O corno pediu pra eu realizar a lista. Parte 2
O Rogério não dormiu na sexta. A parte 1 tinha saído de manhã, e à noite o comentário já tinha virado pedido. Ele sentou na beira da cama, celular apagado no colo, e ficou relendo em voz baixa o que o pessoal tinha escrito. Terceiro homem. Ele limpando. Ela andando. E a frase que não estava no papel da primeira lista: queria me ver cagar. Não em casa, no banheiro, com a porta fechada. Num lugar onde desse pra filmar o chão, a perna, o cu, a sombra, sem a cara dele e sem a minha.
Eu escutei até o fim, deitada de lado, a bunda ainda marcada da dupla da terça. Ele não encostou. Só falou. A voz falhava no meio da palavra “cagar”, como se o próprio pedido já fosse gozo.
— Tu escreveu a lista — eu disse. — O comentário só completou. Se eu for fazer, não é fantasia de meia-noite. É de manhã, antes do teu expediente, com o cu sujo de verdade e tu de quatro. Se tu vomitar, limpa e continua. Se tu proibir no meio, a lista acaba e tu volta a gozar em trinta segundos no escuro.
Ele gozou na mão sem eu olhar. Ouvi o barulho, curto, e o gemido abafado no travesseiro. Patético. Eu dormi de costa. A barriga já estava pesada, porque eu tinha jantado feijão e não ia no banheiro. Era o combinado. Segurar. Chegar dolorida. Soltar na frente dele.
Acordei às cinco e vinte. O quarto ainda escuro, o ventilador batendo, o Rogério já vestido, sentado na cadeira, como se fosse reunião. Tinha separado duas câmeras, a do celular e uma pequena que ele usa no tripé do motel. Toalha no banco de trás. Água. Não tinha lubrificante. Eu não pedi. O item não era foda. O item era ver cair.
— Onde? — ele perguntou.
— Obra parada. Atrás do galpão, em Paulista. Faixa branca, cone laranja, mato na borda. Teu carro de lado, tampando a via. Se passar vigia, tu assume que é visita. Se passar moto, a gente para. O risco é teu também. Tu pediu lugar, não quarto.
Ele concordou com a cabeça. No carro, não falou até a ponte. A mão no volante suava. Eu ia no banco do carona, descalça, vestido fino, sem calcinha, a sola no tapete. A barriga reclamava a cada lombada. Eu apertava e soltava, treinando, sentindo o cu piscar. Ele olhava pelo retrovisor e desviava.
— Tá doendo? — perguntou, na altura do posto.
— Tá. É isso que tu quer ouvir. Segurei a noite inteira. Se tu frear de novo sem necessidade, eu solto no banco e tu lambe o couro.
Ele não freou mais.
O estacionamento da obra estava vazio. Seis e dez. O galpão fechado, uma corrente no portão lateral, o cone laranja tombado perto da faixa, o mato comendo o asfalto. O sol ainda baixo, a sombra comprida. Ele estacionou de lado, como eu mandei, a lataria tampando a visão de quem viesse da via principal. Desci descalça. O chão frio na sola, depois morno. Andei até a faixa branca. Ele ajoelhou com o celular, enquadrando perna, não rosto.
— De baixo. O cu, o chão, a sombra. Se subir pra cara, eu paro.
— Tá enquadrado.
Abri a nádega com as duas mãos. O ar da manhã entrou no meio. O cu empurrou sozinho. Primeiro o peido, longo, quente, o som seco no aberto do pátio, ecoando no galpão. Ele gemeu. Eu não pedi desculpa. Empurrei de novo. A merda veio grossa, brilhante, marrom, saindo devagar, pendendo, o peso puxando a pele do ânus até doer de um jeito bom. Ficou presa um segundo. Eu abri mais. Caiu na faixa, entre os pés, um pedaço grosso, o baque pequeno no asfalto. Outro veio atrás, menor, e caiu ao lado. O cheiro subiu na hora. Forte, quente, de quem segurou de verdade, feijão e suor e manhã. Eu olhei pra baixo e ri.
— Tá aí. Tu queria ver cair. Caiu. Filma a sombra também. Parece que tu já tá de quatro antes de ajoelhar.
Ele filmou. A respiração no microfone. Depois largou o celular no chão, apontado, e ficou de quatro de verdade. Calça aberta, pau pra fora, duro, a cabeça encostando no asfalto frio. Cheirou primeiro. Nariz quase tocando. O nojo passou pela nuca, eu vi o ombro tremer, e a língua saiu mesmo assim. Lambeu a ponta. Mastigou. O barulho era molhado. Engoliu e tossiu.
— Mais — eu disse. — Tu trocou o expediente por isso. Come.
Ele comeu o pedaço maior, devagar, de quatro, igual cachorro, a boca no que tinha caído na faixa. Eu continuei aberta. Um resto empurrou e ficou na borda do cu, quente. Ele subiu com a língua e limpou. Rodou no ânus, engoliu, lambeu a nádega suada, desceu de novo pro chão e pegou o pedaço menor. Gemi sem querer. Não era o pau. Era a língua no cu sujo, a vergonha dele, o risco do portão. Passei a mão na buceta e estava molhada, absurda, no meio do cheiro.
Um carro passou na via. Farol longe. Os dois congelamos. A sombra dele comprida na faixa, o cone laranja imóvel, a minha perna aberta. Ninguém entrou no pátio. Ele voltou a lamber a mancha, o espirro que tinha caído mais à frente, o pau vazando no asfalto sem ele encostar a mão. Gozou assim. Jato no chão, ao lado do que tinha sobrado, gemido abafado, a cara ainda baixa. Eu ri de novo.
— Item riscado. Tu comeu e gozou sem merecer. Levanta. Limpa a boca na camisa. O terceiro tá vindo e tu não pode estar de quatro quando ele chegar.
Ele levantou tremendo. Limpou o queixo. O pau não baixou. Eu andei três passos, descalça, como ele tinha pedido no comentário da parte 1, “ver a mulher cagar e andar”. A merda ficou na faixa. Ele olhou pra trás, quis voltar, eu não deixei.
— Depois. Agora tu filma o que vem. Se tu lamber de novo antes do macho, eu cancelo o pau.
O magro da dupla chegou às sete. Pau comprido, obra, achando que era só anal de manhã. Viu o chão, viu o Rogério de pé com a camisa suja no colarinho, e parou ao lado do cone.
— Porra. É isso mesmo? Cês tão maluco. Se o vigia desce, acaba.
— Não desceu. Tu não precisa dessa parte. Precisa meter. Ele filma. Encosta o carro melhor, se tiver medo.
Quem lê esse tipo de relato até aqui geralmente já sabe onde o resto da lista fica separado, o que não cabe no texto corrido. Eu deixo o caminho no meio, de propósito, pra quem quiser o close e o áudio sem procurar no escuro: https://bit.ly/4dNruEJ . Aqui continua o que aconteceu na faixa.
O magro cuspiu na mão, olhou o cu ainda aberto, e não pediu banho. Eu debrucei no capô, vestido na cintura, pé descalço no pneu. Ele empurrou. Entrou fácil demais na cabeça e doeu no fundo, porque o comprimento batia onde a merda tinha saído. Eu peidei na pica, curto, quente, e ele não tirou.
— Tua mulher fez isso no asfalto e tu filma eu metendo no mesmo cu. Fala, corno.
O Rogério demorou. A voz saiu rouca.
— Tô filmando. Pode meter.
— Fala direito.
— Minha mulher cagou na faixa e tá tomando pau. Eu só registro.
O magro segurou a cintura e meteu até a base. Cada estocada eu sentia o asfalto frio na sola e o pau quente no reto. Gemi alto, depois baixo, com medo do galpão. Gozei com dois dedos na buceta, o cu agarrando, outro peido curto escapando no meio do gozo. Ele riu, xingou, e gozou dentro. Quando tirou, a porra desceu misturada, quente, na coxa, um fio até o joelho. O cu não fechou. Ficou rosado, aberto, brilhando no sol baixo.
— Agora o item que faltou — eu disse, sem virar a cara pra câmera. — Tu chupa o pau que saiu de mim. Não o cu. O pau. Ele deixa, se tu pedir.
O magro olhou o Rogério. Não zombou alto. Só segurou a base e esperou. O Rogério ajoelhou no asfalto, ao lado da mancha. Abriu a boca. Chupou a cabeça devagar, gosto de cu, de porra, do que tinha saído antes. O magro segurou o cabelo um segundo, só pra humilhar, e soltou. Eu filmei de lado, com o meu celular, a boca do corno, não a cara do macho. Ele chupou até limpar. Levantou com o olho vermelho.
— Isso eu não posto.
— Posta o que aguentar. O resto é parte 3.
O magro foi embora sem café. Disse que voltava se eu chamasse os três, mas que no chão ele não comia. Respeitei. Cada um tem o limite. O do Rogério tinha acabado de mudar de lugar.
No carro, voltando, ele perguntou se eu tinha nojo. O ar condicionado não tirava o cheiro. Eu repeti o que disse na parte 1, porque continua verdade. Não tenho nojo. Tenho tesão de ele não servir e mesmo assim ficar. Se chorar e proibir, acaba. Se filmar e calar, eu risco o resto. Ele calou. Beijou o próprio pulso, onde tinha encostado a boca, e dirigiu olhando a faixa.
Em casa, tomei banho sozinha. Ele ficou na porta, sem entrar, ouvindo a água, o pau duro de novo. Eu não chamei. Queria ele assim até a noite, pensando no cone, na sombra, no baque pequeno no asfalto. Quando saí, ele tinha escrito num papel novo, letra torta: shopping, último piso, de manhã cedo; três machos, ele no chão no meio; gozada na boca dele, não só o pau limpo. Eu li e não risquei nada. Deixei o papel na mesa.
A parte 3 sai quando o comentário disser a ordem. Shopping primeiro, ou os três juntos. Eu leio. Ele lê. E filma melhor quando sabe que tem gente esperando o close do que caiu na faixa.
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