Puteiro de Garimpo - Parte 11 - Grande final
Na manhã do terceiro dia, as três mal consegue andar. Marisa, Jéssica e Larissa saem dos fundos com as pernas abertas demais, o passo curto e dorido. A boceta de cada uma ainda está inchada e sensível demais para fechar direito. O olhar delas é o mesmo, triste, distante, vazio de qualquer esperança de que aquilo vá melhorar. O corpo já não reage com medo agudo. Só com uma exaustão profunda e a certeza de que ainda não acabou.
Nestor as espera no mesmo espaço aberto de trás do Barracão. Dessa vez há menos homens no começo, mas os que estão ali carregam o olhar de quem veio para o final. Ele fala alto, sem rodeios:
— Último dia. Três etapas. Vocês vão receber votos dos homens em cada uma. A que somar mais votos no final ganha a etapa de hoje. Depois a gente fecha a conta dos três dias e fala de prêmio e castigo.
As três são colocadas de quatro, lado a lado, na terra batida com as nádegas expostas. Os cus ainda marcados dos dias anteriores.
— Primeira etapa, anuncia Nestor. Mangueira no cu e a gente vai encher vocês de água. Quem esguichar primeiro, perde. Quem aguentar mais volume, ganha ponto. E os homens vão votar qual barriga fica mais bonita estufada.
Os homens se aproximam com mangueiras improvisadas ligadas a um tambor de água. Não há lubrificante de verdade. Só saliva e força, e a ponta da mangueira é enfiada no cu de cada uma. A água começa a entrar.
É frio e violento. Larissa solta um gemido agudo logo nos primeiros segundos. A barriga dela começa a crescer. Jéssica morde o braço para não gritar. Marisa respira fundo, os olhos fechados, aguentando a pressão crescente. A água continua entrando. As barrigas vão arredondando, ficando tensas, brilhantes de suor. Os homens andam ao redor, comentando alto:
— Olha a da novata. Já tá redonda.
— A filha tá aguentando mais.
— A mãe tem barriga de quem já passou por coisa pior. Tá estufando bonito.
As três estão de quatro, lado a lado, as mangueiras enfiadas fundo no cu. As barrigas crescem devagar, arredondando, ficando tensas e brilhantes sob o sol. O esforço para segurar é visível em cada uma. Os músculos das coxas tremem, os dedos se cravam na terra. A respiração fica curta, ofegante.
Larissa é a primeira a perder o controle. O corpo dela dá um espasmo forte. O cu não segura mais, a água jorra com pressão, um esguicho grosso e contínuo que sai com força, molhando as próprias coxas, as nádegas e a terra embaixo. O jato é tão forte que faz um som molhado e vergonhoso. A barriga dela murcha devagar enquanto o líquido continua saindo em pulsos, misturado com um pouco de fezes líquidas que a pressão arrastou junto. Larissa solta um gemido agudo, meio choro, e cai para o lado, as pernas ainda tremendo, o cu piscando e escorrendo o resto.
Os homens explodem em reações imediatas:
— Olha o esguicho da novata, caralho!
— Saiu com força! Parecia mangueira de verdade!
— Que merda misturada, eca… mas que delícia ver ela se cagando de água!
— Perdeu bonito. Olha a cara de vergonha dela!
Risadas altas. Alguns batem palma, outros apontam e tiram fotos rápidas com o celular.
Jéssica ainda segura. A barriga dela está enorme, redonda, a pele esticada. O rosto vermelho de esforço. Ela enterra a testa no braço e tenta respirar fundo. Mas a pressão vence, e o cu dela abre de repente e o esguicho sai ainda mais forte que o de Larissa. O jato atinge a terra com um baque molhado, formando uma poça. A água sai em jatos ritmados, cada um acompanhado de um gemido rouco e humilhado. A barriga vai esvaziando enquanto ela treme inteira, as coxas se fechando por instinto e abrindo de novo pela força do líquido. Quando o fluxo diminui, ela só consegue ficar de quatro, ofegante, com fios de água e residual escorrendo pela pele.
Os homens vão à loucura:
— Essa loirinha esguichou pra caralho!
— Olha o volume! Parecia que ia sair as tripas!
— A barriga dela tava redondinha… agora olha o estado!
— Quero ver de novo essa puta se cagando de água!
Alguns se aproximam mais, agachando para ver de perto o cu dela ainda vazando. Outros riem e batem no ombro uns dos outros.
Marisa é a última. A barriga dela está a ponto de estourar. A pele brilha, esticada ao máximo. O rosto está cerrado, os dentes rangendo. Ela aguenta mais do que as outras duas juntas. Quando finalmente cede, o esguicho é violento. A água sai com uma pressão absurda, um jorro grosso e contínuo que parece não ter fim. O líquido atinge a terra com força, espirrando para os lados. A barriga murcha aos poucos enquanto o cu dela permanece aberto, soltando o restante em ondas. Um pouco de sangue se mistura à água por causa do esforço. Marisa solta um gemido longo, grave, e fica parada de quatro, a cabeça baixa, o corpo inteiro tremendo de exaustão e humilhação.
A reação dos homens é a mais alta de todas:
— A velha ganhou no volume! Olha esse esguicho!
— Parecia cavalo mijando, caralho!
— A barriga dela tava a mais bonita estufada… e o esvaziamento foi o mais gostoso de ver!
— Essa puta aguenta porra. Quero ver ela engolir água de novo outro dia!
Alguns homens gritam elogios obscenos. Outros batem palma em ritmo. Um deles comenta alto, rindo:
— Se pudesse, pagava só para ver essas três se cagando de água de novo. Melhor que muita foda.
As três permanecem no chão, esvaziadas, molhadas, humilhadas, com a terra em volta transformada em lama suja. O cheiro de água, fezes líquidas e suor sobe forte. E os homens continuam ao redor, apontando, comentando, memorizando cada detalhe do que acabaram de ver. Para eles, foi entretenimento.
Para elas, mais uma camada de vergonha que não sai mais.
— Segunda etapa, diz Nestor. Agora só no cu. Cada uma vai ser comida por vários. Os homens vão votar qual cuzinho é o mais gostoso de meter.
A segunda etapa começa sem intervalo. As três ainda estão no chão, esvaziadas, molhadas da água que esguicharam, a terra transformada em lama sob os joelhos. Não há tempo para recuperar o fôlego. Nestor só faz um gesto e os homens se organizam em três filas.
— Agora só no cu. Metam do jeito que quiserem. No final vocês votam qual é o mais gostoso.
O primeiro de cada fila se posiciona atrás delas. Não há lubrificante, só o residual da água e a força bruta. Os paus entram com dificuldade, esticando a carne ainda irritada do esforço anterior. Larissa grita alto quando a cabeça grossa rasga a entrada. Jéssica solta um gemido rouco e enterra o rosto no braço. Marisa engole o som, mas o corpo inteiro endurece com a penetração seca.
A dor é imediata e profunda.
Não é só a sensação de ser aberta. É o ardor de quem já está inflamado, o puxão interno a cada estocada, a impressão de que a carne vai rasgar de verdade. Cada homem mete com ritmo diferente. Alguns curtos e rápidos, batendo as bolas contra as nádegas. Outros lentos e fundos, girando o quadril para sentir o canal apertar. A cada investida a dor sobe pela coluna, faz as pernas tremerem, faz o estômago revirar.
A humilhação anda junto com a dor. Os homens falam alto, sem nenhum filtro, como se as três não fossem pessoas:
— Esse da novata ainda tá apertado, caralho. Parece que nunca foi comido.
— O da loirinha tá mais quente. Engole o pau quase sozinho.
— O da mãe é o mais fundo. Dá pra meter até o saco sem esforço.
— Aperta, puta. Faz força nesse cu.
— Olha só a cara dela no chão. Parece animal.
Eles batem nas nádegas, puxam o cabelo, cospem nas costas. Um deles segura a cabeça de Larissa e força ela a olhar para o lado enquanto é fodida, só para ver a expressão de dor. Outro abre as nádegas de Jéssica com as duas mãos para os amigos verem o pau entrando e saindo. Em Marisa, um homem mais grosso consegue enfiar até o fim e fica parado, rindo, sentindo o cu dela latejar ao redor do pau.
A fila anda. Homem atrás de homem. O cu de cada uma vai ficando mais aberto, mais inchado, mais vermelho. O ardor vira queimação constante. Em alguns momentos a penetração faz um som molhado e obsceno, mistura de saliva, residual de água e o pouco de sangue que começa a aparecer. Larissa chora sem conseguir parar. Jéssica morde o próprio braço até deixar marca. Marisa mantém os olhos semicerrados, mas cada estocada faz um tremor percorrer as coxas dela.
Quando o último termina, as três ficam de quatro, os cus dilatados, latejando, escorrendo uma mistura suja. Não conseguem fechar. A carne fica aberta, pulsando, exposta ao ar e ao olhar de todos.
É então que a votação começa. Os homens andam ao redor delas como se estivessem avaliando mercadoria. Agacham, abrem as nádegas com as mãos, apontam, comentam. Nenhum deles fala como se estivesse falando de mulheres. Falam como se estivessem comparando objetos de uso:
— O da novata ainda tem um aperto gostoso. Volta um pouco, dá prazer de forçar.
— O da loirinha é o mais macio por dentro. Parece que chupa o pau.
— O da mãe é o mais destroçado. Já tá largo, mas ainda quente. Bom pra meter sem esforço.
— Quero votar no da filha. Foi o que mais apertou no meio da foda.
— Eu voto no da novata. A cara de dor dela deixou mais gostoso.
Eles discutem entre si, riem, apontam de novo. Alguém abre as nádegas de Larissa com os dedos e mantém aberto para os outros verem. Outro faz o mesmo com Jéssica. Ninguém pergunta se dói. Ninguém olha no rosto delas como se houvesse uma pessoa ali. Só avaliam o buraco. A textura. O quanto ainda aperta. O quanto já está arruinado.
No final, a maioria dos votos vai para o cu de Jéssica como “o mais gostoso de comer”.
As três permanecem no chão, expostas, doridas, ouvindo cada palavra como mais uma camada de humilhação. A dor física lateja. A outra dor, a de terem sido reduzidas a três buracos para comparação, fica instalada mais fundo.
E ainda falta a terceira etapa.
— Terceira etapa, Nestor ri baixo. Agora a gente alarga até não dar mais. Depois vocês votam qual cu fica mais bonito aberto.
Os homens não precisam de mais instrução. Alguns já seguram o que vão usar, paus ainda duros, mãos inteiras, cabos de ferramenta, um pedaço de madeira lisa, um gargalo de garrafa. Não há pressa de prazer. Há pressa de destruir a resistência.
Começam com os dedos. Quatro dedos entram com dificuldade no cu de Larissa. Ela grita quando o polegar também força passagem, depois a mão inteira segue. O punho estica a carne além do que parece possível. O grito dela vira um som contínuo, rouco, enquanto o homem gira o punho dentro dela, abrindo ainda mais. Ao lado, dois homens fazem o mesmo com Jéssica. Um deles consegue enfiar a mão até o pulso e puxa para os lados, forçando a dilatação. Jéssica cospe saliva no chão, os olhos revirando. Marisa recebe o tratamento mais brutal, um homem enfia o cabo grosso de uma pá. A madeira entra rasgando, centímetro por centímetro, até desaparecer quase por completo. O sangue aparece rápido.
A dor é de outro tipo agora. Não é só ardor, é a sensação clara de que a carne está sendo dilacerada. Cada vez que algo mais grosso força entrada, as fibras se esticam até o limite e, em alguns pontos, se rompem. O cu de cada uma vai perdendo a forma. Deixa de ser um buraco e vira uma abertura irregular, vermelha, latejante, que não consegue mais se fechar. O músculo perde a força. A resistência some. Só resta a carne aberta e a dor constante de estar sendo forçada a permanecer assim.
Os homens comentam como se estivessem trabalhando numa oficina:
— Olha o da novata. Já tá alargando.
— O da loirinha engoliu a mão inteira. Dá pra ver a barriga mexer.
— O da mãe tá o mais destroçado. Esse já não segura nem fezes direito depois.
— Abre mais. Quero ver até onde vai.
Eles trocam de objeto. O gargalo da garrafa entra no cu de Larissa com um estalo molhado de carne cedendo. Ela urra. Em Jéssica, dois homens abrem as nádegas com força enquanto um terceiro empurra os dedos unidos em formato de cone, girando e puxando para os lados. O sangue escorre pela coxa dela. Em Marisa, o cabo da pá é substituído por uma mão inteira que consegue entrar e se abrir lá dentro. O grito dela é baixo, grave, de quem já não tem mais força para gritar alto.
A humilhação é completa.
Elas estão ali, de quatro, sendo alargadas apenas para o entretenimento e o voto dos homens. Não há pretensão de prazer feminino. Não há diálogo. Só o objetivo de transformar o cu de cada uma numa abertura bem aberta, bem vermelha, bem destruída, para depois serem comparadas como objetos.
Quando finalmente param, as três permanecem na mesma posição, incapazes de fechar. Os cus estão dilatados ao extremo, aberturas escuras, irregulares, latejando, escorrendo sangue e residual. A carne ao redor está roxa e inchada. Em alguns pontos há rasgos visíveis. O ar da tarde toca a carne interna exposta e causa uma dor fria e constante.
Os homens andam ao redor para a votação final. Abrem as nádegas com as mãos, apontam, discutem:
— O da novata ficou redondo. Bonito de ver aberto.
— O da filha tá o mais irregular. Parece que vai ficar assim pra sempre.
— O da mãe é o mais destroçado. Já nem parece cu, parece buraco de verdade.
— Eu voto no da novata. Ficou mais “apresentável”.
— Eu voto no da loirinha. Foi o que mais dilacerou gostoso de ver.
A maioria vota no cu de Larissa como o “mais bonito aberto”.
As três continuam no chão, tremendo, sangrando, com a carne dilacerada apenas para satisfazer o olhar e o voto de homens que já nem as enxergam como mulheres. Só como três aberturas para serem avaliadas.
A terceira etapa termina ali. O corpo de cada uma carrega mais uma camada de destruição. E o anúncio final da competição ainda está por vir. Nestor soma os votos das três etapas.
O sol já está alto. As três estão no chão, pernas tremendo, cus destruídos, barrigas ainda sensíveis, o olhar ainda mais distante do que pela manhã.
Nestor olha para elas e fala, quase casual:
— Amanhã a gente fecha a conta dos três dias. Aí vocês ficam sabendo quem ganhou o quê… e quem vai pagar o castigo.
As três são arrastadas de volta aos fundos. Nenhuma consegue andar direito. Nenhuma consegue fechar as pernas. E o pior ainda está por vir, mas será só no dia seguinte, para aumentar o sofrimento delas. O anúncio final.
Elas são arrastadas de volta aos fundos quando o sol já começa a baixar.
Marisa, Jéssica e Larissa mal conseguem manter-se de pé, as pernas tremem. Os cus destruídos não fecham. A cada passo uma fisgada profunda sobe pela coluna. O sangue seco e o residual sujo escorrem ainda pelas coxas. O cheiro delas chega antes ao cômodo, sexo, sangue, terra e humilhação.
A porta é trancada e o cadeado estala.
Dentro, o calor abafado as envolve na hora. Não há água limpa suficiente, não há remédio. Só os colchões sujos e o olhar das outras mulheres que já esperavam por elas. Ninguém pergunta de imediato. O estado das três fala sozinho.
A noite se instala pesada, a febre vem cedo. Primeiro em Larissa, o corpo dela começa a queimar. A pele fica quente demais, o rosto vermelho, os olhos brilhantes de dor e infecção começando. Ela treme mesmo com o calor do cômodo, os dentes batendo. Depois é Jéssica quem solta um gemido baixo e suado, a testa úmida, a respiração curta. Marisa resiste mais, mas mesmo ela acaba com o corpo em fogo, a carne inflamada latejando em ondas que não deixam dormir.
As três se contorcem nos colchões. Cada vez que tentam fechar as pernas, a dor no cu dilacerado faz o corpo inteiro reagir. A febre sobe e o suor escorre. A alma, essa, parece ainda mais suja que o corpo. Há um peso diferente agora, não é só a dor física. É a sensação de terem sido abertas, medidas, votadas e descartadas como objetos. A humilhação ficou grudada por dentro.
As outras mulheres não dormem direito. Algumas se aproximam com panos úmidos, tentando baixar a temperatura da testa delas. Outras só ficam sentadas perto, em silêncio. O sofrimento é coletivo. Quando uma geme mais alto, várias se mexem ao mesmo tempo, como se a dor fosse compartilhada.
É no meio da madrugada, quando a febre das três está mais alta, que as vozes baixas começam. A mulher das queimaduras fala primeiro, quase sem força:
— Esse homem está piorando. Antes ele só usava, agora ele inventa essa competição de três dias… com voto… com alargamento… com a gente sendo obrigada a ouvir e participar cuidando delas. Isso não é só maldade, é outra coisa.
A de cabelo branco concorda, limpando o suor da testa de Jéssica com um pano sujo:
— Ele tá testando até onde pode ir. E tá gostando, viu. Cada vez ele inventa um jeito novo de quebrar a gente mais fundo. Não basta foder, tem que votar, tem que comparar. Tem que deixar a gente sabendo que o corpo não vale nada além do buraco.
Uma terceira mulher, mais jovem, abraça os próprios joelhos:
— Eu olhei o olho dele hoje. Quando elas estavam sendo abertas. Ele não tava só de pau duro, tava… satisfeito. Como se cada grito e cada voto alimentasse alguma coisa nele. Isso assusta mais que o chicote.
Marisa, mesmo com febre, consegue falar baixo, a voz rouca:
— Ele quer que a gente leve isso pra sempre. Não é só o corpo que ele tá destruindo. É a cabeça. Cada vez que eu fechar os olhos vou ver aqueles homens apontando e votando. Vou sentir a mão dentro de mim de novo. Ele sabe disso.
Larissa solta um gemido febril e murmura, quase sem consciência:
— Eu não aguento mais… dói por dentro… dói a alma…
Jéssica, ao lado, estende a mão trêmula e encontra a da mãe. As duas se seguram com força, mesmo queimando de febre. Nenhuma das duas consegue consolar de verdade. Só existem juntas naquilo.
O cômodo inteiro sofre junto naquela noite. O calor, a febre, o cheiro, a memória do que foi feito. E no meio de tudo, a conversa baixa continua voltando sempre ao mesmo ponto. Nestor não está apenas explorando corpos, está se deliciando com a destruição completa. E nenhuma delas sabe até onde ele ainda pretende chegar.
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