O Padrinho do Meu Esposo
Raquel rende-se ao desejo ardente e tórrido com o padrinho do marido, vivendo intensos momentos de puro prazer proibido em sessões picantes.
Minha vida sempre foi muito agitada, daquelas moldadas pelo ritmo frenético das baladas de fim de semana, de noites em claro, de rodadas de drinks e de uma solteirice vivida com unhas e dentes. Eu sempre fui o tipo de mulher que sabia exatamente o efeito que causava por onde passava. Se rolasse química durante as festas, se o papo fluísse e o santo santo batesse, eu ficava com os boyzinhos sem o menor peso na consciência. Mas isso não significava que eu fosse de fácil conquista; afinal de contas, eu precisava zelar zelosamente pela generosidade com que a natureza havia me esculpido.
Desde a adolescência, eu acumulava elogios e olhares cobiçosos. Sempre fui chamada de gata, de linda, ostentando um rostinho de verdadeira princesa, com traços delicados, olhos expressivos e um sorriso que desarmava qualquer um. No entanto, havia um detalhe físico que roubava toda a cena e definia a minha silhueta: alguns amigos mais brincalhões costumavam dizer que o único motivo pelo qual eu não havia me tornado modelo de passarela internacional era a minha estatura e, principalmente, as proporções avassaladoras da minha retaguarda.
Pois é, sendo inteiramente sincera comigo mesma e com quem quisesse ver, eu possuía — e ainda possuo — uma bunda grande, volumosa, redonda e empinada que desafiava qualquer corte de tecido. Eu era a definição viva daquela famosa “falsa magra”: de frente, parecia esguia, delicada, com uma cintura fina e uma estrutura leve; de costas, no entanto, exibia uma raba monumental, pesada e escultural que deixava os marmajos completamente babando, alucinados e paralisados no meio da rua. Tinha que zelar pelos meus 1,62 metros de pura belezura, equilibrando a postura e escolhendo a dedo as roupas que moldavam cada curva do meu corpo, mas sempre aproveitando cada segundo daquela vida intensa de solteira, baladeira e namoradeira que eu tanto amava.
Meu nome é Raquel, atualmente estou com vinte e oito anos de idade, e preciso contar em detalhes o ponto exato em que a minha trajetória deu uma guinada radical e inesperada. Aqueci e aquietei a minha vida de solteira endiabrada no exato momento em que cruzei com o Alexandre. Ele surgiu na minha vida como um vendaval tranquilo: um moreno de 1,75 metros de altura, porte atlético, sorriso matador e um olhar carregado de uma segurança que me deixou completamente arreada dos quatro pneus.
A química entre nós foi instantânea e avassaladora. O que era para ser apenas mais um romance passageiro transformou-se numa força magnética incontrolável. Começamos a namorar sério e, por livre e espontânea vontade, decidi me afastar daquela vida antiga de baladas. Fiquei quieta, comportada, focada em construir um futuro a dois. Hoje, estamos casados há três anos, e a intensidade entre nós nunca diminuiu um ápice sequer.
Contudo, o que vou relatar aconteceu logo no início do nosso casamento, num período de transição que testou os limites da nossa paciência, da nossa sanidade e da nossa relação. Estávamos casados no papel e na rotina, mas eu praticamente não conhecia os familiares dele. Até então, o contato com a família de Alexandre resumia-se a conversas rápidas por chamadas de vídeo, já que eles moravam muito longe: no interior do estado de São Paulo, na cidade de Rosana, a mais de 600 quilômetros de distância da capital onde construímos nossa vida. Eu nunca havia visto a mãe, o pai ou a irmã dele pessoalmente.
Nossa vida a dois era pautada por muito amor, companheirismo e uma ousadia febril entre quatro paredes. Nós sempre fomos intensamente tarados um pelo outro, verdadeiros foguetes na intimidade, formando um par perfeito nesse quesito que mantinha a chama sempre acesa. Mas o Alexandre tinha um traço marcante que razoava a obsessão: ele era absolutamente fascinado, quase doente, pela minha bunda. Para ele, aquele rabo era como se fosse um tesouro sagrado, uma joia raríssima que ele guardava a sete chaves e tinha pavor de ver exposta aos olhos alheios. (foto em anexo 1)
Era uma verdadeira ciumeira desenfreada sempre que eu saía de casa vestindo uma calça jeans mais justa ou um vestido colado que naturalmente despertava os olhares indiscretos e as cantadas descaradas dos homens nas ruas. Quando eu voltava para casa após resolver qualquer coisinha na rua, o ritual era sempre o mesmo: assim que eu cruzava a porta, ele vinha correndo, me abraçava por trás e disparava com aquela voz manhosa e possessiva:
— Você gosta de me provocar exibindo essa bunda maravilhosa na rua para os marmajos ficarem babando, né sua safada? — sussurrava ele, enquanto vinha imediatamente apertando com força a minha bunda, enterrando o rosto no meu pescoço e beijando minha pele com voracidade.
— O que você quer que eu faça, meu amor? Se eu fui agraciada pela natureza com essa bunda gigantesca, não tenho culpa se ela chama atenção sozinha! — respondia eu, rindo de forma manhosa, sentindo os apertos firmes na minha carne e os beijos quentes no meu cangote.
Quase sempre, aquela cena de cobrança ciumenta terminava em uma sessão de amor selvagem, com o Alexandre aproveitando cada centímetro do meu corpo e devorando a minha bunda de todas as formas possíveis, enquanto repetia como um mantra entre um gemido e outro: “Esse rabo é só meu”, “Você não pode exibir esse rabo por aí”, “Aqui é a minha joia proibida”. Ele era completamente alucinado por aquele atributo físico.
A vida na capital começou a pesar financeiramente. As contas se acumulavam, o aluguel sufocava e as oportunidades de trabalho estáveis rareavam para ambos. Foi nesse cenário de aperto que o Alexandre começou a amadurecer a ideia de retornar para o interior de São Paulo. Ele argumentava que, em Rosana, o custo de vida era infinitamente menor, que poderíamos nos reerguer com mais tranquilidade e que a proximidade com a família dele traria um suporte emocional importante para essa nova fase.
Como eu ainda não conhecia nenhum familiar dele pessoalmente, mas já estávamos juntos há mais de um ano de convivência diária, decidimos em conjunto: assim que nos mudássemos, haveria uma grande festa de família justamente para que eu fosse apresentada oficialmente a todos.
Dito e feito. Empacotamos nossa vida em caixas de papelão, despedimo-nos da capital e fizemos a longa viagem rumo ao interior. Ao chegarmos em Rosana, alugamos um apartamento em um edifício residencial bastante simples, de apenas três andares e com poucos moradores por andar. O Alexandre fez questão absoluta de escolher aquele prédio específico por um motivo muito forte: ali morava o seu padrinho, um homem a quem Alexandre devotava um respeito quase religioso, tratando-o exatamente como se fosse um segundo pai.
O padrinho dele era um senhor de cinquenta e oito anos, chamado Seu Elias. Ele era um profissional respeitado na região, atuando como enfermeiro aposentado e farmacêutico conceituado. Seu Elias tinha o hábito constante de viajar sempre que surgiam seminários da área de saúde e farmacêutica pelo estado, e infelizmente coincidira que, justamente na semana da nossa mudança, ele não estava presente na cidade, pois viajou para prestigiar um grande evento da categoria.
O Alexandre falava desse padrinho com um brilho inconfundível nos olhos, garantindo-me repetidas vezes que, assim que eu tivesse a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, eu iria simplesmente amá-lo, pois ele era uma pessoa extremamente bondosa, alegre e querida por todos.
Faltavam apenas três dias para que eu tivesse a grande oportunidade de conhecer quase toda a extensão da família do meu esposo. A ocasião perfeita seria a comemoração do aniversário do pai dele, um evento que reuniria dezenas de parentes vindos de várias localidades vizinhas. A ansiedade começou a tomar conta de mim.
Passei dias planejando cada detalhe da minha produção. Queria causar uma excelente impressão, mostrar que o Alexandre havia feito uma ótima escolha ao me trazer para sua terra natal. Separei a minha melhor roupa — um vestido colado ao corpo que desenhava milimetricamente a minha cintura fina e moldava com perfeição a minha retaguarda volumosa —, agendei cabelo, fiz as unhas, caprichei na maquiagem e me produzi inteira, da cabeça aos pés. (foto em anexo 2)
O grande dia finalmente chegou. Vestida com todo o capricho, entrei no carro com o Alexandre e seguimos rumo à casa da mãe dele. Assim que pusemos os pés no local, percebi que a família era gigantesca. Parecia honestamente que aquela pequena cidade inteira era povoada exclusivamente por parentes, tios, tias, primos e agregados de Alexandre.
Fui apresentada a uma multidão de pessoas em um curto espaço de tempo. No início, confesso que a timidez bateu forte; afinal, eram dezenas de olhares curiosos recaídos sobre a “esposa da capital”. Mas fui muito bem recebida e calorosamente acolhida por todos, o que amorteceu o nervosismo inicial. Mantive-me mais reservada, circulando timidamente ao lado do meu marido, enquanto ele, muito mais à vontade no seu território, reencontrava primos e tios que não via há anos.
Em determinado momento da festa, o barulho das conversas altas, das risadas e do som ambiente misturava-se ao calor da tarde. O Alexandre virou-se para mim, deu um selinho rápido nos meus lábios e avisou:
— Amor, vou ali rápido com o pessoal comprar mais engradados de cerveja para abastecer o pessoal. Fica aqui que jajá estou de volta.
— Você não vai demorar muito né, amor? Ficar aqui sozinha no meio de tanta gente que mal conheço me deixa meio sem jeito... — ponderei, segurando de leve em sua blusa.
— Relaxa, é rapidinho! Vou só ajudar os primos a carregar o peso no carro e a gente já brota aqui de novo — disse ele, dando um sorriso carinhoso antes de sumir no meio do agueiro com os rapazes.
Fiquei ali, plantada, tentando puxar assunto com algumas tias distantes. Acompanhei o fluxo da festa com um copo de refrigerante nas mãos, até que notei a chegada de mais um convidado que parecia deslocado daquela algazarra juvenil.
Tratava-se de um senhorzinho baixinho. Não passava de um metro e setenta de altura. Ele vestia-se de maneira estritamente tradicional para a ocasião: uma camisa social de manga comprida rigorosamente abotoada e enfiada para dentro de uma calça preta de alfaiataria, cujo cós destacava visivelmente uma barriga saliente, redonda e avantajada. Completava o visual com sapatos sociais pretos engraxados e, coroando a cabeça, uma boina cinzenta daquelas clássicas que os senhores mais velhos costumam usar no interior.
O rosto dele exibia marcas profundas de uma vida inteira castigada pelo sol forte do campo, com a pele curtida e rugas marcantes ao redor dos olhos miúdos.
Assim que aquele senhor cruzou o portão de entrada da festa, seu olhar bateu diretamente em mim. E, no segundo exato em que me avistou, ele simplesmente estancou no lugar. Parou imóvel, com os olhos cravados em minha direção, com olhar extremamente focado, intenso e descarado que imediatamente me deixou completamente sem graça.
Ao redor, as dezenas de pessoas continuavam rindo, bebendo e se divertindo espalhadas pelo quintal, parecendo totalmente cegas ao fato de que aquele velhinho havia travado o passo apenas para me encarar daquela maneira anormal. Sentindo o calor subir pelas minhas bochechas e o desconforto me invadir, dei meia-volta discretamente e caminhei apressada até uma mesinha próxima onde repousavam jarras de suco natural.
Despejei um pouco de líquido num copo plástico, fingindo beber para ocupar as mãos, mas decidi arriscar um olhar de relance na direção em que ele estava. Para o meu total espanto, o velho continuava no mesmo lugar, plantado feito uma estátua, sustentando o olhar fixo sobre mim. Só que, desta vez, o foco de sua atenção havia descido drasticamente: os olhos dele estavam absolutamente pregados, fincados e grudados na minha bunda.
Uma onda de calor e indignação misturada com embaraço percorreu a minha espinha. Fiquei completamente sem jeito, sem saber para onde olhar ou como agir, enquanto ele continuava me secando de cima a baixo sem pronunciar uma única palavra sequer. Pude notar que algumas pessoas da família passavam por ele, cumprimentavam-no com tapinhas nas costas — provando ser mais um conhecido antigo da roda familiar —, mas, tão logo o cumprimento terminava, os olhos miúdos do senhor retornavam implacavelmente à minha retaguarda.
A insistência daquele olhar penetrante era quase palpável, como se estivesse fisicamente castigando a minha bunda com o peso daquela cobiça silenciosa. O nível de descaramento do velhinho atingiu um patamar tão absurdamente incômodo que, quando precisei me deslocar em direção ao banheiro localizado no fundo do corredor da casa, ele literalmente perdeu as estribeiras: ao ver-me passar por ele, o homem ergueu a mão direita, tirou a boina da cabeça para, e acompanhou todo o meu trajeto virando o pescoço e a cabeça num ângulo de quase cento e oitenta graus, como se estivesse completamente enfeitiçado, hipnotizado por cada passo que meus quadris davam.
Aquilo estava me deixando profundamente incomodada, sufocada e com uma sensação estranha de perigo iminente pairando no ar daquela tarde de festa em família.
Retornei do banheiro com o passo um pouco mais firme, tentando sacudir aquela sensação desagradável de estar sendo desnudada por um par de olhos desconhecidos. Olhei na direção em que o senhorzinho da boina estava postado instantes antes e, para o meu alívio momentâneo, ele já não se encontrava mais no mesmo local. Soltei um suspiro abafado, imaginando que ele pudesse ter entrado na casa ou se misturado a outro grupo de convidados, o que me deu uma trégua mental para voltar a interagir com os parentes de Alexandre.
No entanto, a calmaria durou pouco tempo. Ao me aproximar da porta da cozinha que dava acesso à sala principal da casa, notei uma movimentação discreta e percebi que aquele mesmo senhor estava lá dentro, conversando animadamente e gesticulando com os pais de Alexandre, como um velho amigo da casa que conhecia cada canto daquela fundação familiar. Uma ponta de estranheza pinicou minha nuca, mas logo afastei o pensamento.
Pouco depois, o alvoroço na entrada anunciou o retorno do meu marido. Alexandre atravessou o portão carregando vários fardos de cerveja gelada com a ajuda de alguns primos, rindo e conversando alto. Assim que ele pisou na sala e bateu os olhos no senhorzinho da boina, largou os fardos num canto com rapidez, abriu um sorriso gigantesco e foi em sua direção de braços abertos. Houve um abraço caloroso, daqueles cheios de afeto genuíno, com tapinhas nas costas e uma festa que demonstrava uma intimidade de longa data.
Fiquei observando de longe, confusa e com o cérebro girando rápido: “Será que é o padrinho dele? O tal Seu Elias de quem ele tanto fala?”.
A dúvida não demorou a se dissipar. Assim que se desvencilhou do abraço, Alexandre vasculhou o ambiente com os olhos até me encontrar, abriu um sorriso orgulhoso e veio em minha direção puxando o senhor idoso pelo braço.
— Amor, vem cá! Quero que você conheça finalmente o meu padrinho, o homem de quem eu tanto falava para você na capital! — anunciou Alexandre, radiante.
Estava confirmado. Era ele. O homem que havia me devorado com os olhos há poucos minutos era justamente a figura mais respeitada e idolatrada pelo meu marido na família.
— Olá, jovem! É um verdadeiro prazer conhecê-la. Me chamo Elias — disse ele, abrindo um sorriso que exibia dentes bem cuidados, enquanto esticava a mão calejada para me cumprimentar. Seus olhos miúdos brilharam com uma malícia sutil que só eu fui capaz de notar.
— Se é esposa do meu afilhado querido, agora é da família para mim também. Como a vossa graça se chama?
Engoli em seco, mantendo a compostura, estiquei a minha mão e a deixei envolver pela dele, ainda atordoada com os antecedentes daquele contato visual agressivo.
— Me chamo Raquel, Seu Elias. É um prazer enorme. O Alexandre fala muito, mas muito bem do senhor o tempo todo — respondi com a voz polida, vestindo a minha melhor máscara de simpatia social.
Antes que eu pudesse recuar a mão, Seu Elias deu um passo à frente com uma agilidade surpreendente para a idade e puxou o meu corpo para um abraço de boas-vindas. No início, mantive a postura rígida de quem cumpre uma formalidade familiar, mas o abraço dele se estendeu por um tempo excessivo e desconfortável. Senti o corpo dele colado ao meu de uma forma que ultrapassava a barreira do decoro familiar; a barriga saliente pressionava o meu abdômen, e o braço dele deslizou pelas minhas costas, se chocando com firmeza e intencionalidade a curva exata da minha bunda por cima do tecido do vestido.
— Seja muitíssimo bem-vinda à família, minha filha! — disse ele junto ao meu ouvido, com um timbre que carregava um peso dúbio e arrepiante.
Agradeci com um murmúrio seco, desvencilhando-me do abraço com a elegância possível. A festa continuou, o som das caixas de som aumentou e a algazarra tomou conta do ambiente. Contudo, por mais que eu tentasse me distrair conversando com as tias, virava e mexia, eu flagrava os olhos de Seu Elias cravados em mim. Ele continuava me secando de maneira cirúrgica, recalculando a rota dos meus passos e mirando a minha bunda com uma obsessão silenciosa. O pior de tudo era que aquilo passava completamente despercebido pelas outras pessoas, especialmente por Alexandre, que estava entregue de corpo e alma à nostalgia da terra natal, matando a saudade dos parentes e rindo alto na roda de cerveja.
No final da festa, despedimo-nos de todos e voltamos para casa os três juntos, afinal, como ironia do destino, Seu Elias morava exatamente no mesmo edifício onde havíamos alugado o nosso apartamento.
Com o passar dos dias, a proximidade geográfica transformou-se em uma rotina sufocante. Por ser nosso vizinho e padrinho de consideração de Alexandre, Seu Elias passou a frequentar a nossa casa com uma liberdade assustadora. Eu, que na capital já tinha o hábito costumeiro de andar à vontade, passei a circular pelo apartamento com roupas extremamente justas, shorts curtos ou, quando o calor do interior apertava e eu estava absolutamente sozinha, até mesmo de lingerie cavada.
Alexandre passava boa parte do tempo em casa, dividindo os dias entre momentos de descanso e a busca árdua por um novo emprego na região, o que nos mantinha muito tempo juntos. No entanto, mesmo com o meu marido presente, eu notava que os olhares de Seu Elias sobre as minhas curvas tornavam-se cada vez mais efusivos, diretos e desavergonhados, facilitados justamente pelas roupas caseiras e confortáveis que eu vestia.
Até que, semanas depois, a sorte bateu à porta de Alexandre: ele conseguiu uma excelente colocação como supervisor em uma locadora de grande porte na região. Com a nova rotina de trabalho, ele passou a cumprir turnos longos e jornadas puxadas fora de casa, deixando-me sozinha por horas seguidas no apartamento.
Foi nesse período de solidão que uma sensação incômoda começou a se alojar no fundo da minha mente. Por diversas vezes, ao arrumar a casa ou assistir à televisão, tive a leve e perturbadora impressão de não estar sozinha. Sentia um arrepio na nuca, como se um par de olhos invisíveis estivesse me vigiando através de frestas invisíveis. O sentimento costumava desaparecer rápido, mas a frequência aumentava de forma proporcional ao grau de nudez com que eu andava por lá, especialmente quando me refugiava em conjuntos de lingerie mínima para combater o bafo quente de Rosana.
Para piorar o cenário, Seu Elias fazia questão de se colocar constantemente à disposição para qualquer eventualidade. Era batata: sempre que Alexandre saía para o trabalho, o velhinho parecia ter um radar embutido. Ele batia à nossa porta com uma frequência quase metódica, perguntando se eu estava precisando de alguma coisa, se faltava gás, se o filtro de água precisava de manutenção ou se eu queria ajuda com algum conserto doméstico.
Muitas vezes, pega desprevenida no meio da faxina usando apenas uma calcinha microscópica e uma regata velha, eu era obrigada a correr desesperada para vestir um vestido largo de algodão por cima antes de girar a chave da fechadura. Ele entrava com uma naturalidade desconcertante, pedia licença, pedia um copo d’água gelada e sentava-se no sofá da sala, esticando a conversa fiada por longos minutos. Enquanto falava sobre o clima da cidade ou perguntava como eu estava me adaptando à vida de casada no interior, os olhos dele deslizavam sem pudor pelo meu corpo, devorando cada centímetro com uma sofisticação velada que me deixava com os nervos à flor da pele. Se eu chegasse do mercadinho carregando sacolas pesadas no portão do prédio, lá estava ele pronto para tomar o peso das minhas mãos, insinuando-se cada vez mais no meu espaço vital.
Até que o limite da minha sanidade foi testado em uma tarde de mormaço insuportável. O termômetro da cidade marcava quase quarenta graus, o ar estava parado e a umidade batia recordes. Por estar completamente sozinha no apartamento, decidi me render ao calor: fiquei apenas com uma calcinha fio-dental infinitamente pequena, deixando os seios completamente livres e descobertos, à mercê da brisa fraca do ventilador. Minha bunda estava praticamente nua, balançando de um lado para o outro enquanto eu recolhia louças na cozinha e caminhava em direção à sala de estar.
No exato momento em que atravessei o corredor e passei pelo vão que ligava a sala ao hall de entrada, captei um som estranho, abafado e agudo: um “Ahhhhh” prolongado, como um gemido contido de quem havia presenciado algo extremamente excitante.
O meu sangue congelou nas veias. Um calafrio violento subiu pela minha espinha. Dei um salto para trás, com o coração disparado a mil por hora, e comecei a vasculhar cada canto da sala com os olhos arregalados de pavor, até que flagrei uma silhueta escura, uma sombra deslizando rapidamente pelo cobogó da sala em direção à porta de saída e sumindo no vão da escada do prédio.
Sem pensar duas vezes, corri disparada em direção ao sofá, arranquei uma almofada grande de cima do estofado e apertei-a contra o peito e a virilha, cobrindo o que podia da minha nudez exposta, enquanto gritava com a voz trêmula:
— Quem está aí?! Quem é você?!
O silêncio absoluto foi a única resposta que recebi do corredor vazio. Ninguém se manifestou. Fiquei paralisada no meio da sala, tremendo dos pés à cabeça, dividida entre a dúvida aterrorizante: teria sido realmente uma pessoa de carne e osso que invadira o apartamento ou fruto da minha própria paranoia alimentada pelo calor e pelo estresse?
Assim que Alexandre chegou do trabalho à noite, pálida e com as mãos ainda geladas, despejei toda a história em cima dele, relatando o gemido misterioso e a sombra fugidia no corredor. Meu marido, no entanto, tentou amenizar a situação com um sorriso compreensivo, passando a mão pelos meus cabelos:
— Eu sei que é difícil ficar sozinha o dia todo em uma cidade nova, meu amor. A cabeça da gente prega peças. Pode ter sido o vento batendo em alguma porta, barulho de gatos no telhado, ratos ou algo do tipo. Tira isso da sua cabeça! Além do mais, se precisar de qualquer coisa, meu padrinho mora aqui do lado e cuida de tudo.
Ele dizia aquilo com a mais pura boa-fé, mas, na minha cabeça, eu não confiaria ou me sentiria 100% segura com Seu Elias, cujos olhares lubrificados pareciam me perseguir até nos meus piores pesadelos.
Dias após o incidente da sombra, o estresse acumulado e o ritmo da casa nova cobraram o seu preço físico. Comecei a sentir pontadas agudas e latejantes na região lombar, descendo com força pela extensão da perna esquerda. Era a clássica dor ciática, um problema crônico que já havia me atormentado anos atrás na capital e que agora, com a mudança e o esforço da faxina, decidira retornar com toda a intensidade.
Como eu conhecia muito bem o histórico daquela inflamação, sabia que, se não tratasse rapidamente com a medicação adequada, a dor se tornaria insuportável a ponto de me paralisar na cama. Na primeira vez em que tive essa crise, o tratamento exigia rigorosamente a aplicação intramuscular de ampolas de Dexa-Citoneurin, um poderoso anti-inflamatório associado a altas doses de vitaminas do complexo B que combatem diretamente as dores severas na coluna.
Sentindo o incômodo, pedi a Alexandre que me levasse ao posto de atendimento médico da região. O médico de plantão examinou-me rapidamente, confirmou o meu diagnóstico prévio de inflamação no nervo ciático e reencaminhou a receita: eu precisaria tomar uma injeção de Dexa-Citoneurin a cada três dias, totalizando um ciclo inicial de cinco doses para reavaliação.
O problema surgiu logo em seguida, quando nos dirigimos à pequena sala de enfermagem do posto para aplicar a primeira dose da ampola. Ao entrarmos na salinha, constatamos que havia apenas enfermeiros homens de plantão naquele horário.
Ao ver o profissional de jaleco branco preparando a seringa, Alexandre travou na hora. O ciúme e a mentalidade do homem do interior falaram mais alto:
— Amor, você não acha que dá para esperar a gente voltar para casa ou aguentar um pouco mais? — cochichou ele no meu ouvido, visivelmente irritado.
— Eu não quero nenhum marmanjo estranho te vendo com a bunda de fora aqui no posto, ainda mais numa cidade pequena onde todo mundo se conhece e fofoca voa. Querendo ou não, aquele enfermeiro ali está te secando desde que entramos.
Revirei os olhos diante do ciuminho dele, mas antes que eu pudesse argumentar, Alexandre teve o que considerou uma “luz” brilhante:
— Já sei! Quer saber o que vamos fazer? Vou pedir para o meu padrinho aplicar em você lá em casa! Ele é enfermeiro aposentado e farmacêutico experiente, tem mão santa e faz isso com os olhos fechados.
Congelei no mesmo instante.
— Você acha mesmo que isso é uma boa ideia, amor? — perguntei, sentindo um calafrio gélido na espinha. Eu ainda mantinha um pé atrás gigantesco com Seu Elias, desconfiando de cada gesto e de cada olhar dele, embora não tivesse nenhuma prova concreta além da minha intuição feminina para justificar a recusa.
— Sim, amor, é a melhor solução! — insistiu Alexandre, convicto.
— Além de aqui no posto só ter homem, o posto fica a dois quilômetros de distância do nosso apartamento e, com o meu horário novo, nem sempre poderei estar disponível para te trazer para tomar as doses seguintes. É muito melhor você já ser atendida no conforto de casa pelo meu padrinho, que é da nossa confiança.
Sem me dar muito espaço para debate, retornamos para a sala do médico, passamos na farmácia para comprar a medicação e as seringas descartáveis e fomos direto bater à porta de Seu Elias. Alexandre fez questão de explicar a situação ao padrinho, pedindo-lhe o enorme favor de aplicar as injeções em mim ao longo dos próximos dias.
Vocês acham por um segundo sequer que Seu Elias recusou o pedido? Pelo contrário.
Um sorriso discreto, astuto e triunfante iluminou o rosto enrugado do velho no mesmo instante em que ele ouviu o pedido. Por dentro, ele sabia que aquilo era exatamente o bilhete de loteria que havia pedido aos céus: afinal de contas, ele finalmente teria passe livre para ficar cara a cara, sem barreiras, com aquela bunda volumosa que ele secava desde o dia em que nos conhecemos na festa de família. Sem hesitar, ele se colocou inteiramente à disposição para aplicar quantas doses fossem necessárias, a qualquer hora do dia ou da noite.
E Alexandre, sem a menor malícia ou percepção do perigo, aproveitou o embalo e pediu:
— Padrinho, já que o senhor está com tempo agora, já aproveita e aplica a primeira dose nela agora mesmo para cortar essa dor forte nas costas!
— Claro, meu rapaz! Traga ela para dentro, o material está pronto — respondeu Seu Elias, mantendo a voz firme e controlada, enquanto seus olhos brilhavam com uma expectativa sórdida.
Entramos no apartamento dele. Eu vestia uma bermuda de moletom macia e uma calcinha de tamanho médio por baixo. Sob o olhar atento e natural de Alexandre, que acompanhava tudo da sala como se fosse o procedimento mais banal do mundo, Seu Elias preparou a seringa com uma calma cirúrgica e pediu que eu me inclinasse levemente sobre o sofá para expor a área da aplicação.
— Abaixa só um pouquinho o cós da bermuda, minha filha, para eu ter o espaço livre do músculo — pediu o velhinho, com a voz mansa de profissional da saúde.
Abaixei o elástico da bermuda conforme a instrução. Como a peça era justa e grossa, o tecido acabou embolando e dobrando o tecido da minha calcinha junto, empurrando-a para baixo de forma desajeitada. No exato segundo em que uma boa parcela da minha pele e o contorno da calcinha dobrada ficaram expostos, percebi nitidamente o semblante de Seu Elias se transformar: os olhos dele se dilataram, a respiração ficou mais pesada e um brilho de puro desejo carnal tomou conta de sua fisionomia.
— Precisa baixar um pouquinho mais, Raquel — murmurou ele, dando um passo à frente com a seringa na mão.
— O músculo precisa estar completamente relaxado e livre de qualquer pressão do tecido, senão a injeção empelota e dói o dobro.
Engoli em seco e puxeis os trajes um pouco mais para baixo, expondo uma área ainda maior da minha pele. Naquele instante, Seu Elias já não disfarçava mais: ele contemplava aquela minha bunda farta, destacada pelo corte da calcinha dobrada pela bermuda justa, como um leão faminto diante de um pedaço de carne fresca.
Ele aproximou a mão calejada, com os dedos frios roçando levemente a pele nua da minha nádega para encontrar o ponto exato da aplicação.
— Você prefere aqui... ou aqui? — perguntava ele, afundando propositalmente os dedos com uma força desnecessária em diferentes pontos da minha carne, demorando-se muito mais do que o necessário.
Após escolher o local — convenientemente o lado mais carnudo e central —, ele pegou um chumaço de algodão embebido em álcool e começou a esfregar a região numa morosidade revoltante e calculada. Ele passava o algodão em círculos lentos, demorados, deslizando os dedos pelas curvas da minha bunda e tirando claramente uma “lasquinha” de prazer a cada passada, aproveitando-se do disfarce de enfermeiro atencioso.
Eu sentia uma mistura sufocante de raiva, vergonha, me perguntando se aquilo era real ou apenas paranoia da minha cabeça. Afinal de contas, Alexandre estava ali a poucos metros, assistindo a tudo de braços cruzados, sem falar absolutamente nada e agindo como se aquela intimidade toda fosse a coisa mais natural e familiar do mundo.
Depois de mais de um minuto inteiro de esfregações suspeitas com o álcool, Seu Elias finalmente respirou fundo e anunciou:
— Pronto... Agora vou aplicar a injeção, mocinha. Aguenta firme aí.
Senti a agulha fria perfurar a pele com rapidez. A picada foi fundo, rasgando o músculo com uma dor aguda e ardida que me arrancou um pequeno gritinho involuntário da garganta. Com o reflexo do susto e da dor, dei um tranco para a frente, elevando o corpo e arqueando a coluna, o que fez minha bunda empinar de forma ainda mais acentuada bem na altura do rosto de Seu Elias.
Os olhos ávidos do velhinho colaram-se instantaneamente na fenda do meu rabo, vidrados e sedentos, tentando absorver e registrar cada detalhe daquela exposição forçada pela dor.
Em poucos segundos, ele retirou a agulha, massageou o local com o algodão — demorando-se mais um toque de leveza desnecessária — e deu o procedimento por encerrado.
— Prontinho, dor passada! Pode ajeitar a roupa — disse ele, com um tom de voz perfeitamente controlado.
Suspendi a bermuda rapidamente, ajeitando o tecido com o coração disparado no peito. Meu marido agradeceu efusivamente ao padrinho pelo favor prestado, combinamos que eu retornaria dali a três dias para a aplicação da segunda dose, e Seu Elias despediu-se com um sorriso enigmático nos lábios, recolhendo seus materiais e saindo em direção à própria casa.
— Tá vendo só como nem doeu tanto assim? Foi só um susto, amor! — gabou-se o Alexandre, abrindo um sorriso largo logo após sairmos da casa do padrinho, com o corpinho ainda levemente tenso pela picada da agulha.
— Ah, é muito fácil falar quando a agulha entra na carne dos outros, né? Quero ver você ter a coluna travada e tomar no meu lugar para ver se acha graça! — retruquei com um tom de brincadeira misturado a um bico manhoso, massageando o local dolorido enquanto caminhávamos de volta para o nosso apartamento.
O que eu não imaginava, contudo, é que aquele favor supostamente inofensivo abriria a caixa de Pandora da minha rotina. A partir daquele dia, sob o pretexto cínico de monitorar a evolução da minha dor ciática e garantir que eu não estivesse fazendo nenhum esforço físico indevido, as aparições de Seu Elias no nosso apartamento transformaram-se em uma constante sufocante.
Para piorar cem porcento a situação, o próprio Alexandre, tomado por uma inocência e por uma admiração cega pelo padrinho, havia reforçado com o idoso o pedido para que ele “ficasse de olho em mim” e passasse lá sempre que possível para verificar se eu estava precisando de algo durante as longas horas em que ele ficava fora trabalhando na locadora.
Seu Elias passou a agir como um verdadeiro enfermeiro particular e zeloso. Ele aparecia a qualquer hora, batendo suavemente à porta com uma desculpa pronta na ponta da língua: trazia um chá caseiro milagroso para relaxar os músculos, perguntava se eu havia tomado os remédios nas horas certas, checava a minha postura e oferecia-se até para preparar o meu almoço quando percebia que eu estava deitada descansando na sala.
No início, mantinha a fachada de um velho bondoso, mas o cerco começou a se fechar sutilmente através do contato físico. Certo dia, enquanto eu reclamava de um nó tenso na altura da nuca e dos ombros, ele prontamente se ofereceu para fazer uma massagem rápida.
— Deixe ver isso, minha filha. Minha mão de velho ainda quebra um galho para aliviar esses nervos contraídos — disse ele, já se posicionando logo atrás de mim.
Fechei os olhos, entregando-me ao alívio momentâneo que a fricção dos dedos calejados trazia aos meus músculos doloridos. Ele massageava meus ombros com firmeza, mas, conforme os segundos passavam, notei que o trajeto das mãos dele começou a descer perigosamente. Os dedos longos e secos deslizaram pela curvatura das minhas costas, contornaram a minha cintura com uma intimidade desnecessária e, de repente, repousaram pesadamente sobre as minhas coxas e nádegas.
— Está melhorando por aqui? A dor desce até a lombar? — perguntava ele com aquela voz mansa, enquanto exercia uma pressão deliberada bem em cima da minha bunda.
Naquele exato instante, meu corpo inteiro deu um pinote interno de alerta. Eu senti, com uma clareza inegável, algo rígido, volumoso e febril pressionando de encontro às minhas costas. Era a pica dele, terrivelmente dura e estufada por dentro da calça social, colada com força contra a minha carne enquanto ele fingia concentrar toda a sua atenção profissional nos nós musculares da minha coluna.
Meu coração disparou na garganta. Fiquei completamente estática, sem saber se dava um safanão nele ou se fingia demência. Opttei pelo silêncio tenso, engolindo em seco enquanto ele continuava esfregando o corpo contra o meu até encerrar a massagem com um tapinha leve e um sorriso cínico:
— Prontinho, minha filha. Veja se agora o corpo sente menos peso.
— M-muito obrigada, Seu Elias. Estou me sentindo bem melhor... — gaguejei, saindo de perto dele às pressas sob o pretexto de ir buscar um copo d’água na cozinha.
Chegou a data marcada para a aplicação da segunda dose da injeção de Dexa-Citoneurin.
Era uma tarde quente de terça-feira. Alexandre estava cumprindo o seu turno integral na locadora, o que significava que eu estava absolutamente sozinha no apartamento quando as batidas conhecidas ecoaram na porta da frente. Era Seu Elias, pontual, trazendo a seringa e a ampola guardadas.
Assim que entrou, ao notar o meu incômodo visível e lembrando-se do pequeno tranco que dei na primeira vez por causa da dor da agulha, ele sugeriu com uma falsa solicitude:
— Sabe o que seria melhor hoje, Raquel? Para você não sofrer tanto e não dar nenhum pulo na hora da picada, por que a gente não faz o procedimento deitada lá no seu quarto, na cama? Fica muito mais confortável para relaxar o músculo.
Hesitei por um segundo, mas a lembrança da dor aguda nas costas falou mais alto. Concordei com a cabeça e caminhei devagar até o quarto, deitando-me de bruços sobre a colcha macia.
— Pode baixar um pouco o short e a calcinha para eu poder passar o algodão com álcool no local certo? — pediu ele, postando-se ao lado da cama enquanto preparava o líquido transparente na seringa de plástico.
Abaixei o elástico do short leve de moletom até a altura exata da outra vez, expondo a nádega oposta. No entanto, enquanto ele terminava de aspirar o medicamento na agulha, percebi que ele olhou fixamente para a minha postura e balançou a cabeça em sinal de reprovação técnica:
— Não, minha filha, precisa descer um pouco mais a calcinha também, senão o tecido vai embolar bem na hora da aplicação e vai empelotar o remédio. Preciso de área livre.
Sentindo o rosto queimar de vergonha, puxei o tecido da calcinha mediana para baixo, descendo-o até um pouco mais da metade daquela banda do bumbum. Com esse movimento, a minha bunda ficou praticamente inteira nua e escancarada à luz do dia, exposta sem nenhuma barreira para os olhos famintos do velho.
Ele aproximou-se da cama, trazendo o algodão embebido em álcool. A princípio, começou a massagear o local com movimentos circulares, mas a suavidade técnica logo deu lugar a uma exploração tátil inegável: senti a palma inteira da mão dele espalmar-se sobre a minha bunda, apertando a carne macia com uma força desmedida, deslizando os dedos de cima a baixo com uma lentidão torturante.
Passaram-se vários minutos. O quarto mergulhou num silêncio denso, quebrado apenas pela respiração cada vez mais pesada e audível de Seu Elias. Notando a demora absurda e o calor excessivo daquela mão vagando pelo meu corpo, virei o pescoço ligeiramente para trás, olhando por cima do ombro com a testa franzida:
— Aconteceu alguma coisa, Seu Elias? Tem algum problema com a medicação?
Ele sobressaltou-se levemente com a minha pergunta, engoliu em seco e tentou disfarçar o nervosismo:
— N-não, minha filha! É que... olhe só, pensando bem, acho muito melhor eu aplicar do outro lado hoje, para alternar o músculo e não sobrecarregar o mesmo ponto da semana passada. Licença aqui.
Sem esperar a minha autorização formal, ele contornou a beirada da cama, veio para o outro lado — exatamente o lado onde a minha calcinha estava ainda um pouco mais suspendida — e empurrou o tecido para baixo até ultrapassar a metade exata da nádega. Aquela bunda volumosa, que ele cobiçava desde o primeiro segundo em que colocou os olhos em mim na festa de família, estava agora quase que inteiramente nua, ofericida e trêmula bem diante do seu rosto.
O suor começou a brotar copiosamente na testa enrugada do velhinho; ele respirava de forma ofegante, como se tivesse corrido uma maratona. Com os dedos trêmulos de puro tesão reprimido, ele retomou a esfregação do algodão com álcool naquela banda do bumbum, repetindo os mesmos apertos firmes e prolongados.
O tempo parecia ter parado. Já passava de dez minutos que eu ali de bruços, exibindo a minha intimidade para uma suposta aplicação médica simples, enquanto Seu Elias prolongava deliberadamente os preparativos.
Sentindo o toque gélido da agulha perfurar a pele, soltei um gritinho agudo de dor e susto, arqueando involuntariamente o corpo para a frente. Foi o sinal verde que ele esperava: aproveitando-se do meu espasmo de dor, a mão livre de Seu Elias agarrou o meu rabo de mão cheia, na desculpa que era para facilitar a aplicação e, com uma força repentina e violenta, puxou a minha nádega inteira para o lado, escancarando a fenda do meu bumbum.
Eu tive a certeza absoluta, o choque físico e visual de sentir os dedos dele abrindo o espaço e tentando expor o meu cuzinho ali, à luz do dia, sob o pretexto cínico de “facilitar a penetração da medicação”.
— Isso, minha filha... Já vai passar, está acabando... — gemia ele com uma voz rouca, arrastada, totalmente desfigurada pelo prazer, com um timbre tão animalesco e carregado que parecia genuinamente estar tendo um orgasmo ali mesmo, diante da minha carne exposta, respirando o cheiro da minha intimidade.
Ele injetou o líquido lentamente, sentindo o músculo contrair-se sob a pressão da agulha, retirou-a com um movimento brusco e imediato e começou a esfregar o algodão com álcool, aproveitando aqueles últimos segundos de suposta técnica para deslizar os dedos novamente pela fenda do meu rabo, tentando alargar o toque o máximo possível e abrir minha bunda para o seu deleite silencioso.
— Prontinho, mocinha. Pode se ajeitar agora — murmurou ele, recompondo a postura com uma rapidez impressionante, embora o peito ainda arfasse levemente.
Enquanto eu puxava o short e a calcinha de volta para o lugar com as mãos trêmulas e o coração disparado por uma mistura caótica de humilhação, raiva e um estranho calor que começava a formigar na base da espinha, notei que ele não desviava os olhos do meu bumbum nem por um segundo. Ele fazia verdadeiros contorcionismos corporais disfarçados, esticando o pescoço e virando o tronco para continuar secando cada centímetro da minha silhueta enquanto eu tentava me cobrir com o tecido.
— Está se sentindo bem, Raquel? A dor deu uma trégua? — perguntou ele formalmente, tentando imprimir um tom profissional à voz que ainda tremia levemente.
— Estou bem sim, obrigada... — respondi com a voz baixa, e nesse exato instante, ao erguer os olhos, pude notar claramente o volume explícito e a ereção que ele ostentava dentro das calças sociais, estufando o tecido de maneira inegável.
Sem esperar resposta, ele recolheu a seringa vazia, guardou os materiais na maleta e saiu do meu apartamento em direção ao seu, deixando-me sozinha no meio da sala com os pensamentos a mil por hora.
Nos dias seguintes, a presença de Seu Elias tornou-se uma constante sufocante e meticulosamente calculada. Sob o disfarce perfeito de um padrinho zeloso e enfermeiro experiente, ele passou a frequentar a minha casa com uma frequência quase diária. Era batata: bastava Alexandre sair para o trabalho na locadora para que o som suave de suas batidas ecoasse na porta. Ele aparecia com desculpas impecáveis: trazia um chá caseiro milagroso para relaxar os nervos, perguntava se eu havia tomado os remédios nos horários certos, checava se a minha postura ao caminhar estava correta ou oferecia-se para verificar se havia algum problema hidráulico ou elétrico no apartamento.
No início, eu tentava me convencer de que era apenas bondade de interior, o famoso espírito comunitário de quem quer ajudar os recém-chegados. Eu ficava dividida, balançando entre a dúvida genuína — “Será que ele realmente só quer ajudar ou estou enlouquecendo e criando maldade onde não tem?” — e o arrepio incômodo que percorria minha espinha toda vez que aqueles olhos miúdos me fitavam de maneira cirúrgica.
Numa noite em que Alexandre estava em casa, aproveitando uma rara folga no meio da semana. Eu estava na cozinha finalizando o preparo do jantar, carregando uma panela pesada de sopa fumegante para levar à mesa da sala. Num descuido provocado pelo cansaço e pela dor lombar que teimava em latejar e senti uma pontada terrível, aguda e fulminante rasgar a minha lombar, irradiando com força total pela minha perna esquerda.
Deixei escapar um grito abafado, a panela inclinou-se e despejou parte do caldo quente na pia enquanto. Alexandre largou tudo o que estava fazendo na sala e correu desesperado, encontrando-me pálida na cozinha.
— Relaxa, amor. Foi só um susto de momento, nada demais; acho que já até me acostumei.
— Você precisa tomar cuidado, Raquel. Não dá para ficar se descuidando assim.
Como Alexandre havia conseguido o emprego recentemente na locadora de grande porte, ele cumpria jornadas exaustivas e horários rígidos, sem a menor flexibilidade para faltar ou ficar em casa cuidando de mim durante o dia.
Preocupado com a minha situação e completamente cego por uma admiração cega e reverente ao padrinho, Alexandre não teve dúvida: na primeira oportunidade, recorreu a Seu Elias. Explicou que eu estava sofrendo com crises fortes de coluna, que precisava de acompanhamento médico e injeções regulares, e que ele, infelizmente, não podia ficar ao meu lado o tempo todo.
Foi então que Alexandre tomou uma atitude que, para ele, parecia o ápice da conveniência e da segurança, mas que para mim soou como a abertura definitiva das portas do inferno: ele entregou formalmente uma cópia extra das chaves do nosso apartamento para Seu Elias.
— Padrinho, o senhor é como um pai para mim. Como eu passo o dia todo fora e a Raquel fica travada de dor, deixo essa chave com o senhor. Se ela passar mal, precisar de ajuda urgente, quiser água ou se a dor apertar, o senhor tem livre acesso para entrar e prestar socorro. — disse Alexandre, com a maior inocência do mundo.
Seu Elias aceitou a chave com um sorriso contido, polido e profundamente astuto. A partir daquele momento, a máscara de bondade paternal ganhou contornos perversos. Sentindo-se legitimado pelo próprio marido, o velhinho passou a me tratar como se eu fosse uma verdadeira rainha — ou melhor, uma prisioneira de luxo sob a sua tutela exclusiva.
Ele invadia o apartamento com a chave própria a qualquer hora, trazendo caldos quentes, almoços preparados por ele mesmo, almofadas extras para a minha coluna e remédios. No entanto, cada gesto de suposto cuidado vinha acompanhado de uma invasão física calculada. Era sempre a mesma estratégia: ele se aproximava para “verificar a inflamação”, oferecia-se para ajeitar os travesseiros e, no processo, sempre tirava a sua “lasquinha”. Eram roçadas disfarçadas no meu braço, mãos que demoravam demais a se afastar da minha cintura, massagens na nuca que deslizavam perigosamente pelas costas e, pior de tudo, aquela pressão inconfundível de seu corpo contra o meu, deixando claro que a sua excitação estava sempre no talo.
Fora isso, eu comecei a perceber que ele me espiava de todas as formas possíveis e imagináveis. Várias vezes, ao olhar de relance para a janela da cozinha que dava para o corredor externo ou para as frestas da porta, eu flagrava a silhueta ou o reflexo dos olhos miúdos de Seu Elias me monitorando com uma precisão cirúrgica. Ele acompanhava cada movimento meu com uma fome reprimida, um apetite silencioso que me deixava à beira de um ataque de pânico, mas que, ao mesmo tempo, esclareceu de uma vez por todas o que havia acontecido dias antes: foi ele quem estava ali, colado ao cobogó da sala, espiando-me enquanto eu andava à vontade pela casa.
Aquela rotina de assédio velado, misturada com o cuidado obsessivo que ele fingia ter e a minha própria vulnerabilidade física por conta das dores na coluna, começou a mexer de forma doentia e vertiginosa com a minha cabeça. A linha tênue entre o medo paralisante e a curiosidade mórbida começou a se dissolver rapidamente, transformando-se em um jogo perigoso de gato e rato.
Até que, consumida por uma mistura explosiva de desafio, loucura temporária e a necessidade intrínseca de saber até onde ia a audácia e o limite daquele velho de aparência inofensiva, decidi testá-lo de vez para a terceira dose da injeção.
Era uma tarde abafada, daquelas em que o calor de Rosana parecia derreter o ar dentro do apartamento. Sabendo o horário exato em que ele costumava bater à porta para aplicar a medicação, preparei o terreno com esmero. Tomei um banho rápido, deixei os cabelos soltos, levemente úmidos colados aos ombros, vesti apenas um top leve e escolhi a peça-chave do meu plano: uma calcinha fio-dental microscópica, a mesma que eu usava no dia em que ouvira aquele suspiro abafado enquanto era espionada. Aquela tira de tecido era tão fina que parecia uma simples linha de costura, sumindo perfeitamente na fenda do meu rabo e deixando praticamente tudo à mostra.
Fiquei deitada de lado no sofá da sala, fingindo assistir distraidamente à televisão, sentindo o ardor leve da coluna misturar-se à adrenalina pura que bombeava desabalada nas minhas veias. As batidas suaves na porta ecoaram pontualmente.
— Pode entrar, a porta está aberta, Seu Elias! — chamei, com uma voz deliberadamente manhosa, mansa e arrastada, carregada de uma intenção que eu já não tentava mais esconder.
Ele empurrou a porta com a cópia da chave que o Alexandre havia lhe dado, entrou com a maleta de primeiros socorros na mão e, no segundo exato em que bateu os olhos em mim esparramada daquele jeito provocante no sofá, travou completamente. O homem gaguejou de forma patética, engolindo em seco com tanta força que seu pescoço balançou. A calcinha minúscula que eu vestia expunha impiedosamente o formato do meu corpo, mal conseguindo tapar a entrada do meu cuzinho.
— E-eu... eu trouxe a ampola, Raquel... O Alexandre pediu para eu... — balbuciou ele, com os olhos arregalados, fixados de forma obsessiva na minha virilha e no contorno escandaloso da minha retaguarda.
Levantei-me devagar, rebolando de propósito com uma lentidão torturante, e caminhei em direção ao corredor que levava ao quarto, fingindo gemer baixinho de dor por causa da lombar.
— Ai, Seu Elias... hoje a dor está insuportável, não sei o que aconteceu. O senhor vai ter que caprichar no atendimento hoje — falei por cima do ombro, deitando-me de bruços na cama e olhando para ele com um sorriso meio cínico, meio desafiador.
Ele engoliu a seco novamente, respirando de forma pesada e audível, e aproximou-se da cama com as mãos visivelmente trêmulas. Com o tecido mínimo daquela calcinha fio-dental, a minha bunda inteira livre à luz do dia, perfeitamente desenhada, com a cordinha fina da peça totalmente enterrada no meio do meu rabo.
Seu Elias já não fazia o menor esforço para manter as aparências. Enquanto aplicava o chumaço de algodão com álcool, ele começou a massagear o local, mas a suposta massagem terapêutica logo se transformou em uma exploração carnal escancarada. Ele abriu as bandas da minha bunda com as duas mãos calejadas, repetindo o movimento várias vezes sob a desculpa esfarrapada de “espalhar melhor o líquido no tecido subcutâneo”, deixando o meu cuzinho inteiramente à mostra para o seu deleite visual.
Eu sentia perfeitamente o calor da respiração fétida e acelerada dele batendo diretamente na minha pele nua e, ao olhar de relance para trás, pude ver de forma clara a pica dele estufando e querendo rasgar o tecido da calça social, completamente dura, sem o menor pudor ou tentativa de disfarce. Ele apertou a banda da minha bunda e, dessa vez de forma lenta e calculada, puxou com a desculpa de que estaria esticando a pele, separando as minhas nádegas e contemplando a imagem do meu cuzinho sendo cortado por aquele cordão de tecido, com as preguinhas todas expostas à luz do quarto.
Logo em seguida, ele aplicou a injeção com precisão e começou a massagear lentamente o meu rabo para aliviar a dor da picada. Com a voz embargada e rouca pelo tesão, ele murmurou perto do meu ouvido:
— Minha filha... com todo o respeito do mundo, mas em meus mais de cinquenta anos de vida eu nunca vi uma bunda tão bela, perfeita e escultural como a sua...
Dei um sorriso contido com aquele elogio absurdo e agradeci em um sussurro. Ele recolheu seus materiais de trabalho às pressas, guardou a maleta e retirou-se do quarto em direção ao seu apartamento, deixando-me ali, deitada na cama, com o coração disparado e a certeza absoluta de que aquele jogo havia ultrapassado todos os limites.
Contudo, o verdadeiro limite da sanidade e da perversão só seria alcançado na quarta dose.
Naquele dia, o termômetro da cidade marcava mais de quarenta graus. Era o auge do mormaço do interior. Eu havia acabado de sair do banho de chuveiro, estava inteiramente molhada, com os cabelos compridos pingando gotas de água pelos ombros e nas costas, vestindo apenas uma toalha de banho enrolada frouxamente ao redor do corpo, cobrindo apenas o essencial do busto e das coxas.
Ouvi as batidas discretas na porta da frente. Era ele, pontual como um relógio.
Sem pensar duas vezes, caminhei até a porta e girei a fechadura, abrindo-a lentamente. Quando Seu Elias ergueu o rosto para me cumprimentar e deparou-se comigo naquela situação — completamente molhada, exalando perfume de banho, com a toalha justa moldando o corpo e os cabelos encharcados —, os olhos dele quase saltaram das órbitas. Ele arregalou os olhos de um jeito assustador, com a boca semiaberta, mudo de espanto e desejo.
— V-vamos lá para o quarto... é melhor para aplicar a injeção com calma — conseguiu balbuciar ele, a voz completamente alterada pela luxúria.
Entramos no quarto. Enquanto ele se abaixava para organizar os frascos, a seringa e o algodão na bancada da escrivaninha, decidi que era hora de jogar o tabuleiro inteiro no chão. Sem pressa, desatei o nó da toalha que prendia o meu corpo e deixei-a cair suavemente no chão.
Fiquei inteiramente nua diante dele.
O velho soltou um suspiro estrangulado, um som rouco e animalesco que escapou do fundo da sua garganta ao ver aquele monumento de carne exposto bem diante de seus olhos. Fiquei de pé por alguns segundos, exibindo cada curva, antes de dar o próximo passo: movi-me com uma lentidão felina em direção à cama, apoiei inicialmente os joelhos no colchão macio e curvei-me para a frente, ficando de quatro para Seu Elias.
A minha bunda volumosa, redonda e empinada empinou-se soberba no ar, enquanto a minha bucetinha e o meu cuzinho ficavam perfeitamente enquadrados e expostos na linha de visão dele.
— Assim... assim está bom, Seu Elias? — perguntei com uma voz manhosa, fingindo inocência, enquanto olhava para trás por entre os meus próprios braços.
— Ou o senhor acha que... se colocar um travesseiro embaixo do meu quadril, vai ficar melhor para elevar a minha bunda e facilitar a aplicação?
Ele engoliu a seco, com o suor escorrendo em bicas pela testa enrugada, e conseguiu apenas acenar com a cabeça, com a voz quase inaudível:
— S-se... se você preferir... pode colocar, minha filha... do jeito que você achar melhor...
Com movimentos lentos e deliberados, peguei o travesseiro fofo da cama e enfiei-baixo do meu quadril, arqueando a coluna e empinando o bumbum ainda mais para o alto. Aquela elevação transformou o meu corpo numa verdadeira obra de arte obscena: o meu rabo ficou absurdamente empinado, deixando o meu cuzinho e a minha bucetinha completamente abertos, escancarados e vulneráveis, sem que ele precisasse sequer fingir que massageava minha bunda para abrir minhas nádegas com as mãos.
Seu Elias aproximou-se da cama cambaleando, segurando a seringa com os dedos tão trêmulos que parecia estar tendo um ataque de nervos. Ele mal conseguia manter a agulha firme, com os olhos vidrados, hipnotizados e famintos, devorando cada detalhe daquele espetáculo proibido bem diante de seus olhos, completamente rendido à loucura que nós dois acabávamos de criar.
O silêncio densamente carregado de eletricidade no quarto parecia vibrar em uma frequência própria, quase audível. Meu cuzinho e a minha bucetinha estavam a meros centímetros dos olhos arregalados de Seu Elias. Eu sabia perfeitamente que ele estava vidrado ali, incapaz de desviar o foco daquela paisagem proibida, e, movida por uma onda de audácia febril e consciente do poder que exercia sobre ele, decidi testar os limites absolutos daquela sanidade já corrompida.
Comecei a contrair e relaxar o cuzinho de forma rítmica e sucessiva, várias vezes seguidas. Diante dos olhos estatelados do velho, que já não exalava mais um único pio e permanecia imóvel como uma estátua pelo choque, o meu cuzinho parecia piscar para ele em um convite silencioso, obsceno e hipnótico. As pregas delicadas se abriam e se fechavam suavemente com o movimento dos meus músculos, revelando o calor úmido daquele recanto intocado.
Passaram-se longos segundos de uma suspensão temporal quase dolorosa até que ele conseguiu balbuciar alguma coisa, gaguejando sílabas desconexas, com a voz completamente trêmula e encharcada de um nervosismo febril.
Com as mãos visivelmente descontroladas, ele foi retomando o procedimento, passando o chumaço de algodão embebido em álcool com uma lentidão torturante. Por várias vezes, o dedo indicador dele roçava quase sem querer — ou com uma intenção milimetricamente calculada — bem próximo à entrada do meu cuzinho e dos lábios da minha buceta. Ele estava manifestamente louco para tocar, para afundar os dedos ali, mas a presença invisível do meu marido e o peso da própria culpa ainda o mantinham em uma corda bamba entre o medo e o desejo animalesco. A aplicação da injeção foi concluída com toda a calma do mundo, em um silêncio cortado apenas pela respiração curta e ofegante que vinha do peito dele.
No entanto, o meu apetite por aquela provocação mútua ainda estava longe de ser saciado. Sentindo o corpo latejar em uma excitação incandescente, virei levemente o rosto na direção dele, exalando um tom propositalmente manhoso e vulnerável:
— Seu Elias... o senhor seria tão bonzinho a ponto de me dar uma massagem rápida nas costas, bem onde a dor ainda está repuxando, como daquela outra vez?
Ali estava eu, deitada de bruços na cama de casal, com a bunda inteiramente aberta e exposta, amparada por um travesseiro macio sob o quadril que elevava ainda mais a minha retaguarda, pedindo descaradamente para o padrinho do meu marido me massagear.
O velhinho engoliu em seco, sentindo o nó apertar na garganta, e murmurou, visivelmente acuado pela própria audácia da situação:
— Minha filha... para fazer isso direito, eu terei que subir na sua cama...
Antes que ele pudesse terminar a frase ou inventar qualquer desculpa moralista para recuar, interrompi-o de imediato, com a voz aveludada e sutilmente imperiosa:
— Não tem problema nenhum, Seu Elias. Pode subir, venha logo, por favor... estou sentindo muita tensão acumulada.
Sem conseguir resistir ao comando, Seu Elias subiu na cama. Como eu estava de bruços e completamente nua da cintura para baixo, ele precisou se posicionar logo atrás de mim, encaixando o corpo de joelhos de forma que quase me encoxava por inteiro. Começou a massagear os meus ombros e a parte superior das costas, mas a rigidez e a tremedeira evidente em suas mãos denunciavam que a sua mente estava em um lugar infinitamente mais distante e pecaminoso do que a minha coluna lombar.
Aquela posição vulnerável, com o meu corpo inteiramente nu e a proximidade obscena dos nossos troncos, estava deixando Seu Elias completamente transtornado. Conforme as mãos calejadas dele desciam pelas minhas costas e contornavam a minha cintura, comecei a sentir algo duro e volumoso pressionando com força contra a parte de trás do meu corpo: era a pica dele, rija como uma estaca de ferro dentro da calça social, fazendo pressão direta e insistente contra a minha buceta.
Eu estava extremamente excitada com aquilo. Mesmo com a barreira do tecido da calça dele, eu sentia o calor daquele volume forçando o meu corpo, e os meus próprios gemidos de falso alívio à massagem serviam perfeitamente como disfarce para o tesão real que me consumia. Na verdade, se não fosse pelo tecido da calça, aquela pica já estaria enterrada inteiramente dentro da minha buceta. Eu sentia a minha intimidade completamente encharcada, derramando um líquido denso e lubrificado que molhava a superfície dos lençóis.
Em um delírio de rendição mútua, Seu Elias começou a cadenciar o movimento das mãos com leves impulsos da bacia, desferindo pequenas e discretas metidas com o corpo contra a minha retaguarda, aproveitando-se da ilusão da massagem terapêutica.
Quando finalmente encerrou os movimentos e retirou as mãos trêmulas de cima de mim, a cena era explícita demais para qualquer disfarce: a calça social dele estava visivelmente molhada e escura na altura da braguilha, e o contorno nítido da cabeça da pica desenhava-se de tão encharcada que ficara com o suor e, principalmente, com o rastro do meu próprio gozo que havia transferido para o tecido durante a fricção.
Sem jeito, com o rosto corado de vergonha, culpa e um êxtase palpável, Seu Elias balbuciou uma despedida apressada, recolheu seus materiais de trabalho às pressas e retirou-se do quarto em disparada, fugindo de volta para o seu apartamento e deixando-me ali, deitada sobre os lençóis amassados, respirando fundo e saboreando o gosto perigoso do poder que eu havia conquistado sobre ele.
O disfarce do padrinho zeloso ruiu de vez após a eletrizante quarta dose e os toques ousados de Seu Elias.
Mas o que parecia o limite da audácia em Rosana é apenas o prelúdio de uma perversão totalmente sem volta.
A lealdade de Alexandre está prestes a desmoronar na aguardada e inevitável quinta aplicação.
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