#Bissexual #Lésbica #Teen #Traições

Cap 6 - Rayanne em Dia de Formatura (spin-off)

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CassDS

Depois que saí da oficina do Thiago com a mochila nas costas e me tranquei naquele alojamento estudantil da universidade, eu virei um bicho solto no mundo.

Durante quase dois anos, eu vivi a fase mais desgovernada da minha vida. Eu tinha 20, 21 anos, um corpo violento que chamava atenção em qualquer rodinha de cerveja e uma curiosidade que parecia não ter fundo. Peguei gente pra caralho. Rsrs. Peguei estudante de história de cabelo enrolado, peguei professor substituto no banco de trás de um Corsa, peguei menininha tímida de letras que tremia só de eu encostar a mão na coxa dela e peguei veterana metida a intelectual que virava um capacho gemendo na minha cama de solteiro do alojamento.

Só que, conforme os meses foram passando, uma coisa muito esquisita começou a acontecer comigo.

Transar com homem começou a perder a graça. Não era birra, não era discurso político de DCE, não: era a cama mesmo. Homem, com raras exceções, tem uma preguiça biológica que me dava nos nervos. Eles chegam afobados, acham que chupar cinco minutos é um favor dos deuses, enfiam o pau com aquela pressa de bater ponto de fábrica e, quando gozam, viram pro lado com cara de quem desarmou uma bomba atômica. Aquilo foi me dando um tédio... uma canseira. Eu olhava pro cara suando em cima de mim e pensava: *"Meu Deus, que perda de tempo. Minha mão faz melhor em três minutos"*.

Com mulher, a conversa era outra. A mulher sabe onde dói, sabe onde arrepia, sabe a hora de acelerar a língua e a hora de deixar o ar queimar devagarzinho na pele. O toque feminino tem uma eletricidade que homem nenhum alcança, por mais forte que seja a pegada.

E no meio de toda essa minha farra universitária, existia uma sombra que nunca saía do meu radar: a Carol.

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A Carol tinha se formado um ano antes de mim. Tinha entregado o TCC com nota dez, já estava trabalhando num grande laboratório de análises e pesquisa — ela é bioquímica, brilhante no que faz —, tinha alugado um apartamentinho charmoso no centro da cidade e... estava namorando.

Pois é. Ironias do destino. Rsrs.

Ela estava namorando uma garota da pós, uma tal de Vanessa — menina certinha, acadêmica de óculos redondos e família rica. A Carol sempre foi lésbica convicta e nunca teve relacionamento com nenhum rapaz na vida; nunca deixou homem nenhum encostar um dedo nela, mas aquele namoro com a garota da pós era morno demais, sem sal. A Vanessa era toda cheia de frescura e não aguentava o fogo e a intensidade que a Carol tinha. Toda vez que a gente se cruzava em alguma festa ou no bar da esquina do campus, a Carol estava com ela a tiracolo.

Só que ela podia estar de mão dada com quem fosse: toda vez que o olho dela batia no meu, o ar faltava.

A Carol olhava pra mim por cima do copo de cerveja com aquele mesmo olhar debochado e faminto daquela primeira noite na república. Se a Vanessa ia no banheiro pegar bebida, ela chegava perto de mim no balcão, roçava o ombro no meu e sussurrava bem perto do meu pescoço:

— Tá bonita demais hoje, caloura. Essa saia justa aí é pra me provocar?

— Provocar quem tá comprometida, Carol? Eu não perco meu tempo — eu respondia rindo, fingindo desdém.

— Você não perde tempo, Rayanne... você só tá esperando a hora certa.

Ela piscava e voltava pra mesa da namorada. E eu ficava com a calcinha molhada até o fim da noite, xingando ela de tudo quanto era nome mentalmente. A gente sabia que aquilo era uma bomba-relógio com o pavio aceso. E a explosão estava marcada pra acontecer na noite mais importante da minha vida universitária.

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O dia da minha colação de grau e da festa de formatura foi uma loucura.

Eu me formava em Geografia aos 21 anos, com a melhor média da turma. Meu pai e minha mãe? Nem apareceram. Painho nunca me perdoou por ter fugido de casa com o motoqueiro aos 16, e a Paula com certeza deve ter feito questão de queimar qualquer ponte de reconciliação com o veneno de sempre. Mas eu não estava nem aí. Quem fez o curso fui eu, quem passou noites em claro no alojamento estudando fui eu, e quem estava brilhando naquela noite era eu.

Coloquei um vestido longo de cetim verde-escuro, aberto nas costas inteiras até quase o começo do rego da bunda, com uma fenda na perna direita que ia até a metade da coxa e um decote que deixava os meus peitos — que estavam mais empinados do que nunca — parecendo duas obras de arte. Salto alto fino, cabelo preto solto em ondas e um perfume doce que deixava rastro por onde eu passava. Eu estava uma deusa. E sabia disso. Rsrs.

A festa estava rolando num clube tradicional da cidade. Mesas com toalhas brancas, garçons servindo espumante gelado, banda tocando de tudo no palco e a pista de dança fervendo de calor humano e champanhe barato.

Eu já tinha tomado umas quatro taças de espumante e estava rindo com meus colegas de turma perto da mesa de frios quando senti aquela presença inconfundível atrás de mim.

— Sabia que o verde é a cor da terra fértil, professora?

Virei devagar. Era ela.

A Carol estava um escândalo. Vestia um terninho feminino de alfaiataria preto, com o paletó aberto e nada por baixo a não ser um corpete de renda preta transparente que desenhava perfeitamente os peitos médios e firmes dela. Os cabelos curtos arrumados de lado, batom vermelho vivo e aquele sorrisinho de canto que sempre me desmontava.

Olhei pros lados da festa, procurando a namoradinha dela.

— Cadê a sua namorada certinha, veterana?

A Carol deu um passo pra frente, invadindo o meu espaço pessoal sem a menor cerimônia, colando o corpo perfumado dela no meu. Segurou na minha cintura por trás do vestido, e a mão dela na minha pele nua das costas me fez fechar os olhos de arrepio.

— Deixei em casa, Rayanne. Hoje a noite é sua. E eu vim aqui só pra te ver.

— Veio me ver ou veio passar vontade? — provoquei de volta, olhando nos lábios vermelhos dela.

— Eu nunca passo vontade na minha vida, você sabe muito bem disso.

Ela me puxou pela mão no meio da multidão da festa. Atravessamos o salão lotado, passamos pelo corredor de acesso dos fundos do clube — onde ficavam os depósitos de toalhas e as salas de apoio que estavam com as luzes apagadas — e ela abriu a porta de um vestiário privativo dos funcionários que estava trancado apenas no trinco.

Entramos. Ela bateu a porta, girou a chave e nos deixou na penumbra úmida, iluminadas apenas pela fresta de luz que vinha por baixo da porta.

O som da banda da formatura chegava abafado lá dentro. Mas o que rugia mesmo era a respiração de nós duas.

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A Carol me empurrou contra a parede de azulejos frios do vestiário e colou a boca na minha com uma violência que me tirou o chão.

Não teve papo, não teve rodeio. Foi um beijo desesperado, com gosto de champanhe, batom vermelho e uma fome acumulada de dois anos de espera. Ela mordeu o meu lábio inferior, enfiou a língua na minha boca com uma agressividade que eu nunca tinha visto nela, enquanto as duas mãos desciam pelas minhas costas nuas e apertavam a minha bunda por cima do cetim com tanta força que os dedos dela afundavam na minha carne.

Gemi rouco na boca dela, puxando o paletó dela pra fora dos ombros.

— Carol... você tá louca... vão pegar a gente aqui...

— Que peguem, porra — ela rosnou contra o meu pescoço, descendo beijos molhados e mordiscando a minha clavícula. — Faz dois anos que eu durmo do lado da Vanessa pensando na tua boca, Rayanne. Pensando no teu cheiro. Pensando no jeito que você me olhava no quarto da república.

Ouvir aquilo da boca da mulher mais segura do curso me fez perder o pouco de juízo que eu ainda tinha.

Puxei a fenda do meu vestido verde até a cintura, empurrei a calcinha de renda preta pro lado com uma mão só e guiei a mão da Carol direto pro meio das minhas pernas. Quando os dedos longos dela encostaram na minha fenda, eu já estava ensopada, fervendo de calor.

A Carol soltou um suspiro pesado, colando a testa na minha:

— Caralho... você tá pingando, Rayanne.

— É tudo seu, porra... faz o que você quiser comigo — sussurrei com a boca encostada na orelha dela, mordendo o lóbulo dela com força.

A Carol virou o bicho. Ela me virou de costas pra ela, me empurrando com o peito colado no espelho embaçado do vestiário. Levantou a cauda do meu vestido de festa inteiro até a altura da minha cintura, deixando a minha bunda redonda e empinada completamente exposta pro espelho.

Ela puxou a minha calcinha pelas minhas pernas e a chutou pro canto. Depois, enfiou a mão pela frente do meu corpete, puxou o tecido fino pro lado e começou a beliscar e torcer o bico do meu peito esquerdo com força enquanto enfiava dois dedos lambuzados direto dentro da minha buceta por trás.

— Aaaahhh! — gemi alto contra o vidro frio.

Ela começou a me foder com os dedos num ritmo absurdo, rápido, compassado, estalando molhado contra a minha pele. *Choc, choc, choc*. Ao mesmo tempo, ela usava o dedão pra esfregar o meu clitóris com uma pressão tão certeira que minhas pernas começaram a bambear no salto alto.

— Você gosta disso, professora? Gosta quando eu te pego assim? — ela sussurrava no meu ouvido com aquela voz rouca de cigarro e desejo.

— Gosto... caralho, Carol... soca mais fundo... enfia mais!

Ela enfiou o terceiro dedo. O choque de preenchimento me fez arquear a coluna, empinando mais ainda a bunda contra o corpo dela. Mas a Carol não se deu por satisfeita. Ela se ajoelhou atrás de mim, no chão de ladrilho do vestiário, bem na beira do meu vestido levantado.

Com as duas mãos firmes, ela abriu as minhas nádegas com força.

— Meu Deus, Rayanne... que bunda perfeita...

Ela colou a boca inteira na minha fenda. A língua dela subiu lambendo desde o meu cuzinho até a entrada da minha buceta num golpe longo, quente e molhado que me fez gritar de verdade, segurando na borda da pia com as duas mãos pra não cair:

— PUTA QUE PARIU, CAROL!

Ela começou a me chupar com uma devoção selvagem. A boca dela sugava o meu clitóris com fome, enquanto a língua dela entrava e saía da minha buceta com uma velocidade impressionante. Eu rebolava a bunda contra o rosto dela, desgovernada, com o salto estalando no chão molhado, gemendo sem nenhuma vergonha de quem pudesse estar escutando do lado de fora do vestiário.

Era bom demais. Era uma humilhação de prazer. Sentir aquela mulher elegante de terninho ajoelhada no chão me devorando daquele jeito me fez atingir um orgasmo tão violento que eu vi estrelas. Meu quadril travou, minha buceta espirrou uma quantidade absurda de líquido direto na boca e no rosto dela, e meu corpo inteiro tremeu num espasmo que parecia que nunca mais ia acabar:

— GOZEEI! CARALHO, TÔ GOZANDO NA TUA CARA!

A Carol não soltou. Ela engoliu tudo, lambeu até a última gota de mel que escorria pelas minhas coxas, com os olhos cravados no meu reflexo no espelho, rindo com a boca toda brilhando de gozo.

Ela se levantou devagar, com a respiração tão pesada quanto a minha. Tirou o paletó, abriu o corpete e me puxou pela nuca, me fazendo virar de frente pra ela.

— Minha vez, Rayanne. Quero sentir a tua boca agora.

Eu não esperei ela pedir duas vezes. Caí de joelhos no chão do vestiário, arranquei a calça de alfaiataria dela e enterrei a minha cara no meio das pernas da Carol. A buceta dela estava pegando fogo, lisinha, ensopada. Chutei a língua pra dentro dela com toda a raiva e todo o amor que estavam entalados na minha garganta por dois anos. Chupei o clitóris dela com força, enfiei meus dedos até o talo dentro dela, sentindo ela me empurrar contra a sua virilha, arranhando os meus ombros e gemendo alto até gozar tremendo as pernas em cima do meu rosto.

Ficamos caídas ali no chão do vestiário por vários minutos, com as roupas de gala amassadas, suadas, rindo sem fôlego enquanto a música da formatura continuava bombando no salão principal.

A Carol alisou meu cabelo bagunçado, me olhou com aqueles olhos amendoados doces e falou a coisa mais séria que já tinha saído da boca dela:

— Amanhã cedo eu termino com a Vanessa.

Olhei pra ela, ajeitando o meu vestido verde amarrotado:

— Vai mesmo?

— Vou. E você vai sair daquele alojamento de estudantes e vai morar comigo no meu apartamento. Chega dessa palhaçada de ficar fingindo que a gente não foi feita pra viver junta.

Dei uma risada gostosa, daquelas cheias de certeza:

— Tava na hora, né, amor? Rsrs. Já tava cansando de esperar.

E foi assim.

No dia seguinte, ela terminou aquele namoro morno com elegância e sem volta. Naquela mesma semana, alugamos uma caminhonete velha, peguei as três caixas de papelão que eu tinha no alojamento estudantil e descarreguei tudo no apartamento dela na rua da praia.

Passei a morar com a Carol. A mulher que me ensinou a amar de verdade, a mulher que aguentava o meu gênio e a mulher que compartilhava comigo a mesma fome insaciável de liberdade e de prazer.

Os homens? Os homens continuavam existindo por aí, correndo atrás de rabo de saia e achando que mandavam no mundo. Mas pra mim e pra Carol, a cama já tinha a dona certa. E dali pra frente, quem definia as regras da nossa história éramos nós duas.

Até a próxima, queridos!

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