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Puteiro de Garimpo - Parte 9 - Dívida virgem

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AnãoJediManco

A porta se abre com o estalo seco do cadeado. Um dos homens armados entra sem se dar ao trabalho de falar baixo. A voz dele corta o cômodo quente como uma ordem seca:
— A novata, só ela. A menina virgem, levanta vadia.
O silêncio que cai é imediato e pesado. Todas as cabeças se viram para Larissa, ela permanece encolhida no canto, os olhos arregalados, o corpo inteiro travando. As algemas nos pulsos tilintam quando ela treme.
— Eu… a voz dela sai fraca, quase sem ar. Eu não…
— Agora! O homem repete, já andando na direção dela. O Nestor mandou. Chegou a hora de ver se você serve, se é gostosa o bastante pra alguém pagar. Se aguenta ser puta de verdade.
Larissa tenta se afastar, mas as correntes nos tornozelos e o medo a deixam lenta. O homem a agarra pelo braço e a puxa para cima com força. Ela tropeça, quase cai, e é arrastada em direção à porta. As outras mulheres permanecem imóveis, nenhuma se levanta, nenhuma fala. O olhar de todas carrega a mesma coisa, o reconhecimento frio de que a vez dela chegou.
Marisa aperta o braço de Jéssica, mas não se mexe. Jéssica tem os olhos cheios d’água, o queixo tremendo, mas também não se move. Qualquer intervenção só pioraria, elas já aprenderam.
Larissa ainda tenta falar enquanto é puxada:
— Por favor… eu nunca… eu não sei…
O homem não responde. Só a empurra para fora do cômodo, a porta se fecha atrás deles. O cadeado é travado de novo.
Dentro, o silêncio volta ainda mais denso. O calor parece ter aumentado, nenhuma das mulheres comenta na hora. Só escutam os passos se afastando pelo corredor e depois sumindo em direção ao salão.
A virgem saiu. Agora o Barracão das Sombras vai descobrir, do jeito mais bruto, se ela serve. E todas as que ficaram para trás já sabem que, quando a porta se abrir de novo, a Larissa que voltar, se voltar inteira, não será mais a mesma que saiu.
Larissa não é levada para o salão. O homem armado a puxa por um corredor lateral, longe do barulho dos clientes, e abre uma porta mais pesada no fundo do Barracão, o quarto de Nestor. O espaço é apertado, abafado, iluminado por uma lâmpada suja que balança no teto. Cheira a cachaça velha, suor e tabaco. Há uma cama desfeita, uma mesa com garrafas e um armário torto. Na parede, um chicote enrolado e um pedaço de corda.
Nestor está sentado numa cadeira, camisa aberta, o revólver ainda na cintura. Quando a porta se fecha atrás de Larissa, ele faz um gesto com a mão.
— Tira as algemas. Deixa as correntes nos pés.
O homem obedece, depois sai. O cadeado da porta é travado por fora.
Larissa fica parada no meio do quarto, nua, as correntes tilintando nos tornozelos cada vez que treme. Os braços agora livres tentam cobrir o corpo por instinto. Nestor observa em silêncio longos segundos, só mastigando o canto da boca.
— Tira a mão. Quero ver tudo.
Ela demora. Ele se levanta devagar. O simples movimento faz ela recuar até bater nas costas na parede. Nestor ri baixo.
— Se eu quisesse te estuprar na hora, já tinha feito. Primeiro eu vou olhar. Cada parte, bem devagar.
Ele se aproxima, segura o queixo dela com força e levanta o rosto. Os olhos dele passam pelo cabelo, pela boca, pelo pescoço ainda marcado pela coleira da tarde. Depois desce. Aperta um seio, depois o outro, como quem testa fruta. Puxa o mamilo até ela soltar um som de dor. Passa a mão pela barriga, pela virilha, e força as coxas dela a se abrirem com o joelho.
— Ainda fechada, comenta, quase para si. Virgem de verdade. Algo raro nos dias de hoje.
Larissa chora em silêncio, o corpo inteiro rígido. Nestor não tem pressa, faz ela se virar. Separa as nádegas com as duas mãos e examina o cu com o polegar, apertando, abrindo. Depois a vira de novo e enfia dois dedos na boceta seca, sem carinho, só para sentir a resistência. Ela grita. Ele mantém os dedos lá dentro, torcendo.
— Dói? Bom. Vai doer mais.
A tortura psicológica começa ali.
Ele a faz ficar de pé no meio do quarto enquanto fala, voz baixa e calma:
— Sua mãe deve estar chorando agora. Seu pai deve estar bebendo, e você está aqui. Nua, com corrente no pé. Vai ser comida pela primeira vez por um homem que não gosta de você. Que não vai ter cuidado, que vai gostar de ouvir você gritar. E depois de mim… vão vir outros, muitos. Alguns vão querer só a boceta, outros vão querer o cu, outros vão querer te ver chorar, você vai fazer tudo que eles mandarem. Porque se não fizer, eu te coloco no mesmo tronco daquela de hoje. Com o ferro no outro lado da cara.
Larissa balança a cabeça, as lágrimas escorrendo.
— Por favor… não… eu nunca…
— Eu sei que nunca, ele interrompe, com um tapa forte na cara dela. É por isso que vale mais. É por isso que eu vou ser o primeiro.
Ele a empurra para a cama, o colchão é duro e cheira mal. As correntes nos tornozelos atrapalham quando ele força as pernas dela a abrirem. Nestor tira a própria calça com calma. O pau já está duro, ele não beija, não acaricia. Só se posiciona entre as coxas dela e esfrega a cabeça do pau na boceta fechada, sentindo a resistência.
— Olha pra mim, ordena.
Quando ela desvia o rosto, ele segura o queixo com força e obriga.
— Eu quero ver a cara de quem está perdendo a virgindade com medo.
Ele empurra. A entrada é seca, apertada, violenta. Larissa grita alto quando a cabeça do pau rasga a resistência. O sangue aparece rápido. Nestor não para e empurra mais fundo, centímetro por centímetro, abrindo-a à força, até enterrar tudo. O corpo dela se contorce, as mãos empurram o peito dele sem força nenhuma. Ele começa a foder com estocadas curtas e pesadas, segurando os quadris dela contra o colchão.
— Aperta essa buceta cachorra, você vai fazer isso toda hora. Faz barulho putinha maldita.
Cada estocada arranca um som dela. De dor, de pânico, de algo se quebrando que não vai voltar a se juntar. O sangue mancha a coxa e o colchão. Nestor fode sem nenhuma pressa de gozar. Quer alongar, quer ver o horror no rosto dela. Quer que a primeira vez seja exatamente isso, medo, dor e a certeza de que o corpo dela não pertence mais a ela.
Quando finalmente acelera e goza dentro, enterra fundo e fica ali, respirando pesado, olhando o rosto destroçado de Larissa.
— Pronto, ele diz, ainda dentro dela. Agora você não é mais virgem. Agora você é puta, amanhã alguém vai pagar pra usar o que eu acabei de abrir.
Ele se tira e o sangue e a porra escorrem. Larissa permanece deitada, as pernas abertas, o olhar vazio, o corpo ainda tremendo. O trauma já está instalado, dor física é só a parte que se vê.
Nestor limpa o pau na coxa dela, se senta e fica olhando a vadiazinha jogada na cama imunda.
Nestor não demora a se recuperar. Ainda com a respiração pesada da gozada, ele fica alguns minutos sentado na beira da cama, bebendo cachaça direto da garrafa, olhando o corpo de Larissa espalhado no colchão. Ela não se mexeu, continua de pernas abertas, o sangue misturado com porra escorrendo pela coxa, o olhar fixo no teto sujo, como se tivesse saído de dentro de si mesma.
Ele ri baixo.
— Olha só essa boceta. Acabou de ser aberta e já tá uma merda. Sangue, porra, tudo misturado. Parece uma buceta de velha, esses beiços grandes a deixam horrível, ela parece larga, coisa de mulher gorda e nojenta.
Levanta-se, ainda nu da cintura para baixo, e anda ao redor da cama. Segura um seio de Larissa com a mão inteira e aperta com força, torcendo o mamilo até ela soltar um gemido fraco de dor.
— Peito pequeno, bem menina mesmo. Mas serve, dá pra morder, dá pra bater, dá pra queimar se eu quiser.
Ele solta o seio e desce a mão até a boceta destruída. Abre os lábios inchados com dois dedos e examina o estrago com desprezo.
— Suja pra caralho, você cheira a sangue e porra. E pensar que ainda ontem isso aqui estava fechado. Agora qualquer um pode meter. Inclusive eu de novo.
Larissa tenta fechar as pernas por instinto. Ele força com os joelhos e mantém aberta.
— Não fecha. Eu ainda não terminei.
Nestor cospe na mão, passa no próprio pau, ainda semiduro, e o massageia até ficar completamente ereto outra vez. Depois vira Larissa de lado com violência, ergue uma perna dela e separa as nádegas.
— Esse cu ainda tá virgem, né? Fechadinho. Vamos resolver isso também.
Larissa reage pela primeira vez desde que ele gozou. A voz sai quebrada, desesperada:
— Não… por favor… não aí… dói… eu nunca…
— Eu sei que nunca, ele interrompe, já posicionando a cabeça do pau contra o cu dela. É por isso que eu vou tirar.
Ele empurra, a entrada é ainda mais difícil que a da boceta. O cu resiste, e Larissa grita alto quando a cabeça penetra à força. Nestor não para, segura o quadril dela com uma mão e vai enterrando devagar, centímetro por centímetro, abrindo o canal estreito com brutalidade. Cada avanço arranca um grito mais agudo dela. Quando finalmente consegue enfiar até a base, fica parado um segundo, sentindo a pressão absurda, e depois começa a foder.
As estocadas são curtas, pesadas, sem piedade. O cu de Larissa sangra rápido. O sangue serve de lubrificante. Nestor cospe em cima várias vezes e continua metendo, comentando alto entre uma estocada e outra:
— Aperta, puta.
— Chora mais.
— Seu pai devia ver isso. A filhinha dele tomando no cu pela primeira vez.
— Agora você não tem mais nenhum buraco virgem. Tudo aberto, tudo sujo.
Larissa chora sem conseguir formar palavras. O rosto está afundado no colchão. Cada vez que ele enterra fundo, o corpo dela solta um espasmo. O prazer de Nestor está menos no ato em si e mais na destruição, na certeza de que está marcando a menina por dentro e por fora, de que a primeira vez dela nos dois buracos será exatamente essa memória de horror.
Ele demora mais para gozar dessa vez. Quando chega lá, enterra até o fundo e despeja tudo dentro do cu dela, gemendo baixo, os dedos cravados na carne da coxa. Depois se tira devagar, observando o buraco dilatado e sangrando, a porra branca se misturando com o sangue.
— Pronto. Agora tá completa, boceta e cu deflorados no mesmo dia, e por mim.
Ele limpa o pau na nádega dela e começa a volta a se sentar com calma. Larissa permanece na mesma posição, incapaz de se mexer, os dois buracos latejando, o corpo inteiro em choque.
Nestor ainda não terminou. Depois de se vestir, ele pega o celular antigo que fica em cima da mesa. A tela rachada ilumina o rosto dele por um segundo enquanto ele aponta a câmera para a cama. Larissa continua deitada na mesma posição, as pernas abertas, o corpo sujo de sangue, porra e suor. Os dois buracos visivelmente abertos e irritados. Ele começa a tirar fotos.
Primeiro o corpo inteiro, de cima. Depois se aproxima. Foto da boceta destruída, ainda escorrendo. Foto do cu dilatado e sangrando. Foto do rosto dela, inchado de tanto chorar, o olhar vazio. Ele mexe nela sem pedir, vira o quadril, abre mais as coxas, levanta um seio, tudo para enquadrar melhor.
— Fica quieta. Ou eu te amarro de novo.
Larissa mal reage. Só os olhos acompanham o movimento do celular por um segundo, uma centelha confusa de curiosidade e medo. Nestor nota.
Ele ri baixo, guardando o celular no bolso da calça.
— Tá curiosa? Quer saber pra que é?
Ela não responde. Ele se aproxima da beira da cama, olhando o corpo dela com desprezo aberto.
— Olha o estado dessa puta. Boceta arrombada, cu arrombado. Sangue pra todo lado. Peito mole de tanto chorar. E ainda por cima uma foda ruim pra caralho. Apertou pouco, gritou demais. Nem soube rebolar, se eu tivesse pagando, pedia o dinheiro de volta. Não pago por puta ruim. Cada palavra cai pesada. Larissa fecha os olhos, mas as lágrimas continuam escorrendo de lado.
Nestor se abaixa um pouco, a voz ficando ainda mais baixa, mais venenosa:
— E as fotos? São pra mandar pro seu pai e pra sua mãe. Pra aquelas amiguinhas da sua cidadezinha em Minas. Quero que eles vejam exatamente como a filhinha deles ficou depois da primeira foda. Quero que vejam a boceta sangrando, o cu aberto, cara de quem foi usada. Assim eles aprendem o que acontece quando não pagam dívida.
Larissa abre os olhos de súbito. O horror agora é outro, não é só o corpo. É a destruição completa de qualquer resto de vida que ela ainda imaginava existir lá fora.
— Não… por favor… não manda… a voz sai rouca, desesperada. Eu faço qualquer coisa… não manda pra eles…
Nestor sorri, satisfeito com a reação.
— Aí fica mais interessante. Talvez eu mande, talvez não. Depende de como você se comportar daqui pra frente. Se for uma puta obediente, talvez eu guarde só pra mim. Se der trabalho… seu pai vai receber tudo. Com detalhes. Talvez eu traga sua mãe para te ver tomar no cu ao vivo, o que acha?
Ele guarda o celular de vez, limpa a mão na própria calça e vai até a porta.
— Daqui a pouco vem alguém te buscar. Tenta juntar essa merda de corpo antes de voltar pro fundo. Ninguém gosta de puta fedendo a sangue e porra demais. A porta se abre, ele sai. O cadeado é travado outra vez. Larissa fica sozinha no quarto, o corpo destruído, as fotos do seu pior momento agora guardadas no bolso de Nestor, e a ameaça pendurada sobre ela como mais uma corrente. A virgindade foi só o começo, a humilhação, essa, promete acompanhar cada dia que ela ainda tiver pela frente.
A porta do quarto de Nestor se abre de novo. Dois homens entram, são dos que fazem a segurança do Barracão, altos, braços grossos, cheiro de suor e arma. Um deles carrega uma lanterna fraca. Quando a luz cai sobre o corpo de Larissa ainda espalhado na cama, pernas abertas, sangue e porra escorrendo dos dois buracos, eles param por um segundo. O mais alto ri baixo.
— O velho abriu os dois. Mas a boca tá limpa.
O outro se aproxima, segura o queixo de Larissa e força a boca dela a abrir com o polegar.
— Desperdício mandá-la de volta assim. Sem nem sujar a cara.
Eles sabem que Nestor não vai se importar. Desde que a mercadoria volte andando, o resto é detalhe. E ninguém no Barracão vai defender uma novata.
O primeiro já está abrindo a calça. O pau dele é mais grosso e mais longo que o de Nestor, pesado, com veias saltadas. Ele não pede, segura a cabeça de Larissa pelos cabelos e enfia direto na boca. A garganta dela protesta na hora. Ela se engasga, os olhos enchem d’água, saliva escorre pelo canto da boca. Ele não respeita o engasgo. Empurra até a base, segura fundo, sente a garganta dela se debater, e só então começa a foder a boca com estocadas curtas e brutais.
— Isso. Engole direito, sua puta arrombada.
O segundo homem não espera a vez. Já tirou o pau, ainda maior, mais escuro, a cabeça larga e se posiciona entre as pernas dela. Sem nenhuma preparação, enfia na boceta já destruída. O sangue e a porra de Nestor servem de lubrificante. Larissa grita com a boca cheia. O som sai abafado, molhado. O homem geme e começa a meter com força, segurando as coxas dela abertas.
— Olha o estado dessa boceta. Mole, suja, sangrando… parece que já foi usada por dez.
Eles se revezam sem conversa longa. O da boca tira o pau escorrendo saliva e troca de lugar com o outro. Agora é o pau maior que força a entrada no cu já dilatado e sangrando. Larissa se contorce, o grito sai mais agudo. Ele não tem paciência, enterra tudo de uma vez e fode com estocadas profundas, batendo as bolas contra a pele dela.
Enquanto isso, o outro volta a usar a boca. Segura as duas laterais da cabeça dela e usa o rosto como se fosse só um buraco. Cada estocada faz a garganta dela engasgar-se. Saliva, lágrimas e ranho escorrem pelo queixo e pelo pescoço.
Os comentários são baixos, sujos, do tipo que não se faz nem com a pior das mulheres:
— Essa boca foi feita pra levar porra.
— Cu de novata ainda aperta, mas já tá arrombado.
— Se o pai dela visse a filha agora… engolindo pau e tomando no cu ao mesmo tempo.
— Cheira a merda e sangue. Delicioso.
— Quando a gente gozar, quero ver essa cara toda branca. Igual puta de beira de estrada.
Eles não demoram muito. Estão excitados demais com a facilidade e com o estado dela. O primeiro goza fundo na garganta, segurando a cabeça dela no lugar até ela engolir por puro reflexo, tossindo e se engasgando depois. O segundo goza dentro do cu, enterrando até o fim e esvaziando com gemidos grossos. Depois ainda tira o pau e esfrega a cabeça suja de sangue e porra no rosto de Larissa, sujando as bochechas, a boca, a testa.
Quando terminam, os dois fecham as calças como se tivessem acabado de usar um banheiro.
— Levanta, porra. Tem que levar essa merda de volta pro fundo.
Larissa mal consegue se mexer. O corpo inteiro treme e a boca dói. Os dois buracos latejam ainda mais. O rosto está coberto de porra, saliva e ranho. Um deles a puxa pelo braço e a obriga a ficar de pé. As correntes nos tornozelos tilintam. Ela tropeça e eles não esperam, arrastam ela pelo corredor, nua, suja, com a porra escorrendo pelo queixo e pelas coxas.
Quando a porta dos fundos se abre e ela é jogada para dentro, o cheiro e o estado dela falam antes de qualquer palavra. As outras mulheres olham em silêncio. Larissa cai de joelhos no chão do cômodo, o rosto coberto de porra, os buracos ainda escorrendo, e pela primeira vez desde que chegou ao Barracão das Sombras, não tem mais nenhuma dúvida. Aqui, qualquer um pode usar, qualquer hora e do jeito que quiser.
Os dois homens ainda não saíram do cômodo. O cheiro dela se espalha rápido no ar abafado. As outras mulheres observam em silêncio, sem se aproximar. O mais alto dos homens aponta com o queixo para Jéssica.
— Você loirinha. Vem cá.
Jéssica hesita só um segundo. Marisa aperta o braço dela, mas não fala nada. Qualquer resistência só pioraria. Jéssica se levanta devagar e se aproxima, nua, o corpo ainda marcado dos dias anteriores. O homem segura o cabelo dela e empurra o rosto na direção de Larissa.
— Limpa essa puta com a boca. Quero ver você chupar cada gota dessa cara. E depois limpa os buracos também. Tudo. Se deixar resto, você vai ser castigada.
Jéssica sente o estômago revirar. O cheiro de porra, sangue e sexo azedo sobe forte. Larissa mal consegue manter os olhos abertos. O rosto dela está branco de gozo seco e fresco.
— Anda! Grita o segundo homem. Ou a gente faz você chupar no meio do salão.
Jéssica se ajoelha na frente de Larissa. As mãos tremem quando seguram o rosto da outra. A língua sai com nojo visível. Ela começa pelo queixo, lambendo a porra escorrida. O gosto é salgado, amargo, grosso. Sobe pelas bochechas, limpa perto da boca, da testa, dos cílios onde o gozo grudou. Larissa fica imóvel, só solta um soluço baixo quando a língua passa perto dos olhos.
Os dois homens assistem de braços cruzados, sem nenhuma pressa. Um deles já está apertando o pau por cima da calça.
— Isso. Bem devagar. Quero ver a língua trabalhando.
Quando o rosto de Larissa está relativamente limpo, o homem ordena de novo:
— Agora os buracos. Deita ela e limpa essa boceta e esse cu. Tudo que a gente deixou e o que o velho deixou.
Jéssica obedece. Ajuda Larissa a deitar de costas no colchão mais próximo. As pernas da novata são abertas sem resistência. A boceta está inchada, vermelha, ainda escorrendo mistura de sangue e porra. Jéssica baixa a cabeça e passa a língua. O gosto é ainda pior, metálico, ácido, sujo. Ela lambe entre os lábios, força a língua para dentro o suficiente para recolher o que ainda vaza, depois desce até o cu dilatado e faz o mesmo. O cheiro ali é mais forte. Cada movimento da língua arranca um gemido fraco de Larissa, mais de dor e humilhação do que qualquer outra coisa.
Os homens riem baixo.
— Olha só. Mãe e filha não, mas quase. Uma puta limpando a outra com a boca.
— A loirinha até que tem jeito. Deveria cobrar extra por limpeza.
Jéssica continua até não sobrar nada visível escorrendo. A língua e os lábios dela estão brilhantes de tudo que recolheu. Quando termina, fica ajoelhada, a respiração ofegante, o nojo estampado no rosto.
Um dos homens cospe no chão.
— Pronto. Agora sim pode ficar. E se alguém perguntar, foi limpeza de rotina.
Eles saem. A porta é trancada outra vez.
O cômodo fica em silêncio pesado. Jéssica permanece ajoelhada, o gosto ainda na boca. Larissa está deitada, as pernas ainda abertas, o olhar vazio. Marisa se aproxima devagar e só coloca a mão no ombro da filha, sem conseguir dizer nada que alivie o que acabou de acontecer.

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