Puteiro de Garimpo - Parte 17 - Amor de mãe
As duas ficam abraçadas no meio do cômodo por um tempo que parece não ter fim.
A mãe de Larissa, o corpo maduro, os seios pesados ainda expostos, a pele suja da viagem, aperta a filha com força desesperada, como se tivesse medo de que ela desaparecesse de novo se soltasse. Larissa, magra, marcada, com o nariz torto e a letra queimada na coxa, chora no ombro da mulher que ela nunca imaginou ver naquele lugar. Quando finalmente se separam um pouco, a mãe segura o rosto da filha com as duas mãos. Os olhos estão vermelhos, assustados, cheios de horror.
— Me conta, a voz sai rouca, baixa, tremendo. Me conta tudo o que fizeram com você. Desde o dia em que te levaram. Eu preciso saber filha.
Larissa tenta falar e a voz falha na primeira tentativa. Engole seco, sente o gosto antigo de porra e sangue que parece nunca mais sair da boca, e começa. Conta a chegada, a coleira, o triciclo, a procissão nua pelo garimpo. Conta a competição de três dias com detalhes que fazem a mãe cobrir a boca com a mão, a garganta profunda com os homens, a porra que teve que segurar na boca, os cento e cinquenta homens, a água no cu, o alargamento até a carne rasgar. Conta a semana gratuita com oss homens que a usavam sem parar, mostra o cu que ficou estufado, o nariz quebrado a socos. Conta o último dia, a boca cheia de porra de Nestor e dos capangas, o desfile pelo salão, o vômito na tigela, a língua nas bocetas de todas as outras mulheres, os beijos forçados. E por fim o ferro, o chiado, o cheiro de carne queimada com a letra “N” marcada para sempre na coxa.
Enquanto fala, as lágrimas não param. A voz falha várias vezes, em alguns momentos ela precisa parar para respirar, porque a memória da dor volta tão forte que o corpo inteiro treme. A mãe escuta em silêncio, só soltando sons baixos de dor, como se cada palavra fosse uma facada nela também. Quando Larissa termina, o cômodo parece mais pesado. Várias das outras mulheres baixaram a cabeça, mas nenhuma interrompe.
A mãe limpa o rosto com as costas da mão, mas as lágrimas continuam vindo. Então é a vez dela falar.
— Quando você sumiu… eu fiquei louca. Seu pai só ficava calado, bebia até cair, por causa da culpa. Falava que a dívida era grande e que não tinha jeito. Eu não aceitava, eu ia atrás, perguntava em todo lugar. Até que um homem apareceu em casa, falou que sabia onde você estava e que podia me levar até você. Que era um lugar de trabalho no Norte, e que se eu fosse, talvez conseguisse te trazer de volta, e eu acreditei. Eu queria tanto te encontrar que acreditei em qualquer coisa.
Ela engole seco, os seios pesados subindo e descendo com a respiração ofegante.
— A viagem foi longa, eles me trataram bem no começo, mas depois foram ficando estranhos. Quando chegamos perto, já não deixavam eu fazer pergunta. Me tiraram a roupa ontem à noite, me falaram que a dívida do seu pai ainda não tinha sido paga inteira… e que eu era o restante do pagamento. Eu gritei, eu lutei, mas não adiantou. Me jogaram aqui dentro agora de manhã, e eu ainda estava tentando entender onde estava… até te ver.
A mãe segura de novo o rosto da filha, a voz saindo destruída:
— Eu vim te buscar. E acabei caindo no mesmo inferno que você.
Larissa chora mais forte. As duas se abraçam outra vez, nuas, sujas, no meio do cômodo fedido dos fundos. Ao redor, as outras mulheres observam em silêncio. Todas sabem o que esse reencontro significa.
As duas ainda estão próximas, quase se tocando, quando Larissa limpa o rosto com as costas da mão e olha ao redor do cômodo. A voz dela sai baixa, cansada, mas firme o suficiente para a mãe escutar.
— Essa daqui… ela aponta com o queixo para Marisa, que observa em silêncio do colchão é a Marisa. Veio com a filha, a Jéssica, ali do lado. As duas são do Rio Grande do Sul. Foram enganadas igual a gente, falaram em trabalho e trouxeram as duas. A filha ainda era virgem quando chegou. A mãe fazia dez anos que não tinha homem, no primeiro dia elas já foram leiloadas juntas.
A mãe de Larissa segue o olhar da filha e vê as duas mulheres magras, ainda marcadas pelo pau de arara. Os braços ainda não voltaram ao normal, os olhos fundos de chorar e do cansaço.
Larissa continua:
— Elas passaram por uma competição de três dias. Garganta profunda de muitos homens até quase desmaiar, depois mais de cento e cinquenta homens cada uma no mesmo dia. E no último dia encheram o cu delas de água até esguichar, depois alargaram até a carne rasgar. A mãe ganhou, a filha ficou em segundo e eu fiquei em último. Por isso eu fui a gratuita da semana. Por isso eu levei a marca.
Ela respira fundo e vira o rosto para Rebeca, que está sentada mais longe, ainda segurando os seios roxos com cuidado.
— Essa é a Rebeca. A Marisa teve que escolher alguém para trabalhar no garimpo no lugar dela. Ela apontou a Rebeca, uma semana nua carregando cascalho, apanhando de chicote, sendo estuprada na lama. No último dia penduraram ela pelos peitos numa concha de escavadeira a noite inteira enquanto os homens comiam churrasco embaixo. Os peitos dela ainda estão assim por causa disso.
Rebeca não diz nada. Só encara a mãe de Larissa com um olhar vazio e pesado. Larissa abaixa a voz ainda mais, como se tivesse medo de que as paredes escutassem:
— Aqui não tem regra que proteja a gente. Se um homem quer, ele usa, se Nestor inventa um castigo, a gente cumpre. Já vi mulher apanhar duzentas chicotadas até desmaiar e se cagar de dor. Já vi ferro quente no rosto, já vi mulher ser obrigada a limpar outra com a boca na frente de todo mundo. Já vi mãe e filha sendo forçadas a se comer. Já vi mulher beber mijo e engolir porra misturada com mel só para não morrer de sede e fome. Aqui o corpo da gente não é nosso. E a cabeça… a cabeça eles também vão quebrando aos poucos.
A mãe de Larissa escuta cada palavra como se recebesse golpes. Os olhos grandes, assustados, vão de uma mulher para a outra. Os seios pesados sobem e descem rápido demais e a boca treme.
— Isso… isso tudo aconteceu com você? Com elas?
Larissa só acena com a cabeça. As lágrimas voltam sem barulho.
— E agora você está aqui do meu lado. E eu tenho medo, mãe, medo de verdade. Porque quando tem mãe e filha juntas… eles gostam. Eles inventam coisas piores.
O silêncio que se segue é denso.
A mãe de Larissa olha para as outras mulheres — Marisa, Jéssica, Rebeca, as mais antigas e pela primeira vez entende que não está só ouvindo histórias. Está vendo o futuro dela.
Larissa respira fundo e fala alto o suficiente para todas no cômodo ouvirem:
— O nome dela é Helena. É minha mãe, gente.
O nome paira no ar quente por um segundo. Algumas mulheres repetem baixo, só para gravar. Helena, a mãe da novata marcada.
Helena cai de joelhos no chão, os seios pesados descobertos, o corpo maduro exposto sem nenhum pano. Quando o nome dela é dito em voz alta, algo se quebra de vez. As mãos sobem para o rosto e ela começa a chorar de um jeito diferente, mais fundo, mais desesperado, como se a realidade tivesse finalmente descido inteira sobre ela.
— Eu sou religiosa, a voz sai engasgada, quase sem ar. Desde menina sigo a doutrina da igreja, vou na missa, rezo terço. Eu ensinei minha filha a rezar, eu vivi a vida inteira tentando ser mulher direita. E agora… agora eu tô nua num puteiro, no meio da floresta. Com homens que vão me usar. Eu virei puta, eu virei puta aos cinquenta anos. Meu Deus… meu Deus, o que eu fiz para merecer isso…
Ela balança o corpo para frente e para trás, os seios pesados se movendo com o choro, as mãos puxando o próprio cabelo. O desespero é tão grande que várias mulheres desviam o olhar por um segundo, porque dói ver.
É a mulher das queimaduras quem se aproxima primeiro. Ajoelha na frente de Helena, sem tocar ainda, e fala baixo, com a voz rouca de quem já viu esse mesmo desespero muitas vezes:
— Eu também rezei quando cheguei. Rezei até a voz sumir e não adiantou. Aqui dentro Deus demora para responder. Às vezes a gente acha que Ele não vai responder nunca. Mas escuta, você não virou puta porque quis. Te trouxeram, te enganaram, igual fizeram com a sua filha, igual fizeram com a maioria da gente.
A de cabelo branco se aproxima também e se senta perto.
— O nome que eles colocam na gente não é o nome que a gente carrega por dentro. Eles podem te chamar de puta o quanto quiserem, podem usar seu corpo. Mas o que você foi a vida inteira não some só porque te jogaram aqui. Eu também era casada, também tinha fé, hoje eu ainda rezo baixinho algumas noites. Não porque acho que vai me tirar daqui. Mas porque é a única coisa que ainda parece minha.
Marisa, mesmo destruída, fala de onde está deitada:
— A dor vai ser grande, e eles vão te humilhar, vão tentar fazer você sentir nojo de si mesma. Mas você não está sozinha dentro desse cômodo. A gente não consegue te proteger do que vem lá de fora, mas aqui dentro… a gente escuta. A gente segura a mão quando a noite fica pesada demais.
Jéssica só acena, os olhos cheios d’água. Rebeca permanece em silêncio, ainda segurando os seios, mas não interrompe. Até ela entende que naquele momento o ódio pode esperar.
Helena chora mais um pouco, o corpo inteiro abalado. Depois, aos poucos, o choro vai baixando. Ela olha para as mulheres ao redor, todas nuas, todas marcadas, todas presas no mesmo inferno e pela primeira vez desde que entrou parece entender que não está cercada só de estranhas. Está cercada de mulheres que já tiveram o mesmo desespero, e que, de algum jeito torto e quebrado, ainda tentam não deixar uma recém-chegada se afogar sozinha nele.
Larissa segura a mão da mãe com força.
— Eu tô aqui, mãe. A gente vai aguentando, um pouco de cada vez.
Helena aperta a mão da filha de volta, ela ainda chora, ainda treme. Ainda sente o peso horrível de ser chamada de puta depois de uma vida inteira de fé. Mas, por enquanto, não está sozinha no meio do cômodo. E isso, naquele lugar, já é mais do que muitas conseguiram no primeiro dia.
A porta dos fundos se abre com um estrondo. Três capangas entram de uma vez só, não pedem licença, não falam baixo. O primeiro já grita, a voz grossa ecoando no cômodo:
— Todas! Agora! Pro salão! Nenhuma fica!
O movimento é imediato e violento.
Antes mesmo que algumas mulheres consigam se levantar direito, os homens já avançam. Um deles agarra a mais próxima pelo cabelo e puxa para frente. Outro chuta a coxa de uma que demora a se mexer. O terceiro empurra Marisa com o pé no quadril, fazendo ela cair de joelhos antes de conseguir se erguer de novo.
— Anda, porra! Rápido!
Helena tenta se cobrir por instinto. Um dos capangas ri e dá um tapa aberto no seio pesado dela.
— Já é tarde para pudor, sua puta velha imunda. Anda!
Larissa tenta ficar perto da mãe, mas leva um empurrão tão forte nas costas que quase cai de cara no chão. Jéssica é agarrada pelo braço e arrastada. Rebeca, ainda segurando os seios doloridos, leva um chute na panturrilha quando não anda suficientemente rápido.
— Mais rápido, caralho!
Os gritos se misturam com o som de tapa, chute e corpo batendo na madeira. As mulheres são empurradas para o corredor em fila desorganizada, nuas, algumas ainda mancando das marcas antigas, outras com os olhos arregalados de medo novo. Nenhuma é poupada. Quem atrasa leva mão aberta no rosto ou joelho nas costas. Quem tenta falar leva soco no estômago.
Helena, no meio da confusão, quase cai duas vezes. Os seios pesados balançam com cada empurrão. Um dos homens aperta a nádega dela com força e cospe em seu cabelo:
— Olha a novata madura. Vai dar bom para foder essa.
Larissa grita com a mãe para continuar andando, a voz falhando de pânico. Marisa e Jéssica são empurradas uma contra a outra. Rebeca engole o gemido de dor quando um tapa acerta de raspão no seio ainda roxo.
O grupo inteiro é conduzido à força pelo corredor até o salão. Nenhuma fica para trás, nenhuma consegue se atrasar o suficiente para ser esquecida. Quando a última mulher é empurrada para dentro do salão, os capangas fecham a porta e se posicionam nas laterais, ofegantes, satisfeitos com a violência rápida.
O salão está mais cheio que o normal. E Nestor já está no centro, esperando, o olhar dele passa por todas e demora um segundo a mais em Helena e Larissa, mãe e filha lado a lado, nuas e assustadas. O sorriso dele aparece devagar.
Helena está no meio do salão, nua, os seios pesados subindo e descendo rápido demais. O olhar dela vai de um homem para o outro. Dezenas de rostos sujos, sorrindo, já abrindo calça, já comentando alto. O corpo inteiro dela treme sem controle, as pernas bambas. O queixo sacode, o medo é tão grande, tão primitivo, que ela não consegue segurar.
O jato sai quente e abundante, a urina escorre pelas coxas grossas, desce pelas pernas e forma uma poça no chão de madeira entre os pés dela. O cheiro sobe rápido, o som do líquido caindo é alto o suficiente para vários ouvirem.
O salão explode.
— Olha isso!
— A puta velha se mijou de medo!
— Que delícia, caralho!
— Quero ver ela se cagar também!
Homens batem palma, riem, gritam. Alguns já se aproximam mais, excitados exatamente pelo descontrole dela. O fato de uma mulher madura, de corpo pesado e seios grandes, ter se mijado de pânico na frente de todos parece acender algo ainda mais sujo no ambiente.
Nestor levanta a mão e o barulho diminui só o suficiente para a voz dele ser ouvida. Ele aponta para Helena com o queixo, sorrindo de lado.
— Essa daqui é a novidade. Helena, a mãe da novata marcada, e ela chegou hoje. Mulher de fé, segundo ela mesma. Mas olha só… já começou mijando no meu chão.
Risadas altas.
Nestor continua, a voz clara e cruel:
— Como é de bom grado, e pra todo mundo poder experimentar a mercadoria nova… ela fica de graça a manhã inteira. Podem usar do jeito que quiserem. Boca, boceta, cu. Sozinhos ou em grupo. Podem fazer ela chorar, fazer ela rezar, fazer ela se mijar de novo. Enquanto for manhã, não se paga. E ainda tem a filha do lado para assistir.
O salão quase desaba com os gritos. Helena balança a cabeça em pânico, as mãos tentando cobrir a boceta molhada de urina, os seios pesados balançando com o tremor. As palavras saem engasgadas:
— Não… pelo amor de Deus… eu não… eu sou religiosa… não façam isso…
Ninguém escuta como pedido. Escutam como convite.
Larissa tenta avançar na direção da mãe, mas um capanga a segura pelo cabelo e a puxa para trás.
— Fica quieta, hoje é sua vez de assistir.
Os primeiros homens já estão em volta de Helena. Um puxa ela pelos cabelos para o centro do salão. Outro espalha a urina ainda escorrendo pelas coxas dela com a mão, rindo. Um terceiro já está atrás, abrindo as nádegas pesadas.
Nestor só observa, satisfeito. A manhã gratuita da mãe de Larissa começou. E o medo dela, agora transformado em xixi no chão, só serviu para deixar os homens ainda mais famintos.
Os homens não demoram e Helena é jogada de quatro no chão molhado da própria urina. Um deles já está na frente, segurando o cabelo grisalho dela e enfiando o pau grosso na boca à força. A garganta da mulher madura protesta na hora e ela se engasga, o som sai molhado, saliva e ranho escorrem pelo queixo e pingam nos seios pesados que balançam com cada estocada.
Atrás, outro abre as nádegas grandes dela e cospe no cu. Não espera, enfia sem dó. A penetração é seca e brutal. Helena tenta gritar com a boca cheia, mas o som sai abafado. O homem mete com força, as mãos cravadas na carne macia da cintura, batendo a barriga nas nádegas pesadas a cada investida. Um terceiro se ajoelha ao lado e penetra a boceta carnuda. Agora os três buracos estão preenchidos, com os homens se revezando sem conversa longa, só com xingamentos baixos e sujos:
— Puta velha.
— Ainda aperta esse cu.
— Chupa direito, caralho.
— Olha o peito balançando.
— Reza agora, vai. Pede pra Deus te dar um pau maior no cu, vadia porca.
Eles batem enquanto fodem. Tapa aberto na bunda, o estalo ecoando, soco nas costelas quando ela tenta se mexer demais. A carne madura marca fácil, as nádegas ficam vermelhas rápido e as costelas doem a cada golpe seco.
Larissa está ajoelhada a menos de um metro de distância, segurada pelo cabelo por um dos capangas. Obedece porque não tem escolha, os olhos ficam abertos à força. Cada estocada que a mãe leva, cada gemido engasgado, cada tapa na carne pesada, ela é obrigada a ver de perto. Os homens não esquecem dela.
Um deles tira o pau da boca de Helena por um segundo, segura o queixo de Larissa e cospe na cara da filha. O cuspe escorre quente pela bochecha. Outro ri e também cospe, acertando perto da boca. Um terceiro, enquanto espera a vez, dá um tapa no rosto de Larissa e cospe de novo.
— Olha bem, filhinha.
— Sua mãe tá sendo comida igual cadela.
— Depois a gente goza na cara das duas.
Helena chora e se engasga ao mesmo tempo. O corpo maduro balança com as estocadas nos três buracos. Os seios pesados pendem e se movem de forma obscena, a cada tapa na bunda ela solta um som agudo, a cada soco nas costelas o ar some e os peitos também levam beliscões e tapas. Os homens gozam um atrás do outro, um na garganta, obrigando a engolir; outro dentro do cu; o terceiro espalha porra quente nas nádegas já vermelhas.
Mal terminam e outros já tomam o lugar, a fila não para. E Larissa continua ajoelhada ao lado, o rosto molhado de cuspe alheio, obrigada a assistir cada segundo do estupro da própria mãe. O salão inteiro assiste também, e Nestor, de braços cruzados, só observa o espetáculo que ele mesmo criou.
Helena não aguenta mais, o corpo maduro está coberto de marcas de tapa, os seios pesados sujos de saliva e porra, as coxas trementes. Os homens continuam se revezando, mas ela já quase não reage. Só emite sons baixos, roucos, cada vez mais fracos, a boca fica entreaberta, os olhos reviram de cansaço e dor. É nesse estado que o corpo dela trai. Um dos homens está fundo no cu, outro mete na boceta com força, e de repente as paredes internas dela se apertam sem controle. Um gemido diferente, mais agudo e engasgado, escapa da garganta. O corpo inteiro estremece em ondas. Ela goza contra a vontade, as pernas tremem violentamente, o líquido escorre misturado com a porra que já estava dentro. Os homens notam na hora e riem alto.
— A puta velha gozou!
— Olha só! Mesmo apanhando, gozou!
— Continua metendo que ela ainda tá tremendo!
Helena chora de vergonha e de exaustão enquanto o orgasmo involuntário ainda percorre o corpo. O nojo de si mesma é tão grande quanto a dor.
Larissa, ajoelhada ao lado, já está com o rosto quase inteiro coberto. Cada vez que um homem goza na mãe, nas nádegas, nas costas, no cabelo, na boca, parte do jato acaba acertando a filha. Porra quente escorre pela testa, pelas sobrancelhas, pelas bochechas e pinga do queixo de Larissa. Ela não pode limpar, só pode olhar.
Nestor levanta a mão.
— Acabou a degustação. Manhã gratuita encerrada.
Alguns homens reclamam, mas obedecem. Vão se afastando, ainda rindo, ainda comentando o fato de a mulher madura ter gozado no meio do estupro. Nestor se aproxima das duas. Olha Helena caída, escorrendo, e Larissa ajoelhada com a cara branca de porra.
— Agora a filha limpa a mãe com a boca. Limpa tudo, boceta, cu, barriga, peito, rosto, cada gota. E enquanto limpa… as duas se beijam muito. Quero ver a filha passar tudo que recolher na boca para dentro da boca da mãe. E a mãe tem que devolver até eu me cansar de ver.
Larissa treme. Tenta falar, mas a voz não sai direito. Um capanga empurra a cabeça dela na direção do corpo da mãe. Helena, ainda ofegante e destruída pelo orgasmo forçado, olha para a filha com um desespero mudo. Larissa obedece porque não tem escolha.
Abaixa a cabeça e começa a lamber. O gosto é salgado, amargo, misturado com suor e o residual do orgasmo da mãe. Passa a língua pela boceta inchada, recolhe a mistura de porra e fluido, sobe pela barriga, limpa os seios pesados, chupa os mamilos sujos, sobe até o rosto. Cada vez que a boca enche, ela é obrigada a beijar a mãe de língua, passando tudo. Helena se engasga, chora, mas abre a boca quando mandam. As duas se beijam longas vezes, o rosto de Larissa ainda coberto de porra alheia, o gosto circulando de uma língua para a outra.
Os homens que ficaram no salão assistem em silêncio agora, alguns já se tocando de novo. Nestor só observa, satisfeito. Mãe e filha, no chão do Barracão das Sombras, se beijando e se limpando uma à outra com a boca, exatamente como ele mandou.
A degustação acabou, a humilhação, não.
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