#Assédio #Incesto #Teen #Traições

Cap 4 - Rayanne em Eu, ele e minha irmã (spin-off)

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CassDS

Se tem uma coisa que a convivência com duas mulheres na mesma casa ensina desde cedo, é que o perigo de verdade não vem de fora: vem de dentro do mesmo quarto.

Depois que a Copa de 2006 acabou e aquele verão abafado foi dando lugar ao segundo semestre, o ar dentro da nossa casa começou a ficar irrespirável. Eu tinha 16 anos recém-completados, estava namorando o Thiago às escondidas e já tinha provado o gosto de ser mulher feita na cama dele. Não dava mais pra voltar a ser a menina que pulava muro pra brincar de desafio. Quando você descobre o que é um homem de verdade dentro de você, qualquer outra conversa vira conversa fiada. Rsrs.

Enquanto isso, a minha irmã Paula vivia o seu mundinho cor-de-rosa.

Ela e o Cass — o vizinho moreninho do lado — estavam naquele namorico melado de adolescente. Eram cartinhas de papel de carta perfumado, olhares tímidos pelo portão de ferro e conversas sussurradas na calçada toda vez que painho saía pro plantão de segurança. De vez em quando ela deixava ele entrar no nosso quarto pra escutar música ou ver álbum de figurinha, e eu via de longe os dois vermelhos de vergonha só de roçarem as mãos. Dois bebezinhos brincando de casinha.

Pra mim aquilo era engraçado, quase fofo. Mas pra Paula, a história era bem diferente.

A Paula sempre foi o xodó da casa. Branquinha, olhos verdes, cara de santinha barroca que não quebrava um prato. Painho olhava pra ela como se fosse uma estátua de igreja que precisava ser guardada numa redoma de vidro. Só que eu dividia o quarto com ela — aquele quarto de paredes pintadas de rosa e vermelho — e sabia muito bem que, por trás daquela carinha de anjo meigo, morava uma garota invejosa até a raiz do cabelo.

Toda vez que eu chegava tarde na garupa da Honda CB500 do Thiago, com o vento da estrada no meu cabelo, cheiro de perfume amadeirado na blusa e marcas roxas discretas no meu pescoço, eu sentia os olhos da Paula cravados em mim no escuro. Ela fingia que estava dormindo ou lendo revistinha de adolescente, mas o veneno pingava na respiração dela.

— Você não tem vergonha na cara, não, Rayanne? — ela soltou numa noite de sábado, enquanto eu tirava o short jeans na beira da cama. — Fica aí se esfregando com aquele mecânico tatuado na calçada... Se painho sonha com isso, ele quebra suas pernas e as dele.

Eu dei uma risadinha debochada, daquelas que só eu sabia dar, jogando o cabelo escuro pra trás dos ombros.

— Deixa de ser chata, Paulinha. O Thiago é homem de verdade. Tem moto, tem trabalho, sabe o que faz com a mão e com a boca. Quando você crescer e cansar desse namorinho de portão com o Cass, quem sabe você entende o que é ter tesão de verdade.

Ela fechou a revista com força, os olhos verdes brilhando de puro ódio.

— O Cass é um cavalheiro, me respeita! Não é um cachorro sem futuro feito esse teu Thiago que fica acelerando na esquina pra chamar atenção!

— Se você diz... — respondi, passando hidratante nas pernas bem devagar só pra atiçar. — Mas enquanto teu príncipe fica gaguejando pra te dar um selinho no portão, tem homem que me faz tremer a perna inteira antes da meia-noite. Rsrs.

Aquilo entrou nela como uma faca. Eu não sabia na hora, mas ali começava o plano dela pra tentar provar que também era mulher.

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Foi numa terça-feira à tarde que a coisa desandou de vez.

O Thiago tinha combinado de passar na frente de casa por volta das cinco da tarde pra gente ir tomar um sorvete e depois dar uma esticada até a oficina dele, que já estaria fechada. Só que mainha inventou de me mandar ir até a farmácia do centro comprar remédio de pressão pra ela, e eu acabei me atrasando uns vinte minutos.

Quando dobrei a esquina de volta a pé, com a sacolinha da farmácia na mão, vi a moto azul do Thiago encostada na calçada, perto da árvore. Ele estava sentado no tanque, de bermuda jeans clara e camiseta preta sem manga, com os braços morenos e fortes apoiados no guidão, esperando com aquela paciência de quem não tem pressa.

Mas o que me fez parar o passo e congelar o sangue foi o que estava na frente dele.

A Paula.

A minha irmãzinha "santinha" tinha aproveitado que eu não estava pra sair na calçada. E não saiu de qualquer jeito: estava com um shortinho jeans curtíssimo que ela nunca usava na frente de painho, uma blusinha branca de alcinha sem sutiã — dava pra ver direitinho os biquinhos dos peitos pequenos dela apontando sob o tecido fino — e o cabelo solto, perfumado.

Ela estava encostada na mureta, a meio palmo da perna do Thiago, rindo de cabeça jogada pra trás, fazendo aquele charme barato de menininha tentando parecer sedutora. Fiquei parada atrás de um muro a poucos metros, escutando a conversa sem que eles me vissem.

— ...pois é, o Cass é legalzinho, mas é muito bobo, sabe? — a voz da Paula saiu fina, dengosa, com aquela afetação de quem queria parecer experiente. — Não tem atitude nenhuma, parece um moleque. Homem mesmo tem que ter presença, tem que ter moto forte feito a sua...

O Thiago só olhava pra ela com um sorrisinho de canto, mascando um chiclete, sem dizer nada. Homem de 18 anos não é idiota, ele já tinha sacado o jogo dela há quilômetros.

Aí a descarada deu um passo a mais. Encostou a mãozinha branca no guidão da moto, bem perto da mão do Thiago, e soltou com a maior cara de pau do mundo:

— Sabe, Thiago... A Rayanne é muito estourada, muito grossa. Vive reclamando de tudo. Ela não dá valor a nada. Se você quisesse dar uma volta de moto qualquer dia desses com uma menina mais carinhosa... que sabe cuidar de um homem... eu ia adorar.

Eu quase pulei no pescoço dela ali mesmo. Minha vontade era arrancar aqueles cabelos lisos dela no asfalto! Mas resolvi esperar pra ver qual seria a reação do Thiago.

O Thiago tirou os óculos escuros devagar, olhou pra Paula de cima a baixo com um olhar seco, irônico e completamente desprovido de qualquer tesão. Deu uma risada curta pelo nariz e falou com aquela voz grossa e calma de quem bota qualquer moleque no seu lugar:

— Ô, pirralha... deixa eu te falar uma coisa com calma pra você não esquecer.

A Paula sorriu, achando que tinha ganhado o jogo.

— Fala, Thiago...

— Se manca — ele soltou na lata, sem um pingo de dó. — Eu gosto de mulher de verdade. Mulher feita, com corpo, com peito, com sangue na veia e que sabe o que quer da vida feito a tua irmã. Não tenho paciência pra menininha sonsa querendo dar uma de gostosa em cima de mim não. Vai brincar de médico com o teu vizinho do muro e vê se avisa a Rayanne que eu tô esperando.

A cara da Paula caiu no chão. O sangue sumiu do rosto dela, os olhos verdes arregalados de choque e vergonha. Ela olhou pro Thiago como se tivesse levado um tapa de mão aberta na cara. Não teve tempo de falar nada, porque nessa hora eu saí de trás do muro batendo palma e rindo alto.

— Que feio, Paulinha! Rsrs. Querendo roubar a moto da irmã mais velha?

Ela deu um pulo de susto, me olhou com uma mistura de pavor e ódio cego, deu meia-volta sem falar uma palavra e correu pra dentro de casa batendo o portão de ferro com tanta força que o bairro todo deve ter escutado.

Eu cheguei perto do Thiago ainda rindo, subi na garupa e dei um beijo demorado na boca dele, com gosto e com vontade, passando a mão na nuca dele pra quem quisesse ver da janela.

— Você é foda, sabia? — falei no ouvido dele.

— Ela é louca, Rayanne. Tem cara de quem vai aprontar — ele me avisou sério, ligando o motor da moto.

Ele tinha toda razão. E a vingança da santinha não demorou nem seis horas.

---

O jantar daquela noite parecia um velório.

Painho estava sentado na cabeceira da mesa, com aquela cara amarrada de segurança cansado. Mainha servia o arroz e feijão em silêncio. A Paula estava sentada do meu lado, de cabeça baixa, sem comer quase nada, com os olhos vermelhos de quem tinha passado a tarde chorando no quarto.

Eu comia tranquila, fingindo que nada tinha acontecido. Até que painho largou o garfo no prato e olhou pra mim com a sobrancelha franzida:

— Que barulho de moto foi aquele na porta mais cedo? Já não te falei que não quero esse marginal rondando a minha casa, Rayanne?

Respirei fundo, pronta pra dar a mesma resposta de sempre:

— Ele só foi me deixar, painho. Não fez nada demais.

Foi aí que a víbora deu o bote.

A Paula ergueu a cabeça de repente, olhou pro meu pai com a cara lavada e soltou a bomba atômica no meio da mesa:

— Não fez nada demais, é? Painho, o senhor fica aí achando que ela é donzela, mas a Rayanne já abriu as pernas pra esse motoqueiro faz tempo! Ela não é mais virgem coisa nenhuma! Vive se deitando pelada com ele na oficina e na casa dele!

O mundo parou.

Mainha soltou a colher dentro da panela, fazendo um estrondo de metal. O rosto do meu pai mudou de cor: foi do pardo pro vermelho escuro e depois pro roxo em três segundos. A veia da testa dele parecia que ia estourar. Ele se levantou tão rápido que a cadeira caiu pra trás no chão de cimento batido.

— O QUE FOI QUE VOCÊ FALOU, PAULA?! — a voz de painho ecoou pela casa inteira, parecendo um trovão.

A Paula me olhou com um sorrisinho de canto sádico, triunfante. A vingança dela estava servida.

— É verdade, painho! Ela mesma me contou no quarto! Fica zombando de mim porque diz que eu sou criança e que ela já sabe o que é homem! É uma sem-vergonha, uma perdida!

Painho veio pra cima de mim, com a mão pesada fechada em punho, a respiração saindo pelo nariz feito um touro bravo.

— ISSO É VERDADE, RAYANNE?! RESPONDE ANTES QUE EU TE ARREBENTE AQUI MESMO!

Mainha começou a chorar e segurou no braço dele: *"Pelo amor de Deus, homem, calma!"*. Mas eu não baixei a cabeça. Eu nunca baixei a cabeça pra ninguém nessa vida, e não ia ser naquele dia que eu ia começar.

Me levantei da mesa, encarei meu pai olho no olho, com o sangue fervendo de adrenalina e orgulho:

— É verdade sim! — gritei de volta, sem vacilar a voz. — Dei mesmo! Sou mulher, o corpo é meu e eu decido quem encosta nele! O Thiago é meu homem, e nenhum de vocês manda no que eu faço da minha vida!

— SUA VAGABUNDA! — ele gritou, tentando se soltar da minha mãe. — VOCÊ NÃO PISA MAIS UM PÉ NA RUA! EU VOU TE TRANCAR NESSE QUARTO E VOCÊ SÓ SAI DE LÁ PRO CONVENTO OU PRO INTERIOR!

Dei uma gargalhada na cara dele. Uma gargalhada alta, limpa, cheia de escárnio.

— Trancar quem, painho? O senhor não me tranca em lugar nenhum! Nessa casa cheia de hipocrisia e com essa falsa do meu lado eu não fico nem mais um minuto!

Dei as costas pra ele, entrei no nosso quarto a passos largos, peguei minha mochila grande de viagem e comecei a jogar tudo que era meu lá dentro: calças jeans, shorts, blusas de alcinha, calcinhas, perfumes, maquiagem. A Paula entrou atrás de mim, com a cara assustada, percebendo que a granada que ela tinha soltado tinha destruído a casa inteira e não tinha me dobrado como ela queria.

— Rayanne... você tá doida? Painho vai te matar... — ela sussurrou, tremendo.

Passei por ela com a mochila nas costas, parei a um palmo da cara dela e disse baixinho, com um veneno que ela nunca mais ia esquecer na vida:

— Você pode contar tudo o que quiser pros velhos, Paulinha. Mas guarda isso na tua cabeça de santinha: você nunca vai ser mulher suficiente pra segurar um homem de verdade feito o Thiago. Nem se você nascer de novo. Fica aí com teu namorinho de portão que eu vou viver a minha vida.

Bati a porta do quarto, atravessei a sala ignorando os berros de painho e o choro de mainha, abri o portão da rua e saí na calçada daquela noite sem olhar pra trás nem uma única vez.

---

Fui direto pra oficina do Thiago.

Quando cheguei lá com a mochila pesada nos ombros, o suor descendo pelo pescoço e a respiração entrecortada pela raiva, ele estava fechando o portão de ferro da frente. Olhou pra mim, olhou pra mala no chão e não precisou de nenhuma palavra pra entender tudo.

— A casa caiu? — ele perguntou calmo, vindo até mim.

— Caiu. A Paula abriu o bico pra painho. Briguei com todo mundo e saí de lá. Não volto mais.

O Thiago segurou meu rosto com aquelas mãos calejadas de mecânico, olhou bem fundo nos meus olhos e não titubeou nem por um segundo:

— Você não precisa voltar. Você fica comigo. A gente se vira aqui em cima.

Ele morava num quartinho com banheiro e uma cozinha pequena que ficava bem em cima da oficina mecânica do pai dele. Subimos as escadas de ferro em silêncio. Quando ele fechou a porta de madeira e passou a tranca, o silêncio daquela noite desabou sobre nós dois.

Eu estava elétrica. Era uma mistura insana de raiva, alívio, triunfo e uma liberdade tão brutal que fazia meu peito arder. Eu tinha 16 anos, tinha mandado a minha família pro inferno e agora estava sozinha no mundo com o homem que eu tinha escolhido.

O Thiago largou a chave na mesinha, virou pra mim e me puxou pela cintura com força, colando meu corpo no dele. O beijo foi desesperado, violento, com gosto de saliva, mordida de lábio e língua se enroscando sem nenhuma timidez. Ele apertou a minha bunda com as duas mãos, me erguendo do chão enquanto me prensava contra a parede do quarto.

— Você é louca, Rayanne... completamente louca — ele sussurrou contra o meu pescoço, mordiscando a pele onde a pulsação batia forte.

— Sou sua mulher agora — respondi ofegante, com as mãos por dentro da regata dele, sentindo as costas largas e quentes. — E hoje eu quero tudo com você. Tudo o que você quiser.

Ele parou, me olhou com a respiração pesada, a luz amarela fraca da lâmpada desenhando o contorno do rosto dele.

— Tudo mesmo?

Eu sabia exatamente o que ele estava perguntando.

Desde a primeira vez que a gente tinha transado, eu sabia que aquele desejo estava ali, rondando a nossa cabeça. Era a fantasia que tinha nascido anos atrás quando eu assoprei a camisinha no muro pro Cass e deixei ele tocar de leve atrás da caixa d'água. Mas com o Cass era brincadeira de criança. Com o Thiago... com o Thiago era a entrega definitiva.

Tirei a blusa por cima da cabeça, joguei no chão, arranquei o sutiã e empurrei o short jeans pelas coxas junto com a calcinha de renda vermelha. Fiquei completamente nua na frente dele, de costas, apoiando as duas mãos na beira da cama de casal e empinando aquela minha bunda redonda e cheia na direção dele.

Olhei por cima do ombro com o olhar mais safado que já dei na vida:

— Come meu cuzinho, Thiago. Quero que você seja o primeiro a entrar aí.

O Thiago perdeu o juízo na hora. Deu pra ver a rola dele pulsando grossa por dentro da bermuda. Ele arrancou a roupa em dois movimentos, jogando tudo pro canto. O pau dele estava duro feito um cano de ferro, veioso, brilhando de tesão.

Ele veio por trás de mim, colando a barriga quente nas minhas costas arrepiadas. Desceu beijos lentos pela minha coluna, mordiscando a minha cintura enquanto as mãos dele abriam as minhas nádegas com firmeza.

— Vai doer um pouco no começo, pretinha. Tem certeza? — ele sussurrou rouco no meu ouvido, com aquela voz que me derretia inteira.

— Eu aguento. Faz direito que eu aguento.

Ele foi até a mesinha, pegou um frasquinho de óleo corporal que a gente já usava pra massagem e lambuzou a mão inteira. Voltou pra trás de mim e passou aquele óleo gelado e escorregadio na minha fenda inteira, lambuzando bem a entrada do meu ânus.

Quando ele encostou o primeiro dedo ali, dei um estremeção. O cuzinho fechou apertado por reflexo, mas o Thiago sabia o que fazia: foi massageando em círculos, devagarzinho, empurrando a ponta do dedo com carinho e firmeza até deslizar pra dentro.

— Ahhh... — gemi com a cara enfiada no travesseiro. Era uma sensação bizarra, uma queimação apertada misturada com um choque elétrico que subia direto pra base da minha nuca.

Ele colocou mais óleo, massageou mais fundo, enfiou um segundo dedo bem devagar, abrindo espaço enquanto usava a outra mão pra estimular a minha buceta pela frente, que já estava pingando de tão encharcada. Eu estava louca, mordendo o lençol, rebolando devagarzinho contra os dedos dele.

— Tá pronta? — ele perguntou, tirando a mão e respirando fundo.

— Bota, Thiago... bota de uma vez.

Ele se posicionou atrás de mim, segurou com força nos meus dois quadris e encostou a cabeça enorme do pau na portinha do meu cu.

A primeira pressão foi brutal. A cabeça da rola dele era larga demais, e quando começou a forçar pra entrar, parecia que estava rasgando tudo por dentro. Uma dor fina, quente, apertada, que me fez travar os dentes e gemer alto:

— Puta que pariu... vai devagar, caralho!

O Thiago parou na hora com a cabeça lá dentro, firme feito uma rocha. Não se mexeu. Abaixou o corpo por cima do meu, beijou meu pescoço suado, alisou meu cabelo e ficou sussurrando:

— Respira, Rayanne... relaxa a bunda... solta o ar devagarzinho...

Fui respirando fundo, sentindo aquela grossura me preenchendo de um jeito que eu nunca imaginei que fosse possível caber ali. A queimação foi diminuindo, o músculo foi cedendo ao redor da rola dele, e aos poucos a dor foi se transformando em algo completamente diferente: uma quentura profunda, uma pressão tão absurda e cheia que fazia a minha buceta pulsar sozinha lá na frente.

Quando eu relaxei de vez, ele empurrou o restante.

Entrou tudo. Até o talo. Os pelos pubianos dele bateram na minha pele, e eu soltei um gemido longo, rouco, que saiu do fundo da minha garganta:

— Aaaahhh... caralho... tá tudo aí dentro...

— Tudo seu — ele rosnou no meu ouvido, segurando meu quadril com tanta força que os dedos dele deixaram marca na minha pele.

Ele começou a se mover. Primeiro puxando quase até a cabeça sair e empurrando devagar, bem macio, esperando eu me acostumar com o atrito. O barulho molhado do óleo batendo na pele ecoava no quarto pequeno. Cada vez que ele socava pra dentro, parecia que acertava um botão secreto na minha espinha que mandava choque direto pro meu clitóris.

Em dois minutos, eu já não sentia dor nenhuma. Era puro tesão, puro fogo. Eu comecei a empurrar a bunda pra trás no mesmo ritmo dele, pedindo mais:

— Isso... soca, Thiago... fode meu cuzinho... fode com vontade!

Ouvir aquilo da minha boca fez o Thiago virar um bicho. Ele pegou no meu cabelo, puxou minha cabeça um pouco pra trás pra me ver gemer e começou a socar com força, metendo rápido, compassado, num ritmo violento que fazia a cama de ferro ranger contra a parede. *Ploft, ploft, ploft*. Eu fincava as unhas no colchão, com a boca aberta babando de prazer, completamente entregue àquele homem.

Eu nunca tinha gozado de cu na minha vida, mas quando a onda veio, foi devastadora. Minhas pernas travaram, minha buceta espirrou líquido pra todo lado na cama e o meu ânus começou a pulsar e apertar a rola dele num espasmo incontrolável que me fez gritar de verdade no travesseiro:

— GOZEEEI, THIAGO! CARALHO, TÔ GOZANDO!

Sentir meu cu apertando a rola dele daquele jeito fez o Thiago arrebentar o controle. Ele deu mais três socadas fundas, com toda a força que tinha no corpo, soltou um urro rouco e gozou tudo dentro de mim. Senti o jato quente de porra enchendo o meu reto lá no fundo, uma quantidade absurda que parecia queimar gostoso por dentro.

Ele ficou desabado em cima de mim por quase cinco minutos, ofegante, com o peito colado nas minhas costas suadas e o pau murchando devagar dentro de mim.

Quando ele finalmente puxou a rola pra fora, deu aquele barulhinho oco inconfundível, e uma mistura de óleo com a porra dele escorreu pelas minhas nádegas. A gente se olhou pelo espelho do guarda-roupa e começou a rir feito dois loucos.

Ali eu tive certeza: eu era uma mulher livre. Ninguém mais mandava em mim.

---

A minha vida com o Thiago começou de verdade naquela noite. Passei a morar com ele naquele quartinho em cima da oficina, ajudando nas contas, cozinhando quando dava tempo e vivendo a nossa liberdade sem prestar contas pra nenhum pai moralista.

E a minha querida família? Bem, a humilhação foi grande demais pra eles aguentarem.

O escândalo no bairro correu rápido: a filha mais velha do segurança tinha fugido com o mecânico da esquina e estava morando com ele sem casar na igreja. Painho não aguentou os olhares dos vizinhos na rua nem a vergonha de ter a autoridade pisoteada dentro de casa. Em menos de três meses, ele colocou a casa pra alugar, botou as trouxas no caminhão e se mudou com mainha e com a Paula pra outra cidade bem longe dali.

E com a mudança repentina da família, o namorico inocente da Paula e do Cass morreu na casca.

Fiquei sabendo tempos depois que o Cass ficou desolado na calçada, sem entender direito o que tinha acontecido, sofrendo pela partida da menina dos olhos verdes que foi embora pra nunca mais voltar. O coitado amargou uma seca danada depois daquilo, sonhando com a princesinha pura que, no fundo, tinha sido a responsável por dinamitar a própria casa por pura inveja de mim.

Rsrs. Coisas da vida.

Quanto a mim e ao Thiago? A nossa história estava só no começo. Dali pra frente a gente tinha uma estrada inteira pra rodar juntos naquela moto, dividindo aquele quartinho em cima da oficina e aproveitando cada momento da nossa liberdade conquistada. O que o futuro reservava pra nós dois ainda estava por vir, mas aquela noite ficou cravada na minha pele pra sempre. Foi ali que eu aprendi que quando você escolhe ser dona do próprio prazer, o mundo pode até desabar ao seu redor... mas a cama continua pegando fogo.

Até a próxima, queridos!

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