Palavras para António...ou para o vento...
Um desejo de uma velha amante . .. a saudade de um toque, de um cheiro...de 60 anos de puro amor...eterno.
Hoje não queria abrir os olhos pela manhã... Não, hoje não. Mas sabendo que o hoje será já eterno, para mim...abri os olhos.
Ainda tive a esperança insana de te ver... confesso que senti o teu braço envolvido no meu corpo, a tua mão agarrada na minha mama...foram 60 anos acordando assim...60 anos que agora me parece 60 segundos
Passou tudo tão depressa... Nem dei por isso e, 60 anos...parece que foi agora que nos cruzamos neste mundo.
Eu estava trabalhando na loja de roupas, atendendo ao balcão, quando veio um jovem como eu...alto, vestido de militar, cabelo curto, um pequeno bigode para dar charme, olhos castanhos escuros quase negros...um sorriso na cara, tenta me seduzir, enquanto eu atendo a freguesa chata, que vai todo o santo dia ver as roupas e nunca compra nada.
Ela finalmente sai ..eu vou até ao local do balcão onde tu estavas me olhando e sorrindo. Te pergunto em que te poderia ser util, e com um ar divertido respondes:
- SIM , CLARO ...QUAL É O SEU NOME?
Vi onde tu querias levar a conversa... não eras o primeiro soldado a entrar na loja, com essa tática de me levar a dizer o meu nome...respondi aquilo que sempre disse a todos:
- CHAMO ENTÃO A MINHA PATROA. DONA ELVIRA...POR FAVOR VENHA AO BALCÃO ESTÁ AQUI UM SOLDADO QUE DIZ CONHECER A SENHORA...OU A QUER CONHECER...
-JA VOU .. SÓ UM MINUTO....PEDE AO SENHOR QUE ESPERE....
E pensei que fizesses como os outros e saisses da loja inventando uma desculpa esfarrapada...mas tu não te foste embora...ficaste e disseste:
- ÓTIMO...ASSIM FICO MAIS TEMPO VENDO OS SEUS INCRÍVEIS OLHOS VERDES...E O TEU SORRISO...E JÁ AGORA A SUA CARA CORADA...
Fora apanhada desprevenida... é que quem respondeu não foi patroa minha nenhuma, mas sim a minha mãe...a loja é minha, e ficava mesmo por debaixo da casa onde eu nasci...e morava.
Era uma combinação que tinha com a minha mãe para afastar os atrevidos medrosos que me vinham chatear a cabeça...mas tu não te foste embora.. ficaste olhando na minha cara, até me veres oferecer- te um sorriso de derrotada...e eu disse:
- PRONTO FUI APANHADA...MAS SE NÃO QUER COMPRAR NADA,POR FAVOR SAÍA...
- EU REALMENTE NÃO TENHO INTENÇÃO DE COMPRAR NADA .. ATÉ PORQUE UM SOLDADO NÃO GANHA O SUFICIENTE PARA COMPRAR ROUPAS COM A EXCELÊNCIA DE QUALIDADE DESTAS ..EU VIM MESMO NUMA MISSÃO SECRETA. ULTRA SECRETA, O BEM ESTAR DA NAÇÃO PRECISA DE NOSSA INTERVENÇÃO.
- NOSSA INTERVENÇÃO???!!! MAS ESTÁ LOUCO??? disse eu falando alto.
- SHHHHIIUUU...FALE BAIXO PELA SUA SAÚDE...FUI DESTACADO PARA A PROTEGER...
- AI SIM??? ENTÃO ANTES QUE EU CHAME A POLÍCIA, VÁ PROCURAR UM ESCONDERIJO LÁ NA RUA...ADEUS.
Foste embora com a cabeça meio baixa... Eu tive alguma pena de ti ... Mas ao mesmo tempo sorri divertida.
Mas confesso que nessa noite, quando lavava o meu corpo nu no meu quarto, como fiz sempre antes de me ir deitar nua, eu durmo sempre nua, tu estavas no meu pensamento e eu sorria...algo me dizia que ias regressar.
Assim foi...fim de tarde...no dia seguinte, quase na hora de encerramento da loja...vieste correndo rua acima para me veres outra vez.
Entraste na loja, e nem me deixaste falar e disseste:
- NÃO TENHO MUITO TEMPO, MAS EU CHAMO- ME ANTONIO, TENHO 22 ANOS, VOU AGORA PARA TANCOS DURANTE 2 MESES, SÓ TEREI DOIS DIAS DE LICENÇA, E VIREI AQUI TE VER, ONTEM QUANDO PASSEI PELA MONTRA E TE VI AÍ NO BALCÃO, SOUBE QUE TU ERAS A MULHER COM QUEM EU ME VOU CASAR UM DIA, SEI QUE ME ACHAS MALUCO, NÃO ME IMPORTO. AGIRA TENHO DE UR EMBORA A CORRER POIS INVENTEI UMA MENTIRA PARA VIR AQUI CORRENDO. DESCULPA MAS VOU FAZER UM ROUBO ..
E tu pulaste por cima do balcão, me envolvente com teus braços e me deste um beijo na boca...e saíste correndo pela porta da loja, sem eu ter sequer tempo de abrir a boca... fiquei parva...com teu atrevimento e parva porque eu gostei do teu beijo.
Não contei a ninguém...e tiveste o efeito de te esperar ver entrar na loja a qualquer instante... qualquer toque da sineta presa na porta que sinalizava a entrada de alguém na loja eras tu quem eu pensava ser.
Até que passadas 3 semanas .. apareceste com um enorme ramo de rosas, na porta disseste:
- DEIXAS- ME ENTRAR? DESCULPA A ÚLTIMA VISITA...MAS QUASE DESERTEI PARA TER AQUELE MINUTO CONSIGO...PODE ME DIZER O SEU NOME .. É QUE AS ROSAS SÃO PARA SI, TEM UM BILHETE ESCRITO POR MIM, MAS FALTA LÁ O SEU NOME...
Eu tive de me rir contigo...que atrevimento misturado com verdade e sinceridade...ou foi a tentativa de engate mais louca do mundo... E resultou,porque eu te disse:
- TENHO O MESMO NOME DAS FLORES QUE TRAZES.
Se pudesses ter visto o teu sorriso sacana...e escreveste o meu nome no bilhete e me ofereces te as rosas.
Pronto eu já te conheci... E naquela licença de 2 dias conquistas o meu coração, nem me deste a mínima chance...porque o beijo que demos quando foste apanhar o comboio para regressares a Tancos, eu dei ele porque quis ..porque precisei do toque dos teus lábios nos meus.
Fomos demasiado avançados para aqueles tempos de namoro as janelas, ou de beijos roubados às escondidas...
Quando acabaste o serviço militar obrigatório, no dia seguinte nos casamos á pressa na igreja...eu estava grávida de 8 meses.
Sim, não te resisti. Perdi a minha inocência ou virgindade na cama do meu quarto. Parece que ainda me vejo aos beijos na boca, deixando e desejando que me tirasses as roupas...ver a tua cara séria quando fiquei nua... Olhavas as minhas colossais mamas subindo e descendo enquanto eu respirava depressa...aquele teu toque suave com a cabeça dos teus dedos na pele macia das minhas mamas...na minha cara...na minha barriga...nas minhas pernas e nos meus braços...mas foi quando me abraças nua..e as tuas mãos deslizaram pelas minhas costas até chegares às minhas nádegas firmes e grandes que eu senti aquele arrepio de frio pela espinha...foi aí que eu nua encostei a minha pele á tua pele...que senti a tua masculinidade dura roçando a minha fenda ...e soltei um gemido tímido e puro de prazer...e te beijei a cara...o pescoço... até ficar sentada na cama, e te tirei as tuas cuecas com medo e curiosidade...eu nunca tinha visto um pau antes...e quando vi fiquei corada...ainda mais corada...a medo toquei nele tu gemeste... Eu gostei de te ouvir gemer...meti ele na boca...beijei ele...foi puro instinto...apenas o teu gemido foi como que a prova de que eu estava fazendo as coisas bem feitas.
Depois engoli mais...um sabor estranho invade o meu palato...diferente mas bom... entusiasma...engoli mais... depois as tuas mãos me ajudaram a perceber que querias...eu engolia e depois quase tirava...tu gemias, e dizias para eu continuar...CONTINUUUAA RROISAA ..HHHUMMMMM...
Senti ele engrossar mais um pouco, apanhaste eu desprevenida quando seguras a minha cabeça e me obrigas a engolir ele todo...fiquei com o nariz entre teus pelos, e a boca cheia de teu leite...e engulo sem verdadeiramente querer...o começo a tossir.
Tu respiras depressa...e me empurras para cima da cama...abres as minhas pernas e metes a tua cara entre as minhas pernas e começas a lamber a minha buceta...que foste tu fazer...uma descarga elétrica vinda da buceta atravessa o meu corpo todo, até às minhas mamas balançaram violentamente batendo na minha cara e depois voaram separadas para baterem com estrondo uma na outra na minha frente...o grande gemido que soltei veio da minha alma...e tu repetisse outra vez...abrias as minhas pernas, eu queria encostar elas, mas tu as mantinhas abertas...eu ofereço a ti a minha buceta...tu em retribuição fodes a minha imaculada buceta com a língua...ai a tortura do clitóris pegando fogo...mexido pela tua mão...esse ponto de tesão que eu explorava sozinha nas noites agora estava a ser manipulado por ti...eu agradecia me torcendo e soltando fluidos do meu interior na tua cara e tu não me dando tréguas...a cama é um campo de batalha delicioso, sem tréguas...onde a rendição sai na forma de orgasmos intensos e desejados...
Quando estavas na ponta da cama, já de pé, entre as minhas pernas eu via o teu sexo imponente apontando para o teto do quarto...eu sabia que se iria seguir...ainda tentei escapar, mas encaixado entre as minhas pernas foste enfiando ele para dentro da minha buceta...dei aquele grito de ex virgem quando perde a sua virgindade...e tu entraste todo ..suavas tanto como eu apesar de ser Inverno...
Depois...entre gemidos e gritos me fodeste até depositares dentro de mim o teu leite, beijando- me na boca, e eu arranhando as tuas costas até fazer sangue...depois me puseste de 4 e me enfias ele todo reclamando a posse do meu corpo... E vendo as minhas mamas colossais batendo uma na outra, só com os meus gemidos e gritos, tu agarrado aos meus longos cabelos negros, fazendo deles rédeas como se estivésses cavalgando uma égua... enchendo novamente a minha intimidade com teu leite...
Depois...seguiram- se décadas de lutas na cama...nos descobrindo cada vez mais...seguiram-se década após década de amor...fui tão feliz ao teu lado meu amor ... Porque nunca deixaste e nunca me pediste para ser tua...apenas me pedis-te para te acompanhar para o resto da vida.
Ontem deixaste de existir...voaste pela chaminé crematório na forma de fumo que o vento espalhou...odeiei-te...fiquei sozinha nesta cama...nesta casa...nesta vida... senti ainda o teu toque se estou ficando louca não faz mal... também estou velha e agora resta a tua recordação...teu sorriso...e a roseira que semeaste perto da janela do nosso quarto, com a promessa de que quando tu não estivesses aqui comigo, o vento traria o cheiro das rosas...e esse vento eras tu ... Prometeste...a janela está aberta...eu estou nua na cama...vem acariciar o meu velho corpo...vem vento...e faz o meu corpo ficar jovem outra vez...amo- te Antonio.
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