#Bissexual #Gay

Jogo perigoso - Parte 20

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Lopedrinhofm

Paula estava muito gostosa, top curto de academia, shortinho marcando toda aquela bunda empinadinha, eu deveria ter cortado a conversa, mas ela me deixou bobo só com o cheiro gostoso do seu perfume.
- Oi Paula... o que você quer comigo?
- Você precisa voltar rápido pra casa?
- Sim... o pessoal tá me esperando pro café da manhã
- Será que você conseguiria me encontrar aqui na padaria umas 14h?
- Posso tentar... mas o que é?
- Eu te explico direitinho
- Como você sabia que eu estava aqui?
- Ai meu Deus! Eu acabei de vir da academia, eu ando aqui toda hora, você e o Guilherme estão com mania de perseguição! Puta merda.
- Mas... o que você quer falar comigo?
- Esteja aqui às 14h e a gente conversa, vem sozinho.
Concordei, ela parecia falar sério, voltei pra casa, tomamos nosso café da manhã e Vivi comentou:
- O que você tem?
Eu: Nada, por quê?
Vivi: Tá calado desde que chegou da padaria
Eu: To cansado amor, essa noite foi intensa
Nathy: Foi hein?! E que noite gostosa!
Gui: Encontrou alguém no caminho?
Eu: Quem eu encontraria?
Gui: Diego, Paula...
Eu: Não, eu não vi ninguém
Vivi: Você tá muito esquisito
Eu: Só to cansado mesmo
Nathy: Tem certeza que não aconteceu nada?
Eu: Tenho, tenho sim
A manhã corria normal, almoçamos às 13h e toda hora eu olhava o celular pensando em alguma desculpa para sair, e disse:
- Vou comprar um doce pra gente
Gui: Boa! Vamos buscar um bolo?
Eu: Não... eu vou aqui no mercado, quero um chocolate
Nathy: Ah, aproveita e vai com ele Gui, preciso que traga uma água sanitária
Eu: Pode deixar, eu trago pra vocês
Nathy: Tá querendo sair sozinho?
Eu: Não, é que vocês devem estar cansados
Nathy: Não, eu não to, e agora eu vou com você
Eu: Vamos então, vamos todos...
Falei na tentativa de me deixarem ir sozinho, mas não funcionou, todos se levantaram para ir ao mercado comigo, caminhávamos pela rua e eu procurava olhar para a casa de Paula disfarçadamente, na tentativa de que ela me visse e não aparecesse, talvez ela realmente nos espionava, quem sabe não dava certo.
Não a vi durante todo o caminho, no mercado encontramos o Diego e eu fiquei extremamente sem graça.
Diego: E aí, pessoal, que bom ver vocês aqui
Gui: Quando eu não encontro a Paula, encontro você, vocês moram no mercado?
Diego: É uma coincidência agradável
Nathy: E a Paula? Tá por aqui?
Diego: Não, a Paula foi trabalhar hoje
Vivi: Trabalhar? Ela não trabalha em casa?
Diego: Às vezes ela vai pra de... pro escritório
Nathy: Pra de? O que você ia falar?
Diego: Eu me atrapalhei, estava prestando atenção nos detergentes
Nathy: Diego, por que vocês mentem?
Diego: Nós mentimos?
Nathy: Tá na cara que a Nathy não trabalha em marketing digital, o que você ia falar com "ela vai pra de"?
Diego: De... de... departamento de marketing, é isso
Gui: Delegacia, você quis dizer, a Paula trabalha numa delegacia, não é
Diego: Não... a Paula não trabalha numa delegacia...
Nathy: A gente ainda vai descobrir o segredinho de vocês
Diego: A Paula não gosta de falar sobre o trabalho dela, ela precisa de descrição, não levem a mal, mas ela precisa disso
Nathy: Ela é criadora de conteúdo né? Tá na cara que vocês são liberais, olha, eu não tenho nada contra mas...
Diego: Liberais? Criadora de conteúdo? Pera aí, Natália, minha esposa é uma mulher descente! Ela não é uma vagabunda, ela me respeita como marido.
Nathy: Uhum, eu vi bem como ela te respeita
Diego: Vocês estão acostumados a receber elogios com segundas intenções, a Paula não é esse tipo de mulher que vocês estão pensando
Gui: É o que vocês estão transmitindo pra gente
Diego: Por acaso eu pareço ser corno manso?
Vivi: Você quem está dizendo...
Diego: Puta que pariu, e eu pensei que vocês seriam nossos amigos
Diego virou as costas e saiu bem irritado, enquanto nós conversávamos sobre o que tinha acontecido, Gui nos repreendeu:
- Foi muito feio isso, falar que o cara é corno, que eles são liberais... acho que se eles quisessem algo já teriam falado
Eu: Olha gente, eu não deveria contar, mas a Paula pediu pra eu encontrar com ela na padaria, e pelo jeito o Diego nem sabe onde ela tá, ela disse que precisava falar comigo, talvez eu... eu possa descobrir do que se trata
Nathy: Ela te convidou pra um encontro e você ia escondido da gente?
Eu: Não... eu não ia fazer nada, juro, eu só fiquei curioso em saber... quer saber? Eu errei, mas é que ela tá toda cheia de segredinhos aí...
Nathy: Vai lá, eu vou te ligar e você deixa a ligação rolando, a gente vai ouvir toda a conversa
Eu: Não... é melhor não ir
Vivi: Tá escondendo algo?
Eu: Não... eu não to
Vivi: Então vai, e deixa o celular na ligação pra gente ouvir
Saimos do mercado, eles foram pra casa e eu para a padaria, Nathy me ligou antes de eu entrar, e deixei o celular bloqueado, nas mãos, para que o áudio ficasse limpo, já eram 14h15, quando entrei Paula estava se levantando.
- Paula, desculpa a demora, não foi fácil escapar do pessoal
- Eu já estava indo embora
- Eu encontrei com o Diego
- Sério? Ele desconfiou?
- Não... mas o que você precisa falar comigo?
- Lucas, ninguém, absolutamente ninguém pode saber disso, ouviu?
- Sim, ouvi.
- Eu não trabalho em marketing digital
- Eu sei disso...
- Sabe?
- Sim, tá na cara que você trabalha com outra coisa, conteúdo adulto, sei lá
- Conteúdo adulto? Eu tenho cara de puta?
- Não... não foi isso que eu quis dizer
- Lucas, eu trabalho numa destilaria
- Destilaria? E por que mentiu?
- Não gosto que as pessoas saibam que eu trabalho com bebidas
- Não tem nada demais nisso
- Pode não ter, mas eu prefiro que ninguém saiba
- Mas... por que você usa social?
- Porque eu sou a diretora da empresa, e quando vou pra lá é pra reuniões com clientes importantes, por isso preciso estar de social
- Entendi...
- Mas não te chamei aqui pra falar sobre minha vida
- Por que me chamou?
- Pelo Gui...
- Pelo Gui? Olha Paula... o Gui tá bem casado, e eu respeito que vocês tiveram uma história, mas eu não posso ajudar você a ficar com ele
- Lucas, me escuta antes de falar besteira, eu tenho que te contar uma coisa muito séria!
- Pode falar...
- Promete que não vai contar pra ninguém?
- Prometo...
Nessa hora meu coração pulsava forte, eu sabia que todos estavam provavelmente na sala ouvindo a ligação.
- Eu descobri uma coisa sobre o Gui... eu procurei ele alguns anos atrás, antes mesmo dele estar casado com a Nathy, e o pai dele me falou um monte, dizendo que não era pra eu o procurar, até me pagou pra eu deixar o Gui em paz
- O pai do Gui te pagou pra você deixar ele em paz? E você aceitou?
- Não aceitei... eu amava o Gui, mas o pai dele não nos queria juntos porque minha filha era pobre demais, pra ele, era uma vergonha o Gui se envolver comigo
- Nossa, que cara lixo
- Pois é... mas ele pagou um tal de Serjão para me ameaçar e eu não ter mais contato com o Gui, o mesmo que estava envolvido na tentativa de assassinato
- Caramba! Eu to besta!
- Certo dia eu... eu disse ao pai dele: O senhor não vai me impedir de entrar pra sua família!
- E o que aconteceu?
- Ele me disse que o Gui não era filho dele
- Era isso que você queria me contar?
- Sim... eu sei que vocês são amigos, e acho que de alguma forma você pode ajudar o Gui a descobrir quem são os pais dele
- Paula... a gente já sabe disso, o Gui infelizmente é irmão do Vini
- O que disse?
- O Gui é irmão do Vini, o pai dele deixou uma carta contando tudo
- Nossa... eu to surpresa
- Nós também ficamos
- Bom... eu achei que isso seria uma bomba, estou a dias tentando falar com o Gui sobre isso
- Você realmente não tá interessada no Gui? Investigando ele?
- Pra que eu investigaria o Gui? A troco de que?
- A gente viveu muitas coisas nesses últimos meses, e suas atitudes são muito suspeitas
- Eu juro que só me aproximei querendo amizade, a amizade do Gui no caso, a Nathy tem que suportar né? É mulher dele
- Provavelmente seu marido vai te contar, mas a gente acha que vocês são liberais
- Nós? Liberais? Jamais, eu morro de ciúmes do Diego, você já viu o tamanho daquele homem?
- Porra, mas você mesma chamou o Gui de gostoso
- Chamei, chamei sim, mas o Diego é muito mais gostoso do que o Gui
- Teu cu!
- O que disse?
- Desculpa, é que... bom, pra mim o Gui é mais bonito que seu marido
- O Gui é bonito sim, mas é questão de gosto, eu vi como a Nathy e a Vivi ficaram olhando pro Diego, elas se ofenderam comigo sendo extrovertida, mas elas que ficaram todas moles pro meu esposo
- É que... meu, se eu te falar, você não vai se sentir ofendida?
- Não... pode falar
- Olha pra você, você elogia o Gui na frente do seu marido, chama o cara de gostoso, fica acariciando o Gui toda vez que ele chega perto, faz questão do cara comer na sua casa, você... você... você anda na rua com roupinhas de academia, é toda bem cuidada, preocupada com cabelo, unha, sei lá, me parecia que você era criadora de conteúdo, ou que queria dar pro Gui
- Eu não vou me sentir ofendida, mas eu sou assim de elogiar as pessoas, claro que com limite, meu marido não liga porque ele e eu não temos inseguranças no nosso casamento, e não, não gravo conteúdo, eu só gosto de me cuidar mesmo, e não somos liberais, o Diego jamais deixaria outro homem encostar em mim, e por que o interesse nisso? Vocês são liberais?
- Nós... nós... sim, nós somos praticamente um quadrisal
- Sério? Uau! Eu não esperava isso do Gui, da Nathy sim, mas dele não
- Por que você fala assim da Nathy?
- Vocês não conheceram o pior lado dela, eu sim...
- Ela mudou... esquece aquela Nathy do passado
- Sim, vou esquecer a mulher que fez o amante me estuprar
- Olha, eu não tenho o direito de te pedir isso... mas perdoa a Nathy
- Sim, eu vou... no tempo certo
- Bom, eu vou embora, já que já nos resolvemos
- Vai sim, também vou, espera só um instante, deixa eu anotar os sabores que tem de bolo pro Diego, ele vai querer vir aqui mais tarde
Paula tirou o celular do bolso e começou a digitar calmamente, depois virou a tela pra mim e disse:
- Pronto, eu anotei aqui
Na tela estava escrito: Você acha que eu sou boba? Desliga a ligação!
Fiquei em choque... Paula tinha sacado desde o começo que o celular na mesa bloqueado era pra ouvir tudo que ela dizia, e toda conversa tinha sido apenas um disfarce para o verdadeiro assunto.
Eu: Podemos ir?
- Sim, podemos.
Bati a mão na tela e desliguei.
- Como você sabia que estavam ouvindo?
- Lucas, não tente me passar pra trás, agora você vai me dizer tudo que sabe!
- Tudo que eu sei sobre o que, Paula?
Nessa hora o Diego entrou na padaria, Paula se afastou e abriu um sorriso disfarçando o tom de nossa conversa.
Diego: Oi gente, o que vocês estão fazendo aí?
Paula: Oi amor, eu parei aqui pra tomar um café e o Lucas chegou
Eu: É, aí eu... eu... quis explicar pra ela porque te falamos aquelas coisas no mercado, e pedir desculpas
Diego: Eu fiquei bem chateado com vocês, mas já passou, acho que demos motivos pra vocês pensarem isso de nós
Eu: Bom, eu já vou indo, boa tarde pra vocês
Paula: Tchau Lucas, obrigada pela conversa!
Eu: De nada, Paula
Assim que entrei, eles estavam conversando tranquilos, cheguei desconfiado, me receberam bem e agradeceram pela ligação, todos falavam que julgamos a Paula precipitadamente e eu ficava no meu canto pensando se deveria falar que ela notou a ligação, mas eu comecei a sentir medo, medo de estar sendo visto, ouvido... na minha mente a Paula tinha posto câmeras pela casa de Gui, cada passo meu era rastreado, e o clima que já não era bom pra mim, iria piorar.
Gui: Puta que pariu...
Nathy: Que foi amor?
Gui: O delegado está me ligando
Nathy: Atende...
Gui: Alô?
Delegado: Guilherme, você mudou de endereço?
Gui: Sim, mudei
Delegado: Preciso que você compareça hoje na delegacia, você e o senhor Lucas!
Gui: O Lucas? O que aconteceu?
Delegado: Aconteceu que eu to tentando falar com você a 4 dias, o Vinicius foi encontrado morto, e a parede da casa dele foi pichada com "Justiça pelo Gui", estou te esperando na delegacia para seus esclarecimentos!
O delegado desligou, Gui olhou para nós desorientado.
- Caralho! Caralho! Quando isso tudo vai acabar? Quem fez isso e pichou meu nome?
Nathy: Amor, calma! Liga pra doutora Carolina, ela vai comparecer com você e vai saber te orientar
Gui: Vamos, Lucas! Vou ligando pra advogada no caminho.
O caminho todo Gui reclamava de tudo, lamentava a morte do Vini e até chorou dirigindo.
Ao chegarmos na delegacia, a advogada já estava lá, demos nossos esclarecimentos, e perguntamos:
- Estamos liberados?
Delegado: Ainda não, a delegada do DHPP tá vindo aí, e ela vai interrogar vocês.
Paula: Boa tarde a todos.
Delegado: Boa tarde, doutora. Sente-se.
O delegado saiu, deixando a Paula na cadeira e na sala dele, nós estamos frente a frente com ela, sem reação, ela nos olhava fixo, a advogada começou a falar mas Paula interrompeu.
- Guilherme, onde o senhor estava na noite em que Vinicius foi encontrado morto?
Gui: Jantando, na sua casa. Paula, o que significa isso?
Paula: Responda apenas o que lhe for perguntado. Qual era sua relação com a vítima?
Gui: Eu descobri recentemente que ele era meu irmão
Paula: E vocês já tinham um histórico de desentendimento, não é verdade?
Gui: É, é verdade
Paula: Você o agrediu na Rua Alemanha, na tarde do dia 21?
Gui: Sim... eu fiquei furioso ao ver ele solto, pelo que ele fez comigo, mas o soltei, eu não o mataria
Paula: As câmeras com áudio flagraram você dizendo: "Eu só não te mato, porque o Caim é você!", Você disse isso mesmo ao senhor Vinicius?
Gui: Disse, eu disse sim.
Paula: Você visitou a casa de Vinicius depois dessa briga?
Gui: Sim, eu fui falar com a dona Nádia, minha verdadeira mãe
Advogada: Guilherme, você não precisa responder essas perguntas
Paula: E nesse dia, você encontrou com Vinicius?
Gui: Sim, encontrei
Paula: Você foi até o local de trabalho de Elen pouco após a sua alta do hospital?
Gui: Sim...
Paula: Sua situação está bem complicada, senhor Guilherme, Diante dos elementos reunidos até o momento, das contradições que ainda precisam ser esclarecidas e dos indícios que apontam seu possível envolvimento na morte de Vinícius, o senhor será conduzido para as providências cabíveis relativas à sua prisão preventiva.
Gui: Você tá me dando voz de prisão? Pera aí, Paula, você só pode estar brincando.
Paula: Estou falando muito sério. O senhor teve um desentendimento com a vítima, admitiu ter feito ameaças, esteve com ela após a briga e, agora, estamos investigando as circunstâncias que levaram à sua morte.
Gui: Puta que pariu! Você sabe que eu tava na sua casa no dia que ele morreu.
Advogada: Doutora, com todo o respeito, meu cliente não pode ser tratado como culpado antes do fim das investigações. Nós vamos contestar qualquer medida que não esteja devidamente fundamentada.
Paula: A senhora tem todo o direito de apresentar os pedidos cabíveis. E eu tenho o dever de conduzir esta investigação. Neste momento, há elementos que precisam ser analisados pela Justiça.
Gui: Paula, olha pra mim! Você me conhece! Você sabe que eu jamais faria isso!
Paula: Policiais, acompanhem o senhor Guilherme. Providenciem o cumprimento da ordem judicial e os procedimentos legais necessários.
Gui: Não! Paula, espera! Paula!
Paula sustentou o olhar dele, sem demonstrar qualquer hesitação.
Paula: Então comece colaborando com a investigação, senhor Guilherme. Porque, a partir de agora, o senhor também faz parte dela. O senhor também será investigado pelo assassinato de Fabiano, Isabela e Otávio. Podem leva-lo.
Os policiais algemaram o Guilherme e o levaram, eu fiquei desorientado e gritei com a Paula:
- Por que você tá fazendo isso?
Paula: Eu tentei conversar com você, mas você quis ser mais esperto do que eu.
- Paula, o Gui é inocente, ele tá trabalhando e indo pra casa, você sabe que ele é inocente.
Paula me olhou séria e disse:
- Eu não deveria falar isso, principalmente na frente da advogada, mas eu sei o que estou fazendo, e se o Gui ficar solto até eu pegar o verdadeiro culpado, ele é o próximo a morrer, então por favor, só finge estar indignado com ele estar preso, não conte nada pra Natália, principalmente ela, e deixo que eu vou resolver isso pra ele sair o mais rápido possível, ok? Depois ele processa o estado por ter sido preso injustamente e vida que segue, enquanto isso, ande com cuidado na rua.
Eu saí da delegacia sem saber o que fazer, mataram a Isa, Otávio, Fabiano e até o Vini, e a culpa caiu no Gui, peguei a chave do carro dele, mas eu não sabia dirigir ainda, e fiquei encostado no carro chorando, levando as mãos a cabeça e dizendo:
- Puta que pariu, eu preciso fazer alguma coisa pra ajudar o Gui, eu preciso.
Foi aí que liguei pro Vagner, e disse:
- Vagner, preciso de você... eu to na delegacia, o Vini foi preso, preciso de alguém pra tirar o carro dele daqui
Vagner: Preso pelo que? Pela morte do Vini?
- Sim... espera... você sabia que o Vini morreu?
- Sim, eu soube hoje
- Vagner, não precisa vir mais não, eu vou com... com um amigo aqui, já to acompanhado, obrigado.
Voltei pra dentro da delegacia e disse:
- Paula, foi o Vagner, o Vagner quem matou todo mundo.
Paula: Calma! Eu tenho mais suspeitos, o Vagner não pode ter sido, ele já tá fora das minhas suspeitas.
Eu: Eu não to acreditando nisso...
Paula: Você não sabe dirigir?
Eu: Não.. eu não sei
Paula: Vamos, eu te levo, eu vim de uber
Eu: Com 5 carros na garagem, você veio de uber?
Paula: Sim... eu não estava em casa quando fui chamada pra cá, e de carro a gente chega mais rápido.
Entreguei as chaves do Gui para Paula, e no carro conversávamos sobre nossas suspeitas, Paula não falava muita coisa, só me disse:
- Eu desconfio muito da Natália
- Você tá morando perto da gente pra nos investigar?
- Não, acredite, isso foi só uma coincidência mesmo
- A Nathy vai te odiar quando souber que você prendeu o Gui
- Eu quero que ela me odeie mesmo, se ela for a verdadeira mandante, ela vai se mostrar
- Paula... eu acho que foi o Vagner, tenho quase certeza
- Tem mais pessoas que você tá ignorando
- Como assim?
- A Isa morreu tem 4 dias, como que a Giovana não avisou o Gui? Por que a mãe da Isa não avisou? O Pablo foi no velório de Vini, por que não avisou? O Vagner estava fora, ele eu tenho quase certeza que não é, mas... e a ex mulher do Fabiano? Quem é tão obcecado assim ao ponto de fazer justiça pelo Guilherme? Um fã de repente? Pra mim todos são suspeitos, inclusive você.
- Eu não faria isso, olha, eu tenho medo de barata! Como eu ia mandar matar alguém?
- Tem uma coisa que eu sei que você faria, sem se importar com o Gui, com sua esposa ou com a Nathy
- O que? Eu não faria nada, Paula, eu amo eles!
Paula colocou a mão em minha perna, em silêncio e começou a acariciar, foi subindo devagar até chegar em meu pau, pegou com calma e disse:
- Você tá louco pra me comer, não tá?
- Não... o que é isso? Faz parte da sua investigação?
Paula abriu meu zíper devagar ainda olhando para a estrada, abriu minha calça e foi colocando a mão por dentro da minha cueca lentamente.
- Paula... o que você tá fazendo?
- Só estou te agradando
- Eu não quero seus agrados, você prendeu o Gui!
Paula puxou meu pau para fora e começou a me punhetar devagar, eu estava desacreditado, mas meu pau endureceu naquelas mãos macias, ela deu seta e foi indo para o acostamento, parou o carro, tirou o cinto e se inclinou me abocanhando, Paula engolia meu pau com facilidade, eu só olhava para a estrada sem saber como reagir, o pior de tudo é que ela chupava muito bem.
Eu segurei sua cabeça e disse:
- Vem cá, me dá essa sua buceta gostosa!
Paula sorriu enquanto segurava meu pau, me olhou e disse:
- A buceta você vai ter quando me ajudar a provar que a Nathy tá por trás de tudo isso!
Ela se ergueu, limpando a boca, e voltou a dirigir.
Quando chegamos, Paula desceu do carro e Nathy saiu de casa transtornada, dando um tapão na cara de Paula:
- Sua putaaa! Como você pode fazer isso com o Gui?
Paula levou a mão no rosto, e eu apenas puxei a Nathy para dentro enquanto ela gritava desesperada contra Paula, enquanto eu entrava com Nathy, Paula saia tranquila, eu sabia que ela podia reagir, ou até mesmo dar voz de prisão para Nathy, mas ela apenas saiu calada, enquanto eu empurrava a Nathy para dentro de casa:
- Calma, Nathy, calma, calma! Me escuta, a Paula não prendeu por mal, vai ser melhor assim, me escuta!
- Eu vou matar essa desgraçada! Eu vou matar essa filha da puta!
- Você vai o que?
Nathy me olhou respirando rápido, descabelada e disse baixinho:
- Você está concordando com o que ela fez?
- Não Nathy, me escuta... se o Gui fica solto, podia ser pior
- Aaaaaa vai ser pior sim, vai ser pior pra ela, ela que reze, reze muito pra eu não pegar ela na rua.
Foi nessa hora que eu não sabia mais entender se Nathy estava apenas irada com a situação, ou se estava transparecendo algo maior.

Comentários (1)

Regras
- Talvez precise aguardar o comentário ser aprovado - Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos
  • Fã do lopedrinhofm: A lopedrinhofm deixo aqui registrada a minha declaração de amor e ódio! Tô amando esse conto e ódio por não poder virar a noite lendo todos os capítulos de uma só vez. Não vejo a hora de ler o próximo capítulo dessa novela mexicana.

    Responder↴ • uid:1e5wvbza285m