a bicicleta
levantei ouvindo minha tia chamar minha mãe - tia lucy era irmã mais nova , devia ser uns 2 anos mais nova , levantei e ja encontrei ela na sala , esparramada na cadeira , quando me viu perguntou - ema onde esta sua mãe ,ahh esquece - ta levantando agora menina ? tu se apruma ohh descabelada , ja é uma moça ? arrumei a saia amarrotada no corpo , puxei a calcinha para baixo que cortava tudo e fui no banheiro , logo ouvi os cochichos e as risadas das duas la fora no meio do quintal , longe para que não ouvi-se , mamãe entrou correndo pedindo para esperar , gritou - cuidar das linguiças no fogo antes que queima , depois de banho tomado e trocada sai para fora e vi uma bicicleta encostada no barraco , queria tanto uma ( adorava andar de bicicleta as tardes com os meninos como não tinha vivia implorando uma voltinha , ) eles deixavam só quando estava de saia , imagino que quando ia passar a perna por cima do cano ele viam minha calcinha , logo minha mãe chamou , filha , almoça logo e leva almoço para seu pai – ahh mãe , respondi com preguiça , terminei comer rápido e ela falou novamente , olha essa bicicleta ai é da sua tia , vai com ela , e fique la , preste atenção que tem umas raparigas la querendo tomar conta doque é meu viu , ai sim meus olhos brilharam na hora , coloquei a marmita do meu pai atras e subi em cima e sai na toda , ali sim era eu toda feliz , o vento batia na barra do vestido levantava mostrando minhas partes mas eu não tava nem ai , esperava chegar la e encontrar ele conversando com alguma mulher mesmo mas que nada , encontrei ele foi azul de fome , sozinho e trabalhando ,vi ele abrir a garrafinha de cachaça , tomou um gole no bico mesmo , fez careta sentindo o alcool queimar a garganta e abriu a marmita .
só pensava a tarde , se minha tia ia deixar eu andar com os meninos ? nossa casa era o unico barraco de dois andar ali naquele pedaço , esperei meu pai comer , beber agua , descansar um pouco , quiz saber da bicicleta eu expliquei de quem era , peguei as coisas para voltar novamente para casa , voltei voando , ali era a pessoa mais feliz do mundo , cheguei em casa e estava vazia , nem minha tia e nem minha mãe , guardei a bicicleta e fui sonhar acordada , andando de bicicleta com os meninos , fazendo inveja .
acordei com o batido de porta de carro ,em frente o barraco , logo minha mãe entrou ,- cadê a tia mãe ? ja foi , estava com pressa , fazer janta , mas mãe , a bicicleta ficou ? – sim , ela falou para vc cuidar , amanha ela pega , eu vou poder andar com os meninos daqui a pouco ?
porque a pergunta ema ? vai filha, é so ter cuidado , logo gritaram meu nome la fora , sai e fomos andar enquanto ouvia as gracinhas deles – nossa ema , ta mostrando tudo , eu dava de ombro , quase atravessamos a cidade e voltamos .
naqueles dias percebia minha mãe meio estranha , imaginei ser por causa da conversa sobre mulheres na obra , onde meu pai trabalhava .
eu ja era mocinha , mas criada na inocencia do interior , acostumada a ouvir gracinha dos meninos mas ja nem ligava mais .
era chamada de maluquinha por eles , junto eles falavam palavrão sem nem fazer questão que estivesse junto , me zoavam quando viam minha calcinha aparecendo em cima da bicicleta de alguém .
no dia seguinte foi a mesma coisa , só que sem minha tia aparecer , levei o almoço do meu pai , prestei atenção para ver rasto de alguma mulher la na obra , gostava de ver ele bebendo cachaça no bico da garrafa , fazia careta depois , a seguir era juntar as coisas e voltar sentindo o vento no rosto e a sensação de liberdade , cheguei em casa , tinha um carro na porta e um homem na sala , alto forte , andar com gingado de malandro , ouvi a bronca quando ela percebeu olhando para mim .
pode tirar os olhos dai ? é minha filha , sobe aqui em cima que quero te mostrar o buraco para tampar , la de baixo ouvi ela completar – se mexer com ela? mando te matar enforcado nas suas tripas , ouviu ?- fez um silencio imediato , cortado por ela mostrando algo – olha aqui seu discarado ? o buraco é esse para você tampar , achei estranho ouvi som de beijo , esse não , só o outro risos , ja falei esse não , ummmm , assim mesmo é para tampar direitinho , som de carne batendo em carne , ouvi um gemido , parecia de dor e ja ia subir quando ela falou , não é nada não filha foi eu que imprensei o dedo na tabua solta aqui . logo desceram com o homem arrumando a barguia da calça e ela arrumando os peito dentro do vestido , pensei e fiquei de olhar que buraco o homem teria tampado , nem sabia que tinha buraco no barraco .
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Comentários (2)
Miguel: Aguardando os seus amiguinhos também tampa o seu buraco já que você é muito inocente
Responder↴ • uid:muiqqds8lNathalia (NATY): Esses buracos estão em todo lugar ... bom que sempre tem alguém disposto a tampar .
Responder↴ • uid:w733w2qj