Pablo é a prioridade. Não quero que ele seja confundido com o sequestrador.
Na televisão, uma das viaturas parou na entrada da rua. Outra apareceu pelo acesso oposto. O movimento chamou a atenção de Vagner.
Ferraz: Paula, o suspeito identificou a presença das equipes.
Paula: Mantenham a calma. Ninguém precisa transformar isso em uma tragédia.
Vagner puxou Pablo para fora do Fiesta, mantendo-o junto ao próprio corpo. Pablo tentou se afastar, mas Vagner o segurou novamente.
Nathy levou a mão à boca: Meu Deus...
Paula: Pablo, aguenta firme!
Zago permaneceu alguns metros distante, com as mãos visíveis. Ele não tentou correr nem se aproximar novamente. Apenas olhava para Pablo, demonstrando uma preocupação evidente.
Ferraz: Central, iniciamos contato verbal. O suspeito foi orientado a liberar o refém e se entregar.
Paula: Mantenham o diálogo. Digam que ele ainda pode se entregar sem piorar a situação.
A voz de Ferraz ficou mais distante, como se ele estivesse ouvindo as comunicações das equipes.
Ferraz: O suspeito está resistindo às ordens. O refém continua sob o controle dele.
Paula: Pablo não tem nada a ver com isso. Tirem ele dessa situação.
Então, Zago fez algo inesperado.
Ele deu um passo à frente e chamou Vagner pelo nome.
Zago: Vagner! Olha para mim! Acabou, cara! Não tem mais para onde ir!
A emissora aumentava o áudio abafado para tentar ouvir Zago.
Zago: Você não precisa levar o Pablo junto com você! Solta ele e resolve o que tiver que resolver!
Vagner: Fica longe! Você prometeu que ia me ajudar!
Zago: Eu vim buscar o Pablo! Não vim te ajudar a destruir a vida de mais ninguém! Eu avisei a polícia, se quer matar mais alguém, me mate!
O silêncio na sala foi imediato.
Vagner: Você me traiu!
Zago: Não! Você passou de todos os limites! Eu joguei com o Guilherme durante anos, conheço o Pablo, conheço essa gente! Eu não vou deixar você acabar com a vida dele!
Pablo aproveitou a discussão para se afastar alguns passos. Vagner tentou segurá-lo novamente, mas ele conseguiu se desvencilhar e correu na direção das equipes.
Paula: Agora! Retirem o Pablo da área de risco!
A equipe avançou para proteger o motorista. Pablo foi conduzido para longe do Fiesta, enquanto os policiais mantinham o contato verbal com Vagner.
Ferraz: Refém fora do alcance imediato do suspeito! Repetindo: refém fora do alcance imediato!
Paula soltou o ar que parecia estar prendendo havia minutos.
Paula: Confirmem as condições do Pablo. Quero atendimento médico e depoimento assim que ele estiver em condições.
Ferraz: Copiado.
Vagner olhou em volta. Sem Pablo sob seu controle, a situação havia mudado completamente.
Ferraz: O suspeito está recebendo ordem de rendição.
Vagner: Você acabou com tudo, Zago!
Zago: Não, Vagner. Você fez isso sozinho.
Por alguns segundos, ninguém se mexeu.
Então, Vagner finalmente cedeu e obedeceu às ordens de rendição. Os policiais avançaram e o detiveram.
Ferraz: Central, suspeito Vagner Gusmão sob custódia.
Paula fechou os olhos, aliviada.
Paula: E o Zago?
Ferraz: Permanece no local, cooperando com a equipe.
Paula: Quero que ele seja identificado formalmente e conduzido para prestar esclarecimentos. Precisamos entender o que aconteceu, qual era o plano e até onde vai o envolvimento dele.
Ferraz: Entendido.
Na televisão, os policiais conduziram Vagner para uma viatura. Zago, por sua vez, foi abordado separadamente, sem oferecer resistência, e permaneceu à disposição das autoridades para esclarecer sua participação.
Nathy: Acabou?
Ela olhou para a televisão, onde a imagem mostrava Pablo recebendo atendimento.
Paula: A perseguição acabou. O Pablo está vivo, o Vagner foi capturado e o Zago está sob custódia para prestar esclarecimentos, agora precisamos provar que Gui não tem envolvimento nenhum.
Nathy: Mas por que o Vagner fez isso?
Paula: É justamente isso que precisamos descobrir. O Zago arriscou tudo para tirar o Pablo daquele carro, existe uma parte dessa história que ninguém nos contou.
Nathy: Como assim? Você tá dizendo que esse pesadelo não acabou?
Paula: Por que o Vagner faria tudo isso? Ele queria vingar o Gui ou prejudicar? Não faz sentido pra mim... e o Zago, ele estava ou não ajudando o Vagner?
Vivi: Eu acho que entendi o que está acontecendo
Paula: Então me explica...
Vivi: O Vagner ele não fez isso pra prejudicar o Gui, sei que nada justifica, mas o Vagner já ficou sozinho com o Gui e com o Lucas, e não os matou... eu acho que ele fez isso por vingança mesmo, de todos que mentiram pro Gui, o Vini, a mãe dele, a Isa, o Otávio... eu só não entendi o que a Gi tinha haver, ela, ela... jamais mentiu pro Gui, mas deve ter o enfrentado ou visto ele matando a mãe dela, o Zago deve ter enfrentado o Vagner por amor...
Paula: Por amor?
Vivi: O Vagner matou o Fabiano... e o Zago o amava muito
Eu: Faz sentido... mas
Paula: Silêncio! O Pablo está falando!
Repórter: Pablo, por que você estava dirigindo?
Pablo: Eu nunca ia desconfiar do Pablo, ele me ligou pedindo pra ir até a casa da mãe do Gui, dizendo que o Gui tinha sido solto e que queria conversar com a gente, eu acreditei, eu fui pra lá e ele entrou no carro correndo mandando eu dirigir, apontando a arma pra mim e me perguntando se eu havia mentido pro Gui, se eu tinha sido amigo do Vinicius... o Vagner me mataria se a polícia não tivesse aparecido
Repórter: Você acredita que Guilherme seja inocente?
Pablo: Claro que é! O Guilherme foi preso injustamente. E precisou de tudo isso pra polícia agir, a polícia é uma vergonha. Prenderam o cara errado, e ainda deixaram um assassino ceifar outras duas vidas, essas pessoas vão virar estatísticas, alguém vai ser responsabilizado? Não! Não vai!
Paula abaixou a cabeça, visivelmente triste.
Nathy: Paula... você só tentou proteger o Gui
Paula: Eu falhei...
Nathy: Não... o Gui tá bem, e você pegou o Vagner
Paula: Mas eu perdi duas pessoas, o Pablo tem razão
Nathy: Isso não foi culpa sua, você não trabalha sozinha
Paula: Eu... eu vou falar com... com os responsáveis, vou ver se ainda dá pra soltar o Gui hoje, ou só amanhã cedo
Nathy: O importante é que ele vai sair
Paula: Provavelmente vamos ter que esperar uns 3 dias, vai ter que colher muitos depoimentos, Pablo, Zago, Vagner... vai ser uma porra
Nathy: O importante é que tá acabando
Paula: O Gui nunca vai me perdoar
Nathy: Mas... por que você se precipitou tanto com o Gui? Você foi tão segura na perseguição.
Paula: É que... que...
Nathy: Fala, pode falar
Paula: É que quando se trata do Gui, eu não consigo ser profissional, eu acabo sendo passional, o Gui foi, e sempre vai ser o homem da minha vida, eu amo o Gui, e não, não to tentando tomar ele de você, mas... se você não tivesse pedido ao Zago para me abusar... se o pai do Gui não tivesse feito de tudo pra nos separar... era pra eu estar com ele
Paula começou a chorar copiosamente, não parecia mais aquela mulher durona que comandou a perseguição da sala, Nathy se aproximou e a abraçou, limpou as lágrimas de Paula e disse:
- Me perdoa
Paula a abraçou apertado, e sussurrou:
- Tá perdoada, você não tinha ideia do que estava fazendo.
Paula respirou fundo e disse:
- Eu preciso ir pro DHPP, provavelmente só volto amanhã, qualquer coisa, me liguem

Comentários (2)

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  • Julinha: Confesso que senti falta do Gui nesse episódio 😭😭 quanto sofrimento, tadinho, tadinho. Espero que ele nunca perdoe a Paula.

    Responder↴ • uid:1etcq54fel0t
  • HYDRA: Eu entendo a Paula ! Mas de alguma forma na minha mãe te ainda não gosto dela ! Eu sei que e irracional kkkk mas não dá Ahhhhhh trás nosso Gui de volta 😭 ah essa altura o gui já e nosso né Pedro? Kkkkk

    Responder↴ • uid:1epmkite7up2