Amor maternal
Sou negra e fui barriga de aluguel, nasceu um menino branco de olhos azuis, amo tanto que nunca deixei de amamentar. Mesmo ele já sendo adulto.
Olá me chamo Regina, atualmente tenho cinquenta anos, sou negra, cabelo crespo.
Minha história começa quando eu tinha vinte e três anos, minha patroa Stella havia feito uma proposta para mim, eu era uma faxineira, ela dizia que eu era de confiança e muito responsável, o que levou ela a me fazer a proposta, ela me ofereceu $10.000 para ser barriga de aluguel, na época era grana o suficiente para eu e minha família arrumarmos uma casa e sair do aluguel. Stella ela era empresária, não tinha marido mas queria um filho, para não passar pela gestação o'que ela dizia que iria atrapalhar a vida corrida que ela levava ela fez uma fertilização in vitro e o óvulo fecundado foi implantado em mim.
Eu comecei uma vida totalmente nova, eu não era mais uma simples faxineira que morava em um bairro pobre em uma casa de aluguel com meus pais, Stella disse que durante a gestação e os primeiros meses eu iria morar com ela no condomínio, no começo eu achei estranho, ela contratou outra faxineira a única coisa que eu tinha que fazer era descansar e seguir o acompanhamento médico e a dieta que ele passou, íamos pro shopping comprar coisas pro bebê, roupas pra mim quando a barriga começasse a crescer.
Nos primeiros meses eu achava que era só um dinheiro fácil, que eu só tinha que ficar nove meses carregando uma criança e depois que o acordo acabasse eu voltaria a vida normal, mas coisas iam acontecendo, eu comecei a sentir a criança no meu corpo, sentia quando ele dormia, acordava, dava chutes até conversava com ele e quando dei por mim eu já havia pegado afeto e amor.
No último mês, minha barriga estava bem grande e eu já estava produzindo leite, mas nada desse menino sair, eu até dizia que lá dentro devia estar muito gostoso, mas que todos queriam conhecê-lo. Depois que ele resolveu nascer, Stella me levou correndo para o hospital, o parto natural me deixou bem cansada acho que nunca suei tanto na vida, dizem que os bebês guardam na memória as primeiras coisas que sentem, quando João nasceu e me deixaram segura-lo devido ao suor no meu corpo meu cheiro foi a primeira coisa que ele guardou na memória, e assim que eu o segurei ele parou de chorar no mesmo instante.
Nos primeiros meses eu cuidava como uma mãe, eu estava produzindo mais leite que uma vaca, porque esse menino estava sempre com fome, e não adiantava mamadeira, ele só queria do peito, o cheiro da minha pele junto ao gosto do leite o satisfaziam e o acalmavam, nem cólica adiantava, era só trazer pra mim que resolvia o choro.
Mas havia uma coisa que não me incomodava, mas as pessoas sempre olhavam com cara de curiosidade ou estranhando uma mulher negra que havia dado a luz e amamentando um menino branco de olho azul, mas nada me abalava estar com meu menino era o que me deixava bem.
Stella parecia ter tido filho mais por status, as amigas tinham e ela quis um, mas se fosse pra ela tomar conta do João o menino estaria perdido, ela amava ele, mas era muito vaidosa e também amava muito a si mesma, então já havia se passado o tempo do acordo, eu gerei, cuidei no começo e agora era com ela, mas assim que eu fui, fiquei tão mal sem ele, eu dormia e acabava passando a mão na barriga sem perceber, até minha mãe percebeu que eu não estava bem, foi quando Stella me ligou pedindo socorro, o menino já não dava paz, foi então que ela fez outra proposta, eu seria babá ganharia bem mais que uma babá comum mas ficaria com ele, eu não pensei duas vezes, fui morar lá de novo para ficar com meu menino.
Os anos se passaram mas João nunca perdeu um hábito, eu ainda o amamentava, o corpo da mulher produz leite por causa do hormônio “prolactina” quanto mais prolactina mais leite a mulher produz, isso também vai depender da dieta alimentar da mulher e do estímulo no bico do peito, enquanto a criança mama o corpo da mulher entende que precisa continuar produzindo leite, e como João mamava várias vezes ao dia por um longo período eu chegava a produzir quase um litro e meio por dia, ele procurava meu peito por qualquer motivo, se estivesse chateado, irritado, com dor, alegre, ansioso ou as vezes só por vontade mesmo. Foi uma amamentação bem prolongada eu morei com eles até João fazer 15 anos e mesmo assim sempre bebia meu leite direto do peito, depois que fui embora, para não deixar meu menino sem meu leite eu usava uma máquina, uma bombinha elétrica para tirar leite, e guardava as garrafinhas na geladeira, todo dia ele vinha aqui e pegava, não teve um dia que ele parou de beber meu leite ou sentir meu cheiro.
Quando ele fez vinte e cinco anos já formado e trabalhando na empresa da mãe dele, ele foi morar sozinho, até que um dia na minha casa como todo fim de tarde ele ia lá para mamar no meu peito, ele me chamou para morar com ele, disse que estava ruim morar sozinho e me queria de volta sua “mãe” basicamente como ele me chamava depois que fui morar com ele, eu não era casada e nem tive filhos de sangue então fui morar com meu menino na casa dele. Nossa relação de mãe e filho é tão forte que temos hábitos, eu cuido da casa, amamento sempre, ele fica mais de vinte minutos sugando o bico escuro do meu peito e bebendo leite e tem uma coisa que ele pede além do leite é que eu não use perfume ou desodorante enquanto cuido da casa e saio para caminhar, ficar bastante suada ele gosta do meu cheiro, principalmente quando está bem forte, fico bem fedida então eu sempre faço isso por meu menino, outro ritual é o jeito de dormir, sempre dormimos pelados com ele mamando o bico escuro do meu peito, ao todo durante o dia e antes de dormir ele costuma beber quase um litro por dia.
Eu costumo me olhar no espelho vejo meus seios fartos e caídos por todos esses anos de amamentação ininterruptos e me orgulho deles, sempre a disposição de alimentar meu filho.
Um outro hábito é às vezes fazer uma brincadeira, eu fico bem suada durante o dia, e quando ele chega eu passei o dia limpando a casa caminhando no calor para ficar o mais fedida possível, fico pelada debaixo do edredom para ficar com o corpo inteiro molhado de suor, ele vem para o quarto fica pelado entra em embaixo da coberta sentindo meu cheiro e minha pele negra ensopada, ele fica mamando meu no meu peito e fingindo que está no meu útero de volta, eu canto para ele, escuto ele engolir o leite e ver sua carinha de prazer enquanto sente meu cheiro, eu sei que sou a mãe mais feliz do mundo, um rapaz branco de olho azul, e uma coroa negra com peito caído, quem vê jamais imagina que de uma certa forma nosso cordão umbilical jamais foi cortado e que estarei sempre aqui pra cuidar do meu filho.
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Comentários (1)
metzner88: adoro uma mamae lactantet metzner88 ttttttttttttttttttttt
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