#Corno #Traições

O Recesso Pt. 1

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Nobreak

Essa história narra os males de ser um banana na vida acompanhe.

Eduardo, vulgo Dudu, e Mônica viviam no Rio de Janeiro.
Dudu espremia sua rotina em um apartamentozinho conjugado no Centro, aquele cubículo era o maximo que seu salário podia pagar, era ali que ele e Mônica sua namorada se escondiam aos finais de semana, numa caminha mixuruca, com uma tv maiorzinha d esegunda mão, cozinha americana e o velho ventilador de guerra que salvava ou tentava salvar do calor constante. Ele era assistente de logística na transportadora GLE1, passava os dias imerso em planilhas, planificando rotas de caminhões e engolindo sapos para garantir seu bônus de fim de ano.
Enquanto isso, no topo da cadeia alimentar da transportadora, estava Geraldo, mais conhecido como Dedão. Dedão era um quarentão imponente, de pele negra retinta e um magnetismo agressivo. Ele sabia exatamente o poder que o dinheiro e a posição lhe davam. No escritório, quando ele passava pela mesa de Dudu e via no porta-retrato a foto de Mônica, sua rola engrossava dentro da cueca e seus olhos afiados pareciam despir a garota de suas roupas.
Mônica, por sua vez, ainda não morava com Dudu, ela vivia em Santa Teresa com sua madrinha, Dona Ofélia, a quem chamava carinhosamente de Dinda. Ofélia era uma mulher interesseira e prepotente que havia sido cafetina e piranha na juventude, mas que hoje contava com uma merreca de aposentadoria e só vivia de bolsos vazios, ela gastava sua energia tentando fazer a cabeça da afilhada Mônica, a quem chamava carinhosamente de "Momozinha".
Para Ofélia, Dudu era um "verme, sem ter onde cair morto". Ela não perdia uma única oportunidade de detonar o rapaz, naquele dia no café da manhã:
— Momozinha, meu anjo, juventude e beleza como a sua a gente não joga fora como você esta fazendo não meu bem! Bom mesmo é um macho rico que possa te bancar no luxo. Olha o filho da vizinha o Alexandre, engenheiro na Barra... Isso sim é que é partido.
Mônica não respondia sua Madrinha, ela era uma boa filha e jamais iria retruca-la, Ela amava Dudu, mas a pressão psicológica da Dinda plantava sementes de dúvida em seu coraçãozinho, pois ela também desejava, conforto, luxo e usufruir de coisas boas na vida. Mônica ainda não trabalhava, ela cursava estética em Copacabana, cercada por garotas ricas, e secretamente invejava os privilégios de suas colegas.

A oportunidade de ouro surgiu na penúltima semana de dezembro. Dedão chamou Dudu em sua sala da diretoria — uma sala com vista panorâmica, poltronas de couro legítimo e disse:
— Dudu, o ano foi duro, mas você segurou as pontas na logística — disse Dedão, sentando-se na borda da mesa, exibindo um relógio de ouro que reluzia sob as luzes dicroicas. — Vou descer para minha casa em Angra no recesso. Tem muito espaço. Quero convidar você e sua namoradinha para irem junto com alguns outros funcionarios d eminha confiança, como é o nome dela mesmo?
— Mônica, chefe... — Dudu gaguejou, o coração disparando com a chance de ouro de se aproximar do patrão e garantir a tão sonhada promoção a supervisor.
— Isso, Mônica. Leve a Mônica.
Quando Dudu contou a novidade para Mônica no conjugado do Centro, os olhos dela brilharam. Era a chance de fugir do calor do asfalto e, principalmente, das cobranças de Ofélia. Ao saber da viagem, a Dinda mudou de tática imediatamente. Ela não viu Dudu na jogada; viu a oportunidade de Mônica circular no ambiente de homens com posses e disse:
— Vá, Momozinha. Mas usa esses biquínis aqui querida que eu tava guardando para te dar de natal. Mostre todo o seu valor e o quanto você é linda, minha princesa.
A viagem de carro até Angra dos Reis foi preenchida pela ansiedade de Dudu e pela expectativa silenciosa de Mônica, que vestia uma minissaia xadrez vermelha com preto e uma camiseta babylook da heroina de quadrinhos SexyHot, já sentindo o clima litorâneo. Quando o Palio da empresa que Dudu havia pego emprestado, cruzou os portões do condomínio fechado e parou diante da enorme cada de praia do Dedão, de frente para o mar, o choque de realidade foi imediato.
Dedão e alguns outros funcionarios ja estavam ma área da piscina comendo churrasco e exibindo o peitoral forte e peludo. Seus olhos ignoraram Dudu quase por completo e se fixaram nas pernocas roliças e bronzeadas de Mônica que saíam do carro. Um sorriso lento desenhou-se no rosto do chefe.

Dudu saiu primeiro do carro, limpando o suor da testa na manga da camisa, tenso, com o sorriso de quem pedia permissão para existir naquele espaço, mas quando ele abriu a porta do carona, o tempo ali pareceu desacelerar para os homens.
Mônica colocou as pernas para fora. As pernocas roliças e bronzeadas, acentuadas pela minissaia xadrez vermelha com preto, contrastavam perfeitamente com a babylook justa da SexyHot, que marcava o desenho de seus seios fartos e redondos denunciando a ausência de um sutiã. O visual pega-macho, planejado milimetricamente por Dona Ofélia, era de tirar o fôlego. Mônica ajeitou a saia com as duas mãos, um gesto inocente tentando descer um pouco a saia para ficar menos erótica doque parecia.
Os olhos de Dedão desceram pelas pernas dela, subiram pela cintura fina e se fixaram nas tetas suculentas de Mônica. A rola dele, já acostumada a pulsar só de olhar para o porta-retrato na firma, respondeu instantaneamente ficando evidenciada em sua sunga de cor cinza. Ele abriu aquele sorriso lento, predatório, e caminhou na direção deles com passos calmos e imponentes.
— Que bom que chegaram! Finalmente que delícia — a voz de Dedão ecoou grave, enquanto Dudu estendia a mão para seu Chefe, ele o ignorou completamente e disse: — Você deve ser a famosa Mônica? Qie saúde hein!
Mônica estendeu a mão para cumprimeta-lo mas ele a envolveu num abraço rapido de urso. Não era oque ela esperava ao conhecer o chefe do namorado a quem ele pintava como uma figura estoica e intransigente, mas oque a incomodava naquele instante era um certo volume cutucando suas coxas e o peito largo daquele homem amassando seus seios e deixando a sua camiseta empregnada do suor dele.
— Prazer, meu anjo, eu sou o Geraldo, mas pode me chupar o Dedão... Digo chamar de Dedão (risos). Prazer senhor Dedão, o Dudu fala muito do senhor — ela disse, usando um tom timido e constrangido pelo contato repentino. As palavras da Dinda ("Mostre todo o seu valor, minha princesa") ecoavam em sua mente, misturadas à lembrança das garotas ricas de Copacabana que ela tanto invejava.
Dudu, surpreso, mas ponderado disse em tom humilde e prestativo:
— Chefe, muito obrigado pelo convite mesmo, estamos honrados de estar aqui. Onde a gente pode deixar as malas? E se precisar de ajuda com o carvão ou com as bebidas, pode falar que eu ajudo.
Dedão soltou uma risada alta enquanto permanecia com uma das mãos apertando a cintura de Mônica, junta a seu corpo.
— Relaxa, Dudu. Você tá de recesso. As malas podem ir pro quarto de hóspedes do segundo andar, o último do corredor. Mônica, minha gostosa, se quiser ir subindo para se trocar e botar um biquíninho para aproveitar a piscina, fica à vontade. A casa é sua!
Enquanto Dudu pegava as mochilas pesadas no porta-malas do Palio e subia as escadas, Mônica caminhou logo atrás dele, mas sentiu quando Dedão deu um leve tabefe em sua bunda, sorrindo e junto com outros dois funcionários a olhava adentrar na casa e ela apenas sorriu sem graça. Eles assistiam a tudo com os olhos cravados no balanço de sua minissaia e no rebolado de sua bunda esbelta a cada degrau que ela subia.
Lá embaixo, na área da piscina, Dedão virou o resto do seu uísque de uma vez só, sentindo o calor do álcool descer junto com o desejo que já queimava dentro dele. O recesso estava apenas começando.
Continua...

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