Esposa e filha: sofrendo na mãos de bandidos na prisão 3
A próxima visita foi marcada para duas semanas depois. O tempo dentro da cela havia se tornado uma tortura silenciosa — Caveira me mantinha isolado, alimentando-me apenas com migalhas de esperança e ameaças constantes. O celular clandestino aparecia esporadicamente, sempre com novas fotos de minha família, sempre com novos bilhetes deixados na caixa de correio.
Quando o guarda me chamou para a sala de visitas íntima novamente, notei algo diferente em seu olhar — uma pontada de lástima, talvez, ou nojo. Não consegui identificar. A porta se abriu e Helena entrou.
O que vi me gelou o sangue.
Ela não estava apenas abalada — estava destruída. O vestido que usava, um simples vestido preto, parecia desalinhado, como se tivesse sido vestido às pressas. Seus cabelos loiros, normalmente bem cuidados, estavam desgrenhados, com mechas grudadas ao rosto por uma substância que não ousava identificar. A maquiagem que ela raramente usava estava borrada em torno dos olhos vermelhos e inchados. Mas foi o olhar — vazio, distante, como se parte dela tivesse ficado para trás em algum lugar horrível — que me fez sentir as pernas ceder.
— Helena... — consegui murmurar.
Ela não respondeu imediatamente. Apenas caminhou até a cama e sentou-se, as mãos tremendo violentamente. Quando finalmente levantou os olhos para mim, as lágrimas começaram a fluir silenciosamente.
— Eles vieram... — sua voz saiu como um sussurro quebrado, quase inaudível. — Bettina... ela voltou. Mas não estava sozinha.
Eu já sabia. Senti o estômago revirar enquanto me aproximava, sentando ao lado dela, segurando suas mãos geladas nas minhas.
— Conte-me — implorei, embora cada fibra do meu ser gritasse para não ouvir.
Helena engoliu em seco, a garganta fazendo um som seco e doloroso. Ela começou a falar, a voz monótona, distante, como se estivesse descrevendo um filme que assistira em vez de sua própria vida.
— Foi na terça-feira. As meninas estavam em casa — Marina tinha faltado à faculdade por causa de uma gripe, e Lara estava no quarto dela, estudando. Eu estava na cozinha quando ouvi a campainha. Pensei que fosse a vizinha...
Ela fez uma pausa, respirando com dificuldade.
— Quando abri o portão, Bettina entrou. Mas atrás dela... havia cinco homens. Grandes, tatuados, armados. Eles entraram rápido, taparam minha boca antes que eu pudesse gritar. Bettina trancou o portão e disse... disse que era hora de "gravar o primeiro episódio".
Helena começou a tremer violentamente. Eu a abracei, sentindo seu corpo rígido contra o meu.
— Eles me arrastaram para a sala. Bettina foi até o quarto de Marina e a trouxe à força. Minha filha... ela estava em pijama, assustada, sem entender nada. Quando viu os homens, começou a gritar, mas um deles... um deles deu um tapa nela. Ela caiu no chão.
Eu sentia as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, mas Helena continuava, agora com uma estranha determinação, como se precisasse expurgar aquilo de dentro de si.
— Eles nos obrigaram a ficar de quatro, lado a lado, eu e Marina. Bettina montou uma câmera no tripé e disse que estávamos fazendo história — que íamos ser estrelas. Um dos homens, um negro enorme, com cicatrizes no rosto... ele foi o primeiro. Ele agarrou meu cabelo e...
Ela parou, engasgando-se com as próprias palavras.
— Ele me forçou a chupá-lo primeiro. Disse que precisava "quebrar a garganta da putinha". Quando eu hesitava, ele apertava minha traqueia até eu não conseguir respirar. Eu fazia... eu fazia porque não tinha escolha. Marina estava ao meu lado, chorando, enquanto outro homem fazia o mesmo com ela.
Helena olhou para mim, os olhos cheios de um horror indescritível.
— Eles queriam que nós... que nós nos beijássemos enquanto eles... enquanto eles nos usavam. Diziam que isso aumentava o valor do conteúdo. "Mãe e filha putas" — era assim que chamavam.
Ela descreveu cenas que queimavam minha mente — os cinco homens se revezando, a violência crescente, a forma como Bettina dirigia tudo como uma diretora de cinema pornô, dando instruções sobre ângulos de câmera, sobre como posicionar os corpos para melhor visualização.
— Um deles... o que eles chamavam de "Caveirão"... ele foi o pior. Ele não se contentava em apenas... em apenas nos penetrar. Ele queria machucar. Ele usou objetos — garrafas, o cabo de uma vassoura que estava perto da porta. Ele dizia que precisava "preparar nossos buracos" para o conteúdo do OnlyFans.
A voz de Helena se tornou um gemido.
— Ele fez dupla penetração em mim, Marcos. Com outro homem. Eles entravam ao mesmo tempo, um por trás e outro na frente, e Bettina filmava de perto, comentando como meu cu estava "bonito sendo esticado". Eu gritei... eu gritei tanto que perdi a voz. Marina também. Eles fizeram a mesma coisa com ela, ao meu lado. Mãe e filha sendo... sendo rasgadas juntas.
Ela mostrou as mãos — havia marcas de unhas nos pulsos, cortes que pareciam defensivas.
— Quando achávamos que tinha acabado, eles começaram a... a se aliviarem em nós. Não só nos corpos — na nossa boca, no nosso rosto. Bettina dizia que os "fãs pagavam mais por golden shower". Eles mijaram em nós, em cima de nós, obrigaram Marina a abrir a boca enquanto...
Helena não conseguiu continuar. Ela se dobrou sobre si mesma, soluços violentos sacudindo seu corpo. Eu a segurava, sentindo minha própria sanidade se despedaçar a cada palavra.
— Eles gravaram tudo — ela finalmente conseguiu dizer. — Bettina mostrou o perfil que já criaram. "Família Submissa Oficial", algo assim. Já tinham fotos nossas, informações... disseram que venderiam os vídeos por assinatura, que quanto mais "extremo" fosse o conteúdo, mais dinheiro fariam. E que... e que se não fizéssemos o que mandassem, enviariam os vídeos para os contatos das nossas filhas, para a escola de Lara, para o trabalho dos nossos parentes.
Ela levantou o olhar para mim, e eu vi algo morrer dentro dela.
— Eles vão voltar, Marcos. Bettina disse que a próxima "sessão de gravação" será na sexta-feira que vem. E que dessa vez... dessa vez eles querem que Lara participe também. Disseram que "novinha vende mais".
O silêncio que se seguiu foi o mais pesado da minha vida. Eu a abracei, sentindo seu corpo frágil contra o meu, sabendo que não havia nada que eu pudesse fazer daquela cela, sabendo que cada segundo que passava minha família estava sendo destruída por homens que eu não podia tocar, protegidos por um sistema que me havia engolido e cuspido como nada.
— Eu vou sair daqui — prometi, embora soubesse que era uma promessa vazia. — Eu vou encontrar um jeito.
Helena apenas assentiu, mas seus olhos diziam que ela já não acreditava em mais nada. Que a mulher forte e atlética que ela fora havia sido quebrada, reduzida a um objeto para o prazer de monstros, e que cada visita minha apenas servia para lembrá-la do quanto havíamos caído.
Quando o alarme soou, indicando o fim da visita, ela se levantou devagar, ajeitando o vestido com movimentos mecânicos, desprovidos de graça.
— Eles mandaram isso para você — ela disse, entregando-me um pen drive escondido na palma da mão. — Bettina disse que você precisa "ver o trailer do que está por vir".
Ela me beijou na bochecha, um gesto vazio, e saiu. Eu fiquei sentado na cama, segurando o pen drive como se fosse uma cobra, sabendo que aquilo que havia dentro destruiria o que restava de mim.
Mas também sabendo que não tinha escolha a não ser assistir. Porque era tudo o que me restava — o conhecimento do horror, a impotência do cativeiro, e a certeza de que, enquanto eu estivesse trancado ali, eles possuíam minha família de corpo e alma.
Voltei para a cela com o pen drive queimando na palma da minha mão, escondido na dobra da roupa. Caveira me observava do canto, um sorriso presunçoso estampado no rosto tatuado. Ele sabia. É claro que sabia. Provavelmente fora ele quem mandara Bettina entregar aquilo.
— Parece que a visita foi produtiva — ele comentou, dando uma tragada longa no cigarro. — Sua mulher contou as novidades? Mostrou os bastidores do nosso novo empreendimento?
Eu não respondi. Apenas me arrastei até meu canto, tentando esconder o dispositivo dos olhos curiosos dos outros presos. Mas era impossível. Tonhão já se aproximava, seu corpo imenso bloqueando a luz fraca da cela.
— O que você tá escondendo aí, corninho? — ele ronronou, a voz grave ecoando nas paredes de concreto. — Deixa eu ver.
— É... é só um pen drive — tentei disfarçar, mas minha voz saiu trêmula.
Caveira riu, um som seco e cruel.
— Deixa ele, Tonhão. Ele precisa ver sozinho primeiro. Precisa entender bem o que é dele agora. — Ele se levantou, caminhando até mim, e abaixou-se para sussurrar no meu ouvido. — Assiste hoje à noite. Quando as luzes apagarem. E quando acabar... a gente conversa sobre o próximo episódio.
A noite não chegava rápido o suficiente. Deitei no beliche, o corpo rígido de tensão, enquanto os outros presos roncavam ou conversavam em sussurros. Quando finalmente as luzes do corredor se apagaram, deixando apenas a iluminação azulada de segurança, eu me enfiei debaixo do cobertor fino e tirei o pen drive.
Tinha um pequeno aparelho celular clandestino que Caveira me "emprestava" ocasionalmente — para que eu pudesse "manter contato com a família", como ele dizia, rindo. Conectei o pen drive no adaptador e liguei o celular no volume mínimo.
A tela iluminou meu rosto no escuro.
O vídeo começava com uma contagem regressiva tosca, escrita em fonte vermelha: "FAMÍLIA SUBMISSA - EPISÓDIO 1: APRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS". A imagem tremia, depois focava em minha sala de estar. A câmera estava posicionada estrategicamente, captando o sofá de frente.
Helena aparece primeiro, arrastada por dois homens. Ela está em pijama, um conjunto simples de algodão que eu reconhecia — o mesmo que ela usava quando estávamos juntos em noites tranquilas. Só que agora estava rasgado, sujo de terra. Seus olhos estão arregalados, o medo palpável mesmo através da tela pequena.
— Diz oi para os fãs, putinha — a voz de Bettina sai de fora da tela, seguida por uma risada. — Hoje é dia de estreia.
Eles a jogam no sofá. Segundos depois, Marina é arrastada da mesma forma. Minha filha está de camisola branca, o cabelo ruivo solto e desgrenhado. Ela está chorando silenciosamente, o corpo tremendo.
— Olha só, gente — Bettina entra no quadro, segurando a câmera agora, fazendo um close nas duas. — Mãe e filha. A loirinha musculosa e a ruivinha novinha. Quem aí quer ver elas se divertirem juntas?
O chat ao lado do vídeo — era uma transmissão ao vivo, percebo agora — explode com mensagens. Nomes de usuários obscenos, pedidos explícitos, valores em dólares sendo mencionados.
O que se segue é um pesadelo de três horas compactado em um arquivo digital.
Eles forçam Helena e Marina a se beijarem primeiro. Quando hesitam, um dos homens — o gigante negro que Helena mencionara — dá um soco na barriga de Marina, fazendo-a dobrar de dor. Helena grita e se joga sobre a filha, protegendo-a, mas isso é exatamente o que querem.
— Que tocante — o homem conhecido como Caveirão ri, mostrando um sorriso cheio de ouro. — A mãe coroa protegendo a filha. Isso vai render bastante gorjeta.
Ele agarra Helena pelo cabelo e a arrasta para o chão, forçando-a de quatro. A câmera foca em seu rosto contorcido de dor e humilhação enquanto ele começa a penetrá-la por trás, sem preliminares, sem lubrificação além da saliva que ele cospe em si mesmo. O som que ela faz — um gemido agudo, animal, de dor pura — faz meu estômago revirar.
Ao mesmo tempo, outro homem se aproxima de Marina. Ela tenta fugir, engatinhando para longe, mas ele pisa em sua mão, fazendo-a gritar. Ele a vira de costas e começa a fazer o mesmo, enquanto Bettina dá instruções de câmera.
— Zoom no rosto dela! Os clientes querem ver a expressão da putinha enquanto perde a virgindade do cu.
Eles se revezam. Durante horas. A câmera nunca para de filmar, captando cada ângulo, cada detalhe. Dupla penetração, como Helena descrevera — um homem na frente, forçando-a a engolir até a garganta, outro atrás, rasgando seu ânus com movimentos violentos. O sangue aparece, brilhante e vermelho, e Bettina comenta: "Isso é ouro, isso é ouro, os feticheiros de sangue vão pagar uma fortuna".
Marina não está em melhor estado. Eles a amarram à mesa de centro, de bruços, e usam objetos — garrafas, como Helena dissera, e depois algo que parece um cabo de vassoura, e finalmente os próprios punhos. A câmera foca na dilatação forçada, na carne vermelha e exposta.
Quando acham que ambas estão suficientemente "quebradas", vem a fase final. Os cinco homens se reúnem ao redor, masturbando-se, enquanto Bettina segura as duas pelo cabelo, forçando-as a olharem para cima, para a câmera.
— Pedem para os fãs darem joinha — ela ordena, e quando hesitam, dá um tapa forte no rosto de Helena. — Fala!
— D-dêem joinha... — Helena sussurra, a voz irreconhecível.
— E digam que querem mais! — Bettina ri.
— Queremos mais... — Marina repete, mecânica, os olhos vazios.
O que se segue é uma chuva de fluidos. Eles mijam primeiro — nos rostos, nos cabelos, nos corpos nuas e machucadas. Depois vêm as ejaculações, uma após outra, cobrindo as duas de sêmen, enquanto os homens riem e comentam sobre "marcar território".
O vídeo termina com uma imagem estática: Helena e Marina abraçadas no chão, cobertas de fluidos e sangue, enquanto o texto aparece na tela: "PRÓXIMO EPISÓDIO: A CAÇULA ENTRA PARA O ELENCO. NÃO PERCAM."
Desliguei o celular, sentindo o gosto de bile na boca. O silêncio da cela parecia ensurdecedor agora. Mas não durou.
— Gostou do filme, corninho? — a voz de Caveira veio do escuro. Ele não estava dormindo. Nenhum deles estava.
Tonhão riu, um som grave que sacudiu o ar.
— Aquela ruivinha é uma delícia — ele comentou, a voz cheia de lascívia. — Mal posso esperar para ver a caçula também. Bettina disse que ela é mais apertada ainda.
— S-sábado — consegui dizer, a voz falhando. — Bettina disse que vão buscar Lara no sábado.
— É, vai ser especial — Caveira concordou, e ouvi o som dele se mexendo no beliche acima. — A gente já reservou um estúdio melhor. Iluminação profissional, câmeras 4K, o pacote completo. A caçula vai fazer sucesso. "Novinha inocente destruída pela gangue" — esse título sozinho vai pagar nossa aposentadoria.
Eu queria gritar, queria atacá-lo, mas meu corpo não respondia. Estava paralisado, quebrado, assistindo ao meu próprio inferno se desenrolar em pixels e bytes.
— E sabe o que é o melhor? — Caveira continuou, a voz cheia de gozação. — Sua esposa já concordou em ser a "produtora executiva". Bettina mostrou o contrato. Ela assinou, Marcos. Assinou com sangue, literalmente. Disse que faz o que for necessário para proteger as filhas.
— M-mentira — eu sussurrei.
— Verdade — ele rebateu. — Amanhã, durante o banho de sol, vou te mostrar o contrato. E aí você vai entender: você não é mais o cabeça da família. Você é só o corno que financia nosso império pornô. E se você não começar a cooperar — a fazer algumas ligações para seus contatos ricos lá fora, arranjar investidores para nosso conteúdo premium — a gente muda o roteiro. Ao invés de só filmar... a gente começa a vender as partes. Rim, fígado, coração. Sua filha tem órgãos valiosos, sabia?
Ele riu, e os outros riram com ele.
Eu fiquei ali, deitado no escuro, o pen drive ainda quente na mão, sabendo que o sábado estava a dois dias de distância. E que desta vez, não haveria nada que eu pudesse fazer para impedir.
A única coisa que me restava era a promessa vazia da advogada Fernanda — prisão domiciliar, liberdade, justiça. Mas enquanto isso, no mundo real, fora dessas paredes, os monstros já tinham minha família. E estavam apenas começando a se divertir.
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Comentários (1)
Jannio: Você absorveu hentai demais cara e isso ai tudo é meio gratuito num é não, seu fetiche esta mais voltado a violência em si doque ao ato sexual.
Responder↴ • uid:1dvfahx0elkc