#Coroa #Teen

Seduzi e dei gostoso pra um Uber

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marizinha

Eu já tinha feito de tudo um pouco no meu quarto. Já tinha gravado vídeo solo, já tinha me acabado com brinquedos, já tinha aberto o cuzinho pro papai diante da câmera. Mas o sótão estava começando a ficar pequeno. Eu queria cenário novo, cheiro novo, risco novo. Queria conteúdo que ninguém mais fazia direito.

Foi então que tive a ideia: uma corrida de aplicativo.

Pedi o carro às dez da noite. Coloquei um vestidinho preto, curto, de alcinha, sem sutiã. Por baixo, só um fio-dental. Cabelo solto, batom vermelho, e o celular já posicionado na coxa, gravando disfarçado. Antes de descer, mandei uma mensagem no canal: *"Hoje o conteúdo é ao vivo e em movimento. Vamos ver se o motorista aguenta."*

Ele chegou em três minutos. Um homem de uns trinta e cinco, barba por fazer, braço grosso apoiado na janela. Me olhou de cima a baixo quando entrei, e aquele olhar já valeu a corrida.

— Boa noite — disse ele, sorrindo de canto. — Tá indo pra festa?

— Pra lugar nenhum — respondi, me ajeitando no banco de trás, deixando o vestido subir mais do que precisava. — Pode ir devagar. Eu tô sem pressa.

— Sem pressa é comigo.

Arrancou. A cidade passava do lado de fora, luzes borradas no vidro, e eu já estava jogando. Puxei o vestido para cima um dedo, fingindo calor. Depois mais um. Cruzei as pernas bem devagar, deixando o vão à mostra, e esperei.

Ele me olhou pelo retrovisor. Depois de novo. Depois uma terceira vez, e na terceira já não disfarçou.

— Desculpa a pergunta — disse ele. — Mas você tá de fio-dental?

— Você tá olhando demais pro banco de trás pra ser motorista.

— Você tá sentada de um jeito que não ajuda.

Ri. Gosto quando o homem entra no jogo.

— Meu nome é Maria — falei, a voz melosa.

— César.

— César, me conta uma coisa. Você já transou dentro do seu carro?

Ele riu, meio sem graça.

— Uma vez ou outra. Mas nunca com passageira.

— Nunca? — me espantei, exagerando. — E se a passageira pedisse?

— Passageira nunca pede. Passageira só senta e desce.

— Então tá na hora de mudar a regra.

Puxei o vestido de vez. Subi ele até a cintura, ali no meio do trânsito, e deixei ele ver o fio-dental preto esticado na minha bunda magrinha. César deu uma freada mais forte do que o necessário e jogou o carro pro acostamento, ligou o pisca e parou.

— Peraí — disse ele. — Você fez isso de propósito.

— Fiz o quê?

— Se mostrou. Aí no meio da rua. Pra me provocar.

— Provocar é comigo — respondi, abrindo as pernas um pouco mais. — A pergunta é se você vai fazer alguma coisa ou vai ficar só olhando.

Ele desligou o motor. Girou o corpo no banco, me encarando de verdade pela primeira vez.

— Maria, deixa eu te falar uma coisa. Se eu entrar aí atrás, não vou querer sair rápido.

— Quem disse que precisa ser rápido?

Ele passou por cima do câmbio e veio. O carro era apertado, o espaço era pouco, e foi justamente isso que deixou tudo melhor. Ele me beijou primeiro — um beijo de homem grande em espaço pequeno, a mão na minha nuca, a boca quente. Depois desceu pro meu pescoço, e a outra mão já estava na minha coxa, subindo.

— Tá quente — ele murmurou, surpreso, quando os dedos acharam o meio das minhas pernas por cima do tecido.

— Tô assim desde que entrei no seu carro.

— Sua safada.

— Xinga mais — pedi, do mesmo jeito que pedia pro papai.

Ele riu contra minha pele e puxou o fio-dental de lado. Desceu os dedos, me abriu, me sentiu. Eu gemi alto, sem vergonha nenhuma, e o barulho ficou preso dentro daquele carro como em uma caixa.

— Molhadinha de verdade — ele comentou, a voz rouca. — Você não tava brincando.

— Nunca brinco.

Ele tirou o pau pra fora. Grosso, duro, subindo pelas laterais da bermuda. Me posicionei, montei no colo dele ali mesmo no banco de trás, os joelhos apertados contra as portas, e afastei a calcinha de lado outra vez.

— Espera — ele segurou meu quadril. — Você vai fazer assim?

— Assim.

— Maria, o carro é pequeno...

— Você falou que não queria sair rápido.

Encaixei e desci. Senti ele me abrir devagar, me preencher até o fundo, e gritei contra o teto do carro. César jogou a cabeça pra trás no encosto e soltou um "porra" comprido, as mãos cravando na minha cintura.

— Apertadinha — ele gemeu. — Você é apertada.

— Magrinha por fora, apertada por dentro. Aproveita que é seu agora.

Comecei a me mover. Rebolava no colo dele como já tinha aprendido, subindo e descendo, esfregando o corpo todo. O vidro embaçou. O carro balançava, e cada vez que um farol passava do lado de fora, a luz cortava a gente e sumia.

— Fala — provoquei, a boca na orelha dele. — Fala que eu sou safada.

— Você é uma safada — ele obedeceu, respirando pesado. — Passageira safada. Entrou aqui só pra isso.

— Só pra isso — confirmei. — Bati o carro só pra te dar.

— Sua puta — ele apertou meu quadril, me puxando mais fundo. — Rebola, sua puta.

Rebolei. E ele começou a subir junto, me encontrando a cada descida, e a gente se fodeu de verdade ali, dois corpos apertados num banco de aplicativo, com o trânsito passando indiferente ao lado. As mãos dele desceram e agarraram minha bunda, abrindo, e um dedo escorregou pro meio, encontrando o cuzinho que o papai já tinha acostumado.

— Esse aqui também? — ele perguntou.

— Esse aí é trabalho de outra corrida.

Ele enfiou um dedo, só pra sentir, e eu gemi alto, apertando por dentro e por fora ao mesmo tempo. Foi o suficiente. César grunhiu, enterrou fundo e gozou, pulsando dentro de mim, os dedos marcando minha cintura. Senti cada jato quente e continuei me movendo até ele acabar, até ele ofegar e soltar o corpo no encosto.

— Agora desce — pedi, sorrindo. — Sua vez de pagar a corrida.

Ele me olhou sem entender.

— Como assim?

Deslizei do colo dele, me ajoelhei no tapete do carro, empurrei o pau ainda molhado pra dentro da boca e chupei até limpar tudo. César segurou meu cabelo e gemeu de novo, e eu senti o gosto dos dois ali, meu e dele, misturado. Foi rápido, gostoso, e quando me sentei de volta no banco e arrumei o vestido, ele ainda estava parado, olhando pro nada.

— Chegamos? — perguntei, doce.

— Aonde?

— Onde você quiser. Eu falei que tava sem pressa.

Ele riu, ligou o carro e seguiu. Não me levou pra nenhum destino. Rodou a cidade por uma hora, e a gente conversou como se fosse encontro, ele me contando da vida, eu mentindo um pouco, omitindo muito. Quando finalmente pedi pra descer, ele recusou a cobrança no aplicativo.

— A corrida foi por conta da casa — disse.

— Errado. Você que foi. — E deixei ele com um beijo no rosto, já descendo.

No dia seguinte, publiquei o vídeo. O áudio estava péssimo, o enquadramento era de coxa, e a tela tremia. Mesmo assim foi o vídeo mais visto da semana. Nos comentários, o povo pedia a parte dois, pedia o rosto do motorista, pedia pra eu fazer em ônibus, em moto, em metrô.

E o melhor: na terça, às onze da noite, tocou meu celular. Era uma corrida. Quando o carro parou, abaixou o vidro e eu vi a barba por fazer.

— Boa noite, Maria — disse o César. — Vim buscar meu conteúdo.

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