Noiva Virgem e o Velho do Mercadinho
Ana e Marcelo, recém-órfãos e falidos, empregam-se num mercado. O dono, Seu Alfredo, assedia Ana com exigências e investidas taradas no estoque.
Me chamo Marcelo, tenho 28 anos, e sou casado com a Ana, que hoje tem 27. O que vou relatar aqui aconteceu quando ainda éramos noivos. Naquela época, minha esposa ainda morava com os pais em Goiânia; a família dela era bem humilde, mas de trabalhadores muito honestos. Deixe-me contar um pouco mais sobre a história e o perfil da Ana para vocês entenderem a dimensão de tudo.
A família da Ana era quase inteiramente cristã. Desde a infância, ela seguia à risca todas as doutrinas, dogmas e costumes da religião. No entanto, por volta dos seus 17 anos, ela passou a não frequentar mais os cultos e missas na igreja. Mesmo afastada dos templos, ela ainda mantinha vivas algumas tradições e ensinamentos morais, principalmente o dogma imposto pelos pais no quesito das relações sexuais: tinha a cultura enraizada e o pensamento fixo de que só transaria após o casamento. Os pais dela eram extremamente rigorosos e conservadores nessa questão, vigiando cada passo dela.
Eu conheço a Ana desde a nossa infância. Eu morava com a minha tia, que era vizinha de parede da família dela, na mesma rua. Quando Ana completou 17 anos, foi quando começamos a conversar com mais frequência e, em pouco tempo, engatamos o namoro. A Ana sempre foi um espetáculo de mulher, um monumento: loira de olhos marcantes, 1,64 metros de altura, esbanjando uma beleza avassaladora por onde quer que passasse. Ela sabia valorizar aquele belo corpo escultural usando roupas perfeitamente ajustadas, e tinha um piercing no umbigo que era uma verdadeira perdição para qualquer homem. Todos os caras do bairro tentavam cortejá-la e xavecá-la antes de a gente começar a namorar, até que eu finalmente consegui flechar o seu coração.
Apesar de a gente se agarrar em amassos incandescentes que nunca chegavam às vias de fato, a Ana sempre foi uma mulher absurdamente fogosa e cheia de tesão. Eu tinha certeza absoluta de que ela só não transava comigo por puro respeito às tradições e à pressão da religião da família, pois se não fosse por isso, ela já teria perdido a virgindade comigo há muito tempo. Quando estávamos nos pegando no quarto, naquele momento quente de puro delírio, ela agarrava e apertava a minha pica dura por cima da calça, eu tateava e deslizava os dedos na bucetinha macia dela, e chegava a me ajoelhar para chupar aquela bucetinha toda até deixá-la babada. Ela também me retribuía engolindo minha pica num boquete gostoso e profundo, babando no meu pau com vontade.
Chegamos até a tentar fazer sexo anal algumas vezes. A Ana já estava louca de desejo para que eu comesse aquele cuzinho perfeito; sabíamos que, para a doutrina deles, isso também era considerado errado e um pecado, mas outros irmãos e irmãs da igreja faziam o mesmo às escondidas, obtendo sucesso e espalhando que era maravilhoso — diziam que o sexo anal era justamente o segredo que os mantinha firmes sem romper o lacre da virgindade da frente. No entanto, por sermos novatos e inexperientes, nunca conseguíamos concluir o ato. O cuzinho da Ana era virgem, tão fechadinho e apertado que eu não conseguia entrar nele com a minha pica de forma alguma. Me faltava mais técnica e malícia. Ao vê-la contorcer o rosto sentindo dor nas primeiras investidas, acabávamos desistindo de continuar tentando todas as vezes. Mas aquele rabo era a coisa mais perfeita que eu já tinha visto na vida; uma bunda de endoidar qualquer peão.
Mesmo depois que assumimos o namoro, continuavam surgindo muitos xavequeiros e gaviões naquela rua querendo papa a minha noiva, porque a Ana era de fato encantadora e magnética. Ela tinha um rostinho angelical de boneca, seios pequenos, durinhos e sempre em pé com os mamilos apontados, coxas grossas e bem desenhadas, e uma bunda grande, redonda e empinada. O corpo dela era simplesmente sensacional. E, apesar de vir de uma família tão religiosa, ela andava sempre com roupas curtinhas dentro e fora de casa: sainhas coladas, tops decotados, sempre mostrando a barriguinha lisa com o piercing e os pernões de fora. Vestia sempre roupas que valorizavam demais as suas curvas esculturais, dando um destaque pornográfico ao seu bumbum, fosse andando pela rua ou relaxando em casa. (imagens 1, 2 e 3)
No nosso bairro, havia uma vendinha, um comércio popular que vendia de tudo um pouco — era praticamente o mercadinho central onde todos os moradores da região faziam suas compras diárias. O dono desse estabelecimento era o Seu Alfredo, um velho conhecido na vizinhança pelo apelido pejorativo de “Papa-Anjos”. Ele era um velho gordo, asqueroso, com uma aparência desleixada e suja, que dava a impressão de que odiava se assear. O velho era todo peludo, andava pela rua sempre imundo de suor, com tufos de pelos grisalhos saindo pelas axilas da regata regada a ranço, dentes extremamente amarelados e podres pelo fumo, calvo, mantendo apenas fiapos de cabelo nas laterais da cabeça. Era um homem extremamente ogro, boçal e bruto que só ele.
Sabe esses velhos nojentos que adoram procurar gracinhas e dar em cima de mulheres bem mais novas? Pois bem, era exatamente por isso que ele ostentava a fama de “Papa-Anjos”: ficava soltando gracinhas na cara de pau mesmo, sem o menor escrúpulo, timidez ou autocontrole. Ele passava boa parte do tempo instalado na entrada do seu mercadinho, sentado em uma cadeira de fita ao lado de dois amigos igualmente velhos e babões, bolindo e mexendo com absolutamente todas as mulheres novas que passassem por ali. Usavam uma linguagem porca e berravam barbaridades para as novinhas da rua.
E uma dessas mulheres que constantemente precisavam passar por ali era a minha Ana. Sempre que ela voltava da academia de ginástica usando shorts minúsculos ou calças legging coladíssimas que desenhavam até a divisória da sua vagina, era um verdadeiro alvoroço na porta do comércio. Choviam comentários impróprios e indecentes, típicos daqueles velhos babões e tarados.
No entanto, o Seu Alfredo ficava um pouco mais retraído nessas horas. Ele não falava as baixarias em voz alta quando a Ana passava porque conhecia muito bem a família dela, especialmente o pai da minha noiva. Os dois haviam sido muito amigos na juventude e, por esse resto de respeito ao pai dela, o velho segurava a língua porca. Mas os olhos dele não enganavam: ele se devorava em desejos, secando a Ana de cima a baixo só de vê-la desfilar na sua frente.
Enquanto os outros velhos gritavam pérolas como “Ohh, lá em casa!”, “Essa loirinha mata o velhinho de coração!” ou “Aí eu dou valor!”, um dia a minha Ana passou tão suada da academia, desenhada naquela legging justa, que um dos velhos soltou sem pudor:
— Eu chupo esse cuzinho suadinho desse jeito mesmo, sem tirar nem pôr! Será que os pentelhos da bucetinha também são loirinhos?
Seu Alfredo apenas fazia caras e bocas, engolindo em seco, babando de vontade por dentro e desejando aquela carne nova, mas mantendo-se mais contido na voz. A Ana sempre me contava sobre esses comentários nojentos dos velhos quando chegava em casa. Ela ficava furiosa, espumando de raiva, e sempre dizia com desprezo:
— Até parece que uns velhos acabados e nojentos daqueles dão conta de uma mulher nova. Eles não se enxergam no espelho, uns podres daqueles!
Acontece que uma reviravolta trágica e uma verdadeira fatalidade fizeram com que as nossas vidas mudassem de rumo abruptamente, saindo totalmente dos trilhos e desabando sobre nós. Pouco depois de a Ana completar 18 anos, os pais dela acabaram sofrendo um gravíssimo acidente de estrada e faleceram no local, deixando a minha noiva completamente desnorteada, solitária e arrasada pelo luto. Eu fiquei incondicionalmente ao lado dela nesses momentos mais difíceis, oferecendo meu ombro, apoio emocional e suporte total em tudo o que ela necessitava para não desabar de vez. Para piorar ainda mais o cenário de terra arrasada, logo após o choque inicial, a Ana descobriu que os seus falecidos pais estavam completamente falidos; o pai dela estava atolado em dívidas impagáveis, o que resultou na perda total da modesta casa da família, que foi direto para leilão judicial para sanar parte dos credores.
Sem ter para onde ir, a Ana precisou vir morar de favor na casa da minha tia, no mesmo teto onde eu também já morava nas mesmas condições precárias. Naquela altura, nem eu nem a Ana trabalhávamos, e as despesas básicas da casa da minha tia dispararam vertiginosamente com a chegada de mais uma pessoa comendo e gastando água e luz. Começamos a nos sentir um peso, e as piadinhas passivo-agresivas já eram constantes nas falas da minha tia, que vivia apertada contando cada centavo da sua modesta aposentadoria. Passávamos dias e noites trancados no meu quarto, que era uma espécie de suíte apertada com um banheiro embutido; só saíamos dali para comer, já que eu improvisava guardando o que dava em um frigobar velho que minha tia havia ganhado de doação. Eu passava horas e horas vidrado na tela do celular caçando vagas de emprego pela internet, além de bater perna, eu e Ana, debaixo do sol escaldante de Goiânia, rodando o comércio local atrás de qualquer oportunidade. Porém, a nossa falta absoluta de experiência profissional por se tratar do primeiro emprego formal era um muro intransponível e um grande empecilho. Sempre recebíamos negativas secas, e já se passava mais de um mês de buscas exaustivas; já estávamos exaustos, mentalmente desiludidos e totalmente desacreditados de que conseguiríamos achar uma luz no fim do túnel.
Até que o destino — ou melhor, a fofoca do bairro — agiu: o Seu Alfredo soube por terceiros que nós estávamos desesperados atrás de qualquer serviço. Por uma imensa coincidência, o rapaz que trabalhava no caixa do mercadinho dele havia acabado de pedir as contas de última hora após receber uma proposta melhor em outra rede de supermercados maiores. O velho tarado me avistou na rua, gesticulou com a mão grossa e peluda e me chamou para uma conversa particular na entrada do estabelecimento:
— Diga aí, moleque Marcelo, tudo bem? Soube pelos corredores que você tá rodando por aí procurando emprego igual barata tonta. É verdade essa história? — disparou ele, cuspindo um pouco de saliva no chão.
— Tô sim, Seu Alfredo, a coisa tá preta lá em casa e eu preciso conseguir algo para pagar minhas contas — respondi prontamente.
— Veja bem, garoto, surgiu uma vaga bem aqui no meu caixa, cuidando do dinheiro e passando mercadoria. Se você tiver interesse de verdade, o lugar é seu. Agora, escuta bem o que eu vou te dizer: tem que ter compromisso redobrado na minha porra de estabelecimento! Se aceitar e vacilar um segundo sequer, é rua na mesma hora, entendeu? — vociferou ele com aquela fala típica de velho ogro, falando alto, berrando e babando de raiva enquanto gesticulava na minha cara.
— Se o senhor me der essa oportunidade, juro que não vou te decepcionar em nada, Seu Alfredo! — falei com os olhos brilhando de pura expectativa, alívio e esperança por ver uma saída para o nosso sufoco.
— Assim espero, moleque, não me venha dar dor de cabeça — resmungou ele, limpando o suor da testa peluda com as costas da mão grossa.
Foi aí que me lembrei da situação desesperadora da Ana, aproveitei o embalo da conversa que parecia favorável e decidi arriscar o pedido:
— Seu Alfredo... o senhor me permite pedir uma coisa?
— Ih, rapaz! Começou o chororô. Esse é o exato mal dos jovens de hoje em dia: nem bem começa a trabalhar na minha aba e já quer pedir favor e tirar proveito? — retrucou ele, todo bruto, cruzando os braços carnudos na frente da barriga enorme e deformada.
— Não é isso, Seu Alfredo! Pelo amor de Deus, não me leve a mal. Eu só gostaria de saber se o senhor não teria mais nenhuma vaguinha de emprego disponível aí no mercado... — soltei de uma vez, engolindo em seco.
— Outra vaga?! — esbravejou ele, arregalando os olhos amarelados e estufando o peito peludo.
— Eu acabei de falar para você com todas as letras que era apenas uma única vaga no caixa! Você é surdo por acaso, ou se faz de idiota na minha frente?
— Calma, Seu Alfredo, me escute. É que eu queria saber se não teria nenhuma outra função, qualquer coisa mesmo, para a Ana aí no seu mercado também... — expliquei com a voz meio trêmula.
O semblante daquele velho nojento mudou instantaneamente ao ouvir o nome da minha noiva. O rosto dele se contorceu em uma expressão de malícia disfarçada, os olhos pequenos e injetados de sangue brilharam com uma luxúria reprimida, e ele coçou o queixo cheio de cerdas grisalhas. Eu continuei, tentando sensibilizá-lo:
— Como o senhor bem sabe, ela tá passando por momentos absolutamente terríveis, totalmente perdida e sozinha após a morte trágica dos pais, e precisa muito trabalhar para ajudar a sustentar a casa. Pode ser reposição, limpeza, qualquer coisa...
Seu Alfredo olhou para o alto, arqueando uma das sobrancelhas peludas, com um sorriso cínico brotando no canto daquela boca podre pelo fumo, e perguntou com voz maliciosa:
— Ela tá onde agora a essa hora da tarde?
— Foi para a academia. — respondi sem malícia na hora.
— Então faz o seguinte: peça para a mocinha passar aqui no mercado assim que ela sair de lá, direto da academia, para eu dar uma olhada... quer dizer, para eu conversar pessoalmente com ela sobre as possibilidades de trabalho.
— Muito obrigado mesmo, Seu Alfredo, o senhor me salvou! — falei, dando meia-volta todo alegre, pegando imediatamente o celular no bolso para mandar uma mensagem correndo para a Ana com a grande notícia da suposta vaga.
A rotina da Ana era sagrada: ela geralmente voltava da academia por volta das 14h, e ficou rigorosamente acertado que ela passaria direto no comércio para se apresentar ao Seu Alfredo. Por volta das 16h30, com o sol ainda queimando forte em Goiânia, minha noiva finalmente chega no quarto, abrindo a porta com um suspiro cansado:
— E aí, meu amor, como é que foi a conversa com o Seu Alfredo? Eu estava aqui roendo as unhas de ansiedade esperando você voltar! — dispartei, transbordando uma mistura de expectativa e nervosismo, observando cada detalhe dela.
A Ana foi colocando a squeeze de água com força na bancada improvisada do quarto, deu uma respirada funda, jogou os cabelos loiros suados para trás e disparou:
— Amor... eu não sei se aceitar isso é uma boa ideia, de verdade. Quando eu cheguei lá, o Seu Alfredo ficou me devorando com os olhos, com aquela tara nojenta dele que nunca tem fim, parecendo que ia pular no meu pescoço.
Vale destacar o detalhe de que a Ana estava com uma calça legging cinza clarinha e extremamente justíssima, marcando e dividindo completamente aquela bunda grande e redonda dela, além de uma blusinha curta e coladinha, totalmente sem sutiã, deixando a marcação exata dos mamilos rijos e empinados visíveis através do tecido leve.
— Mas o que rolou exatamente, amor? Ele te faltou com o respeito?
— Ele não me falou palavrão, mas me deu uns quatro abraços demorados e apertados durante toda a nossa conversa, sempre aproveitando para tirar uma lasquinha, colar o corpo no meu e me apertar com aquela força de velho nojento. E para piorar, vinha aquele bafo insuportável de cigarro misturado com cecê podre dele... Ele começou a falar dos meus pais, fingindo uma falsa empatia e lamentando a morte deles, dizendo que era muito amigo do meu falecido pai e que tudo o que eu precisasse na vida era só pedir para ele... — contou ela, fazendo careta de repulsa e cruzando os braços sob os seios.
— Então, Ana... tirando o cheiro ruim e os abraços exagerados de velho carente, no fundo isso não é uma coisa boa para a gente? Ele abriu as portas para te ajudar — ponderei, tentando justificar a situação e fingindo ignorar o lado podre do velho.
— Eu não sei, Marcelo... Ele ficou olhando fixamente para mim com um desejo animal e doentio o tempo todo, mesmo quando tentava disfarçar falando de trabalho e de outras coisas burocráticas. Eu flagrei aquele velho ogro secando a minha bunda várias vezes, olhando de canto de olho com os olhos vidrados enquanto me mostrava as prateleiras e o que ele queria que eu organizasse... Eu tô com um pé atrás, amor, não sei se devo aceitar... — confessou ela, mordendo o lábio inferior.
— Deve ser por conta dessa legging que você usa, amor. Essa calça aí de fato desenha tudo e é bastante devassa, chama a atenção de qualquer tarado da rua — brinquei, arrancando uma risada irônica dela.
Nós demos boas risadas no quarto apertado, ela ficou um pouco mais pensativa, balançando a cabeça em silêncio, e eu continuei insistindo na nossa sobrevivência:
— Vamos tentar pelo menos uma semana, amor. Vai ser algo milagroso para nós dois, para sairmos desse sufoco e recuperarmos nossa independência financeira. Pense pelo nosso lado.
Ela respirou fundo, pesou os prós e os contras na balança da nossa miséria, pensou mais um pouco e cedeu:
— Tá bom, tá bom... Você venceu, me convenceu dessa loucura — disse ela, aceitando pelo menos testar a sorte naquele antro.
— E o que exatamente ele pediu para você fazer lá no estoque? — perguntei, curioso.
— Ele quer que eu fique tomando conta do estoque dos fundos, fazendo levantamento dos itens, conferindo caixas e dando baixa nos produtos vencidos no sistema, além da limpeza geral de alguns setores do mercado e de uma faxina pesada de canto a canto de semana em semana.
— Você acha que dá conta?
— Do serviço braçal e de organização sim, só não sei se vou ter estômago para suportar aquele cecê e bafo de bode dele que eu senti ao me abraçar... Ah, e tem mais um detalhe: ele disse que mandou fazer um uniforme exclusivo para os funcionários e vai me entregar amanhã cedinho para eu usar no expediente.
— Pelo menos isso, amor, é bom que economiza as suas roupas de sair e não gasta o que a gente não tem — completei, selando o acordo que mudaria de vez o rumo das nossas vidas e abriria as portas para a mais pura perdição.
No dia seguinte, bem cedinho, nos apresentamos pontualmente para o nosso primeiríssimo dia de trabalho oficial. Assinamos a papelada da contratação na salinha dos fundos; constava ali no contrato todas as normas de conduta, a exigência intransigível do uso do uniforme padronizado, os salários acertados, os horários e todos os encargos trabalhistas certinhos dentro da lei. Em seguida, o Seu Alfredo nos fez um tour detalhado pelo estabelecimento, mostrando onde cada um de nós iria ficar, quais seriam as obrigações diárias e o passo a passo de como executar as tarefas.
Ficou decidido que eu iria atuar fortemente na reposição das prateleiras e organização dos produtos antes mesmo de o mercadinho abrir as portas ao público, e após a abertura eu migraria para a frente de caixa para ajudar no atendimento e recebimento. Já a Ana teria uma função dupla e estratégica: ficaria encarregada do rigoroso controle de estoque, das conferências de notas e da limpeza da sala interna e exclusiva do Seu Alfredo, além de ser responsável pela faxina geral do mercadinho após o fechamento e por uma limpeza pesada e minuciosa de semana em semana, realizada sempre aos domingos pela manhã, quando o comércio ficava com as portas fechadas.
O primeiro dia foi relativamente tranquilo, transcorrendo em ritmo mais brando para adaptação mútua e entendimento da rotina puxada. O Seu Alfredo aproveitou para reforçar com um tom de voz mandão que a Ana passaria quase o dia inteiro trancada lá nos fundos, na sala dele e no depósito anexo, auxiliando-o nas demandas administrativas e cuidando daquela área reservada. No final do expediente, o velho desajeitado nos entregou os pacotes com os uniformes oficiais. O da Ana veio dentro de uma sacola preta opaca, daquelas que escondiam completamente o conteúdo, enquanto o meu foi entregue em uma sacola transparente, contendo uma calça comprida robusta e uma camisa polo personalizada com a logomarca chamativa do mercadinho. Ele frisou bem que, logo no dia seguinte, nós já tínhamos a obrigação de chegar uniformizados e prontos para o batente.
Assim que chegamos no quartinho na casa da minha tia, a Ana foi logo rasgando a sacola para experimentar o seu uniforme e conferir o caimento. Para o nosso completo espanto, a farda era extremamente justa ao corpo e contava com uma saia terrivelmente curta, além de ser personalizada com o nome do mercadinho bordado bem na altura da coxa. Quando ela vestiu aquela peça, o desastre foi imediato: por causa do volume e da projeção avantajada daquela bunda grande, a polpa redonda do bumbum simplesmente transbordava e ficava praticamente para o lado de fora, subindo de forma criminosa e indecente a cada passo, contorção ou movimento mais brusco que ela fazia em frente ao espelho.
— Será que esse velho comprou errado? Não é possível que não tenha um tamanho maior, meu Deus... — reclamou ela, olhando para trás e tentando em vão puxar o tecido para baixo, achando que poderia ter sido um erro grosseiro na separação do tamanho.
— Vou perguntar para ele amanhã sem falta, amor. Ficou parecendo uma roupa de balada pornográfica, ficou absurdamente pequeno em você — comentei, secando cada curva que saltava daquele tecido apertado.
No dia seguinte, chegamos bem cedo ao mercado. A Ana, sentindo-se extremamente constrangida e envergonhada, teve a decência de vestir apenas a parte de cima da farda oficial — a blusa social de tecido fino — e combinou com uma saia preta dela mesma, um pouco mais comportada. No entanto, a primeira coisa que o Seu Alfredo fez assim que cruzou com ela na entrada foi parar, franzir a testa peluda e perguntar em tom ríspido o motivo de ela estar com o uniforme incompleto.
— Escuta aqui, menina... Por que você está usando essa saia preta particular e ignorou a farda que eu mandei fazer? Onde está o uniforme oficial do mercado? — questionou o velho, cruzando os braços grossos.
— Seu Alfredo, por favor... A saia da farda ficou extremamente curta e apertada em mim. O senhor não teria um número maior no estoque? Aquilo ali fica impossível de usar trabalhando — argumentou a Ana, corada e envergonhada.
— Ora, Ana! O tamanho da saia é padrão, tamanho único de fábrica, e ponto final. Se você quer continuar a trabalhar aqui no meu mercado e receber seu salário no fim do mês, vai ter que usar o que a casa fornece e seguir as normas rigorosas daqui, como todo mundo faz! — esbravejou ele, com aquele jeito ogro, mandão e costumeiro, cuspindo um pouco de saliva enquanto secava o corpo dela com os olhos cheios de malícia.
A Ana ficou cabisbaixa, bufando de raiva e frustração, e veio correndo conversar comigo nos corredores enquanto eu rasgava caixas de papelão e fazia a reposição pesada de sabão em pó nas prateleiras.
— Eu simplesmente não posso usar aquilo, Marcelo! Minha bunda inteira vai ficar de fora para todo mundo ver, qualquer cliente tarado vai me secar — lamentou ela, com os olhos marejados de indignação.
De fato, ela tinha toda a razão. Nem precisava fazer esforço ou se abaixar para a polpa da bunda saltar e dar bandeira, mas a dura realidade é que nós estávamos atolados em dívidas, desempregados e precisávamos desesperadamente daquele emprego para conquistar nossa independência, sair da casa da minha tia e finalmente alugar o nosso cantinho para vivermos em paz.
— Amor, tenta usar só por hoje para evitar atrito desnecessário com o velho. E outra: você não vai ficar muito aqui na parte da frente exposta aos clientes. Vai trabalhar quase o tempo todo lá nos fundos, trancada na sala administrativa e no depósito, bem provável que fique sozinha a maior parte do expediente resolvendo papelada — falei para ela, dando minha opinião sincera e tentando acalmar os ânimos dela.
— A grande questão é que todos os santos dias vamos ter que cruzar com o Seu Alfredo e com os amiguinhos dele. Ele é um velho nojento, baixo astral, e você conhece muito bem a fama de tarado que ele carrega na região inteira. Por mais que ele ainda mantenha a pose por respeito ao meu falecido pai, só aquele olhar de devasso faminto em cima de mim já me condena e me embrulha o estômago! — desabafou ela, tremendo de repulsa.
Ela estava coberta de razão, e eu sabia perfeitamente disso. A Ana era meio ingênua e desligada em algumas situações do dia a dia, mas tinha plena noção de que era tratada como um verdadeiro objeto de desejo sexual ambulante por todos os homens daquela rua, e o principal predador era justamente o Seu Alfredo.
— Tenta fazer esse sacrifício, amor, e evita ao máximo se expor na frente dele quando estiver por perto. Vamos engolir esse sapo por enquanto, porque realmente precisamos desse emprego para sobreviver — implorei, segurando as mãos dela.
Ela respirou fundo, absorveu a gravidade da nossa situação financeira e acabou cedendo, embora contrariada:
— Tá bom... Com esse pedaço de pano minúsculo vai ser quase milagre evitar qualquer exposição, mas quer saber? Eu vou lá trocar de roupa — resignou-se ela, dando meia-volta e marchando decidida até o banheiro dos funcionários.
Cinco minutos depois, ela voltou correndo para o corredor onde eu estava, querendo me mostrar o resultado daquela loucura:
— Olha só como essa porcaria ficou curta no meu corpo, Marcelo! Olha isso! — indagou ela, desesperada e girando o corpo, visivelmente constrangida com a própria nudez disfarçada de uniforme.
Ficou absolutamente curto, indecente e provocante. Para piorar a situação de vez, a Ana não tinha o hábito de usar calcinhas grandes ou modelos mais largos; ela usava tangas menores, discretas, mas que, por causa daquele volume monumental da bunda dela e da maciez da carne, pareciam sumir completamente no meio das nádegas. O tecido da calcinha já entrava naturalmente, e com o balanço da farda curta, a cada passo e rebolada involuntária que ela dava, o tecido da saia subia ainda mais, fazendo a calcinha quase que sumindo de vez.
A cena era pornográfica e avassaladora: parecia que ela estava usando apenas uma sainha de oitenta centavos, exibindo parte da bunda descoberta, branquinha, redonda e lisinha para quem quisesse olhar. Era um verdadeiro pecado ambulante, um espetáculo loiro de tirar o fôlego de qualquer marmanjo. Mas a extrema necessidade financeira daquele momento dramático estava falando muito mais alto do que o nosso pudor, trazendo à tona todo o desespero e as humilhações que passamos até conseguirmos aquela vaga. Tentei engolir o ciúme doentio, endireitar a postura e amenizar o clima pesado:
— Amor... relaxa, puxa a saia só um tiquinho mais para baixo na cintura e pronto, não tá tão ruim assim, eu garanto — menti na mais descarada cara de pau para tentar tranquilizá-la.
Estava ruim sim. Estava péssimo, provocante demais, beirando o absurdo. Mas eu agarrei a premissa de que ela passaria o dia enclausurada nas tarefas internas do escritório do fundo, longe dos olhos famintos da rua.
— Tá bom então... Se você diz que passa desapercebido, eu vou começar minhas tarefas antes que o velho venha reclamar — disse ela, dando-me um selinho rápido na bochecha e disparando a passos firmes em direção à sala nos fundos do mercado, bem próxima ao depósito escuro.
Enquanto ela sumia corredor adentro rebolando de forma hipnotizante com aquela farda indecente, eu fui correndo abrir as portas de ferro do mercadinho para iniciar mais um dia de exaustação.
Seu Alfredo já estava lá dentro da sua sala nos fundos. Eu abri as portas de ferro do mercadinho e passei um bom tempo concentrado no movimento do caixa. O velho, que normalmente vivia plantado na entrada do comércio jogando conversa fora, simplesmente não deu as caras naquela manhã. Já havia se passado mais de uma hora e nada de o Seu Alfredo aparecer por ali. Tomado por uma curiosidade doentia e por um pressentimento estranho, resolvi ir até os fundos dar uma bisbilhotada, usando a desculpa esfarrapada de que precisava ir ao banheiro, aproveitando que o movimento na loja ainda estava fraco.
Passei pela porta do corredor e fui me esgueirando silenciosamente até um ponto estratégico que me dava visão da sala do Seu Alfredo, mantendo-me totalmente escondido por entre as pilhas de caixas de papelão. Chegou um momento em que consegui avistá-los com clareza: lá estava a Ana sentada em uma cadeira diante de uma mesa, digitando algumas coisas no teclado do computador, enquanto o Seu Alfredo permanecia em pé próximo a ela. Até que ele gesticulou rudemente, apontando para algo pendurado em uma prateleira logo atrás da Ana, e resmungou alguma ordem que, pela distância, não consegui escutar direito, mas que a obrigou a se levantar da cadeira.
Percebi o exato momento em que ela se levantou e ficou segurando a barra daquela saia indecente, puxando-a desesperadamente para baixo na tentativa inútil de esconder a bunda para não ficar totalmente exposta. Mas o velho continuou apontando com insistência para as caixas altas, exigindo que ela pegasse um objeto, o que a forçou a se descuidar do tecido. A saia subiu, revelando parte daquela bunda magnífica para o tarado. Nesse exato instante, Seu Alfredo parou de gesticular, calou a boca e fitou os olhos ávidos e tarados naquele belo traseiro contornado pela farda. Enquanto a Ana estava de costas esticando o braço, ele começou a acariciar o próprio volume por cima da roupa.
A Ana virou o corpo de repente para lhe perguntar algo, o que o fez dar um passo à frente. A calça jeans velha e surrada que ele usava delatava sem pudor uma grande ereção e latejante. A Ana bateu os olhos naquilo, percebeu na hora que o velho estava com o pau duro, travou por um segundo e imediatamente virou o rosto com nojo, continuando a procurar o que ele havia pedido. Ele resmungou e gesticulou algo, mas como a Ana ainda não encontrava o produto, o velho asqueroso foi se aproximando sorrateiramente, fingindo que estava apenas a ajudando na busca.
Ele colou o corpo nas costas da Ana, de modo que o volume imenso de sua calça ficou bem em direção às nádegas dela, que continuava esticada tentando alcançar o que ele tanto exigia. Até que aquele velho nojento, todo banhado em suor rançoso, vestindo apenas uma camisa regata branca imunda com tufos de pelos saltando das axilas, encoxou a Ana sem cerimônia. O volume daquela pica velha foi se acomodando pesadamente no meio do rego e das nádegas fartas da minha noiva. Seu Alfredo chegou a fechar os olhos de puro prazer carnal. A Ana, ao sentir aquela carne dura pressionando seu corpo, deu um pulo assustada para o lado, mas não a tempo de evitar o contato direto com a ereção do velho.
Ele disfarçou na mesma hora, fingindo que nada havia acontecido, abriu uma caixa próxima à Ana, pegou o bendito objeto e a entregou com aquele volume agressivo marcando a calça, enquanto a Ana lançava olhares furtivos, pálidos e assustados de relance. Logo em seguida, ambos voltaram a sentar em suas respectivas cadeiras como se nada tivesse ocorrido.
Voltei às pressas para o meu posto sem fazer o menor barulho, com a cabeça fervendo e o coração disparado, pensando em cada detalhe da cena asquerosa que acabara de presenciar. Eu estava tenso, nervoso e com o ciúme queimando a minha alma, mas o que diabos eu poderia fazer? Ir embora? Pedir as contas no segundo dia de trabalho? E o que faríamos depois para pagar as contas e sobreviver? Eu precisava engolir aquilo e continuar.
No final do expediente, fechei as portas de ferro do mercado e a Ana apareceu para me ajudar a varrer o chão, passar um pano na loja e irmos embora. O caminho para casa foi inteiro em silêncio, com pouquíssima conversa da parte dela, que parecia trancada em seus próprios pensamentos sombrios. Chegando ao nosso quarto apertado, não aguentei e perguntei diretamente se tinha acontecido algo, já que ela estava tão calada.
Ela respirou fundo, soltou o ar pesadamente e disparou:
— Marcelo... hoje o Seu Alfredo não tirou os olhos de mim nem por um minuto sequer... — murmurou, antes de se calar bruscamente.
Eu não queria entrar naquele assunto espinhoso; estava pensando cuidadosamente em cada palavra para não piorar as coisas. Fiquei em silêncio por alguns instantes na tentativa de abafar o caso, mas, após uma pausa tensa, decidi ponderar:
— Você sabe que olhares indesejados sempre vão existir, não tem jeito, Ana. Você é uma mulher espetacular, deusa, e com essa farda maldita não tem como os caras não olharem. Mas vamos tentar focar no lado positivo: você só precisa lidar com o Seu Alfredo de vez em quando e redobrar o cuidado para evitar tanta exposição quando ele estiver rondando.
A Ana permaneceu em silêncio, balançando a cabeça em sinal de concordância, mas com um semblante profundamente pensativo. Ela não mencionou absolutamente nada sobre o episódio em que ele a havia encoxado ela, e eu, covardemente, também decidi fingir demência e não falei que tinha visto tudo escondido. No fundo, eu só queria manter o emprego e tocar a vida sem escândalos. Não entendi o verdadeiro motivo de ela ter omitido aquela atitude do velho — talvez para evitar uma confusão generalizada na rua, talvez por medo. Mas o silêncio dela só estava preparando o terreno para uma bomba ainda maior no futuro.
Ficou combinado entre nós que passaríamos a trocar os uniformes direto no mercado, indo de casa com roupas normais e decentes, já que andar na rua com aquela farda justa era insustentável.
No dia seguinte, Seu Alfredo já estava nos esperando na entrada com aquela cobrança irritante de sempre:
— Cadê o uniforme de trabalho da mocinha, hein?
— Vou trocar agora mesmo, Seu Alfredo — respondeu ela, engolindo a seco e correndo direto para o banheiro dos funcionários para se vestir.
Assim como no dia anterior, fiquei preso no caixa. O movimento da manhã estava bem mais agitado, com uma fila constante que não me dava nem um segundo para respirar. Passaram-se duas horas inteiras e nada de o Seu Alfredo aparecer na frente. O velho tarado, que costumava ficar plantado na calçada conversando bobagens com os amigos e secando as mulheres que passavam, simplesmente sumira. Fiquei corrompido por uma curiosidade incontrolável, querendo descobrir o que ele estava tramando nos fundos, ainda mais lembrando da cena do dia anterior.
Não suportei a angústia, abandonei momentaneamente o caixa e fui esgueirando-me por entre as prateleiras na tentativa de bisbilhotar sem ser pego. Quando cheguei ao ponto exato que dava visão panorâmica para a sala do Seu Alfredo, percebi que o local estava vazio. Aquilo gelou a minha espinha na hora, enviando calafrios pela minha espinha. Onde diabos eles estavam enfiados?
Fui então tateando em direção ao estoque escuro, caminhando na ponta dos pés e me escondendo atrás das pilhas de mercadorias, até que captei a voz grossa e autoritária do Seu Alfredo ecoando lá no fundo:
— Você precisa prestar atenção e contar tudo direntinho, menina! — esbravejava ele, com aquela voz de ogro, ríspida e mandona.
Fui me projetando centímetro a centímetro até conseguir encaixar os dois no meu campo de visão. Foi quando avistei a Ana de pé, segurando uma prancheta de plástico nas mãos e fazendo anotações rápidas, enquanto o Seu Alfredo estava colado logo atrás dela, deliciando-se descaradamente com a vista privilegiada que a Ana lhe proporcionava. As nádegas avantajadas dela, comprimidas pela calcinha fina que sumia no meio da carne e cobertas por aquela saia minúscula, pareciam implorar por toque.
Mas o que mais me chocou foi o visual do velho: dessa vez, o Seu Alfredo estava usando apenas um short samba-canção verde e largo, exatamente como se estivesse acordando na cama do seu próprio quarto, e não em pleno ambiente comercial de trabalho. Era um short de dormir extremamente fino e leve, e para piorar a cena pornográfica, ele estava com a pica latejando e “batendo no teto”, totalmente ereta! O velho literalmente não estava morto coisíssima nenhuma; o tecido ralo do short desenhava com perfeição cirúrgica o contorno brutal daquele cacete descomunal. Era nítido que o órgão era enorme, com a cabeça da pica marcada e esticada contra os limites do tecido como um enorme cogumelo latejante. Era visivelmente maior do que o meu, o que me causou um misto de ódio e humilhação profunda.
Exatamente como no dia anterior, o Seu Alfredo foi guiando a mão dela com a desculpa de ensinar como preencher as planilhas, informando os devidos cuidados que ela precisava tomar no estoque. A Ana mantinha-se focada de costas, anotando tudo o que ele ditava com a caneta. E enquanto ela escrevia concentrada, o velho vagabundo foi se aproximando cada vez mais, arrastando os pés peludos.
À medida que colava seu corpo no dela, a pica latejava ainda mais em seu mais puro e descarado tesão, pulsando de forma visível sob o tecido. Num bote rápido, ele envolveu a mão da Ana que segurava a caneta, enquanto a outra mão grande e suja agarrava a prancheta que ela segurava formando um abraço possessivo, moldando o corpo da minha noiva de forma a encaixar perfeitamente a sua ereção pulsante bem no rego da Ana, que ficou completamente enlaçada e aprisionada nos braços nojentos do patrão.
Até que o velho ogro conseguiu encaixar aquele pau duro e latejante diretamente no rabo da Ana, fazendo-a dar um suspiro abafado de susto e repulsa:
— Ahh... meu Deus, Seu Alfredo... — murmurou ela, tentando se contorcer e se desvencilhar inutilmente daquele abraço asqueroso.
— Calma, Ana... Fica quietinha, meu bem, eu só quero te mostrar aqui o jeito mais simples de fazer essas anotações... — sussurrou ele, colando a boca no cangote dela.
Ana sentia aquela pica duríssima e latejante encostar com toda a força em seu belo rabo perfeito, redondo e intacto. Ela estava extremamente incomodada, contorcendo-se e tentando a todo custo escapar daquela posição degradante, enquanto o Seu Alfredo fazia força para mantê-la aprisionada ali. O velho continuava despejando as demandas do estoque com o maior cinismo do mundo, fingindo que estava apenas orientando a funcionária, enquanto se deliciava roçando o cacete grosso entre as bandas das nádegas da minha noiva. Até que, em um impulso de revolta, a Ana conseguiu se soltar das garras do velho, dando um tranco e um empurrãozinho seco nele.
— Eu estou aqui te ensinando para o seu próprio bem. Você não quer aprender o serviço, menina? Assim fica difícil te ajudar! — esbravejou o velho, fingindo indignação.
A Ana mantinha-se calada, acuada e com a cabeça baixa enquanto ele continuava resmungando.
— Como é que eu vou conseguir ficar tranquilo e focado no trabalho se você não me der ouvidos e não me deixar te ensinar direito? — gritava ele um pouco mais alto, falando com raiva e babando de saliva ao articular as palavras.
— Pode falar, Seu Alfredo, eu estou prestando atenção e anotando tudo — disse a Ana, visivelmente assustada e temendo perder o emprego de que tanto precisávamos.
O Seu Alfredo percebeu que ela estava acuada pelo receio do desemprego e voltou a ditar as tarefas e demandas operacionais. No entanto, ele logo voltou a ceder aos impulsos da carne: o corpo da Ana era uma verdadeira tentação viva, uma obra de arte que hipnotizava qualquer homem. A poucos centímetros dela, ele foi se colando por trás de novo, com aquela pica imensa e empinando o short, aconchegando-se bem no encaixe daquela anca redonda. Ele continuava falando as instruções de trabalho enquanto guardava e comprimia o volume do pau diretamente entre as bandas da bunda da Ana. Dessa vez, a Ana permaneceu mais retraída, sem coragem de reclamar em voz alta, mas continuava visivelmente incomodada e tensa, com receio de que o Seu Alfredo voltasse a esbravejar e criar um escândalo.
A insistência e o rebolado do velho roçando na bunda dela começaram a passar dos limites, até que a Ana, já no seu limite de tolerância, disparou com voz ríspida:
— Eu já entendi o que é para fazer, Seu Alfredo, vamos logo para a próxima tarefa! — disse ela, incomodada com o patrão se remexendo ofegante com aquela coisa dura encostada nela, mantendo os ombros encolhidos de repulsa.
O Seu Alfredo parou imediatamente, suspirou fundo e se afastou da bunda da Ana. Ela, de canto de olho, contemplou o volume descomunal daquela pica dura marcando o short, que parecia descolar de sua bunda com um aspecto grotesco, enquanto exatava um olhar de espantada.
— Isso aí, garota, essa é a minha garota, pega as coisas rápido! — exclamou ele, antes de dar uma palmada estalada e violenta bem na parte da bunda desnuda da Ana, fazendo-a soltar um gritinho agudo.
— Ai... — não sei se aquilo foi um gemido de susto, de dor ou de humilhação, mas foi exatamente o grito que a minha noiva soltou diante daquela agressão.
— Outra coisa muito importante: amanhã eu vou te entregar umas calcinhas especiais que fazem parte oficial do fardamento novo. — disparou ele, cínico.
Assim que ele terminou aquela frase nojenta, dei meia-volta o mais depressa possível e voltei correndo para o meu posto no caixa, já que havia duas pessoas irritadas esperando para serem atendidas.
Quando finalmente fechamos o mercado, pegamos nossos pertences e chegamos em casa, tomamos banho juntos e a Ana, para minha enorme surpresa, novamente não abriu a boca para relatar nem um terço do ocorrido. Mas, quando deitamos na cama, a Ana parecia estar em um fogo tremendo, uma energia sexual incontrolável. Ela se deitou completamente nua sobre os lençóis, exibindo aquela escultura perfeita. Minha vontade era devorá-la por inteiro, mas mesmo com a tragédia da morte dos pais, ela mantinha firme o pensamento de guardar a virgindade principal só para após o casamento.
Ainda assim, era uma tentação dolorosa ver aquele pedaço de mal caminho totalmente nua, uma verdadeira deusa sem roupa na cama, implorando silenciosamente para eu chupar sua bucetinha toda gostosa. E foi exatamente o que fiz: mergulhei de cabeça, deliciei-me lambendo aquela bucetinha virgem, rosadinha e extremamente saborosa, arrancando gemidos estrangulados e deliciosos da boca dela. Depois, ela se virou de bruços, empinando e arreganhando aquele cuzinho também rosadinho, todo fechadinho, com suas preguinhas delicadas e intactas. Enfiei minha língua com volúpia naquele buraquinho apertado.
— Chupa ele todinho, amor! — gemia ela gostoso, o que me deixou inicialmente preocupado com o barulho em relação à minha tia no quarto ao lado. Mas minha tia dormia com um sono de pedra, então continuei afundando a língua com fervor naquele buraquinho rosa.
— Ele é todinho seu, meu amor! — gemia ela, rebolando descontroladamente enquanto eu dava o meu melhor nas linguadas rasgadas, até que o corpo dela se contraiu e ela gozou com força.
— Ai, que delícia, meu Deus, que delícia! — gritou baixinho, virando o corpo desfalecida e se jogando na cama completamente ofegante e suada.
— E eu? Esqueceu de mim? — perguntei com um sorriso malicioso, apontando para o meu pau duro que latejava de tesão contido.
Ela abriu os olhos pesados, olhou para o meu volume e murmurou:
— Desculpa, amor, eu tô exausta, esgotada de verdade hoje, mas eu precisava tanto gozar... Prometo que amanhã eu te recompenso com juros e correção — disse ela, me dando um selinho carinhoso e desabando na cama para dormir num sono profundo.
Mesmo querendo continuar aquela safadeza até o amanhecer, respeitei o cansaço dela, ajeitei os cobertores e fomos dormir.
Na manhã seguinte, o Seu Alfredo já estava plantado na entrada com um pacotinho suspeito na mão, esperando a Ana chegar:
— Aproveita que vai trocar de roupa para colocar o uniforme e já usa esse adereço novo aqui — disse ele, entregando a calcinha que fazia parte do tal “fardamento”. A Ana pegou o embrulho com nojo e se dirigiu rapidamente ao banheiro para se vestir.
O Seu Alfredo foi caminhando sorrateiramente em direção aos fundos, movido pela mais pura malícia. Tomado por uma curiosidade doentia, fui atrás dele na ponta dos pés, escondendo-me sem ser notado. Quando chegamos próximo ao bloco dos banheiros, ele desviou o caminho, agachou-se em um canto escuro da parede lateral e aproximou o rosto de uma fresta. Corri agachado para uma posição onde pudesse enxergar o que ele estava observando e constatei o pior: havia uma fresta enorme na alvenaria que dava visão panorâmica para o interior do banheiro feminino.
Aquele desgraçado estava espiando a minha noiva pelada enquanto ela se trocava. E para piorar o grau de perversidade, ele abaixou a calça jeans, expondo o pau ereto, e começou a se masturbar furiosamente enquanto fixava os olhos na Ana. Aquilo estalou na minha mente como um raio; fiquei completamente descontrolado, cego de ódio. Em um movimento brusco, acabei batendo o cotovelo com força na prateleira onde estava escondido, derrubando uma caixa cheia de produtos no chão com um estrondo.
Com o barulho seco, o Seu Alfredo levou um susto mortal. Ele foi suspendendo o calção às pressas, puxando o zíper correndo e virando o rosto para trás com os olhos arregalados de pânico, dando de cara comigo ali espremido entre as prateleiras. Pensei rápido para não estourar a situação ali mesmo e fui me aproximando com um sorriso falso no rosto, enquanto o velho me encarava com um olhar mortal de pavor:
— Seu Alfredo... perdão, mas acabei esquecendo o código exato da abertura do caixa principal, o senhor pode me ajudar rapidinho? — disfarcei, evitando tocar no assunto do que acabara de presenciar.
O velho, extremamente aliviado por deduzir que eu não tinha visto sua masturbação, abriu um sorriso amarelo e forçado, algo que ele jamais fazia na vida:
— Rapaz, você tem que memorizar essa porra de cabeça, ou anotar em algum papelzinho na gaveta! Não é todo dia que vou estar disponível para ficar te paparicando. Vamos logo ali resolver isso! — resmungou ele, caminhando aliviado até a frente da loja para me mostrar o maldito código.
Voltei a atender os clientes na frente, mas a minha mente continuava vagando lá no fundo do mercado, sabendo que o Seu Alfredo já havia sumido novamente.
Pouco antes de dar o horário oficial do almoço, fui correndo sorrateiramente até os fundos e os flagrei no depósito. O Seu Alfredo estava com uma das duas mãos cravada na cintura da Ana. Mas o detalhe mais assustador e revoltante era outro: a calcinha que o velho havia dado a ela simplesmente não aparecia por baixo da farda. Para todos os efeitos visuais, a Ana estava completamente sem calcinha, com a bunda quase toda nua e descoberta, protegida apenas por aquela micro saia indecente.
— Cada caixa tem um código específico, os números são pequenos e meio apagados, mas se você focar bem, dá para enxergar perfeitamente — instruía o velho com voz mansa.
A Ana, inocentemente, foi projetando o tronco e o corpo para a frente na tentativa de enxergar com precisão os números impressos na caixa inferior. O Seu Alfredo, aproveitando-se da vulnerabilidade dela, foi muito mais ousado: tirou as mãos da cintura da Ana e ergueu de forma sutil a ponta da saia dela bem na altura das nádegas, expondo toda aquela carne macia e branca diretamente para os seus olhos famintos. Foi nesse exato segundo que consegui avistar a maldita calcinha que ele havia dado de presente: era uma micro calcinha fio-dental invisível, reduzida a um mero fio cirúrgico entranhado bem no meio daquelas nádegas avantajadas. Enquanto a Ana continuava escrevendo compenetrada na prancheta, o velho continuava comendo-a com os olhos, parando apenas quando percebeu que ela estava finalizando as anotações, momento em que rapidamente repousou as mãos imundas de volta na cintura dela.
— Agora conte as caixas dos mesmos produtos e verifiquem os códigos. Cada caixa fechada tem exatamente cinquenta unidades — ordenou o velho.
A Ana começou a contar as caixas pausadamente, enquanto o Seu Alfredo, com uma falsa pose de mentor, foi escorregando a mão pesada para a cintura dela. Percebi que ele começou a alisar aquela região com movimentos circulares e maliciosos, aproveitando-se do fato de que a Ana estava completamente distraída contando os produtos. Até que aquela mão nojenta foi descendo centímetro a centímetro, abandonando a cintura e repousando de vez sobre as nádegas nuas da Ana, cobertas apenas metade dela pela saia fina. O velho parou com a mão ali e deu um aperto forte e possessivo, fazendo a Ana estremecer e reclamar na hora:
— Por favor, Seu Alfredo, pare com isso! — implorou ela, tentando se esquivar do toque invasivo.
— Ah, o que foi agora, menina? Eu só estou sendo carinhoso com você. Por acaso prefere que eu seja um patrão bruto? Eu não tenho maldade nenhuma com você, afinal, eu te vi crescer garota — retrucou ele com o maior cinismo do mundo.
A Ana estava visivelmente incomodada, trancada em um nó de repulsa, mas, acuada pela necessidade do emprego, engoliu seco e voltou a contar os produtos. O Seu Alfredo, aproveitando-se da submissão dela, voltou a acariciar aquela bela bunda lisinha, branquinha e farta. A Ana dessa vez não teve coragem de reclamar em voz alta; ele continuou alisando o traseiro dela e dando leves apertadas carregadas de puro desejo, falando com uma voz mansa e manipuladora, fingindo que a orientava nas tarefas:
— Sempre pegue uma caixa e abra para conferir quando tiver dúvida sobre a quantidade exata — instruía ele, enquanto afagava aquela bunda por completo, sentindo cada curva.
Enquanto a Ana escrevia as anotações na prancheta, o velho tirou a pica inteira para fora do short sem que ela percebesse e começou a se masturbar furiosamente com uma das mãos, enquanto a outra continuava colada alisando a bunda dela. Minha noiva, por estar de costas e focada nas tarefas exigidas, não notou absolutamente nada, nem reparou que aquele pau enorme e latejante estava solto bem atrás dela.
Tentando seguir as orientações do patrão, a Ana esticou o corpo para tentar alcançar uma caixa que estava empilhada um pouco mais alto. Ficando na ponta dos pés, ela elevou o corpo, arrancando um suspiro guloso do velho, que enxergou a oportunidade perfeita ao ver aquela anca e o rabo empinados. Com a pica totalmente de fora, ele fingiu que iria ajudá-la a pegar a caixa e foi acomodando o seu pênis completamente nu bem no meio daquele rebolado perfeito. Aquela pica grossa e dura foi se perdendo entre as bandas da bunda da Ana, e tenho certeza absoluta de que a cabeça daquele cacete bateu em cheio na entrada do cuzinho dela, pois a Ana deu um grito abafado de susto. O corpo dela foi jogado instantaneamente para a frente, arrepiando-se dos pés à cabeça, sentindo calafrios intensos e empurrando o rabo ainda mais contra o volume do velho.
— Ai, meu Deus, Seu Alfredo... — gemeu ela, prensada entre a prateleira e a ereção colossal dele, separados apenas pelo fiozinho daquela microcalcinha.
— Deixa eu te ajudar aqui, mocinha, fica quietinha — sussurrou o tarado.
A Ana não tinha para onde fugir; estava totalmente encurralada na ponta dos pés entre a prateleira e o corpo nu do Seu Alfredo, com o pênis em estado de haste duro apontado e encravado na entrada do seu cuzinho. Aos poucos, a Ana foi descendo o corpo e firmando os calcanhares no chão, um movimento que fez a pica dele forçar ainda mais o caminho por dentro daquele mar de carne, arrancando novos suspiros dela:
— Ahhrr... — soltou minha noiva ao apoiar os pés por completo.
Com certeza aquela pica deu mais uma enfiada profunda na entrada do cuzinho ou da bucetinha da Ana, pois algo íntimo foi violentamente cutucado e forçado pelo pau dele diante da reação corporal de choque da minha noiva. Ainda de costas e sendo “ajudada” pelo velho, com o pau colado e colidindo contra sua bunda, ela ouviu:
— Tá seguro aí? Vou soltar, hein! — falou o Seu Alfredo, afastando-se vagarosamente. Antes que ela pudesse se virar para tirar satisfação, ele rapidamente guardou o pênis de volta no calção, deixando aquele volume escandaloso marcado no tecido.
Eu estava fervendo de ódio, transformado em uma verdadeira fera atrás das prateleiras. Aquele velho maldito estava abusando descaradamente da minha noiva, e eu comecei a questionar se aceitar essa merda de emprego havia sido a pior decisão da nossa vida. A Ana se virou lentamente, dando uma olhada disfarçada para o meio das pernas do patrão e se deparando com aquela excitação descomunal ainda visível no short, mas desviou o olhar rapidamente, constrangida, pegando a caixa para disfarçar e prosseguir com a contagem.
O velho apoiou uma caixa grande em uma mesinha auxiliar e pediu para ela contar os produtos um a um, um ato que fez a Ana arquear levemente o corpo, expondo ainda mais a bunda redonda para o velho. Sem perder tempo, ele voltou a se aproximar pelas costas, alisando aquela bunda por completo, cobrindo as duas bandas com as mãos grandes. E foi além: começou a conduzir os dedos por entre as nádegas dela, forçando para abrir e separar as bandas do traseiro, enfiando as mãos no meio das carnes da minha noiva. Ele estava claramente querendo tocar o cuzinho dela; os dedos já haviam adentrado a fenda, até que a Ana soltou um grito abafado:
— Ai... meu Deus... — fechando os olhos com força, dando um solavanco com o corpo e sentindo novos calafrios. Ela respirou fundo, apoiou uma das mãos trêmula na mesa e, com os olhos apertados, implorou:
— Seu Alfredo, por favor... chega... — enquanto ele tentava empurrar a ponta de um dedo no cuzinho dela.
— Por favor, Seu Alfredo, chega! — repetia ela, dando um tranco com o corpo para sair daquela posição, conseguindo enfim se desvencilhar do cerco nojento do patrão.
— Por favor!
Ela olhou fixamente para o Seu Alfredo. O velho, com a cara mais cinica e desprezível do mundo, simplesmente tirou o dedo que havia enfiado no cuzinho da Ana e levou-o direto à própria boca, chupando-o com volúpia, causando um espanto mortal e uma aversão profunda na cara da Ana.
— Que delícia de menina... — murmurou ele. A Ana ficou completamente incrédula, estática diante daquele ato de pura perversidade.
— Acho que por hoje já está bom de ensinamentos por aqui no estoque. Dê entrada imediata em tudo o que você anotou no sistema — ordenou o velho, endireitando-se.
Dei meia-volta às pressas, correndo de volta para o meu posto no caixa com o sangue pulsando nas têmporas.
Quando finalmente fechamos tudo e chegamos em casa, a Ana manteve o mesmo silêncio pesado, sem comentar uma única palavra sobre o absurdo que acabara de acontecer. Eu estava remoendo por dentro, pensando se devíamos mandar aquele emprego à merda. Mas, assim que cruzamos a porta do nosso quarto e trancamos o trinco, a Ana teve uma mudança drástica: abaixou a minha calça com violência, expondo o meu pau que ainda estava meio mole. Sem esperar um segundo, ela se ajoelhou e abocanhou meu membro com uma ferocidade insana, chupando-me com tanta intensidade e calor que meu pau endureceu de imediato, latejando rijo. Fiquei completamente espantado com aquela selvageria e atitude dominante dela.
Depois de sugar meu pau até o talo, ela arrancou o vestido que vestia e tirou a calcinha, jogando-se de quatro sobre a cama com a bunda empinada:
— Chupa o meu cuzinho agora, amor, vem! — ordenou ela, com a voz embriagada de tesão e urgência.
Afundei a cara ali sem hesitar, chupando com força aquele cu e a bucetinha dela, que já estava ensopada de tanto líquido. Aquele corpo da Ana era a minha perdição absoluta; se pudesse, passaria o dia inteiro colado ali, devorando cada centímetro daquela pele. No meio dos meus delírios de lambidas, ela começou a suplicar:
— Come o meu cuzinho, amor, come!
Arregalei os olhos com o pedido desesperado e, sem que ela precisasse repetir, alinhei meu pau duro na entrada daquele cuzinho apertado. Comecei a forçar a penetração, empurrando, tirando, cuspindo em cima para lubrificar, mas a entrada estava tão travada e contraída que parecia uma parede. No desespero de satisfazê-la, pus um pouco mais de força nas estocadas, o que acabou machucando-a:
— Ai, tá doendo, tá doendo, amor! — gritou ela, contorcendo-se de dor.
Tentei lubrificar mais uma vez com a minha saliva, mas não obtive sucesso, pois ela voltou a se queixar de ardência e desconforto profundo:
— Ah, deixa para lá, amor... vamos tentar novamente em outro dia, agora não vai dar — murmurou a Ana, visivelmente frustrada.
Notei que ela ficou um pouco desapontada, mas logo se recompôs, me deu um selinho carinhoso e levantou. Vi-a caminhar rebolando aquela perfeição de bunda pelo quarto, segurando a toalha nas costas em direção ao chuveiro.
Resolvi engolir o meu orgulho e continuar em silêncio, até porque ela mesma preferia não tocar no assunto do patrão para evitarmos escândalos. Na minha cabeça, ela estava se sacrificando ao máximo para a gente não perder a renda, já que tínhamos metas e sonhos a realizar naquela cidade. Pensei comigo mesmo que eu precisava fazer a minha parte e me sacrificar, por mais asqueroso que aquele velho do inferno fosse.
No dia seguinte, o movimento no caixa continuava bastante fraco e arrastado. O Seu Alfredo deu o ar da graça e foi direto para a calçada da frente, reunindo-se com outros dois amigos velhos e babões. Fiquei observando de longe e percebi que eles trocavam risos maliciosos e piadas de cunho sexual, mexendo com as mulheres que passavam na rua. Em vários momentos, notei os olhares disfarçados deles em minha direção, como se estivessem comentando alguma coisa zombeteira sobre a minha pessoa. Mil pensamentos cruzaram minha cabeça em segundos, e um dos mais fortes foi: “Será que esses velhos desgraçados estão falando da Ana?”.
Pouco depois, o Seu Alfredo se despediu dos amigos e se recolheu para a sua sala nos fundos. Eu já não conseguia conter a angústia; a paranoia de pensar naquele velho imundo sozinho com a minha noiva, aproveitando-se de cada segundo, estava me corroendo por dentro. Resolvi abandonar o meu posto no caixa mais uma vez e fui atrás dele pisando em vão. O velho, no entanto, em vez de ir direto para a sala, desviou o caminho e parou no banheiro dos funcionários. Fiquei escondido entre as prateleiras de mercadorias, espiando cada passo do que ele aprontava. Ao sair do banheiro, ele tirou a calça jeans que usava e vestiu apenas um short samba-canção verde e largo, deixando totalmente visível que estava sem cueca; o pênis solto e pesado balançava frouxamente dentro do tecido fino a cada passada enquanto ele caminhava em direção à sala.
Lá estava a Ana, sentada diante do computador, concentrada digitando as planilhas. Ela o avistou chegando pela porta e percebeu de imediato que ele estava sem cueca, pois o volume balançava escandalosamente a cada movimento. O Seu Alfredo puxou uma cadeira vazia, arrastou-a e sentou-se bem ao lado da Ana, cínico, alegando que precisava ensiná-la a mexer no sistema operacional e dar entrada nas novas mercadorias. A Ana ficou com um semblante pálido e assustado, mas permaneceu imóvel na cadeira enquanto ele se ajeitava perigosamente perto. Enquanto o velho apontava o dedo indicador gordo para algo na tela do monitor, ele se aproveitava da proximidade e, de propósito, encostava o cotovelo suado nos seios da Ana a todo instante.
Do ponto onde eu estava escondido, a distância abafava o som, então me aproximei sorrateiramente até conseguir captar a conversa. O Seu Alfredo continuava esfregando o cotovelo nos mamilos da Ana. Ela percebeu a malícia, encolheu os ombros e foi se afastando o máximo que podia, ficando com a coluna torta e desconfortável na cadeira. Além do incômodo do cotovelo roçando em seu corpo, o fedor daquele velho suado, com tufos grossos de cabelo saltando por entre as axilas na regata, embrulhava o estômago de qualquer um. De relance, a Ana lançava olhares furtivos de puro nojo e repulsa, mas o Seu Alfredo ignorava e insistia em cravar o cotovelo nos peitos dela, que já não tinham mais para onde escapar.
Foi então que notei um detalhe revelador: os bicos dos peitinhos da Ana, sob o tecido da blusa de farda, começaram a endurecer e saltar para fora por causa da tensão e do atrito constante. A Ana tinha o hábito de não usar sutiã no dia a dia. O velho bateu os olhos famintos naqueles mamilos marcados e continuou o assédio. Nesse exato momento, o short samba-canção começou a armar um volume descomunal. Quando atingiu o estado máximo de ereção, a cabeça da pica, enorme e roxa, acabou escapando para fora do short pela parte inferior, já que o tecido era largo e folgado.
A Ana viu aquilo acontecer bem na sua frente e travou, surpresa e incrédula, voltando rapidamente os olhos para o monitor do computador numa tentativa de ignorar a visão pornográfica. Mas o estrago estava feito: aos poucos, o corpo inteiro daquele cacete colossal foi ficando totalmente exposto para o lado de fora, forçando a Ana a virar o rosto de novo para conferir, completamente espantada com o tamanho daquela pica. A única pica que a Ana tinha visto de perto em toda a sua vida tinha sido a minha, mas o trambolho do velho parecia desproporcional, acompanhado de uma virilha repleta de pelos desgrenhados que denunciava a falta absoluta de asseio nas partes íntimas. Enquanto o velho se esfregava nos seios dela e fingia orientá-la, ela tentou impor um limite:
— Seu Alfredo, por favor... — murmurou ela, balançando a cabeça em sinal de negação e direcionando os olhos para o pênis dele que estaria para fora.
O velho, fingindo uma surpresa cínica, olhou para baixo e abriu um sorriso cínico:
— Oh, minha filha, me desculpe pelo descuido, foi sem querer... Mas tenho certeza de que você já viu coisas assim antes, e a pica desse velho aqui não deve te assustar tanto assim, né? — falava ele, enquanto agarrava a própria pica com a mão, fazendo movimentos lentos de masturbação com o pau duríssimo, enquanto a Ana passava a mão trêmula na lateral do rosto e nos cabelos em um sinal claro de pânico e desconforto.
Ele continuou, destilando veneno:
— A não ser que você tenha gostado do que viu por aqui. Gostou do tamanho? Olha de novo para tirar a prova... — provocou, fitando a Ana com uma cara de tarado inescrupuloso enquanto masturbava o próprio órgão.
A Ana manteve-se calada, com os lábios cerrados, mas acabou traída pela própria curiosidade mórbida, direcionando o olhar para aquele monstro de carne quando o velho insistiu para ela olhar. O Seu Alfredo acelerou o ritmo da punheta, rosnando baixinho, até que ela implorou de novo:
— Guarda isso, Seu Alfredo, por favor... Chega disso...
O velho alisava a pica com uma das mãos peludas e, com a outra, teve a audácia de começar a afagar os cabelos dela:
— Eu guardo imediatamente se você der só um beijinho nela, princesa — chantageou o velho, escancarando o desejo doentio sem o menor pudor.
A Ana arregalou os olhos, boquiaberta e chocada com a proposta absurda:
— Não, Seu Alfredo! Isso não existe, não é certo! Por favor, para com isso... — implorava ela, suplicando para o patrão mudar de ideia.
— É só um selinho rápido, minha filha, só um carinho no idoso aqui... — insistia o velho com uma lábia nojenta, continuando:
— Só tem nós dois aqui trancados nesta sala, faz esse velho feliz um pouquinho, vai...
Eu, escondido atrás das caixas, sentia o meu sangue ferver a ponto de explodir. Fiquei paralisado de surpresa, sem entender por que a Ana ainda continuava sentada ali. Por que ela não deu um tapa na cara dele? Por que não levantou e correu daquela sala? Ela se mantinha estática, imóvel. Talvez, no fundo do seu subconsciente, o volume colossal daquela pica estivesse exercendo uma espécie de fascínio doentio ou hipnose nela.
— Não, Seu Alfredo! Guarda essa porcaria, vai que o Marcelo chega do caixa e nos vê desse jeito... — tentava a Ana usar meu nome como desculpa para escapar daquela armadilha.
— Ninguém vai chegar aqui agora, minha filha. Marcelo está preso lá na frente atendendo cliente — retrucou o velho, perdendo a paciência e avançando de uma vez. Ele agarrou a Ana com força pelos cabelos, forçando a cabeça dela a descer violentamente em direção ao pau ereto.
— Não, Seu Alfredo, por favor, não! — gritava ela, enquanto o velho esfregava a cabeça da pica empalada diretamente nas bochechas e nos lábios dela, numa tentativa animalesca de obrigá-la a chupar seu pênis.
— É só um beijinho e eu te deixo em paz para trabalhar, juro... — chantageava o desgraçado, enquanto a Ana contorcia o pescoço tentando virar o rosto, sendo puxada de volta pelos cabelos com violência.
— É só um beijinho e te deixo em paz, vamos... — jogava sujo o Seu Alfredo.
Ana respirou e falou:
— Vai me deixar em paz mesmo? É só um beijo e nada mais? — perguntou a Ana, fraquejando e começando a cair na conversa mole do velho.
— Isso mesmo, minha filha, só um selinho molhado bem na pica do velho e a gente encerra o assunto.
A Ana ficou pensativa por alguns segundos que pareceram uma eternidade. Eu nem acreditava no que meus olhos estupefatos estavam vendo; ela estava, de fato, cedendo à chantagem daquele monstro.
— Tá bom... — cedeu a Ana, derrotada.
O Seu Alfredo abriu um sorriso imenso e macabro de orelha a orelha. Agarrou o cabelo dela com mais firmeza e guiou a cabeça da funcionária para baixo, fazendo-a levantar da cadeira de escritório e obrigando-a a se ajoelhar no chão poeirento, bem no meio de suas pernas abertas. Aquele caralho imenso estava a centímetros do rosto da Ana, que olhava paralisada, parecendo totalmente hipnotizada pela grossura e pelo latejar da veia saltada no pênis. O Seu Alfredo puxou-a mais um pouco pelos fios:
— Beija essa pica, vai! — ordenou ele, autoritário.
A Ana aproximou os lábios trêmulos da cabeça daquele pau enorme e parou por um instante, respirando fundo. Achei que ela recuperaria a sanidade e desistiria, mas, contrariando tudo, ela fechou os olhos com força, deixando-se guiar pela mão firme do patrão na sua nuca, e encostou os lábios, dando um beijo úmido na glande.
— Ahhh... que delícia, meu Deus... — suspirou o Seu Alfredo, indo quase ao êxtase com o contato.
— Mas não pode ser assim seco, tem que ser molhado na saliva, com vontade.
A Ana obedeceu. Voltou a aproximar a boca daquele cacete e, desta vez, abriu bem os lábios sobre a cabeça da pica, envolvendo-a em um beijo profundo misturado a uma sugada rápida.
— Ahhh, que delícia, porra! — exclamou o Seu Alfredo, totalmente tomado por um tesão incontrolável.
— Faz mais uma vez, vai, chupa! — pedia o velho em completo delírio.
A Ana olhou para cima, vendo o homem completamente louco de tesão, e avançou com a boca aberta sobre o pênis, mas dessa vez ela não parou no selinho: engoliu a cabeça da pica do velho inteira, lambuzando o membro com uma bába grossa e pegajosa. Parecia, naquele momento de loucura, que a Ana estava realmente gostando daquela perversidade.
— Chupa essa pica toda, vai, minha linda... — gemia o velho.
A Ana segurou a caceta com as duas mãos delicadas e começou a fazer movimentos ritmados de vai e vem com a cabeça. Ela fechava os olhos com força, tentando abocanhar o máximo que conseguia daquele comprimento absurdo, sugando o pau do velho com uma fome assustadora, mamando de forma cadenciada e profunda, o que deixou o Seu Alfredo completamente insano, fora de si, revirando os olhos para o teto.
— Que chupada gostosa da porra, minha filha... Ahhh, que delícia! — gemia o velho, com a voz embargada.
A Ana passava a língua quente por toda a extensão daquela pica grossa, lambendo as veias saltadas e deliciando-se com o gosto, sem se importar minimamente com os pentelhos nojentos que emolduravam a virilha do patrão. Ela executava um boquete impecável e feroz, enquanto as mãos masturbavam o restante do eixo em uma sincronia perfeita de vaivém, levando o velho diretamente às alturas do prazer.
— Ahhh! Caralho, eu vou gozar! — urrou o Seu Alfredo, jogando a cabeça para trás, totalmente ofegante e desfalecido na cadeira.
Aproveitando que o velho estava inerte e gozando na boca da minha noiva, a Ana se levantou às pressas, limpando o queixo, e disparou para fora da sala, provavelmente correndo para o banheiro para cuspir e lavar a boca. No mesmo segundo, dei meia-volta correndo nas pontas dos pés e voltei disparado para o meu posto no caixa, antes que alguém desse pela minha falta.
Corri desabalado, com as lágrimas ardendo e transbordando nos meus olhos, completamente incapaz de acreditar na cena grotesca que acabara de presenciar: a minha noiva, a mulher que eu mais amava e protegia no mundo, dando um boquete feroz e escancarado para aquele velho asqueroso, fedorento e repugnante. Meu estômago revirava em ondas de pura náusea e ódio, e eu estava no limite absoluto das minhas forças, mordendo os lábios com tanta força até sangrar para me conter e não fazer uma enorme besteira ali mesmo.
Eu estava tomado por uma raiva cega, um ódio profundo e doloroso de mim mesmo por ter sido tão ingênuo, tão idiota a ponto de arrastá-la para aquele inferno. Dominado por esse furor descontrolado, caminhei a passos largos em direção ao banheiro feminino na tentativa de interceptar a Ana. Ela ainda estava lá dentro se limpando quando cheguei à porta, e fiquei plantado imóvel, aguardando-a sair.
Assim que a porta se abriu, ela deu de cara comigo. Paralisou instantaneamente ao ver o meu rosto desfigurado pela decepção, pálido e com os olhos vermelhos e marejados. Ao me ver ali bloqueando a passagem com um semblante mortal, perguntou assustada, com a voz trêmula:
— O que aconteceu, amor? Por que você está com essa cara? — balbuciou, espantada com o meu estado.
— Você não tem absolutamente nada para me falar, Ana? — disparei com a voz fria e cortante como navalha.
Nessa hora, ela desviou o olhar culpado para o chão, mordendo o lábio inferior e mexendo nervosamente nos dedos e nas unhas, totalmente perdida e acuada:
— Do... do que você está falando, Marcelo?
— É sério mesmo que você vai continuar mentindo na minha cara? — perguntei, sentindo as lágrimas quentes voltarem a descer. A Ana continuou com a cabeça baixa, em silêncio mortal.
— Eu vi tudo! Eu vi vocês dois naquela sala!
Ela levantou a cabeça bruscamente, arregalando os olhos em um pânico profundo, branca como papel, percebendo que não havia mais para onde fugir e entrando em completo desespero:
— Amor, por favor, me escuta! Eu posso explicar tudo, deixa eu falar! — implorava ela, agarrando-se ao meu braço.
— Explicar o quê? O que aquilo tem para ser explicado?! — esbravejei, com os olhos rasgados de dor, lembrando de cada segundo do velho gozando na boca dela.
— Eu fiz aquilo tudo pensando na gente, na nossa vida! — justificou-se ela, chorando copiosamente.
— Pensando na gente?! De que diabos você está falando, Ana? Que loucura é essa? — perguntei, completamente indignado e revoltado com aquela resposta absurda.
— Tem tudo a ver sim, Marcelo! Você mesmo insistiu e me pediu para vir trabalhar aqui neste lugar. Você sabia muito bem que aquele velho nojento não iria me dar paz, que ele me desejava! Eu só fiz aquele sacrifício extremo para a gente conseguir realizar o nosso sonho de casar e ter nossa independência! — gritou ela, desabando em soluços.
Aquelas palavras me atingiram como um soco no estômago. Eu me calei de repente, porque, no fundo da minha alma, eu sabia que ela tinha razão; eu era o principal responsável por toda aquela desgraça, já que a Ana nem queria pisar naquele mercado e fui eu quem tanto insistiu.
— Você me culpa então por você ter chupado a pica daquele velho? — perguntei com a voz embargada. Eu no fundo concordava com ela.
— Você mesmo me disse que a gente precisava fazer sacrifícios pesados para ter o nosso canto, lembra? — respondeu ela, com os olhos banhados em lágrimas e o rosto borrado de rímel.
Respirei fundo, soltando o ar com violência, olhando para os lados do corredor e passando as mãos trêmulas pela cabeça, completamente desnorteado e perdido no meio daquele caos:
— E agora? O que vai ser da gente? Você vai virar a mulherzinha dele agora, é isso?
— Não, meu amor, nunca! Eu sou só sua, juro para Deus! Ele me jurou de pé juntos que iria me deixar em paz e nunca mais mexer comigo se eu fizesse aquilo. Eu só queria me livrar daquele velho, me perdoa por favor, me perdoa! — chorava ela, agarrada ao meu peito.
Olhando para ela ali, totalmente arrasada, destruída e consumida pelo arrependimento, percebi o quanto fui canalha por empurrá-la para aquela situação. Coloquei a mão pesada sobre a testa, sentindo o peso esmagador de todos aqueles problemas, e suspirei:
— Ana... vamos conversar melhor quando chegarmos em casa. Agora vai lá no banheiro lavar esse rosto, sua maquiagem está toda borrada.
Ela obedeceu cabisbaixa e voltou para o banheiro, enquanto eu, com o sangue fervendo nas veias, dei meia-volta e rumei decidido até a sala do Seu Alfredo.
Chegando lá, empurrei a porta. O velho ainda estava sentado, visivelmente ofegante pelo tranco do orgasmo, mas já com a calção recomposto. Ao me ver entrar de repente, ele levou um susto enorme, pulando na cadeira:
— Porra, Marcelo! O que você está fazendo aqui largando o caixa sem ninguém?! — rosnou ele, assumindo aquele tom brabo e mandão de patrão.
E continuou, tentando disfarçar o nervosismo:
— Inclusive, eu ia justamente falar com você e com a Ana agora pouco... Queria avisar que vou dar uma gratificação boa no salário de vocês, já que têm se mostrado bastante prestativos...
Fiquei plantado bem na frente da mesa dele, olhando com uma expressão mortal, cerrando os dentes e sem pronunciar uma única palavra.
— O que foi, garoto? Passou mal? Viu um fantasma, é? — debochou o velho.
— Você acha mesmo que eu sou cego e não vejo o que você fica fazendo em cima da minha noiva? Eu vim aqui foi para te dar um aviso: deixe a Ana em paz de uma vez por todas! — esbravejei, fechando os punhos com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos de ódio.
— Calma, garoto, abaixa esse tom! Eu não sei o que você acha que viu por aí, mas vamos conversar com calma... — tentou ele acalmar os ânimos, suando frio.
— Eu vi tudo, seu Alfredo! Eu vi absolutamente tudo o que você fez com ela! — falei, gesticulando indignado.
O velho arregalou os olhos, perplexo, e perguntou num fio de voz:
— Você diz... tudo, tudo mesmo?
— Sim! Desde o primeiro maldito dia neste lugar!
— Então quer dizer que você viu eu a encoxando e enfiando o dedo naquele cuzinho dela, foi? — disparou ele, sem nenhum pudor.
Fiquei em completo silêncio, com a cara fechada de raiva, digerindo aquela afronta. O velho, vendo que eu não neguei, começou a dar uma risada cínica, nojenta, a gargalhada típica de um velho safado e corrupto:
— Do que você está rindo, seu desgraçado? — perguntei, encarando-o fixamente nos olhos.
— Então quer dizer que você ficava assistindo de camarote enquanto eu bolinava a sua linda noiva... Por acaso você curtia a cena, garoto? Estava gostando de ver? — riu ele de maneira debochada.
— Do que você está falando?! Ficou totalmente louco da cabeça? — indaguei, sentindo calafrios.
— Ah, qual é, confessa para mim, garoto! Você ficava de pau duro ao me ver tocando na sua noiva, não ficava? — provocou o Seu Alfredo, mexendo cruelmente com o meu subconsciente. Eu já não sabia qual sentimento me consumia mais: o ódio, culpa ou de fato o tesão que ele se referia.
— Eu também já fui jovem, cheio de namoradinhas , rapaz. Se você realmente não estivesse gostando, já teria dado um basta nisso logo no primeiro dia. Ver o patrão pegando na carne dela também te deixava excitado, vai negar?
— Eu só quero que você deixe a Ana em paz, porra! — falei com a voz trêmula de raiva.
— Vamos fazer um acordo inteligente entre nós dois: eu sei perfeitamente que você adora observar a cena. Então me deixe comê-la de verdade! Quando eu comer aquela novinha gostosa, você fica com ela inteirinha para você, e ainda vai poder gozar horrores enquanto eu devoro aquela potranca — propôs o velho, sem a menor vergonha na cara.
— Não ouse falar dela desse jeito, seu canalha! A Ana ainda é virgem! — gritei.
O velho arregalou os olhos com uma careta de espanto cínico e disparou:
— Ora, ora, ora... Então é isso o que temos aqui? Quer dizer que vocês dois ainda não transaram em todo esse tempo? Fiquei em silêncio absoluto, e ele continuou, destilando veneno:
— Ah, isso tem toda a cara de ser uma regrinha moralista imposta pelos pais dela por conta de religião! Eu conhecia muito bem o pai daquela menina, era um homem muito metódico e chato — e soltou aquela risada asquerosa de novo.
— Então o negócio é o seguinte: você me ajuda a ter acesso a ela, e eu te ajudo financeiramente e te dou o espetáculo. Deixe eu comê-la...
— Ah, seu filho da puta! — interrompi, avançando um passo com sangue nos olhos.
Ele continuou impassível:
— Deixe eu comê-la de uma vez, que aí ela perde essa frescura e não terá mais nenhuma desculpa para não transar com você em casa. Será bom para os dois!
— Eu nunca vou permitir uma barbaridade dessas, seu monstro!
O Seu Alfredo gargalhou alto e respondeu:
— Mas é exatamente isso o que você quer no fundo, garoto! Então não precisa se esforçar para impedir nada, basta continuarem trabalhando aqui e eu pagarei um salário bem gordo para vocês. E caso ela queira me dar de livre e espontânea vontade...
Fiquei estático, calado, escutando aquilo e pensando na conversa que acabara de ter com a Ana, na certeza de que ela jamais daria nada para aquele velho asqueroso, pois ela só queria que ele a deixasse em paz. Mas o maldito continuou:
— Eu sei que você gosta de olhar e se excita com isso. Aproveita amanhã, que é dia de faxina pesada no mercado, e venha espiar sua noiva aqui comigo no estoque...
Nesse exato segundo, fomos interrompidos pela porta se abrindo bruscamente e a Ana entrando na sala, com o rosto limpo e os olhos ainda inchados.
— O que vocês dois estavam conversando? — indagou ela, desconfiada.
— Nada de mais, Ana. O Marcelo só estava com uma dúvida operacional lá no caixa e veio me consultar, não foi isso, Marcelo? — mentiu o velho com a maior naturalidade do mundo.
Olhei para a cara do Seu Alfredo por dois segundos que pareceram uma eternidade, engoli a seco e respondi com a voz fria:
— Foi isso mesmo... Deixa eu voltar correndo para o caixa, porque não tem ninguém lá atendendo os clientes.
E fui me retirando da sala a passos lentos, com a cabeça a mil por hora, completamente atordoado e pensando em cada palavra imunda que o velho me disseram, remoendo a culpa e me perguntando, com pavor na alma, se eu realmente havia sentido algum tipo de excitação doentia ao ver aquele velho nojento tocar e corromper a minha bela e perfeita noiva.
A história fica ainda mais intensa...
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Continua...
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Comentários (1)
Torres: Pra q escrever um conto tão longo assim, muitas repetições, tem q melhorar isso, contos curtos é bem melhor, fica a dica
Responder↴ • uid:7xbysxwoii