Titia me mamou durante o almoço em familia
Na semana seguinte ao ocorrido com minha tia, fomos almoçar na casa da minha avó. Arroz, feijão, frango, doze pessoas falando ao mesmo tempo e um ventilador de teto girando devagar, sem resolver nada. Fazia o mesmo calor de sempre.
Tia Letícia chegou atrasada, de vestido. E que vestido— azul, sem manga, marcando tudo o que o short de dormir tinha escondido na semana anterior. Foi passando e beijando todo mundo, um por um, e quando chegou em mim encostou o rosto no meu e sussurrou:
— Oi, sobrinho.
Só isso. E eu já estava perdido.
Sentou do meu lado. Ninguém achou estranho — era o lugar que sobrou, foi o que ela disse. Mas embaixo da mesa, onde ninguém via, o pé dela saiu do chinelo e encostou no meu. Ficou ali. Depois subiu, devagar, pelo lado da minha perna, e desceu de novo, como se estivesse só se ajeitando na cadeira. Ela continuava falando da prima, do trabalho da prima, do cachorro da prima, olhando para o prato com uma cara de santa que não me enganava mais.
Quando pedi o feijão, ela passou a travessa e a mão dela veio junto. A mão, não a travessa. Desceu por baixo da toalha, achou meu joelho, subiu pela coxa por dentro e parou em cima do pau, já duro, apertado contra a bermuda.
— Tá assim desde quando? — ela perguntou, baixinho, sem tirar os olhos do prato.
— Desde que você chegou.
Ela apertou uma vez, de leve, e voltou a comer como se nada.
Passou o resto do almoço assim. A cada prato que ia pra cozinha, a mão dela me encontrava. Quando minha mãe perguntou se ela queria sobremesa, ela disse que ia lavar as mãos e se levantou. Passou atrás da minha cadeira, encostou a boca no meu ouvido e falou:
— Conta até dez e vem.
Contei até quatro.
O corredor era escuro e curto. Ela estava encostada na porta do banheiro, me esperando, e me puxou pra dentro pelo pulso, girando a chave atrás de nós. O barulho da família continuava do outro lado, abafado.
— Rápido — ela disse. — E silêncio.
Me empurrou contra a porta e me beijou com a boca aberta, a língua funda, a mão já abrindo minha bermuda. Desceu beijando meu peito, minha barriga, se abaixou com o vestido subindo pelas coxas e se ajoelhou no tapete. Tirou meu pau pra fora e olhou pra ele, sorrindo, como quem reconhece um velho conhecido.
— Vem cá.
Passou a língua de baixo pra cima, devagar, de propósito, e só depois engoliu. Dessa vez eu já sabia o que esperar — o calor, o jeito da língua na cabeça, a mão apertando minha base — e mesmo assim aguentei menos. Ela percebeu e chupou mais fundo, a bochecha afundando, a mão livre subindo pra me segurar pelo quadril.
— Tô perto — avisei.
Ela não parou. Só apertou meu quadril e gemeu com a boca cheia, e a vibração foi o que me derrubou. Gozei na boca dela, e ela engoliu tudo, sem pressa, sem largar.
Levantou, ajeitou o vestido e se olhou no espelho. Passou o dedo no canto da boca, retocou o batom, arrumou o cabelo. Do lado de fora, alguém gritava por mais farofa.
— Vai na frente — disse. — Eu já vou.
Voltei pra mesa. Minha mãe me olhou de cima a baixo.
— Você viu sua tia lá dentro?
— Não, achei até que ela já tinha voltado.
Ia ser dificil esconder ad coisas mas, francamente, isso até me deixava mais excitado com a situação.
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