Minha primeira foda com minha tia gostosa
Tia Letícia tinha quarenta anos e um jeito de andar que fazia a casa dela parecer pequena demais. Eu tinha dezoito, recém-habilitado, e meus pais me mandaram passar o fim de semana na casa dela enquanto reformavam o apartamento.
- Ajuda sua tia com as caixas - disse minha mãe.
Era um prazer dar a ajuda que fosse para ela, uma mulher gostosa no sentido mais preciso da palavra. Cabelo escuro cortado no ombro, braços definidos, e uma bunda que o short de dormir não disfarçava quando ela se abaixava pra pegar qualquer coisa do chão. Viúva havia três anos — o tio morreu numa queda de moto — e, segundo minha mãe, sem ninguém desde então. Ela me abraçou na porta e o abraço durou um segundo a mais do que precisava.
- Você cresceu - ela disse, me olhando de cima a baixo. - virou homem.
Rimos. Ela me ofereceu o quarto, mas o quarto estava entupido de caixas e eu acabei no sofá da sala. Fazia um calor de rachar.
Naquela primeira noite, depois que ela foi tomar banho, eu fiquei só de cueca no sofá, com o ventilador batendo em mim, e fiz o de sempre. Punheta de fim de noite, sem cerimônia. Foi quando senti o cheiro de creme de cabelo e olhei pra porta.
Ela estava encostada no batente, de camisola de cetim preto, os braços cruzados, sorrindo.
- Pode continuar! - ela disse. - É bonito de ver.
Minha mão parou. Ela veio, sentou na beirada do sofá, os joelhos quase tocando os meus.
- Há quanto tempo você faz isso?
- Uns três anos.
- E ninguém nunca te viu?
- Nunca.
Ela esticou a mão e me tocou. Não no pau — na coxa, bem devagar, subindo. Passou por cima do tecido e eu achei que ia morrer ali mesmo.
- Amanhã a gente conversa melhor.
Ela disse isso e foi dormir. Me deixou duro, com a mão na barriga, olhando o teto.
Dormi mal.
No dia seguinte ela se esforçou pra me deixar maluco. Acho que foi de propósito. Short de dormir até tarde, blusa sem sutiã pra tomar café, cabelo molhado. Pediu ajuda pra arrastar a cômoda e ficou na minha frente, curvada, reclamando do calor.
- Aqui tá insuportável. Vamos pra piscina.
Passou o dia inteiro assim: me tocando quando passava, o quadril encostando, a mão no meu ombro demorando mais que o normal. À noite abriu uma garrafa de vinho, sentou no chão, encostada no sofá, entre as minhas pernas. Deu um gole, me passou a taça e ficou olhando o teto.
- Você tem namorada?
- Não.
- Já transou?
- Vou transar... - respondi. - um dia.
Ela virou a cabeça e me olhou por cima do ombro. Depois subiu o corpo devagar, sentando no sofá do meu lado, e me beijou. Foi um beijo de gente grande, a língua dela invadindo a minha boca como se já soubesse o caminho.
- Então vai ser hoje.- ela disse contra os meus lábios.
Me levou pelo pulso até o quarto. Tirou a blusa e o short de uma vez só, sem vergonha nenhuma, e ficou de pé na minha frente. Quarenta anos e nenhum deles sobrando. Barriga lisa, seios pesados, aquela curva de quadril que me fez esquecer o próprio nome.
- Tira a roupa - ela mandou, e riu do meu atraso.
Me empurrou na cama. Passou a boca pelo meu peito, pela barriga, e depois engoliu meu pau inteiro de uma vez. Foi um choque. Ninguém tinha me preparado pro calor da boca dela, pro jeito que a língua trabalhava a cabeça enquanto a mão apertava minha base. Aguentei pouco e avisei.
- Pode gozar! - ela disse, e me ordenhou mais fundo.
Gozei na boca dela. Ela engoliu, limpou o canto dos lábios com o dedo e sorriu.
- Sua primeira vez foi só isso?
- Não - respondi. - Ainda não."
Ela se deitou de costas. Abriu as pernas pra mim sem pressa, joelho dobrado, me chamando com a mão. Desci, beijei a coxa, o ventre, e beijei ela lá embaixo — o gosto ácido, o cheiro quente de quem está com vontade. Ela gemeu alto, puxou meu cabelo, e quando eu achei que ia gozar de novo só de ouvir aquilo, me puxou pelos ombros.
- Vem. Devagar.
Entrei com cuidado e ela abriu os olhos pra me ver. Foi apertado, foi quente, e por um instante eu travei — o mundo inteiro reduzido àquilo.
- Devagar - ela repetiu, a mão na minha nuca. - Isso. Assim.
Fiz. Ela levantou o quadril, encontrou o ritmo comigo, e a partir daí o corpo dela passou a me ensinar. Não precisei mais pensar. Ela me empurrou pro lado, sentou em cima e ficou ali me olhando com o cabelo caindo na cara, se movendo devagar no começo e depois rápido, rápido, rápido, a mão espalmada no meu peito, os gemidos cada vez menos contidos.
- Goza comigo. - ela pediu.
E eu gozei, me segurando nos quadris dela como se fosse cair. Ela veio junto, tremendo, a boca aberta e nenhum som saindo, e depois desabou sobre o meu peito, ofegante, rindo baixinho.
Ficamos assim um tempo. O ventilador girando, o lençol grudado na pele.
- Você cresceu mesmo!
Voltei pra casa no domingo, e minha mãe perguntou se a tia tinha sido legal comigo.
- Demais!
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