Três homens e uma casa de campo cheirando a sexo.
Meio da tarde de um domingo calmo. Choveu há pouco tempo, mas o sol já começa a reaparecer entre algumas árvores.
A ideia foi do meu pai, e o que seria um descanso para nós dois, foi estendido também para Caetano. Há muito pensava que merecíamos uns dias, mesmo que poucos, numa casa de campo que ele tinha visto no aplicativo de aluguéis. Gramado ao redor da construção antiga, varanda espaçosa, jardim bem cuidado, piso de pedra e janelas enormes. Nenhum de nós três pensava em usar a piscina naquele momento, mas depois da chuva, enquanto o sol brincava de cintilar a superfície da água, toda a cena pareceu um convite indecente.
Meu pai estava sentado na borda, sem camisa, mexendo os pés dentro da água. Meu tio, também sem camisa, usando só um short sem cueca por baixo, estava em pé atrás dele tentando empurrá-lo para dentro da piscina enquanto ria. Estou deitando em uma espreguiçadeira. Não fosse por uma toalha meio úmida que joguei sobre meu corpo, na altura da cintura, estaria totalmente nu diante dos dois brincalhões. Mantenho meus olhos cerrados, tentando não me envolver, mas o ruído que provocam é instigante.
Até que meu pai agarra o tornozelo do irmão sem paciência de seguir na luta para continuar seco. Um segundo depois os dois caem na água, gargalhando agarrados, ainda em luta.
Olhando de fora, a cena pede algo que eles não farão sem a minha presença ou meu toque físico. Eles precisam de mim para serem quem realmente estão destinados a ser.
“Ninguém vai me convidar pra entrar?” Pergunto descrente em pé, corpo desnudo brilhando ao sol.
É meu tio quem acena, calmo e divertido.
“Vem, Dudu. Seu pai só entrou porque queria me molhar. Ele vai sair se você demorar.”
A casa está silenciosa atrás de nós. Na varanda há três copos, uma garrafa de vinho branco aberta, frutas cortadas numa cerâmica antiga e um rádio quase vintage toca baixo uma música que se perde no meio dos nossos ruídos.
Entro na piscina de uma vez espirrando água para todos os lados. Meu pai finge temer nosso encontro e foge do irmão, que naturalmente se diverte em persegui-lo com a minha ajuda. Capturado, baixa as guardas e se deixa ser abraçado. Por um minuto inteiro nós três inventamos o tom do mundo. Nada importa além disso, nada é mais nobre que a intensidade do que temos juntos.
Os dois homens me mantém no meio, grudado aos seus peitos molhados. Meu pai é mais largo, o peito já coberto por pelos grossos ficando grisalhos em pontos específicos. Em que momento me perdi no tempo e ele completou 45 anos? Me olha enquanto analiso seu queixo bonito e maduro, exibe um sorriso doce, a paternidade lhe fazendo bem demais. Meu tio é um homem belo de 33 anos. O queixo sempre barbado, o peito liso é definido naturalmente, sem exageros. Me olha divertido, o sorriso é convincente, além de indecente.
Não fosse por minha intervenção, os dois jamais se beijariam.
Parecem se exibir para mim, uma demonstração de que merecem mais da minha atenção. Bem na minha frente a língua dos dois travam uma luta calma, mas viril. Não é paixão o que eles me mostram, mas um desejo quase animal de ceder o mais denso prazer masculino ou outro. O bigode do meu pai se molha quando o irmão quase o abocanha, o queixo de Caetano se move bonito, marcado e sexual. Minha sorte é não precisar dividi-los; tenho dos dois a intimidade absoluta. Podemos nos beijar ao mesmo tempo, os três.
Também podemos trepar, o que é ainda mais íntimo e pervertido. Particularmente, essa é nossa parte favorita.
Começou ainda na sexta quando partimos. Meu tio ocupou o banco do carona no carro do meu pai. Não sei em que momento decidiu que seria ele o dono da playlist durante nossa roadotrip. Eu fui descalço no banco de trás deitado de lado ocupando todo o espaço. Usei uma mochila como travesseiro para ficar mais confortável.
Inquieto, incito Caetano esticando meu pé até alcançar sua nuca e cutuco sua orelha com o meu dedão. O homem não me deu atenção de primeira, mas na terceira vez que foi provocado, agarrou meus dedos e mordeu na lateral do meu pé nada preocupado com meu grito exagerado. O drama foi consolado por meu pai que buscou o local da mordida, me fez esticar na direção do seu rosto e dividiu a atenção entre a pista e o meu pé. Primeiro deu uma mordida leve, depois um beijinho sobre a parta mais alta e alva, depois uma chupada indecente nos dedos centrais.
Caetano riu; meu pau endureceu.
Fizemos a primeira parada num posto de gasolina quase esquecido já muito adentro do interior do estado. Meu pai queria esticar a coluna, ficar de pé por alguns minutos em uma caminhada lenta pelos arredores. Quando voltou da pequena conveniência com um energético como pagamento para o seu copiloto, o encontrou me encostando na lateral do carro para massagear minha cintura com as mãos por baixo da camiseta amassada. O pau totalmente duro dentro do short pressionava minha nádega num rebolado suave. Precisava curvar um pouco o torso para alcançar minha nuca com seus lábios curiosos.
“Se comportem” meu pai repreendeu ao entrar no carro, mas mantendo a porta aberta para ver o que fazíamos.
“Não tem ninguém nesse fim de mundo” meu tio se defendeu.
“É claro que você vai usar isso como incentivo pra ser um safado, né?”
“Que inteligente você está se tornando, irmão” Caetano descontou. “Parabéns por descobrir o óbvio.”
Essa briga não era minha, então só restava continuar empinado na lateral do carro sorrindo para o meu pai sentado no banco de pernas jogadas para fora do banco. Caetano não cansava de roçar o contorno das minhas nádegas sobre o tecido frágil.
“Você tem trinta e três anos, já passou da hora de se comportar como um adulto. Ficar duro toda hora que encosta em alguém não é sinal de maturidade.” Meu pai acusou como só um bom advogado faria.
Caetano gargalhou. Deu uma afastada e tirou por alguns segundos a rola duríssima de dentro do short. A peça saltou pesada da cueca apertada, finalmente livre. Desceu uma tapa na polpa da minha nádega; um jeito de provocar pai e filho.
“Não fala assim dessa bunda deliciosa que seu filho tem” sussurrou, imoral. “Você sabe que isso aqui me deixa maluco” terminou se referindo à bunda que amassava.
Não teve jeito. Fui obrigado a mamar no bando traseiro enquanto meu pai dirigia e nos olhava pelo espelho. Sorria, é claro que orgulhoso do nosso feito inédito de corromper alguém que compartilha nosso sangue, ainda que seja ridiculamente fácil mexer com o tesão insaciável de alguém como Caetano. O homem aproveitava o short caído pelos tornozelos para afundar minha cabeça em seu colo, fazendo uma parte enorme dos seus vinte e dois centímetros rasgar minha garganta. Engoli toda a porra cremosa quando foi despejada na minha boca muitos quilômetros distante daquele posto inóspito.
Não demorou até meu pai olhar pelo retrovisor interno e me flagrar montando as coxas do seu irmão. O cara enorme por baixo metia lento e forte, enterrando a rola até o talo, as mãos sempre grudadas nas laterais macias do meu quadril. Apertava e gemia abafado com a boca grudada no meu pescoço. Dava para ver que fazia questão de encarar meu pai lançando olhares provocadores.
“Eu sabia que você não ia segurar a vontade de sentar nessa rola, filho” meu pai falou já desabotoando a calça.
“Isso, cara. Bate uma agora vendo seu irmão comer o rabo do seu moleque. Ele não consegue ficar longe de mim, mano. Olha aqui, presta atenção no jeito que ele encaixa. Já viu alguém sentar gostoso desse jeito numa pica tão grossa?
“Tenho certeza que é a primeira vez que vejo um moleque tão apertadinho aguentar essa tora.” Meu pai já se masturbava.
“Eu vou alargar essa delícia pra você. Vai ficar facinho de socar comigo mais tarde. Eu sei que você tá com saudade de arregaçar ele daquele jeito. Vai mentir pro seu irmãozão?”
As palavras saíam quase como ameaça do boca de Caetano em todo o trajeto até fazer sua porra quente vazar da minha bunda. Meu pai reclamou, não queria o banco manchado naquela altura do começo da viagem.
Por mais que pareça, não foi fácil aguentar outra dupla penetração ao final do dia quando as taças entornadas de vinho tinto fizeram o efeito esperado. Sobre a cama gigante e extremamente confortável, pude gritar sem medo, não haveria ninguém ao redor para escutar nossa devassidão. Caetano por baixo atolado inteiro entre as nádegas quentes e meladas, meu pai forçando por cima, pingando suor nas minhas costas. Urrava de prazer por estar nessa posição, socava estimulado pela maciez do meu cu e pela robustez do pau do irmão. Eu gemia por puro delírio de sentir cada dobra de veia na rola dos dois, cada pré-gozo escorrendo pela coxa, cada mordida nos ombros, cada tapa pesado no quadril.
Eles queriam me deixar marcas severas, e conseguiram.
Banhei o peito aberto e esbelto do meu tio quando gozei ainda sobre seu corpo enorme pelo meio da madrugada abafada. Ele não me deixou escapar, mesmo depois de me ouvir pedir por aquela porra grossa e quente na minha cara. Gozou meu rabo inteiro sem precisar tirar de dentro. Fez isso com socadas violentas que marcaram minha pele, do tipo que parece querer abrir o que já não pode ser mais esticado.
“Eu vou te alagar inteiro, Dudu. A minha vontade é de rasgar você, acabar com seu rabo gostoso. Fico com medo do animal que você acorda em mim quando aperta nossa pica desse jeito… Que sacanagem.” Confessou sentindo o leite batido escorrer no próprio saco depois da tortura que eu mesmo procurei.
Sobrou para o meu pai a função de gozar minha cara inteira. Caetano alisava meu quadril avermelhado dos seus tapas, via o irmão de pé sobre o colchão equilibrando o corpo já cansado e delirante com a punheta com eu batia para o seu pau grosso. Assustava a proximidade da rola pulsando do seu rosto e encarava minha audácia por querer rir enquanto pedia por uma esporrada pesada no queixo.
Feito. Meu pai gozou com um gemido sofrido, olhos apertados, corpo quase desabando sobre nós dois. Um parte da porra grossa escorreu meu queixo, do jeito que eu queria, outra caiu sobre a língua. Já a última esguichada foi direto no peito de Caetano.
“Sobrou pra mim” reclamou quando o irmão desabou ao nosso lado, exausto.
“Você deixou seu sobrinho gozar seu peito inteiro, qual o problema do irmão?” Meu pai rolou na cama, suado e pelado. “Caralho, a gente vai ter que trocar esse lençol. Tá cheirando a sexo.”
“Uma coisa é a porra cheirosa do meu bebê” Caetano falou e alisou meu rosto, depois beijou meu queixo. “Outra coisa é a goza de uma marmanjo igual você.”
“Próxima vez boto porra na sua boca” meu pai ameaçou indo para o banheiro, nenhuma preocupação sobre o peso das palavras sujas.
Caetano me olhou assustado, olhos arregalados.
Na manhã seguinte o sol nos acorda bem cedo. A casa de campo se ilumina de um jeito bonito, o jardim parece enfeitado pelas mãos cuidadosas de alguém apaixonado. Há orvalho pairando sobre a grama, a piscina aquecida é ainda mais convidativa. Meu pai grita da cozinha que temos café, mas falta pães frescos. Ele se recusa a comer biscoito numa casa tão bonita, porque é só isso que encontra nos armários velhos.
Eu demoro na cama com meu tio enfiado entre meus braços. O cheiro do nosso sono ainda resta nas paredes e sobre os lençóis; rápido demais tomamos posse de tudo. Ele se ajeita em mim, a pica vai ficando dura contra a minha coxa. Um homem maduro, quente e viril, achando carinho no peito macio de um garoto de 22 anos.
Ele sabe que trepar nessa altura vai me causar certa dor.
“Vou fazer uma coisa que precisa ser um segredo, senão seu pai vai querer também.”
Não suspeito o que seja, mas vejo o homem descer o corpo acima do meu. Fareja minha pele como um cão faminto, o queixo marca uma linha pela barriga. Lá embaixo, gruda os lábios em cada coxa, bem no meio delas. Me faz contorcer na cama quando morde, suspira e fala baixo.
“Seu cheiro é viciante demais, neném.”
Escuto meu pai mexer em algo, está longe demais para ouvir nossos sussurros.
“Cai de boca logo, tio. Me chupa de uma vez, não quero dividir sua boca com meu pai.”
Caetano obedece meu apelo como se fosse da sua personalidade se dobrar por garotos excitados. Talvez seja, porque foi mexendo com o queixo em minha intimidade, me deixando melado naturalmente, brincando com meus cheiros, e de repente estava passando a língua sobre a cabeça exposta da minha pica durinha presa entre os dedos. Uma lambida, uma sugada firme na cabeça, e então estava enfiando boca adentro sem destreza, mas guloso.
Me fez esticar na cama e erguer o quadril para ganhar uma chupada mais molhada e intensa, fui obrigado a agarrar seus cabelos bagunçados. Gozei rápido no meio de uns gemidos tímidos. É impossível segurar a porra apressada quando a língua pesada de um homem seguro acomoda tão bem a sua pica necessitada. Passou longe da minha rola melada, parecia temer a própria vontade de provar meu suco esbranquiçado e doce.
Terminei com o seu sorriso ao admirar a poça de esperma na minha barriga alva.
“Que bagunça a gente faz quando tá junto.”
“Não aguento mais gozar, tio.” Reclamei, a pica ardendo.
“Sem drama, tenho certeza que ainda temos muita porra pra soltar. Confia em mim.”
Uma hora depois nosso carro encosta diante de uma padaria no centro do vilarejo. Estamos os três de cabelos molhados, o que é muito suspeito. Há uma pequena praça, duas bicicletas encostas numa parede gasta, um gato dorme sob uma mesa velha de madeira. Uma senhora caminha com uma sacola de palha, não deve imaginar que no banheiro, enquanto me via secar o corpo, meu pai se divertiu ao saber que o irmão tinha caído de boca no meu pau. “Quanto tempo até eu ser mamado também?” Ele brincou.
Mais adiante meu pai insiste que não podemos ficar sem frutas na casa. Ele desce para ver o que a pequena venda tem de mais fresco e eu vou sonolento atrás. Cansado, Caetano fica no carro e sua única função é não atacar o nosso café da manhã cedo demais. Quando voltamos ele está mordendo um pão com chocolate. Ri, descarado, sem vergonha dos farelos na sua camiseta.
“Você disse que ia esperar.”
“Porra, eu tô faminto. Acha que é mole aguentar vocês dois?” Ele se defende.
“Se alguém aqui deveria reclamar, esse alguém é o Dudu… Você tá acabando com o rabo dele.” Meu pai brinca.
“Não posso fazer nada se você curtiu fazer uma dupla penetração no moleque. Eu sempre tive certeza que faço gostoso, se vocês dois estão viciados na minha trepada, que lidem com isso.”
Eu gargalho alto. Em parte, ele tinha razão. Não demoro a me jogar no banco traseiro e arranco do meu tio o pedaço que sobrou do pão de massa folhada. O irmão, ao volante, olha o parceiro ser debochado, como quase sempre é, e esmurra o ombro dele. Ofereço a última mordida e meu pai abocanha meus dedos com o pão. Tem chocolate no canto da minha boca. Ele poderia limpar a mancha com a ponta do polegar como qualquer pessoa faria, mas se estica na minha direção antes mesmo de ligar o carro e passa a língua pegajosa em meus lábios, provando o chocolate que restava em minha pele.
“Tem mais na minha língua” provoco.
Fico entre os dois bancos da frente e nos beijamos lento. Meu tio assiste, atento. Os olhos brilham. Uma língua procura a outra, minha mão vai sozinha parar no queixo barbado, os dedos enfiados fazem um carinho, ele ronrona na minha boca.
“Te amo, filho. Você sabe disso, né?”
Seu sussurro direto em meus lábios é apaixonante.
“Impossível esquecer” digo em resposta. “Amo muito mais você.”
A piscina nos viu aproveitar o dia. Deve ter adorado todo o tempo em que nós três ficamos duros dentro dela. Muitas vezes meus dedos passearam de uma rola para a outra. Uma mais grossa, não tão exagerada em tamanho; outra de medidas animalescas. As duas me desejando perdidamente.
Na noite do sábado vinha um ruído diferente da televisão da sala. Eles dois dividiam uma garrafa de vinho. A terceira taça me esperava sobre a mesa baixa de madeira nobre no centro da sala. Os homens estavam pelados, cada um em sua poltrona. O pornô na tela projetava uma imagem interessante: um garoto muito novo, loiro como eu, de pele tão macia quanto a minha, se rendia ao prazer de ser devorado por dois homens maduros.
Esperei longe da visão deles. Meu cheiro denunciava minha presença, mas pensaram que era só uma antecipação da minha chegada, afinal eu tinha ido preparar meu corpo para outra tortura intencional. Eles se masturbavam calmos, as mãos aproveitando a extensão de cada rola. Se olhavam, sorriam cúmplices, e admiravam a punheta um do outro. Quando revelei minha presença, eles dividiam os toques com as poltronas lado a lado. Cada irmão empenhado em bater a melhor punheta da vida para o outro enquanto gemiam baixo, ansiosos por minha boca ali.
Transamos lento levando tempo para aproveitar a última noite na casa antiga. Quando Caetano afundava a cara no rabo com beijos molhados na minha entrada machucada para depois botar a rola devagarinho, o irmão assistia. Quando era a vez do meu pai me tomar as últimas pregas sobre o tapete caro, ao pé da lareira, era Caetano quem admirava tomando um gole da taça reabastecida.
Estava sentado no tapete, costas apoiadas na poltrona onde o irmão se esticava, dono de tudo. Viu meu pai procurar a minha virilha com uma língua ligeira e sedenta enquanto alisava meus cabelos com a mão caída para a lateral. Fui mamado devagarinho, cabendo todo dentro da boca do guloso. Caetano fez seus dedos saírem do meu cabelo e pararem sobre meus lábios enquanto meus olhos, de baixo para cima, procuravam os seus. Entraram violentos, pousaram sobre a língua. Chupei com a mesma ganância que meu pai me chupava entre as minhas coxas. Minutos depois tomou minha porra satisfeito e os dedos do irmão ficaram molhados com minha saliva quente.
Cada um colocou duas gozadas em mim. Um escolheu o rabo e a barriga, outro preferiu gozar nas minhas costas quando me comeu de quatro, e depois ao longo da madrugada, no meu rosto. Não sei quantas horas marcava o relógio quando caímos exaustos.
Fim de tarde do domingo. O sol iluminando de dourado o campo atrás da casa dava uma ideia de que o tempo poderia pausar para aproveitarmos o instante em que meu pai me abraçava.
“Como não vimos esse lado?” Ele perguntou sobre meus ombros, admirado com a paisagem.
“Até pensei que poderia ser bonitinho aqui atrás, mas a gente tava ocupado demais trepando.”
“É um bom motivo pra perder isso aqui” meu pai se defendeu.
“Não estou reclamando, inclusive. Longe de mim não gostar de dois homens me dando esse nível de prazer.”
“Falando nisso…” Meu pai olhou ao redor se certificando de que Caetano ainda estava ocupado colocando as mochilas no carro. “Você acha que ele pode confundir os sentimentos em algum momento?”
Fiquei calado por um minuto.
“Assim como eu e você confundimos, pai?”
“É diferente para nós dois. Você é a única pessoa na minha vida. Impossível esquecer o fato de que transo com meu filho…” Ele deu uma roçada em meu quadril usando sua virilha. “E além de ser meu filho, você é meu homem. Eu te amo como namorado e te amo ainda mais como filho. Tenho o melhor dos dois mundos.”
“Eu gosto disso” sussurrei.
“E se ele também quiser ser…”
“Meu namorado?”
“É… Seu namorado…”
“Acho que você tá apressado demais com as coisas que só ele pode decidir.” Minhas mãos fizeram as mãos dele abraçar minha cintura e forçar mais o quadril me dando a benção de sua ereção.
“Minha mania de irmão mais velho em ação, desculpa.”
“Minha maior preocupação nesse momento é tentar te convencer a ficar mais um dia aqui, pai. Meu tio… Bom, duvido que ele não se apaixone por mim.”
Minha gargalhada exagerada talvez tenha ido até o outro lado da casa, onde Caetano esperava encostado no carro. Quando contornamos o quintal e ele nos avistou, sorriu acenando. A realidade parecia cada vez mais próxima naquele instante, ao mesmo tempo que era confortante pensar que na cidade tudo continuaria igual.
Eu e meu pai. Uma casa bonita, nossa cama confortável, meu tio dormindo nela por dias seguidos, nosso sexo pesado e pervertido de sempre, a intimidade virando uma regra. Naturalmente, onde quer que estejamos, só importa o que somos.
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Voltei logo. Estava ansioso pra mostrar qual é a ideia de descanso perfeita pra mim. rs Espero que gostem. Acho esse pedaço da história uma apreciável mistura de tudo que adoro: carinho, perversão, intimidade e muita porra.
Comentem. Adoro ler vocês.
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