A pica ruiva do técnico da internet.
Olho as janelas, depois o relógio. É meio de uma tarde preguiçosa e está levemente abafado. Me coloquei dentro de uma camiseta clara, shorts escuros e uma cueca apertadinha. Estou completamente à vontade sentado no braço do nosso sofá observando o técnico trabalhar.
Fiquei enjoado quando meu pai disse, ainda bem cedo, que eu precisaria ficar de molho em casa esperando o técnico da internet para tentar resolver o problema das quedas infinitas do sinal. Talvez se tivesse me dito que esse técnico em questão seria como um colírio para limpar as vistas, eu teria sido menos chato ou questionador.
De cara me arranca um sorriso sincero quando abro a porta e me espanto com a imagem bonita. O homem é ruivo por inteiro, do tipo acobreado interessante. Esbanja uns vinte e sete anos, tem braços fortes, a estatura é mediana, barba curta e uma aparência casual de homem que passa o dia inteiro carregando escadas e caixas de ferramentas.
Ele está agachado diante do rack da televisão concentrado nos cabos do modem da internet quando, perigosamente, miro a câmera do meu celular nas costas dele e mando a foto para o meu pai.
“Que sorte! Mandaram um gostoso. O nome dele é Henrique.” Escrevo na legenda.
“Que ruivo charmoso, já sei quem eu vou elogiar quando passar o feedback pra empresa, vai que me mandam ele em outra oportunidade e eu tô em casa pra ver essa beldade” ele responde imediatamente.
“Nunca peguei um ruivo, pai. E esse é delicioso.”
“Será que hoje é o dia?” digita a provocação como resposta.
Seria um permissão?
“Você disse que a internet tava caindo?” O ruivo pergunta. Bloqueei o celular apressado.
“Caindo bastante.”
Ele me olha por cima do ombro de sobrancelhas juntas.
“E você reiniciou o modem?”
“Umas cinco vezes só hoje” respondo rápido.
“E tirou da tomada?”
“Também fiz isso.”
“Esperou trinta segundos?”
Fico calado, sensação de culpa porque isso eu não fiz.
Ele levanta e estica as costas. Dou uma olhada carregada nas coxas apertadas dentro do uniforme roxo em contraste com a pele muito branca dos braços. Deu pra ver que meus olhos inquietos não desviaram de cada centímetro do corpo exposto. Uma coçadinha que o homem dá na barriga chapada faz a camiseta levantar só um pouquinho e o cós da cueca branca fica a mostra. É perigoso. Acabei passando a língua no canto da boca ao tentar não sorrir demais para a tentação que ele me representa.
“Acho que já encontrei o problema. Vou só trocar os cabos e faço um teste.”
Meus olhos apertados devem ter me mostrado desapontado para o homem, porque ele sorri de um jeito doce e afasta uma mecha ruiva da testa.
“Foi rápido demais, né?”
“Você achou?” Ele pergunta outra vez agachado me olhando sobre o ombro. “Queria que eu demorasse mais? Pareceu desapontado. Achei que você queria que a internet parasse de cair.”
“Pelo amor de Deus, é claro que eu quero. Tô cansado de escutar meu pai reclamando do sinal fraco.”
“Então me deixa arrumar logo.”
Vejo o técnico voltar aos cabos, mas agora ele está sorrindo também. Quando finalmente termina a troca dos cabos, levanta outra vez passando a mão na barriga rente ao cós aparente da cueca, mostrando um pouco a mais de pele do que sua função permite. Estica a mão e me pede o celular.
“Vou colocar uma senha nova pra você” ele fala olhando a tela do meu aparelho. “É seu pai contigo nessa foto?
Demoro um tempo para responder, ele me encara curioso.
“É que vocês dois são diferentes. Ele tem cabelo preto, você é meio loirinho.”
“A família da minha mãe é toda assim.”
“Entendi” responde sem me olhar, finamente parando de admirar a proteção de tela do meu celular, indo para a configuração do Wi-Fi.
A expressão em seu rosto muda para um tom malicioso quando me entrega o celular e manda conferir se a senha está boa para o meu uso.
Leio no campo da senha: Ruivo_19cm. Dou uma gargalhada curta e o técnico me encara certeiro.
“É suficiente pra você?”
“A senha?” Devolvo a provocação.
“O que mais eu perguntaria se é suficiente? Meu trabalho é muito sério, tenho mais dois chamados logo após o seu. Olhar para a sua cara bonita não vai pagar meu salário.”
O ruivo desce outra vez a mão pela barriga levantando a barra da camiseta para isso. Outra vez os dedos passeiam rente ao cós da cueca branca, mas agora forçam um tanto para baixo e os pentelhos acobreados saltam para fora. Lembro que meu pai deu a entender que eu poderia provar essa iguaria ruiva.
“Você tá flertando comigo ou trabalhando?”
O técnico exibido apoia a mão na cintura e me olha com a maior serenidade do mundo enquanto fala perto demais do sofá onde estou sentado.
“É claro que estou trabalhando. O flerte é apenas um serviço adicional. Posso adicionar ao chamado?”
Eu gargalho, derrotado.
“E quanto custa esse serviço extra?”
“Pra você é baratinho. Qualquer mamada resolve.”
Henrique sustentou o olhar no meu por um instante. Chegou a ser constrangedor não conseguir me mover diante dele.
“Você tem sorte que aparentemente eu esqueci algo no carro” sussurrou na minha cara.
“O que exatamente?”
“Juízo.” O técnico respondeu com firmeza.
Nessa altura tudo já estava desenrolado, nenhum de nós fugiria da límpida intenção pairando entre nossos corpos. Foi ele quem segurou meu queixo e me fez erguer o olhar para o seu. Abro a boca porque espero um beijo do homem que se inclina devagarinho, mas no lugar de uma língua curiosa, ganho uma cuspida caprichada. Ele sorri quando não me vê espantado, deve presumir que estou acostumado a ser tratado assim.
“Antes de meter a gente tem que cuspir pra lubrificar o buraco” soltou como justificativa. Nem precisava.
“Por que você ainda continua vestido? Tá perdendo muito tempo para alguém que já deveria ter saído daqui.”
Vejo o técnico se apressar para livrar a rola dura do uniforme abaixando o elástico do cós. Segura todos os dezenove centímetros diante dos meus olhos enquanto arrasta a pele que cobre a cabeça melada da rola. É ágil em botar na minha boca, tanto que não me dá tempo para engolir a saliva e provocar outra boa quantidade.
Afunda em mim num único suspiro até o meu nariz roçar os pelo acobreados da região íntima. O cheiro que me oferece é uma mistura perfeita de virilha suada, pica e pele masculina. Em instantes avança com o quadril na minha cara, fode minha bica sem cerimônia. Geme grosso, apertado, tenta ser o mais discreto possível, como se já não fosse indecente o suficiente por atacar um de seus clientes do dia.
“Dava pra imaginar que você consegue engolir tudo. Tá escrito na sua cara que você é um puto.”
Não respondo nem se eu quisesse muito. A cabeça pulsando já chega na minha garganta e me faz grunhir de boca cheia, luto contra uma insistente tosse que parece preencher minhas bochechas e ele sorri orgulhoso de me fazer sofrer por um instante curto de tempo.
“Quantos você botou pra mamar só hoje?” Pergunto quando tenho um segundo de liberdade.
“Se preocupe apenas em ficar de quatro pra mim no sofá. Eu vou chupar seu rabo e depois socar com força pra você não esquecer que de quem deu um jeito na internet e no seu rabo.”
“Me forçar a dar o cu também faz parte do serviço adicional? Tô achando que esse seu trabalho é só uma desculpa pra comer viado indefeso.”
“Sua boca gulosa não combina com esse personagem inocente. Eu sei que você quer dar pra mim.”
O técnico se afasta com o pau esticado para fora do elástico do uniforme. Nem sequer levanta a camiseta como antes fazia. Me olha torto, esfrega a saliva que deixei no couro da sua peça bonita, rosadinha.
“É você quem tá tirando a roupa na minha frente e ficando de quatro, não tô obrigando ninguém a se abrir pra mim” ele narrou meus passos.
Não preciso mentir, está escrito na minha testa que eu quero trepar rápido com esse homem. De repente a temperatura da sala se transforma quando ele agacha diante do meu quadril e começa a esfregar o bigode entre minhas nádegas. É muito firme o jeito como a língua dele sobe e desce, como beija e suga minha entrada e como elogia, com os lábios grudados na minha pele, que estou cheiroso.
“Esperava que um tarado chegasse pra arrumar sua internet? Esse rabo limpo é de quem queria ser comido.”
“É que tô sempre pronto pra cair na pica” provoco na resposta.
“Então toma, nem precisa implorar.”
O ruivo deixa quente o vão entre minhas nádegas e pingando saliva ao levantar rápido, coloca a mão com segurança na minha cintura, outra vem parar na minha nuca e ele me acerta com um golpe certeiro. Usa a pica para isso. Bate duas vezes sobre a parte mais alta da minha bunda e me faz gargalhar. Não avisa quando mete. Não precisa. Sabe que estou pronto, deu pra me sentir quando enfiou a língua.
O cheiro do perfume dele se mistura ao cheiro de uma trepada perigosa. Soca forte, levando tudo até o fundo e tira até só a cabeça ficar presa ao meu cu. Sorri quando experimenta a força que uso para mastigar ele dentro de mim e aperta cada lado do meu quadril.
“Se eu soubesse que você é treinado em dar esse cuzinho, já tinha entrado aqui com a rola de fora.”
“Não é bagunçado assim” brinquei entre os gemidos, a cara enfiada nas almofadas do sofá. “Mas você faz tão gostoso… Que eu não ia reclamar. Fode com força, vai.”
“O que eu faço de tão gostoso? Que eu saiba só estou concertando sua internet, safado.”
E outra sequência absurda de bombadas foi despejada na minha bunda já acostumada com a violência de homens famintos. Ele elogiou o quanto meu cu se abre e o quanto é macio recebendo a grossura dos seus dezenove centímetros, parecendo que a pele abraça a dureza da rola babona. Minha forma de agradecer é continuar empinado, cada vez mais receptivo e quente.
“Que delícia botar tudo num loirinho assim.” Ele não cansa de elogiar, faz de propósito.
Nós dois percebemos que passamos tempo demais nessa posição, um curtindo o corpo do outro, então me vira estrategicamente. A habilidade das suas mãos é um fato excitante. Não penetra de frente para mim, mas junta nossas rolas duras e nos masturba com a ajuda de uma cuspida gorda que salta dos seus lábios avermelhados.
“Vou te fazer gozar pra compensar o custo de me dar o cu” ele assume na minha cara.
“Daria tudo pra você, não é nenhum sacrifício” assumo. Não é mentira. Ele ficaria impressionado com o tamanho da rola do meu tio se enfiando fácil em mim.
O corpo curvado sobre o meu para conseguir me render a punheta perfeita é uma cena absolutamente instigante. Eu poderia vê-lo fazer isso por dias inteiros, mas sei que essa fantasia não sairá dessa sala abafada. E quando goza, dá pra sentir o peso das esguichadas caindo em minha barriga. Ele adora me ver esticado gozando ao mesmo tempo, gemendo sem vergonha, a boca entreaberta e os olhos apertados.
“Nem sei o que é minha porra, o que é sua. Você tá meladinho” e ri se afastando da cena do crime.
Usa minha camiseta pra limpar a rola quase arroxeada de tanto ser maltratada pelos próprios dedos enquanto me vê ajeitar a postura no sofá procurando a cueca que usava antes disso tudo.
“Você solta porra pra caralho.”
“Todo mundo diz isso” me responde arrumando a rola dentro do uniforme.
Ainda me mostra duro, um volume bonito na calça de tecido grosso. Aperta toda a extensão do membro como um tarado convicto. Instantes depois usa o meu celular para redefinir outra senha, afinal não dá pra continuar lendo quantos centímetros tem o pau do técnico toda vez que precisar visualizar. Me devolve o aparelho com outro sorriso malicioso e ajeita o cabelo ruivo ligeiramente desfeito. Tenta parecer indiferente enquanto leio.
~ AbreOutroChamadoQueEuVenhoCorrendo ~
Fico alguns segundos parado olhando o modem depois que leio a nova senha. Ele sorri discretamente. A luz verde volta a piscar, a internet está funcionando perfeitamente.
“Acho que não vai ser preciso chamar você de novo.” Respondo editando eu mesmo uma nova senha.
“Nem para serviços extras?”
“Você já resolveu meus dois problemas. A internet tá funcionando e o meu cu tá fodido.”
“Filho da puta” brinca, gargalhando alto.
“Conexão excelente, Sr. Henrique.”
“Tem certeza que não precisa mais de mim?” Ele dá uma última conferida no pau ainda duro no uniforme. Sinto vontade de mamar de novo, mas não insisto. “Posso te foder a tarde inteira.”
“Absoluta.”
“Então acho que terminou.”
O ruivo aceitou que não tinha mais nada para fazer na minha sala. Pegou a caixa de ferramenta, caminhou até a porta. Porém, antes de sair, ele lança uma última olhada para trás.
“Se cair de novo, você já sabe o que fazer.”
“Sei. Abro outro chamado.” Mostro que estou esperto.
O ruivo sorri, abre a porta sozinho e vai embora.
Termino o dia na cama com o meu pai. Meu tio não dorme em nossa casa nessa noite, tinha compromissos pessoais. Comemos sorvete direto do pote, cada um com sua colher, e rimos enquanto comentamos sobre o quão divertida a vida pode ser quando não temos medo de colocar nossos desejos sobre a mesa. O homem fica excitado ouvindo que um simples reparo de modem resultou no meu cu ardido, efeito da bombada firme de uma pica dura e rosadinha.
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